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sábado, 27 de novembro de 2010

Volúvel

Déo
Volúvel (samba, 1953) - César Brasil, Oldemar Magalhães e Wilson Batista

Título da música: Volúvel / Gênero musical: Samba / Intérprete: Deo / Compositores: César Brasil, Oldemar Magalhães e Wilson Batista / Gravadora Sinter / Número do Álbum 251 / Data de Gravação 1952-1953 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


Volúvel / Sem coração
Eu já sofri demais / Sem merecer
Volúvel / Sem coração
Guarde seus beijos ardentes
Para quem não lhe conheceu

Meus sonhos / Continuam enxutos
Quando ela passa por mim
Com um / Dos meus substitutos

A poeira do meu sapato
É testemunha como eu caminhei
No rastro dessa mulher
Há tempos atrás

Se hoje / No livro da minha vida
Ela é / Uma folha demais...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O princípio do fim

Déo
O princípio do fim (samba, 1944) - Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: O principio do fim / Gênero musical: Samba / Intérprete: Deo / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Continental / Número do Álbum 15139 / Data de Gravação 1943-1944 / Data de Lançamento 00/1944 / Lado B / Disco 78 rpm:


Antigamente
Você não me tratava assim
Era mais ciumenta
Gostava mais de mim
Ultimamente eu venho notando
A transformação desse amor
Os tempos da gente
Já foram mais quentes
Perderam a doçura
Perderam o sabor

Antigamente
Você não me tratava assim
Era mais ciumenta
Gostava mais de mim
Ultimamente eu venho notando
A transformação desse amor
Os tempos da gente
Já foram mais quentes
Perderam a doçura
Perderam o sabor

Há tempos você não chora
Não acho isso bom sinal
Não discute nem briga comigo
Não é natural...
Já não sente mais ciúme de mim
Estou vendo o princípio do fim

Lá vem Mangueira!

Déo
Lá vem Mangueira! (batucada, 1943) - Haroldo Lobo, Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Lá vem mangueira! / Gênero musical: Batucada / Intérprete: Deo / Compositores: Lobo, Haroldo - Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Continental / Número do Álbum 15104 / Data de Gravação 00/1943 / Data de Lançamento 00/1943 / Lado A / Disco 78 rpm:


Lá vem Mangueira! / Outra vez descendo o morro
Com harmonia / Lá vem Mangueira!
Vem Laurindo na frente / Da bateria
Perguntei: Conceição / O que aconteceu?
Laurindo foi pro som / Esse ano não desceu

Lá vem Mangueira! / Outra vez descendo o morro
Com harmonia / Lá vem Mangueira!
Vem Laurindo na frente / Da bateria
Perguntei: Conceição / O que aconteceu?
Laurindo foi pro som / Esse ano não desceu

Mandei perguntar / Sem ele aqui
A escola de samba podia sair?
Ele respondeu: / Podem ensaiar
Porque o povo precisa sambar

Lá vem Mangueira! / Outra vez descendo o morro
Com harmonia / Lá vem Mangueira!
Vem Laurindo na frente / Da bateria
Perguntei: Conceição / O que aconteceu?
Laurindo foi pro som / Esse ano não desceu

Mandei perguntar / Sem ele aqui
A escola de samba podia sair?
Ele respondeu: / Podem ensaiar
Porque o povo precisa sambar

quinta-feira, 27 de março de 2008

Cochichando

Déo
Cochichando (choro, 1944) - Pixinguinha , João de Barro e Alberto Ribeiro

Murmurando, cochichando
Vive sempre a falar mal de mim
Sem querer perceber que afinal eu não sou

Eu não sou mal assim

Murmurando cochichando

Déo
Quem te ouvir de pensar é capaz
Que o nosso amor já não tem calor

E que não somos felizes demais

Eu sou teu e tu és só minha
Quem nos conhecer inveja sentirá de nosso amor
Porém sempre a brigar

E a duvidar de um bem querer
Transformar sempre em aflição
O que só deve ser prazer

Por que será que eis tão má assim

Se o nosso amor não pode ter fim
Eu acho bom deixar este cochicho

Pois sei que é capricho e que gostas só de mim.

domingo, 16 de março de 2008

A casta Suzana

Déo
A casta Suzana (marcha/carnaval, 1939) - Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho

Será você a tal Suzana !
A Casta Suzana
Do posto Seis ?
Coitada !
Como está mudada !
Teve "apendicite"
E ficou sem "ite"...


Deo
Quando conheci Casta Suzana,
Nas areias de Copacabana
Era namorada de um chinês
Mas olhava assim pra um japonês

Taí !
Deu-se a confusão :
Estourou a guerra,
China com Japão !

A casta Suzana

A casta Suzana (marcha/carnaval, 1939) - Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho

Será você a tal Suzana !
A Casta Suzana
Do posto Seis ?
Coitada !
Como está mudada !
Deo
Teve "apendicite"
E ficou sem "ite"...

Quando conheci Casta Suzana,
Nas areias de Copacabana
Era namorada de um chinês
Mas olhava assim pra um japonês

Taí !
Deu-se a confusão :
Estourou a guerra,
China com Japão !

terça-feira, 2 de maio de 2006

Pra machucar meu coração



Tito Madi
Mesmo na fase em que criou a maioria de seus sambas-exaltação, Ary Barroso continuou produzindo música essencialmente popular como "Pra Machucar Meu Coração". Um clássico do repertório sambístico, esta composição encanta não apenas pela qualidade da melodia, mas, principalmente, pela forma natural como desenvolve o tema da separação: "Está fazendo um ano e meio, amor / que o nosso lar desmoronou / meu sabiá, meu violão / e uma cruel desilusão / foi tudo que ficou, ficou-o-ô / pra machucar meu coração". Este samba foi lançado pelo cantor Deo no melhor período de sua carreira, quando era chamado de "O Ditador de Sucessos".

Pra machucar meu coração (samba, 1943) - Ary Barroso
G                  Am
Está fazendo um ano e meio amor
D7 G G7
Que o nosso lar desmoronou
C Cm
Meu sabiá , meu violão
G
E uma cruel desilusão
Bm E7 Am A7
Foi tudo que ficou ,ficou
D7 G E7 A7
Pra machucar meu coração
D7
Quem sabe não foi
G E7 A7
Bem melhor assim
D7
Melhor pra voçê
B7 E7
E melhor pra mim

O mundo é uma escola
A7
Onde a gente presisa aprender
Am
A ciência de viver
D7
Pra não sofrer

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Súplica

Homem de intensa atividade na imprensa e no rádio paulistanos dos anos trinta, Otávio Gabus Mendes (pai do telenovelista Cassiano Gabus Mendes) ainda arranjou tempo para uma vitoriosa incursão na música popular, compondo com José Marcílio e o cantor Deo a valsa "Súplica".

Sem demérito para os parceiros, o ponto alto desta valsa é a letra de Gabus Mendes, que, além de muito bem construída, não possui rimas, uma característica incomum nas canções da época: "Aço frio de um punhal / foi teu adeus pra mim/ não crendo na verdade / implorei, pedi / as súplicas morreram sem eco, em vão / batendo nas paredes frias do apartamento...".

O curioso é que esse detalhe não é percebido pela maioria dos ouvintes, graças, talvez, à integração perfeita entre letra e melodia. Composta em 1938, "Súplica" permanecia inédita em disco quase dois anos depois, quando foi descoberta e gravada por Orlando Silva.

Súplica (valsa, 1940) - Octávio Gabus Mendes, José Marcílio e Déo


Orlando Silva

Bm -----------------------------------Em
Aço frio de um punhal / Foi seu adeus para mim
-----------------------------------Bm--------- B7
Não crendo na verdade / Implorei, pedi
----------------------------------Em----- A7
As súplicas morreram / Sem eco, em vão
-----------------------D --------------Gb7
Batendo nas paredes frias do apartamento
Bm
Torpor tomou-me todo
------------------Em-------------- Gb7
E eu fiquei sem ser mais nada
---------------------Bm-------------- B7 ------Em
Envelhecido tenha / Talvez, quem sabe
------------------------Bm
Pela janela, aberta, a fria madrugada
-----------------------G7 ---------------Gb7---- Bm
Amortalhou-me a dor / Com o manto da garoa
----------Gb7------------------- Bm
Esperança morreste muito cedo
----------B7 -------------------Em
Saudade cedo demais chegaste
-----------------------------------------Bm
Uma quando chega / A outra sempre parte
-------Db7------------ G7--- Gb7
Chorar já lágrimas não tenho
-----------------------------Bm
Coração, porque é que tu não paras
---------B7-------------------- Em
As taças do meu sofrer findaste / É inútil prosseguir
-----------------------Bm
Se forças já não tenho
----------------------------------G7
Tu sabes bem que ela era minha vida
-----------------Gb7 -----Bm
Meu doce e grande amor.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Deo

Deo (Ferjalla Rizkalla), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 26/1/1914 e faleceu em 23/9/1971. Filho de comerciante, em 1929 mudou-se com a família para São Paulo SP. Trabalhava no comércio e estudava contabilidade, mas gostava de cantar tangos em festas e serenatas, numa das quais conheceu o maestro Gaó, em 1932, que o convidou para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul. Passou a atuar num programa de amadores da emissora. Seu apelido foi escolhido pelos ouvintes de um programa de Celso Guimarães. Cantou tangos durante três anos, até passar para o samba.

Em fins de 1934 empregou-se como discotecário na Rádio Record e também participava como cantor dos programas da emissora, gravando em 1936 seu primeiro disco, na Columbia: o samba-choro Cantando (João Pacífico) e o samba-canção Vendedora de flores (Ari Machado).

Ainda em 1936, gravou outro samba de sucesso: Sinto lágrimas (Francisco Malfitano e Aloísio Silva Araújo). Mais tarde obteve sucesso com Um amor que passou (uma das primeiras composições de Adoniran Barbosa, parceria com Eratóstenes Frazão) e, para o Carnaval de 1938, Falseta negra (adaptação do hino Fascerta nera).

