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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Guarânia da saudade

Guarânia da saudade (guarânia, 1966) - Luís Vieira

Esta saudade que é de ti me alucina
Me desespera esta saudade me tortura
Silenciosa, esta ausência tua me ensina
A ler no livro dessa solidão
Minha amargura

Quero que voltes
Como volta a primavera
e nos teus olhos
Tragas todos os encantos que são teus

Quando voltares, não digas nada
Vai entrando
Que te esperando
Estarão também
Todos os beijos meus

Não demores muito
Não demores nada
Venhas ligeirinho
Sejas camarada...

Guarânia da saudade

Guarânia da saudade (guarânia, 1966) - Luís Vieira

Esta saudade que é de ti me alucina
Me desespera esta saudade me tortura
Silenciosa, esta ausência tua me ensina
A ler no livro dessa solidão
Minha amargura

Quero que voltes
Como volta a primavera
e nos teus olhos
Tragas todos os encantos que são teus

Quando voltares, não digas nada
Vai entrando
Que te esperando
Estarão também
Todos os beijos meus

Não demores muito
Não demores nada
Venhas ligeirinho
Sejas camarada...

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Paz do meu amor

Paz do meu amor (1963) - Luís Vieira
Tom: C7+
C7+   E7          Am     Am/G
Você é isso, uma beleza imensa
F G7 C7+ C7
Toda a recompensa de um amor sem fim
F A7 Dm7 Dm/C
Você é isso, uma nuvem calma
Bm7/5- D7/9
No céu de minh'alma
F/G G7/9-
É ternura em mim
Dm7 G7
Você é isso, estrela matutina
Em7 Bb7/13 A7/5+
Luz que descortina um mundo encantador
Dm7 G7 C7+
Você é isso, parto de ternura
A7/5+ Dm7
Lágrima que é pura
G7 C7+
Paz do meu amor!

Paz do meu amor

Paz do meu amor (1963) - Luís Vieira
Tom: C7+
C7+   E7          Am     Am/G
Você é isso, uma beleza imensa
F G7 C7+ C7
Toda a recompensa de um amor sem fim
F A7 Dm7 Dm/C
Você é isso, uma nuvem calma
Bm7/5- D7/9
No céu de minh'alma
F/G G7/9-
É ternura em mim
Dm7 G7
Você é isso, estrela matutina
Em7 Bb7/13 A7/5+
Luz que descortina um mundo encantador
Dm7 G7 C7+
Você é isso, parto de ternura
A7/5+ Dm7
Lágrima que é pura
G7 C7+
Paz do meu amor!

Menino passarinho

Um dos maiores sucessos de Luís Vieira é “Prelúdio para Ninar Gente Grande”, mais conhecido como “Menino Passarinho” em razão do verso “sou menino passarinho com vontade de voar”. Tal como “o Menino de Braçanã” outro êxito de Vieira, “Menino Passarinho” é uma canção sentimental, de letra meio pitoresca (“Quando estou nos braços teus / sinto o mundo bocejar”), mas que também sugere um clima místico-romântico acentuado pela interpretação contrita do autor, a melhor entre as várias versões gravadas (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Prelúdio para ninar gente grande (balada, 1962) - Luís Vieira

C      E7    Am                   Dm
Quando es...tou nos braços teus
G7 C B7
Sinto o mundo bocejar...ar
Em Em7+ Em7 F#m
Quan...do es...tás nos braços meus
B7 Em
Sinto a vida descansar
F  A7   Dm                  Gm
No ca...lor do teu carinho
A F
Sou menino passarinho...
G7 C C7
Com vontade de voar...
F Mbo C Am7
Sou me...nino passarinho
Dm G7 C
Com vontade ... de voar

Menino passarinho

Um dos maiores sucessos de Luís Vieira é “Prelúdio para Ninar Gente Grande”, mais conhecido como “Menino Passarinho” em razão do verso “sou menino passarinho com vontade de voar”. Tal como “o Menino de Braçanã” outro êxito de Vieira, “Menino Passarinho” é uma canção sentimental, de letra meio pitoresca (“Quando estou nos braços teus / sinto o mundo bocejar”), mas que também sugere um clima místico-romântico acentuado pela interpretação contrita do autor, a melhor entre as várias versões gravadas (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Prelúdio para ninar gente grande (balada, 1962) - Luís Vieira

