terça-feira, 15 de agosto de 2006

Deixa a lua sossegada

Deixa a lua sossegada (marcha, 1935) - João de Barro e Alberto Ribeiro
Almirante

É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim


A lua malcriada quando passa
Espia na vidraça
Dos quartos de dormir
Zombando dos casais enamorados
Quase sempre descuidados
Ela fica sempre a rir


Não quero mais saber de ver a lua
Que passa pela rua
Roubando a escuridão
Prefiro ver você sem ver a lua
Contemplando a imagem sua
Bem juntinho ao seu portão


Se não houvesse lua, eu asseguro
O mundo no escuro
Seria muito bom
Um beijo começava em Realengo
Esquentava no Flamengo
E acabava no Leblon

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