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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Hotel das estrelas

Hotel das Estrelas (1970) - Jards Macalé e Duda Machado

G7 C7
Dessa janela sozinha
G7 C7
Olhar a cidade me acalma
G7 C7
Estrela vulgar a vagar
C D Em
Rio e também posso chorar
Em D C D Em
E também posso chorar

G7 C7
Mas tenho os olhos tranqüilos
G7 C7
De quem sabe seu preço
G7 C7
Essa medalha de prata
C D Em
Foi presente de uma amiga
Em D C D Em
Foi presente de uma amiga

A7 Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Sobre o pátio abandonado
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Em doze quartos fechados
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Profetas nos corredores
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Mortos embaixo da escada
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Oh ye, mas isso faz muito tempo

C7M
Mas isso faz muito tempo
No fundo do peito, esse fruto
D Em
Apodrecendo a cada dentada
Em D
Oooh
C7M
No fundo do peito, esse fruto
Em
Apodrecendo a cada dentada

Mas isso faz muito tempo... (repete)

(repete 1ª estrofe)

Hotel das estrelas

Hotel das Estrelas (1970) - Jards Macalé e Duda Machado

G7 C7
Dessa janela sozinha
G7 C7
Olhar a cidade me acalma
G7 C7
Estrela vulgar a vagar
C D Em
Rio e também posso chorar
Em D C D Em
E também posso chorar

G7 C7
Mas tenho os olhos tranqüilos
G7 C7
De quem sabe seu preço
G7 C7
Essa medalha de prata
C D Em
Foi presente de uma amiga
Em D C D Em
Foi presente de uma amiga

A7 Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Sobre o pátio abandonado
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Em doze quartos fechados
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Profetas nos corredores
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Mortos embaixo da escada
Em
Mas isso faz muito tempo
A7
Oh ye, mas isso faz muito tempo

C7M
Mas isso faz muito tempo
No fundo do peito, esse fruto
D Em
Apodrecendo a cada dentada
Em D
Oooh
C7M
No fundo do peito, esse fruto
Em
Apodrecendo a cada dentada

Mas isso faz muito tempo... (repete)

(repete 1ª estrofe)

sábado, 8 de setembro de 2007

Jards Macalé

Jards Macalé (Jards Anet da Silva) nasceu em 03 de Março de 1943 no Rio de Janeiro RJ. Aprendeu a tocar violão por volta dos 14 anos, e em 1958 começou a estudar orquestração, arranjo, composição e violão. Na Escola Pró-Arte foi aluno de Guerra-Peixe (orquestração), Peter Daulsberg (violoncelo) e Turíbio Santos (violão). Em 1964, compôs Meu mundo é seu (com Roberto Nascimento), gravada por Elizeth Cardoso.

Sua carreira profissional começou realmente em 1965, quando tocou violão na montagem paulista do show Opinião, no Teatro Ruth Escobar, de São Paulo. Nesse mesmo ano, junto com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Carlos Castilho, participou da direção musical da peça Tempo de guerra, apresentada no Teatro de Arena, e dirigiu a parte musical do show Arena canta Bahia.

Em 1967 recomeçou seus estudos, então com Ester Scliar e com o maestro Guerra-Peixe. Em 1968, estreou no cinema: compôs musicas sobre textos de Mário de Andrade para o filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, participou da trilha sonora de O Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha.

No ano seguinte, lançou seus primeiros sucessos: com Capinam, compôs Pulsars e quasars, Pula-pula e Movimento dos barcos; com Duda, escreveu Hotel das Estrelas e Archaic Lonely Star Blues. Gravou ainda, com Gilberto Gil, Aquele abraço e Cultura e civilização; foi o responsável pela direção musical e pelos arranjos, participando também como vocalista, do LP Cultura e civilização, de Gal Costa. Causou polemica, nesse ano, ao apresentar, no IV FIC da TV Globo, do Rio de Janeiro, uma música sua, escrita de parceria com Capinam: Gotham City.

Em 1970 compôs novos sucessos, desta vez com Waly Sailormoon, Vapor barato, e Mal secreto (também gravadas por Gal Costa) e fez a direção musical do show Deixa sangrar, ainda com Gal Costa.

Em 1972, trabalhou nos arranjos e direção do LP Transa, de Caetano Veloso, e em espetáculos no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife PE e Salvador BA. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, pela Philips. No ano seguinte, lançou, pela mesma gravadora, seu segundo LP – Aprender a nadar – e fez a trilha sonora para filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum, em que também trabalhou como ator.

