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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cláudio Fontana

O cantor e compositor Cláudio Fontana nasceu em São Luís do Maranhão, em 14 de junho de 1945. Desde pequeno sempre gostou de cantar e freqüentava programas de auditório das rádios de São Luís do Maranhão. Depois de ganhar alguns concursos para cantor, passou a apresentar um programa de televisão pela TV Difusora - Canal 4, chamado "Bar de Melodias", onde dividia a apresentação com o locutor da época (1963/64), Leonor Filho e "Nonato e Seu Conjunto". Nessa oportunidade, cantava bossa nova e sucessos populares da época.

Em 31 de dezembro de 1965, partiu para o Rio de Janeiro com o sonho de conquistar todo o Brasil, cantando e compondo. Lá, conheceu e mostrou seu trabalho para pessoas do meio artístico da época, como: Carlos Imperial (descobridor de Roberto Carlos), Wilton Franco (produtor musical na TV Excelsior - Rio), Sr. Barros, assessor artístico de Cauby Peixoto e Osmar Navarro.

Mas foi o empresário Genival Melo, que numa tarde de sábado de 1967, no Programa “Festa do Bolinha" - apresentado por Jair Taumaturgo (TV Rio - Canal 13 ) - , que ao escutar as músicas Não posso controlar meu pensamento e Doce de coco (ambas com Robert Livi), quem lhe deu a primeira grande oportunidade, gravando esta música com o cantor Wanderley Cardoso, seu contratado na época. Estas canções alcançariam os primeiros lugares da parada de sucesso daquele ano, sendo então o pontapé inicial das canções que Cláudio Fontana gravaria daí para frente com muitos cantores.

Em 1968 foi para São Paulo, onde gravou seus dois primeiros discos pela Gravadora Copacabana. Mas foi em 1970 que estourou em todo o Brasil com a música de autoria de Geraldo Nunes, chamada Adeus ingrata. Além de mais de 100 mil cópias vendidas, ganhou também o Troféu Chico Viola, da TV Record, entregue pelas mãos do grande comunicador Kalil Filho. Com o sucesso desta música, chegou ainda a participar duas vezes do programa Jovem Guarda de Roberto Carlos.

Sua carreira acabava de "decolar" e seu empresário formava um novo trio de cantores populares de sucesso, viajando por todo o Brasil: Nelson Ned, Antonio Marcos e Cláudio Fontana. A consolidação do sucesso como cantor de Cláudio Fontana se deu, entretanto, quando passou a fazer parte do quadro de maior sucesso do comunicador Sílvio Santos na TV Globo, “Os galãs cantam e dançam aos domingos”, ao lado de outros cantores como: Paulo Sérgio, Antonio Marcos, Wanderley Cardoso, Tony Angely, Ari Sanches, Djalma Lúcio, Jerry Adriani, Arthurzinho e Paulo Henrique, entre outros.

Nas décadas de 70 e 80, fez muitos sucessos como compositor, além de participar de Festivais Internacionais, como por exemplo: o Festival Internacional de La Canción, de Piriápolis, no Uruguai, onde participou diversas vezes. A primeira vez foi com a canção Se Jesus fosse um homem de cor, defendida pelo cantor, hoje ator Tony Tornado, em 1973.

Em 1975, mais uma vez participava como autor e de parceria com Antonio Marcos, com a canção Amor pela primeira vez, defendida pelo cantor Cláudio Roberto, conseguindo o quarto lugar. Em 1976, a cantora Sonia Maia, colocaria a canção Vamos caminhar juntos em primeiro lugar, indo assim parar nas mãos do compositor o troféu do XI Festival Internacional de La Canción de Costa a Costa. No I Festival da Canção do Panamá (1976), com a canção Que seas feliz defendida e interpretada pela cantora brasileira Carmen Silva, Cláudio Fontana conseguiu a terceira colocação.

Foi líder do Grupo Chocolate ao lado da esposa e dos dois filhos. Atualmente continua compondo, residindo no bairro do Brooklin, na cidade de São Paulo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Fábio Júnior

fabio junior

Fábio Júnior (Flávio Airosa Correia Galvão), cantor, compositor e ator, nasceu em 21/11/1953 em São Paulo, SP. Oriundo do bairro do Brooklin, sua mãe era professora de piano e seu pai, motorista de taxi. Ainda adolescente, começou a trabalhar, junto com os irmãos, numa banca de jornal que o pai, então tinha, para ajudar a família. Nessa época, entregava revistas e jornais na casa dos fregueses.

Seu primeiro emprego, depois da banca do pai, foi numa loja de departamentos na seção de crediários e depois fez transporte escolar. Esses empregos serviam somente para seu sustento, mas o sonho de se tornar cantor sempre o acompanhou e nada lhe dava mais prazer do que as conversas na cozinha com o “véio” Galva, como se refere a seu pai, e os acordes que eles tocavam no primeiro violão, presente do pai. A música sempre foi sua grande paixão.

Nos anos 1960, junto com os irmãos formou um conjunto que tocava no programa do Ed Carlos, a Mini-Guarda, no auge da Jovem Guarda. O nome do grupo era “Os Namorados”, depois passou a se chamar Bossa 4 e finalmente Arco-Íris. Com o grupo chegou a se apresentar no programa do Chacrinha como calouros. Com o fim da Mini-Guarda, começou a se descobrir ator. Aos 13 anos passou a fazer teleteatro ao lado de Cacilda Becker e na TV Cultura, atuou no episódio “Um pássaro em meu ombro”, ao lado de Etty Frazer e Paulo Autran. Porém, eram pequenos papéis e por isso mesmo Fábio nunca deixou de cantar e compor.

No início da década de 70, apresentou-se como cantor mirim no programa “Mini-guarda”, da TV Bandeirantes de São Paulo, cantando sucessos da Jovem Guarda. Participou, também, do programa Hallelluyah, ao lado de Sílvio Brito, na TV Tupi da capital paulista. Nos anos de 1974 e 1975, passou a gravar discos em inglês com o nome artístico de Mark Davis.

Tendo começado como cantor, estourou como ator, inicialmente em discretas participações em novelas na TV Globo, como “O feijão e o sonho”, de 1969 (aos 16 anos), depois em 1976, já com o pseudônimo de Fábio Jr., para não ser confundido com o ator Flávio Correia, passou a atuar como ator em novelas como “Pai Herói, de 1976, “Nina”, de 1977, até tornar-se sucesso nacional com o seriado “Ciranda, cirandinha”, de 1978 e a novela “Cabocla”, de 1979.

Nesse ano marcou presença no cinema nacional com sua interpretação no filme “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues. Seu primeiro sucesso foi Pai, composição própria, gravada no LP de 1979 e incluída na trilha sonora da novela “Pai Herói”.

