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sábado, 6 de novembro de 2010

Alma de um povo

Odete Amaral
Alma de um povo (samba, 1938 ) - Amado Régis e Synval Silva

Título da música: Alma de um povo / Gênero musical: Samba / Intérprete: Odete Amaral / Compositores: Regis, Amado - Silva, Sinval / Gravadora Victor / Número do Álbum: 34358 / Data de Gravação: 00/1938 / Data de Lançamento: 00/1938 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm:


Brasileiros: alerta!
O samba que é nossa cantiga
Vai ao mundo percorrer
Já não é mais novidade,
Na verdade
Cantar um samba é um prazer (bis)

Prazer que me ajuda a viver
Sem ter muito bem nem tão mal
O samba que tem só alegria (?)
Que tem qualquer coisa de meu ideal
Cantando um samba me sinto feliz
Porque o samba é
A alma do povo do meu país

sábado, 8 de março de 2008

Alvorada

Alvorada (samba, 1934) - Synval Silva
Carmen Miranda

Vem raiando a aurora,
Vai clareando o dia,
E vem o sol raiando, lá no céu,
Para findar nossa alegria.

(refrão)

A cuíca, lá no alto, ronca a noite inteira,
Embalando aquela gente, lá do morro de Mangueira,
E o samba se prolonga, até alta madrugada,
Mas o dia vem raiando, vai cessando a batucada.


(refrão)

Pra gozar a mocidade, fiz um samba no terreiro,
E tinha gente da Favela, da Mangueira e do Salgueiro,
E até mesmo da cidade, tinha gente que é "Dotô",
E que sambavam de verdade, pra mostrar o seu valô

Alvorada

A pequena notável
Alvorada (samba, 1934) - Synval Silva

Vem raiando a aurora,
Vai clareando o dia,
E vem o sol raiando, lá no céu,
Para findar nossa alegria.

(refrão)

Carmen Miranda
A cuíca, lá no alto, ronca a noite inteira,
Embalando aquela gente, lá do morro de Mangueira,
E o samba se prolonga, até alta madrugada,
Mas o dia vem raiando, vai cessando a batucada.


(refrão)

Pra gozar a mocidade, fiz um samba no terreiro,
E tinha gente da Favela, da Mangueira e do Salgueiro,
E até mesmo da cidade, tinha gente que é "Dotô",
E que sambavam de verdade, pra mostrar o seu valô

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Synval Silva

Synval Silva (Sinval Machado da Silva), compositor, nasceu em Juiz de Fora-MG em 14/03/1911 e faleceu no Rio de Janeiro em 14/04/1994. Filho de um clarinetista da Banda Euterpe Mineira, de Juiz de Fora, aprendeu a tocar viola ouvindo as aulas dadas por um professor ao seu irmão.

Muito cedo começou a tocar em festas na cidade natal. Ainda menino, tornou se mecânico de automóvel, trabalhando depois como motorista. Em 1927, compôs sua primeira música, a valsa Lua de prata, que não chegou a ser gravada. Três anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no morro da Formiga. Através de Norival Pandeiro, já em 1931 passou a fazer parte do regional Good-Bye, da Rádio Mayrink Veiga, e, pouco depois, conheceu Assis Valente, que o apresentou a Carmen Miranda.

A pedido da cantora, que lhe prometeu um conto por uma música falando em mulato de samba, compôs Alvorada e Ao voltar do samba, gravados por Carmen Miranda, pela Victor, em 1934. Com o grande sucesso alcançado pela segunda composição, a cantora lhe fez novo desafio: dois contos se lhe entregasse outro samba que atingisse pelo menos a metade do sucesso do anterior. Compôs, então, o samba Coração, gravado em 1935, no mesmo selo e pela mesma intérprete, com enorme êxito.

Novamente ela lhe fez outra oferta: três contos se lhe desse outra musica, resultando então o samba Adeus batucada, gravado sob selo Odeon, no mesmo ano, que se tornou grande sucesso e prefixo musical dos programas de Carmen Miranda. Dessa forma, transformou-se no compositor predileto da cantora, tendo tido a maior parte de sua obra gravada por ela.

Em 1936 Aurora Miranda gravou pela Odeon duas músicas de sua autoria, a marcha Amor! amor e o samba Moreno. Em 1937, Carmen Miranda lançou pela mesma etiqueta mais dois sambas seus: Saudade de você e Gente bamba, e, durante o final da década de 1930 e por toda a década de 1940, destacou-se com vários sucessos, gravados pelos intérprete da moda — em 1938, Orlando Silva lançou o samba Agora é tarde, em selo Victor, Odete Amaral gravou pela mesma etiqueta o samba Alma de um povo (com Amado Regis) e o Trio de Ouro registrou em disco Odeon o samba Madalena se zangou (com Ubenor Santos); em 1939, pela Odeon, Carmen Miranda gravou o samba Amor ideal e a marcha Nosso amor não foi assim.

Fundou, em 1940, o G.R.E.S. Império da Tijuca e compôs o samba Sandália de cetim para a escola. Em 1942, Ciro Monteiro lançou em disco Victor o samba Fonte de amor; em 1944, o mesmo cantor gravou, pela Victor, o samba Crioulo sambista (com Nelson Trigueiro) e, em 1945, também para a mesma gravadora, interpretou Pra minha morena; em 1946, o Trio de Ouro lançou pela Odeon o samba Negro artilheiro; e, em 1947, o samba Geme, negro (com Ataulfo Alves) foi gravado pelo parceiro, sob selo Victor.

Visitou Carmen Miranda nos EUA, em 1950, permanecendo lá por quatro meses. Só em 1973 gravaria um LP para a RCA (na série Documento), incluindo sete músicas antigas e mais Amor e desencontro (com Marilene Amaral). Sócio fundador da ABCA, da UBC e da SBACEM, gravou seu depoimento para o MIS, do Rio de Janeiro, recebendo do mesmo em 1971 o título de Bacharel em Samba, com direito a diploma e anel. Foi o autor do samba-enredo As minas de prata (com Mauro Afonso e Jorge Melodia), com o qual a Império da Tijuca desfilou em 1974.

Obras: Adeus, batucada, samba, 1935; Ao voltar do samba, samba, 1934; Coração, samba, 1935; Gente bamba, samba, 1937; As minas de prata (c/Mauro Afonso e Jorge Melodia), samba-enredo, 1974; Moreno, samba 1936; Sandália de cetim, samba, 1940.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Synval Silva

Synval Silva (Sinval Machado da Silva), compositor, nasceu em Juiz de Fora-MG em 14/03/1911 e faleceu no Rio de Janeiro em 14/04/1994. Filho de um clarinetista da Banda Euterpe Mineira, de Juiz de Fora, aprendeu a tocar viola ouvindo as aulas dadas por um professor ao seu irmão.

Muito cedo começou a tocar em festas na cidade natal. Ainda menino, tornou se mecânico de automóvel, trabalhando depois como motorista. Em 1927, compôs sua primeira música, a valsa Lua de prata, que não chegou a ser gravada. Três anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no morro da Formiga. Através de Norival Pandeiro, já em 1931 passou a fazer parte do regional Good-Bye, da Rádio Mayrink Veiga, e, pouco depois, conheceu Assis Valente, que o apresentou a Carmen Miranda.

A pedido da cantora, que lhe prometeu um conto por uma música falando em mulato de samba, compôs Alvorada e Ao voltar do samba, gravados por Carmen Miranda, pela Victor, em 1934. Com o grande sucesso alcançado pela segunda composição, a cantora lhe fez novo desafio: dois contos se lhe entregasse outro samba que atingisse pelo menos a metade do sucesso do anterior. Compôs, então, o samba Coração, gravado em 1935, no mesmo selo e pela mesma intérprete, com enorme êxito.

Novamente ela lhe fez outra oferta: três contos se lhe desse outra musica, resultando então o samba Adeus batucada, gravado sob selo Odeon, no mesmo ano, que se tornou grande sucesso e prefixo musical dos programas de Carmen Miranda. Dessa forma, transformou-se no compositor predileto da cantora, tendo tido a maior parte de sua obra gravada por ela.

Em 1936 Aurora Miranda gravou pela Odeon duas músicas de sua autoria, a marcha Amor! amor e o samba Moreno. Em 1937, Carmen Miranda lançou pela mesma etiqueta mais dois sambas seus: Saudade de você e Gente bamba, e, durante o final da década de 1930 e por toda a década de 1940, destacou-se com vários sucessos, gravados pelos intérprete da moda — em 1938, Orlando Silva lançou o samba Agora é tarde, em selo Victor, Odete Amaral gravou pela mesma etiqueta o samba Alma de um povo (com Amado Regis) e o Trio de Ouro registrou em disco Odeon o samba Madalena se zangou (com Ubenor Santos); em 1939, pela Odeon, Carmen Miranda gravou o samba Amor ideal e a marcha Nosso amor não foi assim.

