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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Segue teu caminho

Segue teu caminho (tango, 1948) - Mário Zan e Arlindo Pinto
Solon Sales

Hoje é meu dia e amanhã será o teu
Eu sei que um dia sofrerás mais do que eu
Embora digas que o passado não importa
Eu sei que um dia voltarás a minha porta

Mas se algum dia estiveres sem guarida
Se precisares de um prato de comida
Podes chegar que estarei ao seu dispor
Embora saibas muito bem
Que está morto o nosso amor

Vai, por esse mundo afora
Vai ver aonde é que mora a infelicidade
Para depois, voltar arrependida
Humilde e despida
De toda essa vaidade

Vai e segue o teu caminho
Que eu fico aqui sozinho
Aguardo o teu regresso
Porque quem age assim dessa maneira
Fazendo tanta asneira
Não pode ter progresso.

Segue teu caminho

Segue teu caminho (tango, 1948) - Mário Zan e Arlindo Pinto
Solon Sales

Hoje é meu dia e amanhã será o teu
Eu sei que um dia sofrerás mais do que eu
Embora digas que o passado não importa
Eu sei que um dia voltarás a minha porta

Mas se algum dia estiveres sem guarida
Se precisares de um prato de comida
Podes chegar que estarei ao seu dispor
Embora saibas muito bem
Que está morto o nosso amor

Vai, por esse mundo afora
Vai ver aonde é que mora a infelicidade
Para depois, voltar arrependida
Humilde e despida
De toda essa vaidade

Vai e segue o teu caminho
Que eu fico aqui sozinho
Aguardo o teu regresso
Porque quem age assim dessa maneira
Fazendo tanta asneira
Não pode ter progresso.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Mário Zan

Mário Zan (Mário João Zandomenighi), compositor e instrumentista, nasceu em Roncade (Veneto), Itália, em 9/10/1920. Tinha quatro anos de idade quando sua família veio para o Brasil, fixando-se em Santa Adélia/SP. Fascinado pela música apresentada nos bailes sertanejos desde criança, estudou acordeom com Ângelo Reale e teoria musical com o maestro Tripicchioni.

Em 1939 começou a apresentar-se nas rádios Bandeirantes, Cultura, Record e Tupi, de São Paulo/SP, como acordeonista, mas só se destacou quando Piraci, da dupla Palmeira e Piraci, o aproximou do Capitão Furtado, que estava à procura de um acordeonista para excursionar pelo interior de São Paulo e Mato Grosso.

Ao lado de Nhô Pai, Nhá Fia e o Capitão Furtado, viajou de Porto Feliz/SP até Porto Esperança/MT, onde os dois primeiros decidiram voltar para São Paulo, enquanto os outros prosseguiram até o Paraguai.

Em fins da década de 1930 e na de 1940, compôs o choro Trem de ferro (1938), a valsa Namorados (1939), a rancheira Brincando com o teclado (1941), o chamego Elétrico (1941), o rasqueado Três Lagoas (1943), o xótis Eu sou gaúcho (com Arlindo Pinto) (1943), a rancheira Sanfoneiro folgado (com Motinha) (1946), a polca Serelepe, O balanceio (1947), o rasqueado Chalana e Cidades do Mato Grosso, estas duas últimas em parceria com Arlindo Pinto.

Sua primeira gravação, a valsa Namorados, só aconteceu em 1945, na Continental. Nove anos depois, conheceu o sucesso ao gravar na Victor o dobrado Quarto Centenário (em homenagem à cidade de São Paulo), composto em parceria com J. M. Alves.

O rasqueado Nova flor (também conhecida como Dizem que um homem não deve chorar), parceria com Palmeira, foi gravado pela primeira vez em 1958, por Palmeira e Biá, em disco Chantecler, e obteve grande sucesso. A composição foi vertida para o inglês por Arthur Hamilton como Love me Like a Stranger e para o castelhano por Pepe Ávila como Los hombres no deben llorar, tendo inúmeras gravações no Brasil e no exterior.

Participou dos filmes Da terra nasce o ódio, de Antoninho Hossri (1954), Tristeza do Jeca, de Milton Amaral (1960) e Casinha pequenina, de Glauco Mirko Laurelli (1963). Pela RCA, lançou ainda várias músicas suas nos LPs Zanzando e Sapecando.

Na década de 1990 sua composição Chalana foi tema principal da novela Pantanal, da TV Manchete. Em 1998 comanda o programa Mário Zan e seus Convidados, na TV Rede Vida. Ao longo de sua carreira já gravou mais de 300 discos 78 rpm e mais de 60 LPs.

Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977.

Mário Zan

Mário Zan (Mário João Zandomenighi), compositor e instrumentista, nasceu em Roncade (Veneto), Itália, em 9/10/1920. Tinha quatro anos de idade quando sua família veio para o Brasil, fixando-se em Santa Adélia/SP. Fascinado pela música apresentada nos bailes sertanejos desde criança, estudou acordeom com Ângelo Reale e teoria musical com o maestro Tripicchioni.

Em 1939 começou a apresentar-se nas rádios Bandeirantes, Cultura, Record e Tupi, de São Paulo/SP, como acordeonista, mas só se destacou quando Piraci, da dupla Palmeira e Piraci, o aproximou do Capitão Furtado, que estava à procura de um acordeonista para excursionar pelo interior de São Paulo e Mato Grosso.

Ao lado de Nhô Pai, Nhá Fia e o Capitão Furtado, viajou de Porto Feliz/SP até Porto Esperança/MT, onde os dois primeiros decidiram voltar para São Paulo, enquanto os outros prosseguiram até o Paraguai.

Em fins da década de 1930 e na de 1940, compôs o choro Trem de ferro (1938), a valsa Namorados (1939), a rancheira Brincando com o teclado (1941), o chamego Elétrico (1941), o rasqueado Três Lagoas (1943), o xótis Eu sou gaúcho (com Arlindo Pinto) (1943), a rancheira Sanfoneiro folgado (com Motinha) (1946), a polca Serelepe, O balanceio (1947), o rasqueado Chalana e Cidades do Mato Grosso, estas duas últimas em parceria com Arlindo Pinto.

Sua primeira gravação, a valsa Namorados, só aconteceu em 1945, na Continental. Nove anos depois, conheceu o sucesso ao gravar na Victor o dobrado Quarto Centenário (em homenagem à cidade de São Paulo), composto em parceria com J. M. Alves.

O rasqueado Nova flor (também conhecida como Dizem que um homem não deve chorar), parceria com Palmeira, foi gravado pela primeira vez em 1958, por Palmeira e Biá, em disco Chantecler, e obteve grande sucesso. A composição foi vertida para o inglês por Arthur Hamilton como Love me Like a Stranger e para o castelhano por Pepe Ávila como Los hombres no deben llorar, tendo inúmeras gravações no Brasil e no exterior.

Participou dos filmes Da terra nasce o ódio, de Antoninho Hossri (1954), Tristeza do Jeca, de Milton Amaral (1960) e Casinha pequenina, de Glauco Mirko Laurelli (1963). Pela RCA, lançou ainda várias músicas suas nos LPs Zanzando e Sapecando.

Na década de 1990 sua composição Chalana foi tema principal da novela Pantanal, da TV Manchete. Em 1998 comanda o programa Mário Zan e seus Convidados, na TV Rede Vida. Ao longo de sua carreira já gravou mais de 300 discos 78 rpm e mais de 60 LPs.

Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Dizem que um homem não deve chorar

Boleros inesquecíveis

Dizem que um homem não deve chorar - Palmeira, Mário Zan e Pepe Ávila
   A7+           Bm7              E7
Dicen que los hombres no deben llorar
A7+ Gbm7
Por una mujer que ha pagado mal
Bm7 E7
Pero yo no puede contener mi llanto
Bm7 E7 A7+
Cerrando los ojos me puse a llorar

Bm7
Não acreditei quando vi você me dizendo adeus
E7 Bm7 E7
Eu jamais pensei tanta ingratidão
A7+
Ver nos olhos seus / Quando um homem faz
Gbm7 Bm7
Do amor de uma mulher / Razão de sua vida
E7 E7/5+
De tudo ele é capaz prá não sofrer jamais
A7+
A dor da despedida

Bm7 E7
Fica mais comigo / Tente uma vez mais
A7+ Gbm7
Pensa no que fomos / Há algum tempo atrás
Bm7 E7
Eu ainda sou aquele mesmo estranho
A7+
Que ao te conhecer te amou demais

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Chalana

Regional ou Sertaneja, A música

Chalana - Mário Zan e Arlindo Pinto
    D                    A7       D
Lá vai uma chalana, bem longe se vai
A7
Navegando no remanso do rio Paraguai
G
Oh chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
D
Vai levando o meu amor

E assim ela se foi
A7
Nem de mim se despediu
G
A chalana vai sumindo
A D
Na curva lá do rio

E se ela vai magoada
A7
Eu bem sei que tem razão

Fui ingrato, eu feri
D
O seu meigo coração

Chalana

Regional ou Sertaneja, A música

Chalana - Mário Zan e Arlindo Pinto
    D                    A7       D
Lá vai uma chalana, bem longe se vai
A7
Navegando no remanso do rio Paraguai
G
Oh chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
D
Vai levando o meu amor

E assim ela se foi
A7
Nem de mim se despediu
G
A chalana vai sumindo
A D
Na curva lá do rio

E se ela vai magoada
A7
Eu bem sei que tem razão

Fui ingrato, eu feri
D
O seu meigo coração