Em fins do mesmo ano, levado para o Rio por Ary Barroso, foi contratado pela Odeon e em dezembro gravou a marchinha carnavalesca A casta Suzana (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), uma das mais cantadas no Carnaval de 1939.


Gravou mais 12 discos na Odeon, destacando-se o samba De qualquer maneira (Noel Rosa e Ary Barroso), 1939, e a marcha Veneno (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), para o Carnaval de 1940.

Por essa época já era cantor bem sucedido, sendo inclusive apelidado O Ditador de Sucessos. Ainda em 1940 tornou-se conhecido como compositor, com a gravação da valsa Súplica (com Otávio Gabus Mendes e José Marcílio), lançada com grande sucesso por Orlando Silva em disco da Victor.

Em março de 1942 recomeçou a gravar na Columbia. No mesmo ano excursionou ao Nordeste com grande sucesso e gravou Mulher de luxo (Newton Teixeira e Edelir Gameiro), Eu te agradeço (Mário Lago e Benedito Lacerda), o samba-exaltação Brasil, usina do mundo (João de Barro e Alcir Pires Vermelho), Até parece que eu sou da Bahia (Roberto Martins e José Batista), este um dos maiores êxitos de sua carreira.

Seu sucesso de 1944 foi Terra seca (Ary Barroso). Em 1947 gravou o samba-canção Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues). Por essa época, seus sucessos começaram a rarear. Continuou cantando em rádio e gravou LPs, trabalhando como diretor artístico da etiqueta Rádio até 1961, cargo que ocupou também no ano seguinte, na Estúdio F.

Doze dias antes de falecer regravou para o fascículo da Abril Cultural sobre Haroldo Lobo (série História da música popular brasileira), os sambas da dupla Haroldo Lobo e Wilson Batista, Alô pandeiro (Não é economia) e E o cinqüenta e seis não veio, gravados originalmente por ele mesmo em 1943 e 1944. Ao todo, gravou, em 78 rpm, 136 discos com 263 músicas.

Deo

Deo (Ferjalla Rizkalla), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 26/1/1914 e faleceu em 23/9/1971. Filho de comerciante, em 1929 mudou-se com a família para São Paulo SP. Trabalhava no comércio e estudava contabilidade, mas gostava de cantar tangos em festas e serenatas, numa das quais conheceu o maestro Gaó, em 1932, que o convidou para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul. Passou a atuar num programa de amadores da emissora. Seu apelido foi escolhido pelos ouvintes de um programa de Celso Guimarães. Cantou tangos durante três anos, até passar para o samba.

Em fins de 1934 empregou-se como discotecário na Rádio Record e também participava como cantor dos programas da emissora, gravando em 1936 seu primeiro disco, na Columbia: o samba-choro Cantando (João Pacífico) e o samba-canção Vendedora de flores (Ari Machado).

Ainda em 1936, gravou outro samba de sucesso: Sinto lágrimas (Francisco Malfitano e Aloísio Silva Araújo). Mais tarde obteve sucesso com Um amor que passou (uma das primeiras composições de Adoniran Barbosa, parceria com Eratóstenes Frazão) e, para o Carnaval de 1938, Falseta negra (adaptação do hino Fascerta nera).

Em fins do mesmo ano, levado para o Rio por Ary Barroso, foi contratado pela Odeon e em dezembro gravou a marchinha carnavalesca A casta Suzana (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), uma das mais cantadas no Carnaval de 1939.


Gravou mais 12 discos na Odeon, destacando-se o samba De qualquer maneira (Noel Rosa e Ary Barroso), 1939, e a marcha Veneno (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), para o Carnaval de 1940.

Por essa época já era cantor bem sucedido, sendo inclusive apelidado O Ditador de Sucessos. Ainda em 1940 tornou-se conhecido como compositor, com a gravação da valsa Súplica (com Otávio Gabus Mendes e José Marcílio), lançada com grande sucesso por Orlando Silva em disco da Victor.

Em março de 1942 recomeçou a gravar na Columbia. No mesmo ano excursionou ao Nordeste com grande sucesso e gravou Mulher de luxo (Newton Teixeira e Edelir Gameiro), Eu te agradeço (Mário Lago e Benedito Lacerda), o samba-exaltação Brasil, usina do mundo (João de Barro e Alcir Pires Vermelho), Até parece que eu sou da Bahia (Roberto Martins e José Batista), este um dos maiores êxitos de sua carreira.

Seu sucesso de 1944 foi Terra seca (Ary Barroso). Em 1947 gravou o samba-canção Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues). Por essa época, seus sucessos começaram a rarear. Continuou cantando em rádio e gravou LPs, trabalhando como diretor artístico da etiqueta Rádio até 1961, cargo que ocupou também no ano seguinte, na Estúdio F.

Doze dias antes de falecer regravou para o fascículo da Abril Cultural sobre Haroldo Lobo (série História da música popular brasileira), os sambas da dupla Haroldo Lobo e Wilson Batista, Alô pandeiro (Não é economia) e E o cinqüenta e seis não veio, gravados originalmente por ele mesmo em 1943 e 1944. Ao todo, gravou, em 78 rpm, 136 discos com 263 músicas.