Fundou, em 1940, o G.R.E.S. Império da Tijuca e compôs o samba Sandália de cetim para a escola. Em 1942, Ciro Monteiro lançou em disco Victor o samba Fonte de amor; em 1944, o mesmo cantor gravou, pela Victor, o samba Crioulo sambista (com Nelson Trigueiro) e, em 1945, também para a mesma gravadora, interpretou Pra minha morena; em 1946, o Trio de Ouro lançou pela Odeon o samba Negro artilheiro; e, em 1947, o samba Geme, negro (com Ataulfo Alves) foi gravado pelo parceiro, sob selo Victor.

Visitou Carmen Miranda nos EUA, em 1950, permanecendo lá por quatro meses. Só em 1973 gravaria um LP para a RCA (na série Documento), incluindo sete músicas antigas e mais Amor e desencontro (com Marilene Amaral). Sócio fundador da ABCA, da UBC e da SBACEM, gravou seu depoimento para o MIS, do Rio de Janeiro, recebendo do mesmo em 1971 o título de Bacharel em Samba, com direito a diploma e anel. Foi o autor do samba-enredo As minas de prata (com Mauro Afonso e Jorge Melodia), com o qual a Império da Tijuca desfilou em 1974.

Obras: Adeus, batucada, samba, 1935; Ao voltar do samba, samba, 1934; Coração, samba, 1935; Gente bamba, samba, 1937; As minas de prata (c/Mauro Afonso e Jorge Melodia), samba-enredo, 1974; Moreno, samba 1936; Sandália de cetim, samba, 1940.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

domingo, 20 de agosto de 2006

Coração (Sinval Silva)

Carmen Miranda Coração (samba, 1934) - Synval Silva
Carmen Miranda

Coração,
Governador da embarcação do amor,
Coração,
Meu companheiro na alegria e na dor,
A felicidade procurada corre,
E a esperança é sempre a última que morre.
(bis)

Coração que não descansa noite e dia,
Sempre aguardando uma alegria,
Esperando no mar desta vida,
Embarcação à procura,
De um porto feliz de salvação....

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Adeus batucada

Carmen Miranda

Entusiasmada com o samba "Coração", Carmen Miranda propôs ao autor, Synval Silva: "Se você me trouxer uma música que alcance a metade do sucesso de ‘Coração', eu lhe darei três contos de réis". E Sinval trouxe-lhe "Adeus Batucada", que suplantaria "Coração" e outros sucessos, tornando-se um dos números mais representativos de seu repertório.

Choroso, sentimental, um belo canto de despedida ( "Adeus! Adeus! Meu pandeiro do samba / tamborim de bamba, já é de madrugada / vou-me embora chorando..."), "Adeus Batucada" foi executado no carrilhão da Mesbla, por ocasião do funeral de Carmen Miranda.

Adeus Batucada (samba, 1935) - Sinval Silva

Carmen Miranda

Intr.: Gb7/9+   F7/9+   E7/9+   Eb7/9+


D Em
: Adeus
F#m Em
A-a-adeus
D
Meu pandeiro de bamba
F#m
Tamborim de samba
B7 Em
Já é de madrugada
Em5+ A7
Vou me embora chorando
Em A7
Com o meu coração sorrindo

E vou deixar todo mundo
Fº D A7
(1ª) Valorizando a batuca...da :
D A7
(2ª) Valorizando a batucada

Dm A7 Dm
Criança com o samba eu vivia sonhando
D7 Gm
Acordado eu estava tristonho, chorando

Jóia que se perde no mar
Em7/5- Dm
Só se encontra no fundo
E7
Samba, mocidade
A7 Dm
Sambando se goza neste mundo
A7 Dm A7 Dm
E do meu grande amor eu sempre me despedi cantando
D7 Gm
Mas da batucada agora eu despeço chorando
Em7/5- Dm
Guardo no lenço uma lágrima sentida
E7
Adeus batucada,
A7 D A7
Adeus batucada querida