C      E7    Am                   Dm
Quando es...tou nos braços teus
G7 C B7
Sinto o mundo bocejar...ar
Em Em7+ Em7 F#m
Quan...do es...tás nos braços meus
B7 Em
Sinto a vida descansar
F  A7   Dm                  Gm
No ca...lor do teu carinho
A F
Sou menino passarinho...
G7 C C7
Com vontade de voar...
F Mbo C Am7
Sou me...nino passarinho
Dm G7 C
Com vontade ... de voar

Luís Vieira

Luís Vieira (Luís Rattes Vieira Filho), compositor e cantor, nasceu em Caruaru/PE em 12/10/1928. Deixou Caruaru antes dos dez anos de idade, indo para o Rio de Janeiro, onde exerceu profissões como chofer de caminhão, engraxate, lapidário e guia de cego.

Em 1943 já cantava em programas de calouros e era crooner de um cabaré da Lapa, da Leiteria Boil e do Capela. Em 1946 deixou seu emprego numa oficina mecânica e começou a se apresentar na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), no programa Manhãs na Roça, de Zé do Norte, cantando música nordestina.

Tornou-se secretário e diretor musical do programa, para o qual redigia textos, anunciando casamentos, batizados, óbitos e nascimentos. Mais tarde foi para o programa Salve o Baião, da Rádio Tamoio, tornando-se o “príncipe do baião”, ao lado de Luiz Gonzaga, o “rei”, Carmélia Alves, a “rainha” e Claudete Soares, a “princesinha”.

Convidado por Almirante, passou a atuar também na Rádio Tupi. Com a inauguração da TV Tupi, do Rio de Janeiro, em 1951, participou do primeiro musical de televisão, Espetáculos Tonelux, uma realização de Mário Provezano, estrelado por Virginia Lane.

Foi para a Rádio Nacional em 1953, ano em que compôs um dos seus maiores sucessos, a toada Menino de Braçanã (com Arnaldo Passos). No fim da década de 1950 foi para a Rádio e TV Record, de São Paulo, para fazer o programa semanal Encontro com Luís Vieira, com o qual se transferiu para a TV Excelsior, de São Paulo, onde continuou divulgando musicas e cantadores do Nordeste.

Em 1962, a bordo de um avião, compôs o seu maior sucesso, o Prelúdio para ninar gente grande, que se tornou mais conhecida como Menino passarinho. Em 1975 fez o show Luís Vieira, de rapadura e cuscus até menino passarinho, no Teatro da Lagoa, no Rio de Janeiro, acompanhado pelo grupo Gente. Nesse mesmo ano apresentou se no show Tarde nordestina, na boate Igrejinha, em São Paulo.

Entre baiões, guarânias, toadas, sambas e prelúdios, é autor de mais de 300 canções gravadas, além de ser profundo conhecedor de literatura de cordel e folclore. Tem três Lps lançados pela Copacabana: Retalhos do Nordeste e Encontro com Luís Vieira, volumes 1 e 2.

Entre seus maiores sucessos estão o baião Paroliado, de 1954, a toada Os olhinhos do menino, de 1955, o corridinho Maria Filó (com João do Vale), de 1956, o prelúdio Paz do meu amor, de 1963, e a canção Sinfonia do amor divino, de 1964. Empresário e publicitário, fundou a Luís Vieira Produções.