Em 1980, obteria o seu segundo êxito como cantor e compositor com a música Vinte e poucos anos. Firmado como cantor romântico, fez sucesso também com Eu me rendo, de sua autoria e lançada em 1981, e O que é que há, em parceria com Sérgio Sá, lançada no ano seguinte. Por essa época, gravou o clipe Busca, com Roberto Carlos e apresentou-se no programa do Chacrinha cantando Seu melhor amigo. Fiel ao seu estilo romântico manteve-se em atuação ao longo da década de 1990, sempre com sucesso.

Em 1995, consagrou o sucesso Alma gêmea, de Peninha, emocionando o público ao cantá-lo no programa de fim de ano da TV Globo, comandado por Roberto Carlos. Em 1996, no programa de fim de ano do apresentador Fausto Silva, o Faustão, voltou a emocionar a platéia com esse sucesso.

Em 1997, seu CD Ao vivo, traria nova gravação para Alma gêmea e Pai, também regravou, com êxito Esses moços (Pobres moços), de Lupicínio Rodrigues, e, em 1998, Café da manhã, da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Em 1999, lançou um CD especial de natal, intitulado Contador de estrelas, cujas músicas, na sua maioria, são parcerias suas com Marinho Marcos, irmão do falecido cantor Antonio Marcos. No ano seguinte, teve o seu sucesso Vinte e poucos anos, regravado pelo grupo de rock Raimundos. Além da Som Livre gravou também na CBS e na BMG. Por essa época, manteve um programa semanal de variedades, na TV Record de São Paulo.

Em 2001, a Som Livre relançou em CD três de seus discos do final dos anos 1970 e início dos anos 1980, trazendo sucessos como Pai herói, Quero colo, Vinte e poucos anos e O que é que há?.

Em 2002 gravou seu primeiro trabalho acústico, no qual interpretou, entre outras, a clássica Pai, além de inéditas como Em cada amanhecer, Minha outra metade, Coração dividido e Seu melhor amigo. Na ocasião, correu o país apresentando o repertório do disco. Em 2002, recebeu o Prêmio Tim como melhor cantor popular.

Na primeira metade de 2003, lançou seu 21º disco Fábio Jr. Ao Vivo, CD duplo ao vivo, com releituras de seus maiores sucessos em versões voz e violão, em que se destacam Coração dividido, Enrosca e a consagrada Pai. O disco foi apresentado em show no ATL Hall, no Rio de Janeiro. Nesse período, participou do programa “Ensaio geral”, apresentado no canal Multishow, falando de sua vida e carreira. Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro DVD, com destaque para Minha outra metade.

Em 2004, o artista, entre diversos shows e apresentações na TV, apresentou show, com casa lotada no Claro Hall. Em 2005, voltou ao topo das paradas de sucesso com a música Alma gêmea, de Peninha, tema da novela homônima da TV Globo, de grande audiência. Em novembro do mesmo ano, a Sony&BMG lançou a caixa Mais de vinte e poucos anos, incluindo um DVD de um show do cantor em 2003 e 5 CDs do cantor, 3 de sucessos, um de raridades e um em espanhol.

Em menos de três meses, a gravadora comemorou a marca de oito mil caixas vendidas, tendo em vista que o luxuoso pacote não saiu a um preço popular. Na caixa, a presença de sucessos notórios da carreira de Fábio, passando por inéditas e raridades como gravações da época em que ele usava o pseudônimo de Mark Davis e de quando cantava em grupos como o Uncle Jack ou Os Namorados.

Em fevereiro de 2006, o cantor estreou o show Mais de 20 e poucos anos, com 2 noites de casa lotada no Claro Hall, (RJ), num total de cerca de seis mil pessoas.

Fábio Júnior é pai da também atriz Cleo Pires, fruto do casamento de Glória Pires. É também pai de Krizia, Tainá e Filipe Galvão, frutos do seu casamento com Cristina Karthalian. Teve um casamento relâmpago com a atriz Patrícia de Sabrit que só durou 3 meses.

Casou-se pela sexta vez no dia 1 de setembro de 2007 com a modelo Mari Alexandre.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Nadinho da Ilha

Nadinho da Ilha (Aguinaldo Caldeira), nascido em 11/06/34, é um homenzarrão de 1,90m de altura e um intérprete da linhagem dos cantores negros de voz encorpada, como Jamelão, Abílio Martins e Monsueto Menezes, com quem, aliás, já foi diversas vezes comparado, graças à impressionante semelhança física. Cantor e compositor, consegue brincar e usar sua voz, indo da nota mais alta a mais baixa com muita facilidade.

Iniciou na música muito cedo, sob influência familiar, já que seu tio, Nilo Chagas, foi integrante do famoso Trio de Ouro, ao lado de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira. Criado no Morro do Borel, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Nadinho começou na música aos 12 anos, através do mítico compositor Geraldo Pereira, que o levou para tocar tamborim em seu programa de rádio. O contato com os sambas sincopados de Geraldo ajudou-o a desenvolver um apurado senso rítmico.

Ainda jovem, atuou como cantor no grupo de Heitor dos Prazeres, ao lado de nomes ilustres do samba como Mestre Marçal. Logo em seguida, ingressou na ala de compositores da Unidos da Tijuca. Antes de viver de música, Nadinho trabalhou também como soldador elétrico e serralheiro na White Martins.

Além do vozeirão intenso, Nadinho da Ilha teve outras qualidades que o tornaram um artista completo, como eloqüência, presença de palco marcante, elegância e suingue, além de uma maneira muito particular e bem humorada de interpretar o samba. Graças a estas várias performances, logo foi convidado para fazer trabalhos como ator e humorista no teatro e na televisão.

Nos anos 70, atuou no programa Buzina do Chacrinha. Como ator, esteve nos espetáculos teatrais “Deus lhe pague”, de Procópio Ferreira, e “Ópera do malandro”, de Chico Buarque. Na televisão, participou do programa “Tem criança no samba”, de Augusto Cesar Vannucci, com Chico Anísio e Agildo Ribeiro, e do humorístico “Balança mas não cai”. No cinema, atuou no filme “Loucuras cariocas”, de Carlos Imperial.

Em sua discografia, Nadinho da Ilha possui dez compactos e onze LPs gravados e diversas participações em discos e shows de bambas como Monarco, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Delcio Carvalho, entre muitos outros. Em 1977, com produção do mago do violão afro João de Aquino, Nadinho grava a obra-prima “Cabeça feita”, elogiadíssimo trabalho relançado em CD em 2003, na série Odeon 100 anos de música no Brasil.

No carnaval, pôs sua voz num disco de samba enredo pela primeira vez em 1980, ao gravar o samba “Delmiro Gouveia”, pela sua escola do coração Unidos da Tijuca. Na avenida, o mesmo samba foi defendido por Neguinho da Beija-Flor e a escola se tornou campeã do Grupo 1B, conquistando o direito de desfilar pelo Grupo Especial no ano seguinte. Em 1984, também pelo Grupo 1B só que desta vez pela Lins Imperial, gravou o samba “Só vale quem tem dinheiro”.

