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quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Tambá-Tajá


Waldemar Henrique
E7+    Fº   F#m4/7   F7/5-
Tamba-Tajá, me faz feliz
E7+ Fº F#m B7
Que meu amor me queira bem
G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-
Que meu amor seja só meu, de mais ninguém
G#m7 Gm6/4+ F#m4/7 F7/5-
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém

E C#7/9- F#m B7
Tamba-Tajá me faz feliz
G#m7 Gm6/5+ F#m
Assim o índio carregou
B7
Sua macuxy
G#m7 Gm6/5+ F#m B7 G#m
Para o roçado, para a guerra, para a morte
Gm6/5+ F#m B4/7
Assim carregue o nosso amor à boa sorte

G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-
Tamba-Tajá...
G#m7 Gm6/5+ F#m B7
Que ninguém mais possa beijar o que beijei
G#m7 Gm6/5+ F#m B7 G#m
Que ninguém mais escute aquilo que escutei
Gm6/5+ F#m B7/9-
Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei
G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-
Tamba-Tajá...

Tambá-Tajá


Waldemar Henrique
E7+    Fº   F#m4/7   F7/5-
Tamba-Tajá, me faz feliz
E7+ Fº F#m B7
Que meu amor me queira bem
G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-
Que meu amor seja só meu, de mais ninguém
G#m7 Gm6/4+ F#m4/7 F7/5-
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém

E C#7/9- F#m B7
Tamba-Tajá me faz feliz
G#m7 Gm6/5+ F#m
Assim o índio carregou
B7
Sua macuxy
G#m7 Gm6/5+ F#m B7 G#m
Para o roçado, para a guerra, para a morte
Gm6/5+ F#m B4/7
Assim carregue o nosso amor à boa sorte

G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-
Tamba-Tajá...
G#m7 Gm6/5+ F#m B7
Que ninguém mais possa beijar o que beijei
G#m7 Gm6/5+ F#m B7 G#m
Que ninguém mais escute aquilo que escutei
Gm6/5+ F#m B7/9-
Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei
G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-
Tamba-Tajá...

Uirapuru (Waldemar Henrique)

Uirapuru - Waldemar Henrique

Certa vez de montaria
Eu descia um "paraná"
O caboclo que remava
Não parava de falar, ah, ah
Que caboclo falador!

Me contou do "lobishomi"
Da mãe-d'água, do tajá
Disse do juratahy
Que se ri proluar, ah, ah
Que caboclo falador!

Que mangava de visagem
Que matou surucurú
E jurou com pavulagem
Que pegou uirapuru, ah, ah
Que caboclo tentadô

Caboclinho, meu amor
Arranja um pra mim
Ando roxo pra pegar
Unzinho assim...

O diabo foi-se embora
Não quis me dar
Vou juntar meu dinheirinho
Pra poder comprar

Mas no dia que eu comprar
O caboclo vai sofrer
Eu vou desassossegar
O seu bem querer, ah, ah
Ora deixa ele pra lá...

Uirapuru (Waldemar Henrique)

Uirapuru - Waldemar Henrique

Certa vez de montaria
Eu descia um "paraná"
O caboclo que remava
Não parava de falar, ah, ah
Que caboclo falador!

Me contou do "lobishomi"
Da mãe-d'água, do tajá
Disse do juratahy
Que se ri proluar, ah, ah
Que caboclo falador!

Que mangava de visagem
Que matou surucurú
E jurou com pavulagem
Que pegou uirapuru, ah, ah
Que caboclo tentadô

Caboclinho, meu amor
Arranja um pra mim
Ando roxo pra pegar
Unzinho assim...

O diabo foi-se embora
Não quis me dar
Vou juntar meu dinheirinho
Pra poder comprar

Mas no dia que eu comprar
O caboclo vai sofrer
Eu vou desassossegar
O seu bem querer, ah, ah
Ora deixa ele pra lá...