Obras: Cafundó (c/Luis Bandeira), baião, 1954; Encalacrado (c/Adoniran Barbosa), samba, 1989; Forró do Frutuoso (c/João do Vale), baião, 1955; Lelê belezinha, baião, 1955; Malaquias (c/João do Vale), baião, 1976; Maria Filó (c/João do Vale), corridinho, 1956; Menino de Braçanã (c/Arnaldo Passos), toada, 1953; Os olhinhos do menino, toada, 1955; Pai, acende o lampião (c/Ubirajara Santos), baião, 1951; Paroliado, baião, 1954; Paz do meu amor, prelúdio, 1963; Prelúdio para ninar gente grande (Menino passarinho), 1962; Rolinha, minha saudade, toada, 1953; Sinfonia do amor divino, canção, 1964; Soleiras, canção, 1990; Tronco velho, toada, 1982.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Luís Vieira

Luís Vieira (Luís Rattes Vieira Filho), compositor e cantor, nasceu em Caruaru/PE em 12/10/1928. Deixou Caruaru antes dos dez anos de idade, indo para o Rio de Janeiro, onde exerceu profissões como chofer de caminhão, engraxate, lapidário e guia de cego.

Em 1943 já cantava em programas de calouros e era crooner de um cabaré da Lapa, da Leiteria Boil e do Capela. Em 1946 deixou seu emprego numa oficina mecânica e começou a se apresentar na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), no programa Manhãs na Roça, de Zé do Norte, cantando música nordestina.

Tornou-se secretário e diretor musical do programa, para o qual redigia textos, anunciando casamentos, batizados, óbitos e nascimentos. Mais tarde foi para o programa Salve o Baião, da Rádio Tamoio, tornando-se o “príncipe do baião”, ao lado de Luiz Gonzaga, o “rei”, Carmélia Alves, a “rainha” e Claudete Soares, a “princesinha”.

Convidado por Almirante, passou a atuar também na Rádio Tupi. Com a inauguração da TV Tupi, do Rio de Janeiro, em 1951, participou do primeiro musical de televisão, Espetáculos Tonelux, uma realização de Mário Provezano, estrelado por Virginia Lane.

Foi para a Rádio Nacional em 1953, ano em que compôs um dos seus maiores sucessos, a toada Menino de Braçanã (com Arnaldo Passos). No fim da década de 1950 foi para a Rádio e TV Record, de São Paulo, para fazer o programa semanal Encontro com Luís Vieira, com o qual se transferiu para a TV Excelsior, de São Paulo, onde continuou divulgando musicas e cantadores do Nordeste.

Em 1962, a bordo de um avião, compôs o seu maior sucesso, o Prelúdio para ninar gente grande, que se tornou mais conhecida como Menino passarinho. Em 1975 fez o show Luís Vieira, de rapadura e cuscus até menino passarinho, no Teatro da Lagoa, no Rio de Janeiro, acompanhado pelo grupo Gente. Nesse mesmo ano apresentou se no show Tarde nordestina, na boate Igrejinha, em São Paulo.

Entre baiões, guarânias, toadas, sambas e prelúdios, é autor de mais de 300 canções gravadas, além de ser profundo conhecedor de literatura de cordel e folclore. Tem três Lps lançados pela Copacabana: Retalhos do Nordeste e Encontro com Luís Vieira, volumes 1 e 2.

Entre seus maiores sucessos estão o baião Paroliado, de 1954, a toada Os olhinhos do menino, de 1955, o corridinho Maria Filó (com João do Vale), de 1956, o prelúdio Paz do meu amor, de 1963, e a canção Sinfonia do amor divino, de 1964. Empresário e publicitário, fundou a Luís Vieira Produções.

Obras: Cafundó (c/Luis Bandeira), baião, 1954; Encalacrado (c/Adoniran Barbosa), samba, 1989; Forró do Frutuoso (c/João do Vale), baião, 1955; Lelê belezinha, baião, 1955; Malaquias (c/João do Vale), baião, 1976; Maria Filó (c/João do Vale), corridinho, 1956; Menino de Braçanã (c/Arnaldo Passos), toada, 1953; Os olhinhos do menino, toada, 1955; Pai, acende o lampião (c/Ubirajara Santos), baião, 1951; Paroliado, baião, 1954; Paz do meu amor, prelúdio, 1963; Prelúdio para ninar gente grande (Menino passarinho), 1962; Rolinha, minha saudade, toada, 1953; Sinfonia do amor divino, canção, 1964; Soleiras, canção, 1990; Tronco velho, toada, 1982.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.