O cantor e compositor Cláudio Fontana nasceu em São Luís do Maranhão, em 14 de junho de 1945. Desde pequeno sempre gostou de cantar e freqüentava programas de auditório das rádios de São Luís do Maranhão. Depois de ganhar alguns concursos para cantor, passou a apresentar um programa de televisão pela TV Difusora - Canal 4, chamado "Bar de Melodias", onde dividia a apresentação com o locutor da época (1963/64), Leonor Filho e "Nonato e Seu Conjunto". Nessa oportunidade, cantava bossa nova e sucessos populares da época.quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Cláudio Fontana
O cantor e compositor Cláudio Fontana nasceu em São Luís do Maranhão, em 14 de junho de 1945. Desde pequeno sempre gostou de cantar e freqüentava programas de auditório das rádios de São Luís do Maranhão. Depois de ganhar alguns concursos para cantor, passou a apresentar um programa de televisão pela TV Difusora - Canal 4, chamado "Bar de Melodias", onde dividia a apresentação com o locutor da época (1963/64), Leonor Filho e "Nonato e Seu Conjunto". Nessa oportunidade, cantava bossa nova e sucessos populares da época.sábado, 10 de janeiro de 2009
Fábio Júnior

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Nadinho da Ilha
Nadinho da Ilha (Aguinaldo Caldeira), nascido em 11/06/34, é um homenzarrão de 1,90m de altura e um intérprete da linhagem dos cantores negros de voz encorpada, como Jamelão, Abílio Martins e Monsueto Menezes, com quem, aliás, já foi diversas vezes comparado, graças à impressionante semelhança física. Cantor e compositor, consegue brincar e usar sua voz, indo da nota mais alta a mais baixa com muita facilidade.Leo Jaime
Leo Jaime (Leonardo Jaime), cantor, nasceu em Goiânia (GO), em 23 de abril de 1960. Iniciou a carreira em 1981, cantando no irreverente conjunto carioca de rock João Penca e seus Miquinhos Amestrados.Ainda com o conjunto, participou do LP Cantando no Banheiro, de Eduardo Dusek, cujo maior sucesso foi sua composição Rock da cachorra. Foi ele, que indicou um rapaz de classe média carioca chamado Cazuza ao Barão Vermelho.
No ano de 1983 deixou o grupo para seguir carreira solo. No ano seguinte, assinou com a CBS e lançou seu primeiro LP Phodas C, cujo produtor foi o português Johnny Galvão. Duas faixas do disco foram censuradas: Ora bolas e Sônia, esta última versão de Léo para Sunny, sucesso de Chris Montez.
No ano de 1985 gravou o LP Sessão da Tarde, do qual se destacou o sucesso A fórmula do amor. Outro destaque foi a faixa Solange, versão para So lonely, do grupo pop inglês The Police. A canção era dedicada à censora Solange Hernandez, que havia cortado canções de seu disco anterior.
Participou também do disco de estréia do Ultraje a Rigor, Nós vamos invadir a sua praia e ainda em 1985, trabalhou nos filmes "Rock estrela", de Leal Rodrigues, e "Sete Vampiras", de Ivan Cardoso, atuando em ambos como ator e participando das trilhas sonoras. No ano seguinte lançou, também pela CBS, o disco Vida difícil.
Em 1988 lança o álbum Direto do meu coração pro seu, que incluia a canção tema da novela Bambolê da Globo, Conquistador barato, um dos seus maiores hits. Nesse mesmo ano participa atuando na novela Bebê a bordo da Rede Globo.
Passa anos sem gravar novo disco, por conta da gravadora Warner que também não o liberava. A pendenga termina em 1995 com a gravação do disco Todo Amor, do qual se destacou a faixa Preciso dizer que te amo.
Em 2001, como ator, fez parte do elenco do musical "Victor ou Victória", ao lado de Marília Pera, permanecendo em cartaz até o ano de 2002.
No ano de 2005 lançou o CD Rock Estrela, no qual incluiu Rock estrela, Gatinha manhosa (Roberto e Erasmo), Preciso dizer que te amo (Dá, Bebel Gilberto e Cazuza), Marcianita (tema da novela Começar de Novo, da Rede Globo), a versão Sônia e A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdan).