Aos poucos, inexplicavelmente, Nadinho da Ilha foi se afastando da música e suas gravações tornam-se bissextas. Em 1999, com produção de Henrique Cazes, grava o CD “O Samba bem humorado de Nadinho da Ilha” (RGE), com arranjos de Paulão 7 Cordas e Henrique Cazes. No repertorio, clássicos e inéditos de Geraldo Pereira, Ismael Silva, e um samba feito especialmente para o disco por Aldir Blanc “Volante de contenção”. No mesmo ano, interpreta junto com a cantora Maria Carolina, a parte cantada no livro com CD “Mestre Pixinguinha para Crianças”, organizado por Carlos Alberto Rabaça e produzido por Henrique Cazes.

Em 2005, Nadinho da Ilha presta uma homenagem a seu mentor Geraldo Pereira ao lançar o CD “Meu amigo Geraldo Pereira”. Apesar de ter sofrido de problemas de saúde, o artista continua fazendo shows.

Leo Jaime

Leo Jaime (Leonardo Jaime), cantor, nasceu em Goiânia (GO), em 23 de abril de 1960. Iniciou a carreira em 1981, cantando no irreverente conjunto carioca de rock João Penca e seus Miquinhos Amestrados.

Ainda com o conjunto, participou do LP Cantando no Banheiro, de Eduardo Dusek, cujo maior sucesso foi sua composição Rock da cachorra. Foi ele, que indicou um rapaz de classe média carioca chamado Cazuza ao Barão Vermelho.

No ano de 1983 deixou o grupo para seguir carreira solo. No ano seguinte, assinou com a CBS e lançou seu primeiro LP Phodas C, cujo produtor foi o português Johnny Galvão. Duas faixas do disco foram censuradas: Ora bolas e Sônia, esta última versão de Léo para Sunny, sucesso de Chris Montez.

No ano de 1985 gravou o LP Sessão da Tarde, do qual se destacou o sucesso A fórmula do amor. Outro destaque foi a faixa Solange, versão para So lonely, do grupo pop inglês The Police. A canção era dedicada à censora Solange Hernandez, que havia cortado canções de seu disco anterior.

Participou também do disco de estréia do Ultraje a Rigor, Nós vamos invadir a sua praia e ainda em 1985, trabalhou nos filmes "Rock estrela", de Leal Rodrigues, e "Sete Vampiras", de Ivan Cardoso, atuando em ambos como ator e participando das trilhas sonoras. No ano seguinte lançou, também pela CBS, o disco Vida difícil.

Em 1988 lança o álbum Direto do meu coração pro seu, que incluia a canção tema da novela Bambolê da Globo, Conquistador barato, um dos seus maiores hits. Nesse mesmo ano participa atuando na novela Bebê a bordo da Rede Globo.

Passa anos sem gravar novo disco, por conta da gravadora Warner que também não o liberava. A pendenga termina em 1995 com a gravação do disco Todo Amor, do qual se destacou a faixa Preciso dizer que te amo.

Em 2001, como ator, fez parte do elenco do musical "Victor ou Victória", ao lado de Marília Pera, permanecendo em cartaz até o ano de 2002.

No ano de 2005 lançou o CD Rock Estrela, no qual incluiu Rock estrela, Gatinha manhosa (Roberto e Erasmo), Preciso dizer que te amo (Dá, Bebel Gilberto e Cazuza), Marcianita (tema da novela Começar de Novo, da Rede Globo), a versão Sônia e A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdan).

Neste mesmo ano, ao lado de Ritche, Paulo Ricardo, Kid Vinil e Leoni, apresentou o show "Geração 80", no Claro Hall, no Rio de Janeiro. O show também passou por Fortaleza, Rio Branco e São Paulo, onde lotou o DirecTV Hall, seguindo até o ano de 2007.

Fonte: Léo Jaime - Biografias - Scalla FM 96,5

Artur Castro Budd

Artur Castro Budd (circa 1880 Salvador, BA - circa 1930 Rio de Janeiro, RJ), cantor, era filho de um dentista inglês que se casou com uma moça da família Castro Cafezeiro. Tinha uma irmã também cantora, que parece não ter deixado qualquer registro fonográfico.

Apresentava-se ao público como Artur Castro e também como Artur Budd. Fez carreira no teatro musicado e gravou discos na Columbia americana (A concha e a virgem), e na Phoenix (Adeus que te parto, Rasga o coração); em discos Gaúcho de Porto Alegre gravou as modinhas Lembra-te ó virgem , Despedida do tropeiro, Na casa branca da serra, Ao luar, Flor do céu, Mulher celeste, Findou-se tudo , a barcarola Gondoleiro do amor, o fado Lágrimas de mãe e a cançoneta Terra amada.

Por volta de 1913, junto a outros artistas, dentre os quais Josué de Barros, foi convidado pelo dançarino-empresário Duque para apresentar-se no cabaré que este pretendia abrir em Paris. A idéia não foi à frente, mas estimulados por Duque, Artur e Josué resolvem tentar a sorte na Europa.

Não tendo conseguido contrato em Paris, seguiram para Lisboa , onde se apresentaram com sucesso. Na ocasião, foram convidados a gravar para a fábrica alemã Bekka, viajando para Berlim, onde fizeram 140 discos de música brasileira, que viriam a ser as primeiras gravações feitas por artistas brasileiros na Europa.

Voltou ao Brasil por volta de 1915. Entre os anos de 1926-1927, fez gravações para a Odeon registrando a modinha A ceguinha e o maxixe Cristo nasceu na Bahia, entre outros.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Barnabé

Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.

Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.

Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.

A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.

Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Germano Mathias

Germano Mathias, cantor, nasceu em São Paulo-SP em 2 de junho de 1934. Sambista nascido no bairro da Barra Funda, foi contratado pela Rádio Tupi em 1955, depois de se apresentar em um programa de calouros da emissora cantando um samba.

No ano seguinte lançou o primeiro disco, com a música Minha nega na janela (com Doca). Em 1957 saiu seu primeiro LP, Germano Matias, o Sambista Diferente, título que se devia à sua maneira diferente de interpretar sambas e ao acompanhamento percussivo feito por tampa de lata, que executava.

Guarde a sandália dela, samba composto em parceria com Sereno em 1958, foi um dos seus grandes sucessos. Foi também um intérprete assíduo dos sambas de Zé Keti: Nega Dina, Malvadeza Durão e O assalto são exemplos.

Firmou-se como um dos grandes nomes do samba paulista, mas ultimamente não tem gravado tanto. Apresentou-se em 2000 no programa Musikaos, da TV Cultura.

Fontes: Wikipédia; ClicMusic.

sábado, 1 de novembro de 2008

Barbosa Júnior

Barbosa Júnior (Arthur Barbosa Júnior), radialista, cantor e humorista, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 17 de maio de 189... Seu apelido era “Tutu”. Teve seis irmãos e desde pequeno tomava parte em espetáculos organizados em sua casa.

Também foi ator (teatro e cinema) e compositor. Era irmão do cantor e compositor Luís Barbosa (Rio de Janeiro, 07/07/1910 - 08/10/1938) e do compositor Paulo Barbosa (Rio de Janeiro, 29/04/1900 - 04/12/1955) .