Sem seu

Sem seu - Waldemar Henrique

Sem Seu
É de Congoricó, miriti tome lá
É de Congoricó, miriti tome lá
Não posso te amar

Sem Seu
É de Congoricó, miriti tome lá
É de Congoricó, miriti tome lá
Não posso te amar

Sem Seu sou de Maionghê
Sem Seu não posso te amar
Neto de Aruanda
Filho de Yemanjá
Lá no meu sertão, ó bujanjo
Sou Ogã de Ori
Lá no meu sertão, ó bujanjo
Sou Ogã de Ori

Sem seu

Sem seu - Waldemar Henrique

Sem Seu
É de Congoricó, miriti tome lá
É de Congoricó, miriti tome lá
Não posso te amar

Sem Seu
É de Congoricó, miriti tome lá
É de Congoricó, miriti tome lá
Não posso te amar

Sem Seu sou de Maionghê
Sem Seu não posso te amar
Neto de Aruanda
Filho de Yemanjá
Lá no meu sertão, ó bujanjo
Sou Ogã de Ori
Lá no meu sertão, ó bujanjo
Sou Ogã de Ori

No Jardim de Oeira

No Jardim de Oeira - Waldemar Henrique

No Jardim de Oeira
Onde eu me criei
Lá tinha uma rosa
Nela eu me encantei
Aruê de minha São Benedito
Na coroa de anjo
Tem congá
Auê, auê, auá
Na coroa de anjo
Tem congá

No Jardim de Oeira

No Jardim de Oeira - Waldemar Henrique

No Jardim de Oeira
Onde eu me criei
Lá tinha uma rosa
Nela eu me encantei
Aruê de minha São Benedito
Na coroa de anjo
Tem congá
Auê, auê, auá
Na coroa de anjo
Tem congá

Manha-Nungara

Manha-Nungara - Waldemar Henrique

Do alto palmar d'uma juçara
Vem o triste piar da iumara
Os tajás pelos terreiro estão chorando
E no rio, resfolegando
O boto-branco boiou
Sentada na rede, cunha está rezando
A reza que Manha-Nungara ensinou...

Tupã, quem foi que me enfeitiçou?

- Manha-Nungara!
O grito rolou pela caiçara
Mãe-Velha se espantou
Embaixo, na treva do rio
Dois corpos em cio
Lutando, enxergou...

E pelo barranco
De novo soou
O grito de angústia
Que a cria soltou:
-Manha-Nungara!

Manha-Nungara

Manha-Nungara - Waldemar Henrique

Do alto palmar d'uma juçara
Vem o triste piar da iumara
Os tajás pelos terreiro estão chorando
E no rio, resfolegando
O boto-branco boiou
Sentada na rede, cunha está rezando
A reza que Manha-Nungara ensinou...

Tupã, quem foi que me enfeitiçou?

- Manha-Nungara!
O grito rolou pela caiçara
Mãe-Velha se espantou
Embaixo, na treva do rio
Dois corpos em cio
Lutando, enxergou...

E pelo barranco
De novo soou
O grito de angústia
Que a cria soltou:
-Manha-Nungara!

Hei de morrer cantando

Hei de morrer cantando - Waldemar Henrique

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan
Eu hei de morrê cantando
Agarrado no meu cotcho

Quando me vires chorando, menina
É meu amor que vai s'imbora
Cajueiro já deu flor
Toda a mata s'enfeitou
É meu bem que vai chegar
É meu bem que já chegou

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan
Eu hei de morrê cantando
Agarrado no meu cotcho

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan

Hei de morrer cantando

Hei de morrer cantando - Waldemar Henrique

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan
Eu hei de morrê cantando
Agarrado no meu cotcho

Quando me vires chorando, menina
É meu amor que vai s'imbora
Cajueiro já deu flor
Toda a mata s'enfeitou
É meu bem que vai chegar
É meu bem que já chegou

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan
Eu hei de morrê cantando
Agarrado no meu cotcho

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan

Foi boto, sinhá!

Foi boto, sinhá! (Tajá-panema)
(Waldemar Henrique e Antônio Tavernard)

Tajá-panema chorou no terreiro
Tajá-panema chorou no terreiro
E a virgem morena fugiu pro costeiro

Foi boto, sinhá
Foi boto, sinhô
Que veio tentá
E a moça levou
E o tal dancará
Aquele doutô
Foi boto, sinhá
Foi boto, sinhô

Tajá-panema se pôs a chorar
Tajá-panema se pôs a chorar
Quem tem filha moça é bom vigiá!

Tajá-panema se pôs a chorar
Tajá-panema se pôs a chorar
Quem tem filha moça é bom vigiá!

O boto não dorme
No fundo do rio
Seu dom é enorme
Quem quer que o viu
Que diga, que informe
Se lhe resistiu
O boto não dorme
No fundo do rio...

Foi boto, sinhá!