Neste mesmo ano, ao lado de Ritche, Paulo Ricardo, Kid Vinil e Leoni, apresentou o show "Geração 80", no Claro Hall, no Rio de Janeiro. O show também passou por Fortaleza, Rio Branco e São Paulo, onde lotou o DirecTV Hall, seguindo até o ano de 2007.
Fonte: Léo Jaime - Biografias - Scalla FM 96,5
Artur Castro Budd
Apresentava-se ao público como Artur Castro e também como Artur Budd. Fez carreira no teatro musicado e gravou discos na Columbia americana (A concha e a virgem), e na Phoenix (Adeus que te parto, Rasga o coração); em discos Gaúcho de Porto Alegre gravou as modinhas Lembra-te ó virgem , Despedida do tropeiro, Na casa branca da serra, Ao luar, Flor do céu, Mulher celeste, Findou-se tudo , a barcarola Gondoleiro do amor, o fado Lágrimas de mãe e a cançoneta Terra amada.
Por volta de 1913, junto a outros artistas, dentre os quais Josué de Barros, foi convidado pelo dançarino-empresário Duque para apresentar-se no cabaré que este pretendia abrir em Paris. A idéia não foi à frente, mas estimulados por Duque, Artur e Josué resolvem tentar a sorte na Europa.
Não tendo conseguido contrato em Paris, seguiram para Lisboa , onde se apresentaram com sucesso. Na ocasião, foram convidados a gravar para a fábrica alemã Bekka, viajando para Berlim, onde fizeram 140 discos de música brasileira, que viriam a ser as primeiras gravações feitas por artistas brasileiros na Europa.
Voltou ao Brasil por volta de 1915. Entre os anos de 1926-1927, fez gravações para a Odeon registrando a modinha A ceguinha e o maxixe Cristo nasceu na Bahia, entre outros.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Barnabé
Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.Germano Mathias
Germano Mathias, cantor, nasceu em São Paulo-SP em 2 de junho de 1934. Sambista nascido no bairro da Barra Funda, foi contratado pela Rádio Tupi em 1955, depois de se apresentar em um programa de calouros da emissora cantando um samba.sábado, 1 de novembro de 2008
Barbosa Júnior
Barbosa Júnior (Arthur Barbosa Júnior), radialista, cantor e humorista, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 17 de maio de 189... Seu apelido era “Tutu”. Teve seis irmãos e desde pequeno tomava parte em espetáculos organizados em sua casa.Orlando Dias
Carlos Alberto
Carlos Alberto (Nuno Soares), cantor, nasceu em Astolfo Dutra, Minas Gerais. Aos 9 anos foi para Petrópolis-RJ e aos 18 para Três Rios-RJ. Em Três Rios começou a cantar em bailes sendo até croone de um grupo. Lá se casou, e em 1963 veio para o Rio de Janeiro pelas mãos do amigo Maurício Farah.No mesmo ano gravou seu primeiro LP onde cantava o sucesso Sabe Deus, versão do bolero Sabrá Dios, de Alvaro Carrillo. Possui mais de 60 LPs gravados e tem orgulho de dizer que o primeiro disco vende até hoje. Chamado de o Rei do Bolero na década de 1960, é apontado como o cantor que mais gravou boleros no Brasil.
Lançou em 1965 , pela CBS o LP Carlos Alberto canta para enamorados com acompanhamento da orquestra de Alexandre Gnattali, interpretando entre outras, as músicas Raiva de ti, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, O nosso amor está morrendo, de Raul Sampaio e Benil Santos, Não sei não, de Othon Russo e Niquinho, Pense em mim", de Antônio Maria, e Tu me abandonastes, de Nuno Soares, Wilson Mussauer e José Silva, além de versões de Clóvis Mello para os boleros Cinzas, de Wello Rivas, Tu, onde estás, de Gabriel Ruiz e Ricardo López Méndez, e Menos que nada, de Chucho Martinez.
Em 1971, lançou LP pela CBS, que trazia seu nome como título e que teve direção artística de Rossini Pinto apresentando como principal destaque a canção Rasguei o teu retrato, de Cândido das Neves, e incluiu ainda músicas como Só fiquei com o seu adeus, de Odair José, Perdoa-me, de Rossini Pinto e Álvaro Menezes, Melhor sorrir do que chorar, de Othon Russo e Niquinho, e Eu sou a solidão, de Toso Gomes e Antonio Correia.
No ano seguinte, passou a gravar pela Continental e lançou LP no qual interpretou Vingança, de Lupicínio Rodrigues, O amor só tem tristeza pra me dar e Eu só conheço a palavra perdoar, de Chico Xavier e Tito Mendes, Amor livre, de Pepe Ávila, e Razão de nossas vidas, de Renato de Oliveira e Ivan Reis.
Em 1977, gravou pela Som Livre o LP Esta casa foi nossa, música título de Roberto Livi com versão de Célio Roberto, e que contou com arranjos e regências de Walter Branco e Orlando Silveira, incluindo ainda as músicas Recusa, de Herivelto Martins, Encruzilhada, Corre trem, Você é diferente e Basta, de Nuno Soares, Confiança traída, de Waltel Branco e João Melo, Meu pecado, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, e Tango, de Chico Anysio e e Raymond.
Em 1979, voltou a gravar pela CBS e gravou LP com arranjos e regência do maestro Pachequinho no qual interpretou O que fizestes com as flores, Nem se despediu de mim, A única solução e Conclusão, de Nuno Soares, Instantes, de Alemão e Elzo Augusto, Disfarces, de Ivan Cardoso, Castelo de amor, de Nenzico, Creone e Barrerito, além do clássico tango Mano a mano, de José Razzano, Carlos Gardel, Esteban Flores e G. Ghiaroni, entre outras.
Em 1986, lançou pela gravadora CID o LP Música e romance no qual registrou clássicos do repertório romântico como Ronda, de Paulo Vanzolini, Negue, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, Nervos de aço, Nunca, e Loucura, de Lupicínio Rodrigues, Quem há de dizer, de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Minha rainha, de Rita Ribeiro e Lourenço Cavalcante, e Quase, de Mirabeau e J. Gonçalves, além do clássico tango Caminito, de J. D. Filiberto e G. G. Peñaloza.
Entre seus grandes sucessos estão os boleros Sabe Deus, Ansiedade (Ansiedad) e Atrasa esse relógio (El reloj).
Em 2000, lançou pela gravadora CID o CD Minha rainha e outros sucessos com música título de Rita Ribeiro que incluiu ainda sucessos como Ronda, de Paulo Vanzolini, Negue, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, Nervos de aço, de Lupucínio Rodrigues, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Talismã, de Michel Sullivan e Paulo Massadas, e Memórias, de Leonardo, entre outras.
Em 2006, apresentou-se no programa Sílvio Santos interpretando a canção Talismã, sucesso da dupla Leandro e Leonardo. Reside atualmente em três lugares: Simão Pereira-MG, Petrópolis-RJ e Rio de janeiro, mas não se esquece de sua cidade natal nem de Três Rios que o acolheu com muito carinho e deu a ele o título de "Cidadão Três Rios". Morando em Petrópolis, em 2005, continuou fazendo shows pelo Brasil.
Fonte: Comunidade Carlos Alberto - Orkut.
Silvinho

De 1950 a 1960, atuou como cantor nos conjuntos Os Trovadores, Os Vocalistas, Trio Quitandinha e Conjunto Harmonia, entre outros.
Em 1959, gravou sua primeira composição Quem é?, depois interpretada também por Gregorio Barrios e por Bienvenido Granda. Em 1963 fez sucesso com a gravação de Esta noite eu queria que o mundo acabasse.
Atuou como cantor na Rádio Nacional, e em várias emissoras de rádio e televisão do Rio de Janeiro e de São Paulo. Realizou excursões à Argentina, Uruguai, Chile e México. Foi premiado diversas vezes em sua carreira.
Obras
Assim como as flores morrem, 1946; Esta noite eu queria que o mundo acabasse, 1963; Quem é?, 1959.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Grande Otelo
Grande Otelo (Sebastião Bernardes de Sousa Prata), ator, cantor e compositor, nasceu em Uberlândia MG (18/10/1915) e faleceu em Paris, França (26/11/1993). Aos oito anos, exibia-se na calçada dos hotéis da cidade natal, para hóspedes e curiosos.