Na década de 20 estreou no teatro, levado pelas mãos de Aprígio de Oliveira, seu 1º personagem foi um “pau d’água”. Depois trabalhou nas companhias de Jayme Costa, Iracema Alencar, Leopoldo Froes, entre outras.

Em 1933, o locutor César Ladeira convidou-o para fazer programas na Rádio Mayrink Veiga, lá foi “Tutú”... permaneceu ali alguns anos e em 1941 foi para a Rádio Nacional. Alcançou muito sucesso principalmente como humorista de rádio.

Na Mayrink teve o famoso programa infantil “Picolino”. Barbosa (ou Brabosa, como chamava a si próprio) criou uma linguagem original: quecatrai (um quê que atrai), dequeoquê (de que cor que é) e o longo “heeeeim!” característico. Sua grande parceira em programas foi a grande atriz Ismênia dos Santos. Barbosa era engraçadíssimo, talentoso e muito querido pelo público.

Trabalhou em vários filmes e também em programas de TV. Estreou em disco gravando pela Odeon em 1934 a marcha Dona Helena (Ary Barroso e Nássara) e o intermezzo Cavalhada franciscana (Ary Barroso).

Era considerado um dos melhores amigos de Carmen Miranda no meio artístico, a tal ponto que, na volta da Pequena Notável ao Rio em 1954, ele foi um dos primeiros a encontrá-la e a saudá-la. Lançou as seguintes canções com Carmen: Casaquinho de tricô (Paulo Barbosa), Quem é? (Custódio Mesquita e Joraci Camargo), Que baixo (Milton Amaral), A Pensão da Dona Stella (Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), Blague-blague (G. Filho e J. de Araújo) e Ginga-ginga.

Faleceu no Rio de Janeiro em março de 1965, aos 67 anos, sendo enterrado no Cemitério S. João Batista.

Discografia

• Dona Helena/Cavalhada franciscana (1934) Odeon 78
• Da discussão nasce a luz/Uma bebedeira (1935) Odeon 78
• Repinica/Mulher vampiro (1935) Odeon 78
• Professora na roça/Festa de São João (1936) Odeon 78
• Que baixo/Seu Virgulino (1939) Odeon 78
• Tenor de banheiro/as pupilas do seu Bocage (1939) Columbia 78
• Hino da alegria/Foi você (1940) Victor 78
• Chiquita/Macaco quando se coça quer chumbo (1940) Columbia 78
• Eu vou de beijoqueiro/O pierrô chorou.. (1941) Odeon 78
• Carangola xuxu/Aconteceu comigo (1943) Columbia 78

Fonte: Comunidade BARBOSA JÚNIOR - Orkut.

Orlando Dias

Orlando Dias (José Adauto Michiles), cantor, nasceu no Recife PE em 1/8/1923. O avô, poeta e violonista, ensinou-lhe os primeiros rudimentos musicais. Em 1938 tentou um programa de calouros, mas foi gongado; repetiu a experiência, com sucesso, na Rádio Clube de Pernambuco.

Influenciado por Orlando Silva imitava-o, quando se mudou para o Rio de Janeiro, chegando a ser contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Mas a fama ainda não veio dessa vez: quatro anos depois, voltou a Recife, casou- se e enviuvou, decidindo arriscar novamente o Rio de Janeiro em 1950.

Em 1958, definiu estilo próprio de cantar: primeiro, o lenço branco acenado para o público, depois, a interpretação carregada de sentimentalismo, a mímica teatral e desmedida, intercalada de versos declamados “para desafogar a emoção” pela perda da esposa; finalmente, as roupas em desalinho, o cantor de joelhos, terminava o número.

Atingiu o auge da carreira e popularidade no início da década de 1960, tendo gravado na Odeon em 1963 o LP Se a vida fosse um sonho bom, faixa-título de Valdir Machado, autor de outro destaque, Beija-me pela última vez.

Dois anos depois, lançou para o Carnaval o samba Saravá (Zilda Gonçalves e Jorge Silva). De 1966 é o LP O ator na canção, com Sonho de amor (com Arsênio de Carvalho) e Uma esmola (Ramírez, versão de Pedro Lopes), pela Odeon. Em 1968s saiu O atual, LP com Amor desesperado (Dino Ramos, versão de Romeu Nunes) e Perdoa-me (Manzareno, versão de Rubem Carneiro), pela mesma etiqueta.

Em 1973 gravou o LP O cantor mais popular do Brasil, com Leva-me contigo (de sua autoria) e Tu partiste (Pedrinho), ainda pela Odeon. Apresentou-se na França, Países Baixos e Itália. Em 1997 regravou alguns de seus maiores sucessos no CD Vinte super sucessos.

CD

Vinte super sucessos, 1997, Polydisc 470.263.

O "brega-romântico"

Até o final dos anos cinqüenta, havia em nossa música popular cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi nessa ocasião que começaram a surgir os primeiros especialistas num tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser rotulada de brega-romântico.

Entre eles salientou-se a figura do pernambucano José Adauto Michiles, que com o nome artístico de Orlando Dias tornou-se um dos mais populares cantores bregas de sua geração. Com voz, físico e postura cênica ideais para o gênero — canto emocionado, mímica espalhafatosa, roupas em desalinho —, Orlando apresentava-se em toda parte, vendendo aos milhares discos em que interpretava composições como Tenho ciúme de tudo — “Sou louco por ti / eu sofro por ti / te amo em segredo (...) Tenho ciúme do sol, do luar, do mar / tenho ciúme de tudo” — e num rompante: “tenho ciúme até da roupa que tu vestes...”.

Um dos quinze ou vinte boleros que Valdir Rocha fez para o seu repertório, Tenho ciúme de tudo era o carro-chefe de Orlando Dias em 1961.

Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Carlos Alberto

Carlos Alberto (Nuno Soares), cantor, nasceu em Astolfo Dutra, Minas Gerais. Aos 9 anos foi para Petrópolis-RJ e aos 18 para Três Rios-RJ. Em Três Rios começou a cantar em bailes sendo até croone de um grupo. Lá se casou, e em 1963 veio para o Rio de Janeiro pelas mãos do amigo Maurício Farah.

No mesmo ano gravou seu primeiro LP onde cantava o sucesso Sabe Deus, versão do bolero Sabrá Dios, de Alvaro Carrillo. Possui mais de 60 LPs gravados e tem orgulho de dizer que o primeiro disco vende até hoje. Chamado de o Rei do Bolero na década de 1960, é apontado como o cantor que mais gravou boleros no Brasil.

Lançou em 1965 , pela CBS o LP Carlos Alberto canta para enamorados com acompanhamento da orquestra de Alexandre Gnattali, interpretando entre outras, as músicas Raiva de ti, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, O nosso amor está morrendo, de Raul Sampaio e Benil Santos, Não sei não, de Othon Russo e Niquinho, Pense em mim", de Antônio Maria, e Tu me abandonastes, de Nuno Soares, Wilson Mussauer e José Silva, além de versões de Clóvis Mello para os boleros Cinzas, de Wello Rivas, Tu, onde estás, de Gabriel Ruiz e Ricardo López Méndez, e Menos que nada, de Chucho Martinez.

Em 1971, lançou LP pela CBS, que trazia seu nome como título e que teve direção artística de Rossini Pinto apresentando como principal destaque a canção Rasguei o teu retrato, de Cândido das Neves, e incluiu ainda músicas como Só fiquei com o seu adeus, de Odair José, Perdoa-me, de Rossini Pinto e Álvaro Menezes, Melhor sorrir do que chorar, de Othon Russo e Niquinho, e Eu sou a solidão, de Toso Gomes e Antonio Correia.

No ano seguinte, passou a gravar pela Continental e lançou LP no qual interpretou Vingança, de Lupicínio Rodrigues, O amor só tem tristeza pra me dar e Eu só conheço a palavra perdoar, de Chico Xavier e Tito Mendes, Amor livre, de Pepe Ávila, e Razão de nossas vidas, de Renato de Oliveira e Ivan Reis.

Em 1977, gravou pela Som Livre o LP Esta casa foi nossa, música título de Roberto Livi com versão de Célio Roberto, e que contou com arranjos e regências de Walter Branco e Orlando Silveira, incluindo ainda as músicas Recusa, de Herivelto Martins, Encruzilhada, Corre trem, Você é diferente e Basta, de Nuno Soares, Confiança traída, de Waltel Branco e João Melo, Meu pecado, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, e Tango, de Chico Anysio e e Raymond.

Em 1979, voltou a gravar pela CBS e gravou LP com arranjos e regência do maestro Pachequinho no qual interpretou O que fizestes com as flores, Nem se despediu de mim, A única solução e Conclusão, de Nuno Soares, Instantes, de Alemão e Elzo Augusto, Disfarces, de Ivan Cardoso, Castelo de amor, de Nenzico, Creone e Barrerito, além do clássico tango Mano a mano, de José Razzano, Carlos Gardel, Esteban Flores e G. Ghiaroni, entre outras.

Em 1986, lançou pela gravadora CID o LP Música e romance no qual registrou clássicos do repertório romântico como Ronda, de Paulo Vanzolini, Negue, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, Nervos de aço, Nunca, e Loucura, de Lupicínio Rodrigues, Quem há de dizer, de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Minha rainha, de Rita Ribeiro e Lourenço Cavalcante, e Quase, de Mirabeau e J. Gonçalves, além do clássico tango Caminito, de J. D. Filiberto e G. G. Peñaloza.

Entre seus grandes sucessos estão os boleros Sabe Deus, Ansiedade (Ansiedad) e Atrasa esse relógio (El reloj).

Em 2000, lançou pela gravadora CID o CD Minha rainha e outros sucessos com música título de Rita Ribeiro que incluiu ainda sucessos como Ronda, de Paulo Vanzolini, Negue, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, Nervos de aço, de Lupucínio Rodrigues, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Talismã, de Michel Sullivan e Paulo Massadas, e Memórias, de Leonardo, entre outras.

Em 2006, apresentou-se no programa Sílvio Santos interpretando a canção Talismã, sucesso da dupla Leandro e Leonardo. Reside atualmente em três lugares: Simão Pereira-MG, Petrópolis-RJ e Rio de janeiro, mas não se esquece de sua cidade natal nem de Três Rios que o acolheu com muito carinho e deu a ele o título de "Cidadão Três Rios". Morando em Petrópolis, em 2005, continuou fazendo shows pelo Brasil.

Fonte: Comunidade Carlos Alberto - Orkut.

Silvinho

Silvinho

Silvinho (Sílvio Lima), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Petrópolis-RJ, em 05/12/1931. Em 1946 fez sua primeira música, Assim como as flores morrem.

De 1950 a 1960, atuou como cantor nos conjuntos Os Trovadores, Os Vocalistas, Trio Quitandinha e Conjunto Harmonia, entre outros.

Em 1959, gravou sua primeira composição Quem é?, depois interpretada também por Gregorio Barrios e por Bienvenido Granda. Em 1963 fez sucesso com a gravação de Esta noite eu queria que o mundo acabasse.

Atuou como cantor na Rádio Nacional, e em várias emissoras de rádio e televisão do Rio de Janeiro e de São Paulo. Realizou excursões à Argentina, Uruguai, Chile e México. Foi premiado diversas vezes em sua carreira.

Obras

Assim como as flores morrem, 1946; Esta noite eu queria que o mundo acabasse, 1963; Quem é?, 1959.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Grande Otelo

Grande Otelo (Sebastião Bernardes de Sousa Prata), ator, cantor e compositor, nasceu em Uberlândia MG (18/10/1915) e faleceu em Paris, França (26/11/1993). Aos oito anos, exibia-se na calçada dos hotéis da cidade natal, para hóspedes e curiosos.

Por volta de 1925, com a companhia da atriz Iara Isabel, foi para o Rio de Janeiro, estreando na peça O tesouro da Serra Morena, no Circo Serrano. Nessa ocasião foi adotado pela atriz, casada com o maestro e professor Fellipo Aléssio. Na casa do professor, em São Paulo SP, acompanhava Abigail (outra filha adotiva do casal) nas aulas de canto e, assim, aprendeu noções de música e canto.

Em 1926, ainda como Pequeno Otelo, foi a sensação da Companhia Negra de Revistas. Estudou no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, mas preferiu voltar à vida artística, indo cantar na Rádio Educadora Paulista. Conheceu então Jardel Jércolis, ator e empresário, que mudou seu nome artístico para Grande Otelo. Com ele realizou uma excursão ao Sul do Brasil.

Em 1935 voltou ao Rio de Janeiro, para trabalhar na peça Goal. No ano seguinte, ainda com a companhia de Jardel Jércolis, fez temporada em Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai. O ano que marcou realmente o início do sucesso em sua carreira artística foi 1937, quando trabalhou na peça Maravilhosa, no Teatro Carlos Gomes.

Apesar de haver estreado no cinema em 1935, fazendo uma ponta no filme Noites cariocas, de Enrique Cadimano, somente começou a ser notado em 1937, quando trabalhou em João Ninguém, de Mesquitinha. Desse ano até 1946 figurou com destaque em shows de teatro no Brasil, Uruguai e Argentina, além do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, onde era atração, tendo cantado com Carmen Miranda em 1940.

Em 1943 participou do filme de estréia da Atlântida — Moleque Tião, de José Carlos Burle —, ao lado de Custódio Mesquita. Junto com Oscarito, trabalhou em muitas comédias musicais de sucesso, entre as quais Tristezas não pagam dívidas (1944), de José Carlos Burle e J. Rui; Este mundo é um pandeiro (1947), Carnaval no fogo (1949) e Aviso aos navegantes (1950), todas de Watson Macedo; Barnabé, tu és meu (1952), de José Carlos Burle; e Matar ou correr (1954), de Eurides Ramos.

