sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Folhas secas

Neste samba, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito esquecem as tragédias do amor para homenagear a sua querida Mangueira, ligando-a a uma reminiscência da juventude: “Quando piso em folhas secas / caídas de uma mangueira / penso na minha escola / e nos poetas de minha Estação.” Não abandonam, porém, a amarga obsessão pelo “fim”, tantas vezes presente em suas canções: “Quando o tempo avisar / que eu não posso mais cantar / sei que vou sentir saudade / ao lado do meu violão / da minha mocidade...”

Um dos grandes sambas da dupla, “Folhas Secas” foi feito para Beth Carvalho, segundo Brito, que conta: “para nossa surpresa, o arranjador César Camargo Mariano levou a música para a Elis Regina e as duas gravações saíram na mesma ocasião, quebrando o ineditismo da Beth.” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jaime Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Folhas secas (1973) - Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito
Tom: F

Introdução: F C7
 F                        Cm  D7
Quando eu piso em folhas secas
Gm Bbm C7
Caídas de uma mangueira
Gm G7 C7
Penso na minha escola
F Abº Gm C7 F
E nos poetas da minha estação primeira
F Cm D7
Não sei quantas vezes
Gm Bbm C7
Subi o morro cantando
Gm G7 C7
A luz do sol me queimando
F D7 Gm C7 F
E assim vou me acabando.
F E7 Am Am Bbm Bm Cm
Quando o tempo avisar
Cm F7 Bb
Que não posso mais cantar
C7 F D7
Sei que vou sentir saudade
G7
Ao lado do meu violão
C7
E da minha mocidade.

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