Artur Virou Bode (Artur Menezes dos Santos), flautista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31/12/1887, e faleceu na cidade de São Paulo, SP, em 09/08/1959. Era pai de Zuzuca do Flautim, conhecido nos círculos de choro da época.quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Artur Virou Bode
Artur Virou Bode (Artur Menezes dos Santos), flautista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31/12/1887, e faleceu na cidade de São Paulo, SP, em 09/08/1959. Era pai de Zuzuca do Flautim, conhecido nos círculos de choro da época.terça-feira, 8 de abril de 2008
Bento Mossurunga
Bento Mossurunga (Bento João de Albuquerque Mossurunga), regente, compositor e instrumentista, nasceu em Castro - PR, em 06/05/1879, e faleceu em Curitiba - PR, em 23/10/1970. Filho do tabelião João Bernardes de Albuquerque Mossurunga e de Graciliana Reis de Albuquerque Mossurunga, nasceu entre músicos (o pai e o irmão tocavam violão e viola, e as irmãs, órgão) e desde pequeno aprendeu a tocar violinha sertaneja. Cresceu em contato com violeiros populares, com a música produzida numa colônia de negros libertos que ficava perto de sua casa e com a música de bandas.Tendo-se iniciado no piano com o ourives Manuel Cristino dos Santos, e em violino, teoria e solfejo com o italiano Augusto Mainardi, em 1895 foi para Curitiba, onde continuou os estudos com Adolfo Corradi, no Conservatório de Belas Artes. Na capital paranaense, além de trabalhar numa loja de chapéus e de estudar, freqüentava o Grêmio Musical Carlos Gomes, tendo convivido com os compositores e músicos da época. Depois de haver voltado a Castro em 1897, retornou a Curitiba em 1902, para retomar os estudos musicais; durante esse período lecionou piano e apresentou-se num café-concerto.
Em 1905, sua valsa Bela morena foi publicada pela revista carioca O Malho. Transferiu-se então para o Rio de Janeiro RJ, onde a princípio atuou como violinista no teatro de variedades Guarda Velha. Em 1907 ingressou no I.N.M. tendo estudado com Frederico Nascimento (harmonia), Francisco Braga (contraponto, composição e fuga) e Ernesto Ronchini (violino). Nessa época integrou, como primeiro violino, a orquestra do Centro Musical, regida por Francisco Braga.
Iniciou carreira de regente ao ingressar, em 1916, na companhia do Teatro São José, inicialmente como auxiliar do maestro José Nunes e, depois, com a morte deste, como diretor do teatro, a convite da Empresa Pascoal Segreto. De 1918 a 1922, supervisionou ensaios, fez instrumentações e musicou operetas, revistas e burletas, embora algumas passassem como de autoria de compositores conhecidos. Musicou peças de Luiz Peixoto, Cardoso de Meneses, Viriato Correia, Gastão Tojeiro, etc. Desempenhou depois a função de regente em diversos teatros cariocas, como o Lírico, o Apolo, o Carlos Gomes e o Recreio Dramático.
A 21 de setembro de 1924 casou com Belosina Lima. Em 1930, de volta a Curitiba, passou a dirigir um curso de música e a trabalhar na Sociedade Musical Renascença, além de haver fundado a Sociedade Orquestral Paranaense.
Sempre produzindo para o teatro musicado e compondo hinos, canções e obras para orquestra, em 1946 organizou, com um grupo de estudantes e músicos, a Orquestra Estudantil de Concertos, que em 1958 se transformaria na Orquestra Sinfônica da Universidade do Paraná.
Em 1947, seu Hino do Paraná (1903) tornou-se o hino oficial do Estado. Professor, lecionou canto orfeônico no Colégio Estadual do Paraná e instrumentação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
Sua obra popular, que inclui numerosos sambas, tangos, choros, marchas carnavalescas, valsas, mazurcas, etc., perdeu-se em grande parte. Musicou, entre outras, as seguintes peças: Reco-reco, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, 1921; Olelê olalá, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses (em colaboração com Freire Júnior), 1922; Segura o boi, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, 1921; Meu bem, não chora!, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses (em colaboração com Assis Pacheco), 1922; Florzinha, opereta de Ivete Ribeiro (em colaboração com Henrique Vogeler), 1927; Gato, baeta, carapicu, revista de Cardoso de Meneses (em colaboração com Bernardo Vivas), 1920; Boas falas, revista de Bastos Tigre, 1927.