Por volta de 1925, com a companhia da atriz Iara Isabel, foi para o Rio de Janeiro, estreando na peça O tesouro da Serra Morena, no Circo Serrano. Nessa ocasião foi adotado pela atriz, casada com o maestro e professor Fellipo Aléssio. Na casa do professor, em São Paulo SP, acompanhava Abigail (outra filha adotiva do casal) nas aulas de canto e, assim, aprendeu noções de música e canto.
Em 1926, ainda como Pequeno Otelo, foi a sensação da Companhia Negra de Revistas. Estudou no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, mas preferiu voltar à vida artística, indo cantar na Rádio Educadora Paulista. Conheceu então Jardel Jércolis, ator e empresário, que mudou seu nome artístico para Grande Otelo. Com ele realizou uma excursão ao Sul do Brasil.
Em 1935 voltou ao Rio de Janeiro, para trabalhar na peça Goal. No ano seguinte, ainda com a companhia de Jardel Jércolis, fez temporada em Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai. O ano que marcou realmente o início do sucesso em sua carreira artística foi 1937, quando trabalhou na peça Maravilhosa, no Teatro Carlos Gomes.
Apesar de haver estreado no cinema em 1935, fazendo uma ponta no filme Noites cariocas, de Enrique Cadimano, somente começou a ser notado em 1937, quando trabalhou em João Ninguém, de Mesquitinha. Desse ano até 1946 figurou com destaque em shows de teatro no Brasil, Uruguai e Argentina, além do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, onde era atração, tendo cantado com Carmen Miranda em 1940.
Em 1943 participou do filme de estréia da Atlântida — Moleque Tião, de José Carlos Burle —, ao lado de Custódio Mesquita. Junto com Oscarito, trabalhou em muitas comédias musicais de sucesso, entre as quais Tristezas não pagam dívidas (1944), de José Carlos Burle e J. Rui; Este mundo é um pandeiro (1947), Carnaval no fogo (1949) e Aviso aos navegantes (1950), todas de Watson Macedo; Barnabé, tu és meu (1952), de José Carlos Burle; e Matar ou correr (1954), de Eurides Ramos.
Em 1940 teve pela primeira vez uma composição gravada, Vou pra orgia (com Secundino), interpretada pelo parceiro. No mesmo ano fez parceria com Herivelto Martins no samba Praça Onze, que alcançou grande sucesso e venceu o concurso de Carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro, em 1942. Lançada originalmente pelo Trio de Ouro, recebeu depois inúmeras gravações, no Brasil e no exterior. Com Herivelto Martins, compôs ainda, entre outras, Bom dia Avenida e Fala, Claudionor.
Nas décadas de 1940 e 1950, foi, ao lado de Oscarito, um dos maiores nomes do teatro de revistas — na Companhia Walter Pinto — e de shows em boates, produzidos por Carlos Machado.
Em 1955 trabalhou no filme Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, e, em 1969, recebeu o Prêmio Molière pela atuação no filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. Em 1973 desempenhou o papel de Sancho Pança na peça O Homem de la Mancha, direção de Flávio Rangel, ao lado de Bibi Ferreira e Paulo Autran.
Em 1989 participou das filmagens de A paz é dourada (direção de Noilton Nunes), filme inspirado na viagem de Euclides da Cunha à Amazônia, mas que ficou inabado. Em 1993 publicou o livro de versos Bom-dia, manhã (Topbooks, Rio de Janeiro), que recebeu prefácios de Antônio Olinto e Jorge Amado.
No mesmo ano faleceu de parada cardíaca ao desembarcar em Paris, onde fora a convite do governo francês para participar do Le Festival des Trois Continents, em Nantes, em que seria homenageado.
Como ator, deixou pronto o filme ainda inédito Histórias dos anos 80, dirigido por Roberto Moura. Deixou também projeto de outro filme, Elite Club, sobre as gafieiras cariocas na década de 1930.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Canarinho
Canarinho (Aluísio Ferreira Gomes), ator, cantor e compositor, nasceu em Salvador BA em 29/12/1927. Iniciou a carreira por volta de 1949, em Salvador, atuando como crooner em boates, orquestras e dancings, e cantando na Rádio Excelsior.No Rio de Janeiro a partir de 1940, participou de vários programas de calouros, e de 1953 a 1955 atuou com as orquestras de Lima Filho e do maestro Cipó. Transferindo-se para São Paulo SP em 1955, inicialmente apresentou-se como cantor em rádio, boates e televisão, passando depois a trabalhar como comediante, ator, produtor e apresentador radiofônico.