Em 1940 teve pela primeira vez uma composição gravada, Vou pra orgia (com Secundino), interpretada pelo parceiro. No mesmo ano fez parceria com Herivelto Martins no samba Praça Onze, que alcançou grande sucesso e venceu o concurso de Carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro, em 1942. Lançada originalmente pelo Trio de Ouro, recebeu depois inúmeras gravações, no Brasil e no exterior. Com Herivelto Martins, compôs ainda, entre outras, Bom dia Avenida e Fala, Claudionor.

Nas décadas de 1940 e 1950, foi, ao lado de Oscarito, um dos maiores nomes do teatro de revistas — na Companhia Walter Pinto — e de shows em boates, produzidos por Carlos Machado.

Em 1955 trabalhou no filme Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, e, em 1969, recebeu o Prêmio Molière pela atuação no filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. Em 1973 desempenhou o papel de Sancho Pança na peça O Homem de la Mancha, direção de Flávio Rangel, ao lado de Bibi Ferreira e Paulo Autran.

Em 1989 participou das filmagens de A paz é dourada (direção de Noilton Nunes), filme inspirado na viagem de Euclides da Cunha à Amazônia, mas que ficou inabado. Em 1993 publicou o livro de versos Bom-dia, manhã (Topbooks, Rio de Janeiro), que recebeu prefácios de Antônio Olinto e Jorge Amado.

No mesmo ano faleceu de parada cardíaca ao desembarcar em Paris, onde fora a convite do governo francês para participar do Le Festival des Trois Continents, em Nantes, em que seria homenageado.

Como ator, deixou pronto o filme ainda inédito Histórias dos anos 80, dirigido por Roberto Moura. Deixou também projeto de outro filme, Elite Club, sobre as gafieiras cariocas na década de 1930.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Canarinho

Canarinho (Aluísio Ferreira Gomes), ator, cantor e compositor, nasceu em Salvador BA em 29/12/1927. Iniciou a carreira por volta de 1949, em Salvador, atuando como crooner em boates, orquestras e dancings, e cantando na Rádio Excelsior.

No Rio de Janeiro a partir de 1940, participou de vários programas de calouros, e de 1953 a 1955 atuou com as orquestras de Lima Filho e do maestro Cipó. Transferindo-se para São Paulo SP em 1955, inicialmente apresentou-se como cantor em rádio, boates e televisão, passando depois a trabalhar como comediante, ator, produtor e apresentador radiofônico.

Sua primeira composição gravada foi Morrendo de amor (com Maximino Parisi), cantada por Antônio Martins, em 1957. Lançou diversas composições carnavalescas, em parceria com A. Brumatti, Maximino Parisi ou Sebastião Ferreira da Silva.

Biografia de Canarinho, para o Museu da Televisão Brasileira

O nome do ator Canarinho é Aloísio Ferreira Gomes. Ele nasceu em Salvador, em 1927. Seu pai chamava-se Gonçalo Gomes. A mãe, Luzia Ferreira Gomes. Eram pobres. O pai morreu assassinado e a mãe faleceu, quando Canarinho tinha 12 anos. Com essa idade, o garoto já era um adulto, cuidava de suas próprias roupas, fazia comida, pagava o aluguel, tinha de se sustentar.

Desde pequeno gostava de música e de arte. Tocava violão e cavaquinho. E cantava bem. Era chamado de "o pequeno Orlando Silva". Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou com os norte-americanos, nas bases navais e aéreas de Aratu e Ipitanga, na Bahia.

Aos 17 anos resolveu ser artista. "Um artista", disse-lhe um amigo fazendo piada: "Um artista precisa ser louro, alto e lindo, e de olhos verdes". Ao que ele respondeu: "Os que me assistirem, vão me ver: louro, alto, lindo e de olhos verdes".

Ali o garoto passou a cantar em night-clubs, cabarés, boates e bailes. Fez muito sucesso no Rio de Janeiro, cantando em casas noturnas. Cantava tangos e encantava. Mas seu encantamento era tanto, que as mulheres chegavam a brigar por ele. Foi por isso, diz ele, que resolveu mudar de cidade."Ou elas se matavam, ou elas me matavam", diz ele brincando.

Em 1955, chegou a São Paulo, e cantou com o Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na Rádio Nacional.Foi aí que conheceu Kalil Filho, que o levou para a TV Paulista. Logo fez a "Praça da Alegria", de Manoel de Nóbrega. Nóbrega não apenas o admirou, como se tornou um grande amigo, um pai. Canarinho passou a participar de todos os programas humorísticos. Fez: "Folias do Golias"; "Balança mas não cai"; e vários outros programas.

Tornou-se comediante importante. Mas o garoto era inteligente e atirado. Não apenas participava como ator, mas era diretor e redator de vários programas. Foi o responsável por :"Brincadeira tem hora";" Programa Show Canarinho"; "Samba e Etc"; "Domingo é Dia", e outros.

Criou a grande campanha beneficente: "Faça Uma Criança Sorrir" e também a: "Quanto Vale Uma Criança". Fez novelas , como:"Mãe", "O Homem que veio do Céu"; "Antonio Maria"; "Paixão Proibida"; "O Homem que Sonhava Colorido";"Meu Pedacinho e Chão"; "Jerônimo, o Herói do Sertão". E mais tarde, já na Rede Globo de Televisão, fez: "Sinhá Moça". Fez também vários filmes, como:"O Dia que o Santo Pecou"; "O Bacalhau", "Costinha, o Rei da Selva"; " Pequeno Polegar contra o Dragão Vermelho"; "No Tempo da Vaselina"; "Seduzida para Morrer"; ;"Supertio Maneco"; Na Rede Globo fez ainda : "O Sítio do Pica-pau Amarelo".

Com o falecimento de Manoel de Nóbrega, que deixou não só Canarinho, mas toda a classe muito triste, passou a participar do programa: "A Praça é Nossa" de Carlos Alberto de Nóbrega, fazendo o quadro "Canarinho ao Telefone".

Sempre alegre, ele está na mídia do Brasil até hoje, numa das carreiras mais longas, dentre todos os seus colegas Cantor., compositor, comediante, redator, diretor, ele é , acima de tudo, um grande ser humano, capaz de encantar a todos, mas principalmente as crianças, que o amam, o adoram , a quem ele não deixa de beijar, onde quer que as encontre.

Fontes: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Pedro Celestino

Pedro Celestino, cantor e compositor, era o irmão mais novo de Vicente Celestino. Em 1928, fez sua estréia em disco gravando pela Odeon o samba Gosto de apanhá, de Duque e o maxixe Viva a Penha, de Tuiú. No mesmo ano, lançou o tango Caboquinha, de Alfredo Gama e o motivo popular Peixinhos do mar.