Foi boto, sinhá! (Tajá-panema)
(Waldemar Henrique e Antônio Tavernard)

Tajá-panema chorou no terreiro
Tajá-panema chorou no terreiro
E a virgem morena fugiu pro costeiro

Foi boto, sinhá
Foi boto, sinhô
Que veio tentá
E a moça levou
E o tal dancará
Aquele doutô
Foi boto, sinhá
Foi boto, sinhô

Tajá-panema se pôs a chorar
Tajá-panema se pôs a chorar
Quem tem filha moça é bom vigiá!

Tajá-panema se pôs a chorar
Tajá-panema se pôs a chorar
Quem tem filha moça é bom vigiá!

O boto não dorme
No fundo do rio
Seu dom é enorme
Quem quer que o viu
Que diga, que informe
Se lhe resistiu
O boto não dorme
No fundo do rio...

Curupira

Curupira - Waldemar Henrique

Já andei três dias e três noites pelo mato
Sem parar
E no meu caminho não encontrei nenhuma
Caça pra matar
Só escuto pela frente pelo lado o Curupira
Me chamar
Ora aqui, ora ali, se escondendo sem
Parar num só lugar
Por esse danado muitas vezes me perdi
Na caminhada
E nem padre nosso me livrou desse
Danado da estrada
Curupira feiticeiro
Sai de trás do castanheiro
Pula pra frente
Defronta com a gente
Negrinho covarde matreiro
Deixa o caboclo passar

Curupira

Curupira - Waldemar Henrique

Já andei três dias e três noites pelo mato
Sem parar
E no meu caminho não encontrei nenhuma
Caça pra matar
Só escuto pela frente pelo lado o Curupira
Me chamar
Ora aqui, ora ali, se escondendo sem
Parar num só lugar
Por esse danado muitas vezes me perdi
Na caminhada
E nem padre nosso me livrou desse
Danado da estrada
Curupira feiticeiro
Sai de trás do castanheiro
Pula pra frente
Defronta com a gente
Negrinho covarde matreiro
Deixa o caboclo passar

Coco peneruê

Coco peneruê - Waldemar Henrique

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá

'Sta nega é o coco de stambiro biro biro
Sta nega é o coco do stambiro biro á

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá
Olha'o coco peneruê
Sacode o coco e olha o coco peneruá

Roda volante puxa avante manivela
Meu mano carrega nela e bota o azeite
No mancá
Tenho uma faca, uma pistola, uma riuna
Quando o cabra se arripuna
Bole em baixo o tiro pá!!!

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá
Olha'o coco peneruê
Sacode o coco e olha o coco peneruá

Coco peneruê
Coco penuruá

Coco peneruê

Coco peneruê - Waldemar Henrique

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá

'Sta nega é o coco de stambiro biro biro
Sta nega é o coco do stambiro biro á

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá
Olha'o coco peneruê
Sacode o coco e olha o coco peneruá

Roda volante puxa avante manivela
Meu mano carrega nela e bota o azeite
No mancá
Tenho uma faca, uma pistola, uma riuna
Quando o cabra se arripuna
Bole em baixo o tiro pá!!!

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá
Olha'o coco peneruê
Sacode o coco e olha o coco peneruá

Coco peneruê
Coco penuruá

Boi-bumbá

Boi-bumbá - Waldemar Henrique

Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje

O céu forrado de veludo azul-marinho
Venho ver devagarinho
Onde o Boi ia dançar
Ele pediu pra não fazer muito ruído
Que o Santinho distraído
Foi dormir sem celebrar

E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando
E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando

Bumba meu Pai do Campo
Bumba meu boi bumbá

A Estrela Dalva lá no céu já vem surgindo
Para ouvir galo cantar
Na minha rua resta cinza da fogueira
Que passou a noite inteira
Fagulhando para o ar

E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando

Bumba meu Pai do Campo
Bumba meu boi bumbá

Boi-bumbá

Boi-bumbá - Waldemar Henrique

Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje

O céu forrado de veludo azul-marinho
Venho ver devagarinho
Onde o Boi ia dançar
Ele pediu pra não fazer muito ruído
Que o Santinho distraído
Foi dormir sem celebrar

E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando
E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando

Bumba meu Pai do Campo
Bumba meu boi bumbá

A Estrela Dalva lá no céu já vem surgindo
Para ouvir galo cantar
Na minha rua resta cinza da fogueira
Que passou a noite inteira
Fagulhando para o ar

E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando

Bumba meu Pai do Campo
Bumba meu boi bumbá