Sua primeira composição gravada foi Morrendo de amor (com Maximino Parisi), cantada por Antônio Martins, em 1957. Lançou diversas composições carnavalescas, em parceria com A. Brumatti, Maximino Parisi ou Sebastião Ferreira da Silva.
Biografia de Canarinho, para o Museu da Televisão Brasileira
O nome do ator Canarinho é Aloísio Ferreira Gomes. Ele nasceu em Salvador, em 1927. Seu pai chamava-se Gonçalo Gomes. A mãe, Luzia Ferreira Gomes. Eram pobres. O pai morreu assassinado e a mãe faleceu, quando Canarinho tinha 12 anos. Com essa idade, o garoto já era um adulto, cuidava de suas próprias roupas, fazia comida, pagava o aluguel, tinha de se sustentar.
Desde pequeno gostava de música e de arte. Tocava violão e cavaquinho. E cantava bem. Era chamado de "o pequeno Orlando Silva". Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou com os norte-americanos, nas bases navais e aéreas de Aratu e Ipitanga, na Bahia.
Aos 17 anos resolveu ser artista. "Um artista", disse-lhe um amigo fazendo piada: "Um artista precisa ser louro, alto e lindo, e de olhos verdes". Ao que ele respondeu: "Os que me assistirem, vão me ver: louro, alto, lindo e de olhos verdes".
Ali o garoto passou a cantar em night-clubs, cabarés, boates e bailes. Fez muito sucesso no Rio de Janeiro, cantando em casas noturnas. Cantava tangos e encantava. Mas seu encantamento era tanto, que as mulheres chegavam a brigar por ele. Foi por isso, diz ele, que resolveu mudar de cidade."Ou elas se matavam, ou elas me matavam", diz ele brincando.
Em 1955, chegou a São Paulo, e cantou com o Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na Rádio Nacional.Foi aí que conheceu Kalil Filho, que o levou para a TV Paulista. Logo fez a "Praça da Alegria", de Manoel de Nóbrega. Nóbrega não apenas o admirou, como se tornou um grande amigo, um pai. Canarinho passou a participar de todos os programas humorísticos. Fez: "Folias do Golias"; "Balança mas não cai"; e vários outros programas.
Tornou-se comediante importante. Mas o garoto era inteligente e atirado. Não apenas participava como ator, mas era diretor e redator de vários programas. Foi o responsável por :"Brincadeira tem hora";" Programa Show Canarinho"; "Samba e Etc"; "Domingo é Dia", e outros.
Criou a grande campanha beneficente: "Faça Uma Criança Sorrir" e também a: "Quanto Vale Uma Criança". Fez novelas , como:"Mãe", "O Homem que veio do Céu"; "Antonio Maria"; "Paixão Proibida"; "O Homem que Sonhava Colorido";"Meu Pedacinho e Chão"; "Jerônimo, o Herói do Sertão". E mais tarde, já na Rede Globo de Televisão, fez: "Sinhá Moça". Fez também vários filmes, como:"O Dia que o Santo Pecou"; "O Bacalhau", "Costinha, o Rei da Selva"; " Pequeno Polegar contra o Dragão Vermelho"; "No Tempo da Vaselina"; "Seduzida para Morrer"; ;"Supertio Maneco"; Na Rede Globo fez ainda : "O Sítio do Pica-pau Amarelo".
Com o falecimento de Manoel de Nóbrega, que deixou não só Canarinho, mas toda a classe muito triste, passou a participar do programa: "A Praça é Nossa" de Carlos Alberto de Nóbrega, fazendo o quadro "Canarinho ao Telefone".
Sempre alegre, ele está na mídia do Brasil até hoje, numa das carreiras mais longas, dentre todos os seus colegas Cantor., compositor, comediante, redator, diretor, ele é , acima de tudo, um grande ser humano, capaz de encantar a todos, mas principalmente as crianças, que o amam, o adoram , a quem ele não deixa de beijar, onde quer que as encontre.