Em 1929, gravou a canção O guasca, de Zeca Ivo e o fado-toada A vida é um inferno onde as mulheres são os demônios, de Zeca Ivo e Lamartine Babo e ainda o coco Campineiro, de J. B. Silva, o conhecido Sinhô.

Em 1931, participou da opereta As pastorinhas, juntamente com Araci Cortes, apresentada no Teatro Recreio, no Rio de Janeiro.

Ficou mais de 10 anos sem gravar, retornando em 1941, quando lançou a valsa Pertinho do céu, de Vicente Paiva e Ariovaldo Pires e a canção História de circo, de Edgard Barroso e Paulo Mac Dowell.

Em 1947, gravou de sua autoria, Adolar e J. Francisco de Freitas a canção Confissão e, de Átila Yorio e Alberto Oliveira, a toada-canção O vagabundo.

Em 1948, foram gravadas a valsa Supremo adeus, de Belmácio Godinho e Benedito Costa e a canção Desespero, de René Bittencourt. São de 1953 as gravações, pela Todamérica do bolero Alma cigana, de René Bittencourt e do tango Guitarra de marfim, de Arlindo Pinto e J. M. Alves. No mesmo ano, gravou a toada-canção Olhos criminosos, de René Bittencourt e a canção Rua da saudade, de Arnaldo Pescuma.

Foi por essa época que Pedro Celestino apareceu na TV Tupi de São Paulo e, ao lado de Tersina Sarraceni fez uma temporada de operetas. Isso foi muito importante para a TV Tupi, pois eram encenadas operetas famosas, com grandes interpretes e grandes cantores.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.

Raul Gil

Raul Gil é filho de imigrantes espanhóis. Nascido no bairro do Ipiranga, capital paulista, começou a trabalhar muito cedo, para ajudar os pais. Foi feirante, vendedor de pastéis, frutas e azeitonas; foi metalúrgico, na fábrica Fundição Brasil e Termomecânica. Também trabalhou na empresa Transporte Londrino e Rodoviária Santa Fé.

Mas desde os 8 anos tinha paixão pela carreira artística e foi levado pelos irmãos para assistir ao programa de rádio: "Clube do Papai Noel" e ele ficou encantado. Anos mais tarde Raul Gil resolveu enfrentar um programa de calouros. Foi rejeitado 17 vezes. Mesmo assim não desistiu.

Foi, porém, convidado para cantar nos Calouros Toddy, que era apresentado por Hebe Camargo e foi vitorioso. Começou então sua carreira de vitórias cantando em em vários locais: parques de diversão, circos, festas, etc. Passou a fazer parte de um grupo de artistas, entre os quais: Adoniran Barbosa, Maria Tereza e outros, que eram destaque na época. Participou da Caravana do Peru, dirigida por Silvio Santos.

Ele já estava casado e precisava trabalhar. Em 8 de dezembro de 1960 foi convidado por Sônia Ribeiro para cantar em seu programa. E em 11 de dezembro nasceu sua primeira filha, Nancy. Foi nesse mesmo dia que se iniciou como cantor profissional, no programa de Geraldo Blota: "Alegria dos Bairros".

Na época começou a cantar boleros por influência dos pais, pois era o gênero musical na moda nessa ocasião. E assim ele gravou 8 discos de 78 rotações, 3 Lps e 2 cds, todos com boleros. E percebeu só então que gostava também do humor e tinha facilidade em imitar artistas. Imitava convincentemente os cantores: Gregorio Barrios, Vicente Celestino, Cauby Peixoto e o humorista Mazzaropi. E foi assim que virou apresentador de programas, somando essas suas características.

Em 1967 José Vasconcelos, que era apresentador de um programa na TV Excelsior, desistiu do programa em cima da hora. Chamaram Raul, que fazia uma boate nas proximidades e ele aceitou. Começou assim sua carreira, que dura até hoje.

Estreou a seguir, o programa: "Raul Gil Room", pela TV Excelsior. Passou depois para as emissoras: Bandeirantes, Tupi, SBT, Record. Em verdade todas o disputavam, pois seus programas sempre deram grande audiência.

Na década de 90 foi para a TV Record e revelou vários talentos nacionais, tais como: Sidney Magal, Grechen, Cristian e Ralf, Só pra Contrariar, Katinguelê, Mara Maravilha, Gera Samba, Ultraje a Rigor, Titãs e muitos outros.

Fonte: Adaptado do site Pró-TV: Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.

Tom Zé

Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.

Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.

Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).

Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.

Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.

Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.

Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.

Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.

A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.

Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.

Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Tony Tornado

Tony Tornado chama-se Antônio Viana Gomes. Ele nasceu em Mirante de Paranapanema, interior de São Paulo, em 26 de maio de 1930. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 11 anos, depois de perder o pai. Trabalhou como engraxate, vendedor de balas e outros pequenos serviços até a maioridade, quando entrou para o serviço militar como pára-quedista.

Iniciou-se na sua carreira musical como cantor de rock'n'roll, com o pseudônimo Tony Checker, no programa "Hoje É Dia de Rock", da Rádio Mayrink Veiga. Depois integrou o grupo de música e dança Brasiliana, e com ele excursionou pelo exterior, passando dez anos fora do Brasil.

Morou por três anos em Nova York, onde travou contato com o movimento negro e conheceu Tim Maia. Chegou a ser preso uma vez, no Brasil, por fazer o gesto típico do grupo negro americano Panteras Negras. De volta ao país, trabalhou no conjunto de Ed Lincoln e foi crooner da boate New Hollyday, no Rio, onde foi descoberto pelo compositor Tibério Gaspar.

Tibério e Antônio Adolfo confiaram a Tornado, acompanhado pelo Trio Ternura, a interpretação de sua composição BR-3 no V Festival Internacional da Canção, em 1970. A música conseguiu obter um sucesso avassalador. Outro grande êxito foi Podes crer, amizade.

Paralelamente desenvolveu carreira como ator, principalmente a partir da década de 70, quando estreou na minissérie "Jerônimo", em 1972, na TV Tupi. E daí conseguiu prestígio nacional. Participou de várias novelas na TV Tupi e depois na TV Globo.

Tony Tornado é um dos mais importantes atores negros do país, e destaca-se pela luta no movimento pela maior participação de artistas negros nas artes em geral. Também participou de filmes brasileiros, como "Chão Bruto"; "Pixote, A Lei do Mais Fraco" "Os Trapalhões e o Mágico de Oroz"; "O Rei e o Rio"; "Vai Trabalhar, Vagabundo"; "Casseta e Planeta- A Taça do Mundo é Nossa"; "Redentor".

O ator e cantor Tony Tornado foi casado , na década de 70, com a atriz Arlete Salles.

Fonte: Tony Tornado: Pró-TV - Asociação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira

terça-feira, 8 de abril de 2008

Hermes Aquino

Hermes Aquino (Hermes de Aquino), cantor e compositor, nasceu em Rio Grande-RS, em 21/5/1949. Sua composição Nuvem passageira, lançada em 1977, fez tanto sucesso que muitos costumam pensar que sua carreira resume-se somente a ela. Na verdade, ele tem outros sucessos, embora de menor porte, como Desencontro de Primavera (1977) e Santa Maria (1978).