Em 1977 gravou o LP Contrastes, pela Som Livre. Em 1979 lançou o álbum duplo Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo no MAM do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1973 e proibido pelo regime militar durante seis anos. Gravou em 1987 o disco Quatro batutas e um curinga, pela Continental.

Em 1991, atuou na novela Amazônia, da TV Manchete e, em 1994, lançou o CD inédito Let’s play that, gravado dez anos antes em parceria com o percussionista Naná Vasconcelos e recusado na época pelas gravadoras. O disco inclui Let’s play that (com Torquato Neto), Puntos cardenales (com Jorge Mautner) e música para fragmentos dos Cantos de Ezra Pound.

Desde 1994 a maioria de seus LPs foi relançada em CD, entre eles Aprender a nadar, Direitos humanos no banquete dos mendigos e Contrastes, todos pela Rock Company, em 1995. Também participou de outros discos, como os songbooks de Noel Rosa (1991), Vinícius de Moraes (1993), Dorival Caymmi (1994) e Ary Barroso (1995), todos da Lumiar.

Em 1997 musicou os dois últimos poemas que recebeu de Torquato Neto, Destino de poeta e Sim, não, além de poema inédito do cineasta Glauber Rocha.

Há mais de 30 anos no cenário musical, também transita por outras artes: no teatro, trabalhou ao lado de José Celso Martinez Correia na peça Brecht Hindemith, no cinema, atuou como ator com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman; nas artes plásticas, trabalhou com Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerschman.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Jards Macalé

Jards Macalé (Jards Anet da Silva) nasceu em 03 de Março de 1943 no Rio de Janeiro RJ. Aprendeu a tocar violão por volta dos 14 anos, e em 1958 começou a estudar orquestração, arranjo, composição e violão. Na Escola Pró-Arte foi aluno de Guerra-Peixe (orquestração), Peter Daulsberg (violoncelo) e Turíbio Santos (violão). Em 1964, compôs Meu mundo é seu (com Roberto Nascimento), gravada por Elizeth Cardoso.

Sua carreira profissional começou realmente em 1965, quando tocou violão na montagem paulista do show Opinião, no Teatro Ruth Escobar, de São Paulo. Nesse mesmo ano, junto com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Carlos Castilho, participou da direção musical da peça Tempo de guerra, apresentada no Teatro de Arena, e dirigiu a parte musical do show Arena canta Bahia.

Em 1967 recomeçou seus estudos, então com Ester Scliar e com o maestro Guerra-Peixe. Em 1968, estreou no cinema: compôs musicas sobre textos de Mário de Andrade para o filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, participou da trilha sonora de O Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha.

No ano seguinte, lançou seus primeiros sucessos: com Capinam, compôs Pulsars e quasars, Pula-pula e Movimento dos barcos; com Duda, escreveu Hotel das Estrelas e Archaic Lonely Star Blues. Gravou ainda, com Gilberto Gil, Aquele abraço e Cultura e civilização; foi o responsável pela direção musical e pelos arranjos, participando também como vocalista, do LP Cultura e civilização, de Gal Costa. Causou polemica, nesse ano, ao apresentar, no IV FIC da TV Globo, do Rio de Janeiro, uma música sua, escrita de parceria com Capinam: Gotham City.

Em 1970 compôs novos sucessos, desta vez com Waly Sailormoon, Vapor barato, e Mal secreto (também gravadas por Gal Costa) e fez a direção musical do show Deixa sangrar, ainda com Gal Costa.

Em 1972, trabalhou nos arranjos e direção do LP Transa, de Caetano Veloso, e em espetáculos no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife PE e Salvador BA. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, pela Philips. No ano seguinte, lançou, pela mesma gravadora, seu segundo LP – Aprender a nadar – e fez a trilha sonora para filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum, em que também trabalhou como ator.

Em 1977 gravou o LP Contrastes, pela Som Livre. Em 1979 lançou o álbum duplo Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo no MAM do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1973 e proibido pelo regime militar durante seis anos. Gravou em 1987 o disco Quatro batutas e um curinga, pela Continental.

Em 1991, atuou na novela Amazônia, da TV Manchete e, em 1994, lançou o CD inédito Let’s play that, gravado dez anos antes em parceria com o percussionista Naná Vasconcelos e recusado na época pelas gravadoras. O disco inclui Let’s play that (com Torquato Neto), Puntos cardenales (com Jorge Mautner) e música para fragmentos dos Cantos de Ezra Pound.