Fontes: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Pedro Celestino
Pedro Celestino, cantor e compositor, era o irmão mais novo de Vicente Celestino. Em 1928, fez sua estréia em disco gravando pela Odeon o samba Gosto de apanhá, de Duque e o maxixe Viva a Penha, de Tuiú. No mesmo ano, lançou o tango Caboquinha, de Alfredo Gama e o motivo popular Peixinhos do mar.Em 1929, gravou a canção O guasca, de Zeca Ivo e o fado-toada A vida é um inferno onde as mulheres são os demônios, de Zeca Ivo e Lamartine Babo e ainda o coco Campineiro, de J. B. Silva, o conhecido Sinhô.
Em 1931, participou da opereta As pastorinhas, juntamente com Araci Cortes, apresentada no Teatro Recreio, no Rio de Janeiro.
Ficou mais de 10 anos sem gravar, retornando em 1941, quando lançou a valsa Pertinho do céu, de Vicente Paiva e Ariovaldo Pires e a canção História de circo, de Edgard Barroso e Paulo Mac Dowell.
Em 1947, gravou de sua autoria, Adolar e J. Francisco de Freitas a canção Confissão e, de Átila Yorio e Alberto Oliveira, a toada-canção O vagabundo.
Em 1948, foram gravadas a valsa Supremo adeus, de Belmácio Godinho e Benedito Costa e a canção Desespero, de René Bittencourt. São de 1953 as gravações, pela Todamérica do bolero Alma cigana, de René Bittencourt e do tango Guitarra de marfim, de Arlindo Pinto e J. M. Alves. No mesmo ano, gravou a toada-canção Olhos criminosos, de René Bittencourt e a canção Rua da saudade, de Arnaldo Pescuma.
Foi por essa época que Pedro Celestino apareceu na TV Tupi de São Paulo e, ao lado de Tersina Sarraceni fez uma temporada de operetas. Isso foi muito importante para a TV Tupi, pois eram encenadas operetas famosas, com grandes interpretes e grandes cantores.
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.
Raul Gil
Raul Gil é filho de imigrantes espanhóis. Nascido no bairro do Ipiranga, capital paulista, começou a trabalhar muito cedo, para ajudar os pais. Foi feirante, vendedor de pastéis, frutas e azeitonas; foi metalúrgico, na fábrica Fundição Brasil e Termomecânica. Também trabalhou na empresa Transporte Londrino e Rodoviária Santa Fé.Mas desde os 8 anos tinha paixão pela carreira artística e foi levado pelos irmãos para assistir ao programa de rádio: "Clube do Papai Noel" e ele ficou encantado. Anos mais tarde Raul Gil resolveu enfrentar um programa de calouros. Foi rejeitado 17 vezes. Mesmo assim não desistiu.
Foi, porém, convidado para cantar nos Calouros Toddy, que era apresentado por Hebe Camargo e foi vitorioso. Começou então sua carreira de vitórias cantando em em vários locais: parques de diversão, circos, festas, etc. Passou a fazer parte de um grupo de artistas, entre os quais: Adoniran Barbosa, Maria Tereza e outros, que eram destaque na época. Participou da Caravana do Peru, dirigida por Silvio Santos.
Ele já estava casado e precisava trabalhar. Em 8 de dezembro de 1960 foi convidado por Sônia Ribeiro para cantar em seu programa. E em 11 de dezembro nasceu sua primeira filha, Nancy. Foi nesse mesmo dia que se iniciou como cantor profissional, no programa de Geraldo Blota: "Alegria dos Bairros".
Na época começou a cantar boleros por influência dos pais, pois era o gênero musical na moda nessa ocasião. E assim ele gravou 8 discos de 78 rotações, 3 Lps e 2 cds, todos com boleros. E percebeu só então que gostava também do humor e tinha facilidade em imitar artistas. Imitava convincentemente os cantores: Gregorio Barrios, Vicente Celestino, Cauby Peixoto e o humorista Mazzaropi. E foi assim que virou apresentador de programas, somando essas suas características.
Em 1967 José Vasconcelos, que era apresentador de um programa na TV Excelsior, desistiu do programa em cima da hora. Chamaram Raul, que fazia uma boate nas proximidades e ele aceitou. Começou assim sua carreira, que dura até hoje.
Estreou a seguir, o programa: "Raul Gil Room", pela TV Excelsior. Passou depois para as emissoras: Bandeirantes, Tupi, SBT, Record. Em verdade todas o disputavam, pois seus programas sempre deram grande audiência.