Sua carreira já vinha de dez anos antes, inclusive como raro representante gaúcho do tropicalismo: Você Gosta?, parceria sua com Tom Zé, foi gravada por este e pelo grupo Liverpool em 1969, e Planador, parceria com sua prima Laís Marques, está nos únicos álbuns do Liverpool e do grupo carioca Os Brazões. Além disso, Sala de Espera, parceria com Laís Marques (e defendida por esta no Quarto Festival Internacional da Canção, em 1969), foi regravada pelo grupo O Bando.

O primeiro sucesso de Hermes como intérprete foi Flash, outra parceria com Laís, e com que participou do mesmo Quarto Festival Internacional da Canção. Morando em São Paulo, SP, desde a segunda metade dos anos 1960, Hermes só conseguiu gravar seu primeiro LP, Desencontro de Primavera em 1977, pelo selo Tapecar; no ano seguinte, mudou-se para a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, Santa Maria.

Mas Hermes desentendeu-se com a gravadora a ponto de voltar a seu Estado natal, onde vive até hoje como produtor de jingles.

Fonte: Arquivo do Rock

sábado, 1 de março de 2008

Dilermando Pinheiro

Dilermando Pinheiro nasceu em 28 de setembro de 1917 e passou sua vida no Morro do Pinto, situado no bairro carioca de São Cristóvão. Em 1930, foi pandeirista na Banda de Seu Basílio, da Polícia Militar (foto: Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro no show Telecoteco Opus nº 1).

Por influência de Luís Barbosa, que conheceu na Rádio Sociedade, passou a utilizar um chapéu de palha no acompanhamento de samba, que apelidou como "Stradivarius", e no qual batucou por aproximadamente 20 anos. Tentou a sorte no programa de calouros de Ary Barroso, apresentado na Rádio Cruzeiro do Sul, não obtendo sucesso nessa investida. Ao se afastar da vida artística, empregou-se como inspetor no Colégio Anglo-Americano.

Reiniciou sua carreira artística em 1936, na Rádio Guanabara, tendo ainda se apresentado nas Rádios Tupi e Nacional. Em 1939, formou dupla com o cantor Ciro Monteiro, intitulada "A Dupla Onze" (pela magreza dos dois), que se apresentava na Rádio Mayrink Veiga. Destacou-se com sua interpretação dos sambas Risoleta (Raul Marques e Moacir Bernardino) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro).

Em 1956, gravou seu primeiro LP, Sambas do passado, na Musidisc, onde entre outras composições gravou Emília (Wilson Batista e Haroldo Lobo) e Minha palhoça (J. Cascata).

Passou por um período de ostracismo, até que o jornalista Sérgio Cabral o convidou a participar junto com Cyro Monteiro do show Telecoteco Opus nº 1, lançado em disco com o mesmo nome. Reeditada, a dupla virou Dez (somente Dilermando permanecia magro). O disco se tornaria uma obra de referência entre as gravações de samba, ao começo dos anos 60. Em 1974, o LP foi reeditado pela Fontana. Recentemente, foi editado em CD. Outro relançamento de Dilermando em CD (pela série Odeon 100 Anos) é do disco Batuque na Palhinha, editado em 1977 por Marcus Pereira.

Conta Renato Vivacqua que Dilermando “... tocava também pandeiro e, ao conhecer Luiz Barbosa, resolveu adotar o palhinha e ser cantor. Foi gongado por Ary Barroso, passando a cantar em circos. Finalmente, conseguiu estrear em 1936. A partir das primeiras tentativas levou vinte anos para gravar o primeiro disco.

Biriteiro durante mais de trinta anos, renegou a cachaça, dizendo que ela hoje tem flit e criolina. Com verve explicava; ‘Sou igual a cobra de farmácia, conservado em álcool não incho’. A encheção de cara diária trouxe-lhe alguns contratempos como, certa tarde, na qual se apresentou para cantar na Rádio Nacional foi expulso, já que seu compromisso era na Rádio Tupi.

Recriou os maiores sucessos de Luiz Barbosa, como Risoleta, Lalá e Lelé; de Vassourinha, como Seu Libório, O trem atrasou (Patrão o trem atrasou / Por isso estou chegando agora).”

“Estourou no carnaval de 41 na voz de Roberto Silva, mas só permaneceu lembrado graças a Dilermando que regravou. Minha Palhoça, de J. Cascata, tornou-se marcante interpretada com seu molho inconfundível:

Se você quisesse
Morar na minha palhoça
Lá tem troça, se faz bossa
Fica lá na roça
À beira de um riachão
.”

Lulu de Madame foi outro sucesso:

Queria ser lulu de madame francesa
Pra passear de dia em uma cadilaque
Apreciando a maravilha da natureza
A vida assim é uma beleza
.”

“Mesmo tendo gravado apreciável número de discos e ter sido junto com Moreira da Silva, um dos ases do samba de breque, nunca se consagrou numa criação. Foi na realidade uma espécie de termostato do sucesso alheio, mantendo em evidência músicas que provavelmente teriam êxito passageiro.”

Dilermando Pinheiro faleceu em 10 de maio de 1975, vitimado por ataque cardíaco, minutos antes de se apresentar no programa "Rio dá samba", da TV Rio, uma homenagem aos 20 anos de morte do compositor Geraldo Pereira.

Fontes: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira (www.dicionariompb.com.br); Renato Vivacqua em: Música Popular Brasileira – História de Sua Gente, Cap. 9 (A Agonia do Chapéu de Palha)(www.renatovivacqua.com).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Rui Maurity

Ruy Maurity

Rui Maurity (Rui Maurity de Paula Afonso) nasceu no dia 12 de dezembro de 1949, em Paraíba do Sul (RJ). Sua mãe foi a primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, e seu irmão é o pianista Antônio Adolfo. Aprendeu sozinho a tocar violão.

Em 1970 venceu o Festival Universitário do Rio de Janeiro com a música Dia cinco, que compôs junto com Zé Jorge. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, Este é Rui Maurity.

Foi em 1971 que gravou o seu maior sucesso, Serafim e seus filhos, lançado no LP Em busca do ouro. Três anos depois lançou o disco Safra 74, que teve algumas de suas músicas incluídas nas trilhas sonoras das novelas Escalada e Fogo sobre terra, da TV Globo.

Em 76 e 77 lançou, respectivamente, os LPs Nem ouro nem prata e Ganga Brasil, que incluiu a gravação do tema principal da novela Dona Xepa, da TV Globo. Em 1978 gravou o disco Bananeira mangará.

Com o tempo foi caracterizando cada vez mais a sua carreira com os temas e músicas regionais. Na década de 80 gravou os discos Natureza e A viola no Peito.

Realizou ainda inúmeros shows em diversas cidades brasileiras. No ano de 98 lançou o CD De coração, no qual interpreta diversas parcerias com José Jorge.