Obras
Música orquestral: Bucólica paranaense, s.d.; Dezenove de Dezembro, hino militar, 1904; Guaicará, s.d.; Hino do Paraná, 1903; Ingrata, mazurca, 1904; Marcha da cidade de Curitiba, s.d.; Ondas do Iapó, s.d.; Pintassilgo dos pinheirais, s.d.; Rincão, s.d.; Sapecada, s.d.
Música instrumental: Doce reminiscência, para piano, s.d.; Fantasia romântica, para violino e piano, s.d.; Serenata, para piano, s.d.; Serenata rústica, para celo e piano, s.d.
Música vocal: Bandeira do Brasil, para quatro vozes, s.d.; Berceuse, para canto e piano, s.d.; Canções paranaenses, para canto e piano, s.d.; Luar no mato, para canto e piano, s.d.; Nosso Brasil, para canto e piano, s.d.; Só, para canto e piano, s.d.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: Popular, Erudita e Folclórica, 2ª edição revista e atualizada, página 524, São Paulo - SP, Art Editora e Publifolha, 1998.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Agenor Flauta

sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Alfredo Português

quinta-feira, 30 de março de 2006
Caninha
O compositor José Luís de Morais, apelidado de "Caninha", nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 06 de julho de 1883, e faleceu na mesma cidade, em 16 de junho de 1961. O apelido lhe foi dado em criança, quando vendia roletes de cana na estação da Estrada de Ferro Central do Brasil. Nessa época aprendia cavaquinho com Adolfo Freire.
Por 1900, começou a freqüentar as reuniões de sambistas nas casas da Tia Dadá e da Tia Ciata, baianas da Cidade Nova. Um dos fundadores do Dois de Ouro, rancho pioneiro no Rio de Janeiro, participou ainda do Balão de Rosa, do Rosa Branca, do Recanto das Fadas, do União dos Amores, chegando a ser diretor de canto do Recreio das Flores.
Já havia feito várias músicas, mas o seu primeiro sucesso foi o maxixe Gripe espanhola, lançado na festa da Penha em 1918. Depois, tornou-se freqüentador constante da festa e passou a integrar vários grupos carnavalescos, como o Grupo de Caxangá, do qual participava com o nome de Mané do Riachão, o Grupo Cidade Nova, integrado também por Pixinguinha, e o Grupo Sou Brasileiro.
Em 1919 compôs o tango O kaiser em fuga e o samba Até parece coisa feita, e, em 1920, fez os sambas Quem vem atrás fecha a porta, outro sucesso, e Ninguém escapa ao feitiço. No ano seguinte obteve êxito com sua primeira composição gravada, Esta nega qué mi dá (com Lezute). Ainda em 1921, compôs um samba e um tango, ambos com o mesmo título, Que vizinha danada. Em 1922, com a marcha-rag-time Me sinto mal, derrotou Sinhô no concurso da festa da Penha. Para o Carnaval de 1923, compôs o maxixe Não é conversa, a marcha Meu amor qué me batê e o samba Não se ganha pra comer.
Em 1927 obteve o primeiro prêmio no concurso do jornal Correio da Manhã, com Rosinha. Em 1933 venceu concurso oficial de músicas carnavalescas, com É batucada, feita em parceria com o jornalista Horácio Dantas (que usava o pseudônimo de Visconde de Bicoíba), que lhe valeu um Diploma de Sambista, dado pelo prefeito da cidade. Essa música foi gravada por Moreira da Silva, na Columbia, com acompanhamento do grupo instrumental Gente do Morro, de Benedito Lacerda.
Em 1954 foi um dos participantes do Festival da Velha Guarda, organizado por Almirante. Morreu em 1961, embora em 1950 a prefeitura do Rio de Janeiro já o tivesse incluído numa homenagem prestada a sambistas famosos falecidos, ao lado de Noel Rosa, Sinhô e outros.
