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segunda-feira, 17 de março de 2008

Coqueiro velho

Coqueiro velho (samba-canção, 1940) - Fernando Martinez Filho e José Marcílio
Orlando Silva

Coqueiro velho
Abatido pelos anos
Ninguém sabe os desenganos
Dessas folhas descoradas, caídas, vencidas
Somente a palmeira coitada
Que a ventania malvada levou
Separando sem dó duas vidas

Você foi a minha palmeira
De folhas bem verdes
Um verde esperança
Foi mera visão passageira
De um doirado sonho de criança
Tal qual o coqueiro abatido
Magoado eu tenho o meu coração
Que no samba procura a bonança
Da tempestuosa desilusão

Coqueiro velho

Coqueiro velho (samba-canção, 1940) - Fernando Martinez Filho e José Marcílio
Orlando Silva

Coqueiro velho
Abatido pelos anos
Ninguém sabe os desenganos
Dessas folhas descoradas, caídas, vencidas
Somente a palmeira coitada
Que a ventania malvada levou
Separando sem dó duas vidas

Você foi a minha palmeira
De folhas bem verdes
Um verde esperança
Foi mera visão passageira
De um doirado sonho de criança
Tal qual o coqueiro abatido
Magoado eu tenho o meu coração
Que no samba procura a bonança
Da tempestuosa desilusão

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Súplica

Homem de intensa atividade na imprensa e no rádio paulistanos dos anos trinta, Otávio Gabus Mendes (pai do telenovelista Cassiano Gabus Mendes) ainda arranjou tempo para uma vitoriosa incursão na música popular, compondo com José Marcílio e o cantor Deo a valsa "Súplica".

Sem demérito para os parceiros, o ponto alto desta valsa é a letra de Gabus Mendes, que, além de muito bem construída, não possui rimas, uma característica incomum nas canções da época: "Aço frio de um punhal / foi teu adeus pra mim/ não crendo na verdade / implorei, pedi / as súplicas morreram sem eco, em vão / batendo nas paredes frias do apartamento...".

O curioso é que esse detalhe não é percebido pela maioria dos ouvintes, graças, talvez, à integração perfeita entre letra e melodia. Composta em 1938, "Súplica" permanecia inédita em disco quase dois anos depois, quando foi descoberta e gravada por Orlando Silva.

Súplica (valsa, 1940) - Octávio Gabus Mendes, José Marcílio e Déo


Orlando Silva

Bm -----------------------------------Em
Aço frio de um punhal / Foi seu adeus para mim
-----------------------------------Bm--------- B7
Não crendo na verdade / Implorei, pedi
----------------------------------Em----- A7
As súplicas morreram / Sem eco, em vão
-----------------------D --------------Gb7
Batendo nas paredes frias do apartamento
Bm
Torpor tomou-me todo
------------------Em-------------- Gb7
E eu fiquei sem ser mais nada
---------------------Bm-------------- B7 ------Em
Envelhecido tenha / Talvez, quem sabe
------------------------Bm
Pela janela, aberta, a fria madrugada
-----------------------G7 ---------------Gb7---- Bm
Amortalhou-me a dor / Com o manto da garoa
----------Gb7------------------- Bm
Esperança morreste muito cedo
----------B7 -------------------Em
Saudade cedo demais chegaste
-----------------------------------------Bm
Uma quando chega / A outra sempre parte
-------Db7------------ G7--- Gb7
Chorar já lágrimas não tenho
-----------------------------Bm
Coração, porque é que tu não paras
---------B7-------------------- Em
As taças do meu sofrer findaste / É inútil prosseguir
-----------------------Bm
Se forças já não tenho
----------------------------------G7
Tu sabes bem que ela era minha vida
-----------------Gb7 -----Bm
Meu doce e grande amor.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

José Marcílio

José Marcílio (Pascoal José Marcílio), instrumentista e compositor, nasceu em São Paulo SP (7/9/1913). Estudou música e piano durante um ano e aprendeu rudimentos de violão com o pai, que se apresentava em cantinas. Autodidata, passou a tocar vários instrumentos de cordas, além do acordeom, e a realizar arranjos e orquestrações.

Em 1937 tornou-se pianista da Rádio Record e, mais tarde, no regional de Armandinho, tocava violão-tenor. Integrou o regional de Pinheirinho na Rádio São Paulo e surgiu como compositor ainda em 1936, apresentando o samba-canção Chega (com Adoniran Barbosa), gravado por Deo, na Columbia. Apresentando-se com violão-tenor, fez parte do regional da Rádio Ipanema, do Rio de Janeiro, além de tocar em vários outros conjuntos e orquestras da noite carioca. Excursionou pela América Latina e radicou-se em Lima, Peru, onde vive há trinta anos e dirige uma orquestra local.

Teve inúmeras composições gravadas, destacando-se o samba-canção Vila Bertioga no samba (com Alberto Rossi), gravada pelo Grupo X; o samba-canção Rua da felicidade (com Fernando Martinez), gravado por Carlos Roberto; a valsa Silhueta (com Fernando Martinez), gravada por George Fernandes, todas na Columbia.

Na Victor foram gravados o samba-canção Coqueiro velho (com Fernando Martinez) e a valsa Súplica (com Otávio Gabus Mendes e Deo), ambos por Orlando Silva, além do samba-canção Ponto final (com Francisco Malfitano), lançado por Linda Batista, e Onde amei (com Alberto Rossi), por Isaura Garcia.

José Marcílio


José Marcílio (Pascoal José Marcílio), instrumentista e compositor, nasceu em São Paulo SP (7/9/1913). Estudou música e piano durante um ano e aprendeu rudimentos de violão com o pai, que se apresentava em cantinas. Autodidata, passou a tocar vários instrumentos de cordas, além do acordeom, e a realizar arranjos e orquestrações.

Em 1937 tornou-se pianista da Rádio Record e, mais tarde, no regional de Armandinho, tocava violão-tenor. Integrou o regional de Pinheirinho na Rádio São Paulo e surgiu como compositor ainda em 1936, apresentando o samba-canção Chega (com Adoniran Barbosa), gravado por Deo, na Columbia. Apresentando-se com violão-tenor, fez parte do regional da Rádio Ipanema, do Rio de Janeiro, além de tocar em vários outros conjuntos e orquestras da noite carioca. Excursionou pela América Latina e radicou-se em Lima, Peru, onde vive há trinta anos e dirige uma orquestra local.

Teve inúmeras composições gravadas, destacando-se o samba-canção Vila Bertioga no samba (com Alberto Rossi), gravada pelo Grupo X; o samba-canção Rua da felicidade (com Fernando Martinez), gravado por Carlos Roberto; a valsa Silhueta (com Fernando Martinez), gravada por George Fernandes, todas na Columbia.

Na Victor foram gravados o samba-canção Coqueiro velho (com Fernando Martinez) e a valsa Súplica (com Otávio Gabus Mendes e Deo), ambos por Orlando Silva, além do samba-canção Ponto final (com Francisco Malfitano), lançado por Linda Batista, e Onde amei (com Alberto Rossi), por Isaura Garcia.