"Curare" é o segundo sucesso de Alberto de Castro Simoens da Silva, o afamado boêmio carioca Bororó, violonista e compositor nas horas vagas, cuja obra praticamente se resume a duas músicas, ambas clássicos.
Bororó foi o padrinho da carreira artística de Orlando Silva, que em 1939 ficou enciumado por não ter gravado "Da cor do pecado", o outro clássico, lançado por Sílvio Caldas. Então o compositor deu-lhe "Curare", como compensação.
Além da letra brejeira, a construção harmônica da segunda parte, especialmente a frase final, uma seqüência avançada para época, tornam este samba atraente para intérpretes, como João Gilberto, interessados em músicas de concepção mais elaborada.
Além da letra brejeira, a construção harmônica da segunda parte, especialmente a frase final, uma seqüência avançada para época, tornam este samba atraente para intérpretes, como João Gilberto, interessados em músicas de concepção mais elaborada.
Curare (samba, 1940)- Bororó
(A7) D
Você tem buniteza,
Fo Em A7 Dm7 A7
E a natureza, foi quem agiu...
D
Com estes óio de índia,
E7 A E7 A7 E7
Curare no corpo, que é bem Brasil.
A7 D
Tu é toda Bahia
Fo Em
É a fulô do mucambo,
A7 Gb6 B7
Da gente de cô
Em A7
Faz do amô confusão,
D B7 E7 A7
Nesta misturação bem banzeira,
D G7 Gb7 Bm A7
Insoneira, que tem raça e tradição
D
Quebra, machuca minha dô
A7 D
Nêga, neguinha tudo-tudinho
A7
Meu amôzinho, com esta boquinha
D
Vermelhinha, rasgadinha
Gb Db7 Gb A7
Qui tem veneno, cumo que...
D
Conta tristeza e alegria
A7 D B7
Pru seu bem, que tudo vive a dizê
E7 A7 D G D
Que você é diferente desta gente
A7 D
Que finge querê !
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