Obras: Deixa ela, samba, 1927; É batucada (com Visconde de Bicoíba), samba, 1933; Essa nega qué me dá (com Lezute), samba, 1921; Está na hora, marcha-carnaval, 1925; O kaiser em fuga, tango, 1919; Me sinto mal, marcha-rag-time, 1922; Quem vem atrás fecha a porta, samba, 1920.
segunda-feira, 27 de março de 2006
Alexandre Gonçalves Pinto
Alexandre Gonçalves Pinto, instrumentista, Rio de Janeiro (RJ), primeira metade do século XX. Carteiro de profissão, tocava flauta, violão e cavaquinho. Publicou O choro - Reminiscências dos chorões antigos, Rio de Janeiro, 1936.Esse importante documento, além de traçar a vida e a obra dos chorões da velha guarda e dos chorões de então, revivendo grandes artistas já esquecidos, descreve fatos e costumes dos antigos pagodes, a partir de 1870, constituindo-se em rico repositório de informações sobre a formação dos conjuntos instrumentais que passariam à história sob a denominação de choro.
O Choro (Reminiscências dos chorões antigos), 1936- Alexandre Gonçalves Pinto
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.
sexta-feira, 24 de março de 2006
Hermes Fontes

Regravada várias vezes, entre outros por Francisco Alves, logrou repetir o sucesso em 1944, quando foi regravada em dueto por Dircinha Batista e Deo, com acompanhamento de orquestra e coro. Publicou ainda os livros de poesias Ciclo da perfeição, Mundo em chamas, Miragem do deserto, Epopéia da vida, Microcosmo, Despertar, A lâmpada velada e A fonte da mata.
quarta-feira, 15 de março de 2006
Irineu de Almeida
Afeto sincero, xótis, s.d.; Albina, polca, s.d.; Bem te quero (ou No céu, na terra, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), valsa, s.d.; Carlotinha (ou A Rosa apaixonada, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), valsa, s.d.; Dainéia (c/versos de Catulo da Paixão Cearense), polca, s.d.; Digitalis (ou Lamento, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), valsa, s.d.; Eva, chótis, s.d.; Inocente desejo (id., c/versos de Catulo da Paixão Cearense), valsa, s.d.; Irene (ou As Tuas mãos, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), valsa, s.d.; Jaci, chótis, s.d.; Maria Eugênia, valsa, s.d.; Meu ideal (id., c/versos de Catulo da Paixão Cearense), chótis, s.d.; O Meu jasmineiro (id., c/versos de Catulo da Paixão Cearense), romance, s.d.; Morcego, tango, s.d.; Nininha, polca, s.d.; Os Olhos dela (id., c/versos de Catulo da Paixão Cearense), chótis, s.d.; Princesa de cristal (ou Salve, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), chótis, s.d.; Ruth (ou Licor de ilusão, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), valsa, s.d.; São João debaixo d’água, polca, s.d.; Susana (ou Se cantas ao violão, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), polca, s.d.; Tude, polca, s.d.
domingo, 12 de março de 2006
Cupertino de Menezes

"Grande maestro, flauta fluente e sonoroso "primus interpares" entre seus componentes pelo gosto e modo de exprimir com sentimento as suas produções, e também as de Callado, Rangel, Viriato e de outros tantos por mim descritos. Agora já se acha velho e retirado dos choros, tendo se dedicado ao violino tornando-se um admirador de Paganini. Formou até uma sociedade de aprendizagem de músicos onde tem se aproveitado grande quantidade de moças e moços que já se acham diplomados pelo Instituto de Música. Tem de sua lavra grande quantidade de choros. Apesar de não vê-lo há muito tempo, acho que ainda vive para a felicidade dos seus inúmeros alunos e de seus amigos, que no rol deles se encontra o escritor".