Na década de 90 foi para a TV Record e revelou vários talentos nacionais, tais como: Sidney Magal, Grechen, Cristian e Ralf, Só pra Contrariar, Katinguelê, Mara Maravilha, Gera Samba, Ultraje a Rigor, Titãs e muitos outros.
Fonte: Adaptado do site Pró-TV: Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.
Tom Zé
Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.
Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.
Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).
Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.
Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.
Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.
Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.
Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.
A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.
Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.
Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Tony Tornado
Iniciou-se na sua carreira musical como cantor de rock'n'roll, com o pseudônimo Tony Checker, no programa "Hoje É Dia de Rock", da Rádio Mayrink Veiga. Depois integrou o grupo de música e dança Brasiliana, e com ele excursionou pelo exterior, passando dez anos fora do Brasil.
Morou por três anos em Nova York, onde travou contato com o movimento negro e conheceu Tim Maia. Chegou a ser preso uma vez, no Brasil, por fazer o gesto típico do grupo negro americano Panteras Negras. De volta ao país, trabalhou no conjunto de Ed Lincoln e foi crooner da boate New Hollyday, no Rio, onde foi descoberto pelo compositor Tibério Gaspar.
Tibério e Antônio Adolfo confiaram a Tornado, acompanhado pelo Trio Ternura, a interpretação de sua composição BR-3 no V Festival Internacional da Canção, em 1970. A música conseguiu obter um sucesso avassalador. Outro grande êxito foi Podes crer, amizade.
Paralelamente desenvolveu carreira como ator, principalmente a partir da década de 70, quando estreou na minissérie "Jerônimo", em 1972, na TV Tupi. E daí conseguiu prestígio nacional. Participou de várias novelas na TV Tupi e depois na TV Globo.
Tony Tornado é um dos mais importantes atores negros do país, e destaca-se pela luta no movimento pela maior participação de artistas negros nas artes em geral. Também participou de filmes brasileiros, como "Chão Bruto"; "Pixote, A Lei do Mais Fraco" "Os Trapalhões e o Mágico de Oroz"; "O Rei e o Rio"; "Vai Trabalhar, Vagabundo"; "Casseta e Planeta- A Taça do Mundo é Nossa"; "Redentor".
O ator e cantor Tony Tornado foi casado , na década de 70, com a atriz Arlete Salles.
Fonte: Tony Tornado: Pró-TV - Asociação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira
terça-feira, 8 de abril de 2008
Hermes Aquino
Sua carreira já vinha de dez anos antes, inclusive como raro representante gaúcho do tropicalismo: Você Gosta?, parceria sua com Tom Zé, foi gravada por este e pelo grupo Liverpool em 1969, e Planador, parceria com sua prima Laís Marques, está nos únicos álbuns do Liverpool e do grupo carioca Os Brazões. Além disso, Sala de Espera, parceria com Laís Marques (e defendida por esta no Quarto Festival Internacional da Canção, em 1969), foi regravada pelo grupo O Bando.
O primeiro sucesso de Hermes como intérprete foi Flash, outra parceria com Laís, e com que participou do mesmo Quarto Festival Internacional da Canção. Morando em São Paulo, SP, desde a segunda metade dos anos 1960, Hermes só conseguiu gravar seu primeiro LP, Desencontro de Primavera em 1977, pelo selo Tapecar; no ano seguinte, mudou-se para a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, Santa Maria.
Mas Hermes desentendeu-se com a gravadora a ponto de voltar a seu Estado natal, onde vive até hoje como produtor de jingles.
Fonte: Arquivo do Rock
sábado, 1 de março de 2008
Dilermando Pinheiro
Dilermando Pinheiro nasceu em 28 de setembro de 1917 e passou sua vida no Morro do Pinto, situado no bairro carioca de São Cristóvão. Em 1930, foi pandeirista na Banda de Seu Basílio, da Polícia Militar (foto: Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro no show Telecoteco Opus nº 1).Morar na minha palhoça
Lá tem troça, se faz bossa
Fica lá na roça
À beira de um riachão.”
Pra passear de dia em uma cadilaque
Apreciando a maravilha da natureza
A vida assim é uma beleza.”
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Rui Maurity