Desde 1994 a maioria de seus LPs foi relançada em CD, entre eles Aprender a nadar, Direitos humanos no banquete dos mendigos e Contrastes, todos pela Rock Company, em 1995. Também participou de outros discos, como os songbooks de Noel Rosa (1991), Vinícius de Moraes (1993), Dorival Caymmi (1994) e Ary Barroso (1995), todos da Lumiar.

Em 1997 musicou os dois últimos poemas que recebeu de Torquato Neto, Destino de poeta e Sim, não, além de poema inédito do cineasta Glauber Rocha.

Há mais de 30 anos no cenário musical, também transita por outras artes: no teatro, trabalhou ao lado de José Celso Martinez Correia na peça Brecht Hindemith, no cinema, atuou como ator com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman; nas artes plásticas, trabalhou com Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerschman.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Vapor barato

O show “Gal a Todo o Vapor”, que virou elepê, foi o grande acontecimento musical do verão de 72, transformando a cantora em musa e mito sexual da turma que freqüentava o Pier de Ipanema, local também chamado de Dunas da Gal ou Dunas do Barato. O show misturava clássicos como “Antonico” (Ismael Silva), “Falsa Baiana” (Geraldo Pereira) e “Assum Preto” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com música pop da época como “Pérola Negra” (Luiz Melodia), “Como Dois e Dois” (Caetano Veloso) e “Vapor Barato”, de Jards Macalé e Waly Salomão, sendo este o responsável pela direção do espetáculo.

Compositores de obra extravagante, Salomão e Macalé podem ser incluídos no rol dos chamados artistas “malditos”. Chegaram os dois a desenvolver um movimento denominado de “Morbeza Romântica”, representando a palavra “morbeza” uma combinação de “morbidez com beleza”, que eles afirmam caracterizar o repertório romântico da ira. Com um título alusivo aos vapores da Cannabis sativa que os ares do Pier, e uma letra, segundo Waly, “direta, frontal, oposta a tendência liricista e nebulosa que predominava dizendo o que era possível naquele momento de desencanto”, “Vapor Barato” dá uma idéia do adotado pela dupla.

Sobre essa letra (“Oh, sim, eu estou cansado / mas pra dizer / que não acredito mais em você”), Macalé pôs uma melodia e “Vapor Barato” se tornaria o hino dos hippies (especialmente dos que freqüentavam as Dunas), que era cantado com entusiasmo pelas platéias do show da Gal. Habituado a vaias (como as que recebeu quando defendeu “Gotham City” no IV FIC) e polêmicas, o carioca Jards Annet da Silva, apelidado de Macalé por ser ruim de bola (como um Tião Macalé que jogou no Botafogo do Rio à época em que Macalé queria ser craque), encontrou o seu o ideal, pelo menos para aquele momento, na figura inquieta do poeta baiano Waly Salomão (em 71/72 ele assinava “Sailormoon”), resultando desse encontro, além de “Vapor Barato”, músicas como “Mal Secreto”, “O Faquir da Dor”, “Senhor dos Sábados”, “Anjo Exterminado” e “Dona do Castelo”.

Uma curiosidade: antes de ser apelido do compositor e de vários jogadores de futebol, Makalé (assim com “k”) era o nome de um general etíope, que comandou forças do imperador Selassié na luta contra os exércitos invasores de Mussolini em 1936. As fotografias do general negro, pomposamente fardado, muito publicadas pela imprensa da época, acabaram por popularizar o seu nome (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Vapor barato (1972) - Jards Macalé
Tom: Am
Intro: Am Dm F E
Am
Sim!
G F
Eu estou tão cansado, mas pra não pra dizer
Dm E
Que eu não acredito mais em você
Am
Com minhas calças vermelhas
G F
Meu casaco de general cheio de anéis
Dm E
Eu vou descendo por todas as ruas
Am G
Eu vou tomar aquele velho navio
F
Eu vou tomar aquele velho navio
Dm E
Aquele velho navio
Am
Eu não preciso de muito dinheiro
G
Graças a Deus
F Dm E
E não importa,....e não importa Não!

Oh minha honey
Am G F Dm E
Baby, baby, baby.......Honey, Baby
Am G F
Sim eu estou cansado mas não pra dizer
Dm E
Que eu estou indo embora
Am G
Talvez eu volte um dia..eu volto, quem sabe