"Fui convidado pelo grande Professor Cupertino, para assistir um conjunto de chorões lá para as bandas de Água Santa. Tomando um trem de subúrbios, saltei no Engenho de Dentro, onde esperei um ônibus para aquelas bandas. Depois de muito esperar, enfim, chegou o tal ônibus, onde me foi impossível embarcar, tal o assalto da grande população que ali também esperava. Enfim, pacientemente esperei outro, porque no primeiro fui completamente barrado, pisado, e com a roupa toda amassada. Na chegada do segundo, tomei coragem, e consegui entrar, não sem grande custo. E lá fui no tal veículo que cai daqui, cai para acolá, lá cheguei com os órgãos internos todos soltos de seu competente lugar. Já um pouco distante, já eu ouvia o mavioso som da maravilhosa flauta do Professor Cupertino.
Em passos cadenciados, cheguei à casa, que era um verdadeiro paraíso, onde habitaram nossos primeiros pais. Ao chegar à porteira da casa, visto por Vianna e Cupertino, foi um delírio! Vianna todo sorridente veio me receber à porteira dando-me um abraço que ainda sinto o seu contato. Cupertino recebeu-me sorridente e agradecendo o meu comparecimento ao seu convite. Estavam todos tocando em um belo terraço que tem a sua casa. Sentando-me em uma das cadeiras depois de ter cumprimentado a todos, agarrei de unhas e dentes um mavioso violão, que pousava em cima de uma cadeira, e assim fui fazendo um Mi menor com seus acordes, agradando a todos os componentes do conjunto. Faltava ali um cavaquinho, e tocando eu também este instrumento, Vianna trouxe-me um e entregou-me, eu então o afinando comecei manhosamente a dedilhar contentando mais ou menos a todos.
- Então Cupertino disse: Vamos a um choro? E colocando a sua maviosa flauta aos lábios tocou uma belíssima polca de Callado, que eu felizmente, apesar dos anos passados, ainda me lembrava. Pois todos os chorões sabem que o cavaquinho é um instrumento que nestes choros é de uma necessidade de grande valor. E então o Professor Cupertino, desfiou o rosário, tocando Callado, Viriato, Silveira, Luizinho e outros grandes flautas antigos e modernos, que era uma delícia."
sábado, 11 de março de 2006
Arquimedes de Oliveira

Vem cá, mulata / Não vou lá, não
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Vem cá, mulata / Não vou lá, não
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Sou Democrata / Sou Democrata
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Sou Democrata / De coração
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O Democráticos, gente jovial / Somos fanáticos do carnaval
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Do povo, vivas nós recolhemos / De nós cativas almas fazemos
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Ao povo damos sempre alegria / E batalhamos pela folia
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Não receamos nos sair mal / E letra damos no carnaval
Bastos Tigre
Manuel Bastos Tigre, revistógrafo e compositor nasceu no Recife, Pernambuco (12/03/1882) e faleceu no Rio de Janeiro-RJ (01/08/1957). Ainda estudante, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi jornalista, poeta e humorista, escrevendo sob o pseudônimo de D. Xiquote. quinta-feira, 9 de março de 2006
Quincas Laranjeiras
Quincas Laranjeira, sempre teve a sua época e finalmente desapareceu do meio de seus amigos e dos chorões da velha guarda, sem que a nossa imprensa lhe prestasse as honras que merecia, partindo com ele todas as suas ilusões de um artista que elevou o seu nome e de seu instrumento o violão, que teve nele um pedestal de glórias.
Quincas foi o continuador de Catullo, nos salões aristocráticos do violão, elevando-o até ao Conservatório de Música para depois ser conquistado pela nata social, onde o violão tem primazia quando manejados por tocadores do quilate de Quincas Laranjeira."
Cadete
Cadete (Manuel Evêncio da Costa Moreira) foi cantor, compositor e instrumentista. Nasceu em Tibagi, PR em 03/05/1874 e faleceu em 25/07/1960. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1887, a fim de matricular-se na Escola Militar, onde ganhou o apelido de “Cadete” e chegou a receber uma medalha das mãos de Pedro II, por ser o único a responder uma pergunta sobre o valor do grama. Preso mais de uma vez por indisciplina, convenceu-se da impossibilidade de conciliar a boêmia com a rigidez da vida militar e abandonou a farda, aproximando-se dos chorões e seresteiros da época.quarta-feira, 8 de março de 2006
Bahiano, o primeiro cantor profissional





