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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Elomar

Elomar Figueira de Melo
Elomar (Elomar Figueira de Melo), cantor e compositor, nasceu em Vitória da Conquista, BA, em 21/12/1937. De família tradicional da região, desde criança envolveu-se com os cantos das festas religiosas, a música dos cantadores, repentistas e violeiros do sertão.

Estudou música e arquitetura em Salvador BA, e depois voltou para sua cidade natal.

Em 1972 gravou o LP Das barrancas do rio Gavião, pela Philips, que vendeu poucas cópias e foi retirado de catálogo em seguida.

Em 1990 gravou o disco Elomar em concerto, acompanhado pelo Quarteto Bessler-Reis, com sucesso internacional.

Passou a compor óperas sertanejas como O retirante, que inclui a ária Cena de espancamento na Paulista.

Gravou também os discos Na quadrada das águas perdidas (2 LPs, 1979, Marcus Pereira/Rio Gavião), Cartas catingueiras, Consertão (com Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte, 1982, Kuarup), Parcelada malunga e Cantoria (com Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, 1984, Kuarup).

Seu estilo denota influência da música medieval, o que se reflete no uso de linguagem diferenciada, baseada no falar da região da caatinga (norte de Minas Gerais e interior sul da Bahia), mas por vezes utilizando-se de palavras eruditas e rebuscadas,

O grupo que toca com ele, Trio Kaleidoscópio, é integrante da Camerata Concertante e é formado por João Omar (violão), Elena Rodrigues (flauta) e Ocelo Mendonça (violoncelo).

No início de 1996, apresentou-se com o Kaleidoscópio no Centro Cultural São Paulo com o espetáculo De cantoria concertante.

Em 2002, participou do CD "Cantoria brasileira" comemorativo dos 25 anos da gravadora Kuarup, juntamente com Pena Branca, Renato Teixeira, Teca Calazans e Xangai.

Em agosto de 2005, apresentou-se no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, em sequência do projeto Música nas estrelas, com casa lotada, como é comum em suas apresentações nos grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.

Em 2006 foi preparado o Songbook com a obra completa de Elomar, e lançado pela Casa de Cultura de Vitória da Conquista, registrando a importância do compositor na música brasileira. O Songbook abrange, inclusive, a produção de Elomar no período de 1992, ano de seu último disco solo, até 2005, comprovando que, mesmo sem lançar disco, o artista continuou produzindo fartamente.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vital Farias

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Vital Farias, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Taperoá, Paraíba, em 23/1/1943. Cresceu ouvindo bandas de pífaros, repentistas e cantadores, além das obras de Johann Sebastian Bach (1685—1750), na casa de um vizinho. Aos 18 anos, mudou-se para João Pessoa PB e montou um grupo no estilo dos Beatles: Os Quatro Loucos. Formou-se em violão pelo Instituto Superior de Educação Musical de João Pessoa.

Em 1975, incentivado por Sivuca e Hermeto Pascoal, mudou-se para o Rio de Janeiro, participando do show de inauguração da SOMBRÁS nesse mesmo ano. Trabalhou como músico na peça Gota d’água, de Chico Buarque.

Sua primeira música gravada foi Ê mãe (com Livardo Alves), por Ary Toledo. Seguiu-se Caso você case, lançada por Marília Barbosa (Som Livre, 1976), que fez sucesso e foi incluída na trilha da novela Saramandaia, da TV Globo.

Após um compacto na CBS, assinou com a Polygram e lançou seu primeiro LP, Vital Farias, em 1978, que trazia Ê mãe e Caso você case e rendeu mais um sucesso, Canção em dois tempos (Era casa, era jardim), tema de outra novela, Roda de fogo, da TV Tupi.

Seus outros êxitos incluem Veja, Margarida, Do jeito natural (1982) e Ai que saudade de ocê (1982), além de uma homenagem ao sanfoneiro Abdias, Forrofunfá (Abdias dos 8 baixos) (com Livardo Alves, 1982).

Ai que saudade de ocê foi novamente sucesso em 1993 com Fábio Júnior, na trilha da novela Renascer (TV Globo), e regravada pelo cantor de axé-music Netinho em Forrobodó (Polygram, 1996). Canção em dois tempos (Era casa, era jardim) foi regravada por Fagner em 1996. E Veja, Margarida foi resgatada por Alceu Valença, Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo no show que fizeram em quarteto,

O grande encontro, que também virou disco com o mesmo título (BMG, 1996). Seu estilo lírico e bem-humorado mistura canção nordestina, samba de breque, modinha, xaxado e outros.

CDs

Cantoria 1 (c/Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai), s.d., Kuarup K018; Cantoria 2 (c/Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai), s.d., Kuarup K032.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

Vital Farias

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Vital Farias, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Taperoá, Paraíba, em 23/1/1943. Cresceu ouvindo bandas de pífaros, repentistas e cantadores, além das obras de Johann Sebastian Bach (1685—1750), na casa de um vizinho. Aos 18 anos, mudou-se para João Pessoa PB e montou um grupo no estilo dos Beatles: Os Quatro Loucos. Formou-se em violão pelo Instituto Superior de Educação Musical de João Pessoa.

Em 1975, incentivado por Sivuca e Hermeto Pascoal, mudou-se para o Rio de Janeiro, participando do show de inauguração da SOMBRÁS nesse mesmo ano. Trabalhou como músico na peça Gota d’água, de Chico Buarque.

Sua primeira música gravada foi Ê mãe (com Livardo Alves), por Ary Toledo. Seguiu-se Caso você case, lançada por Marília Barbosa (Som Livre, 1976), que fez sucesso e foi incluída na trilha da novela Saramandaia, da TV Globo.

Após um compacto na CBS, assinou com a Polygram e lançou seu primeiro LP, Vital Farias, em 1978, que trazia Ê mãe e Caso você case e rendeu mais um sucesso, Canção em dois tempos (Era casa, era jardim), tema de outra novela, Roda de fogo, da TV Tupi.

Seus outros êxitos incluem Veja, Margarida, Do jeito natural (1982) e Ai que saudade de ocê (1982), além de uma homenagem ao sanfoneiro Abdias, Forrofunfá (Abdias dos 8 baixos) (com Livardo Alves, 1982).

Ai que saudade de ocê foi novamente sucesso em 1993 com Fábio Júnior, na trilha da novela Renascer (TV Globo), e regravada pelo cantor de axé-music Netinho em Forrobodó (Polygram, 1996). Canção em dois tempos (Era casa, era jardim) foi regravada por Fagner em 1996. E Veja, Margarida foi resgatada por Alceu Valença, Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo no show que fizeram em quarteto,

O grande encontro, que também virou disco com o mesmo título (BMG, 1996). Seu estilo lírico e bem-humorado mistura canção nordestina, samba de breque, modinha, xaxado e outros.

CDs

Cantoria 1 (c/Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai), s.d., Kuarup K018; Cantoria 2 (c/Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai), s.d., Kuarup K032.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha