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domingo, 6 de janeiro de 2008

Cadê Teresa

Os Originais do Samba


Cadê Teresa (samba, 1969) - Jorge Ben Jor

Tom: D
Introdução: Bm E (4x) Em A7

Em A7 D7+ Em A7 D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)
Em A7 Em A7 D7+
Tereza foi a um samba lá no morro, e não me avisou
Em F#
será que arrumou outro crioulo pois ainda não voltou
Em A7 D7+ Em A7 D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)
  Em          A7          Em          A7         D7+
Tereza, minha nêga, minha musa, gosto muito de você
Em F#
sou um malandro enciumado, machucado que espera por você
                   Bm7              E7
Juro por Deus, se você voltar
Bm7 E7
eu vou me regenerar
Bm7 E7
jogo fora meu chinelo, meu baralho
Bm7 E7
e a minha navalha e vou trabalhar
Bm7 E7
jogo fora meu chinelo, meu baralho
Bm7 E7
e a minha navalha e vou trabalhar

Em A7 D7+ Em A7 D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá .

Cadê Teresa

Os Originais do Samba


Cadê Teresa (samba, 1969) - Jorge Ben Jor

Tom: D
Introdução: Bm E (4x) Em A7

Em A7 D7+ Em A7 D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)
Em A7 Em A7 D7+
Tereza foi a um samba lá no morro, e não me avisou
Em F#
será que arrumou outro crioulo pois ainda não voltou
Em A7 D7+ Em A7 D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)
  Em          A7          Em          A7         D7+
Tereza, minha nêga, minha musa, gosto muito de você
Em F#
sou um malandro enciumado, machucado que espera por você
                   Bm7              E7
Juro por Deus, se você voltar
Bm7 E7
eu vou me regenerar
Bm7 E7
jogo fora meu chinelo, meu baralho
Bm7 E7
e a minha navalha e vou trabalhar
Bm7 E7
jogo fora meu chinelo, meu baralho
Bm7 E7
e a minha navalha e vou trabalhar

Em A7 D7+ Em A7 D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá .

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Jorge Ben Jor

Jorge Ben Jor

Jorge Duílio Lima Meneses nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22 de Março de 1942. Filho de Augusto Meneses, estivador, feirante, pandeirista do bloco carioca Cometas do Bispo, cantor e compositor carnavalesco, e de Silvia Saint Ben Lima, etíope, morava numa favela da Rua do Bispo, no bairro de Rio Comprido.

Aos 13 anos ganhou um pandeiro e começou a tocar num regional; aos 15, cantava no coro da igreja do Colégio Diocesano São José, onde fez o ginásio. Gostava muito de jogar futebol e chegou, inclusive, a integrar a equipe infanto-juvenil do Flamengo. Aos 18 anos, quando servia o Exército, a mãe lhe deu um violão e um método para principiantes.

Tocando e cantando bossa nova, rock e twist, costumava apresentar-se em festinhas de amigos. Por 1961, o contrabaixista do Copa Trio, Manuel Gusmão, convidou-o para ensaiar com seu conjunto. Nessa época, Zé Maria, organista e líder de conjunto que se apresentava no Beco das Garrafas, descobriu-o e levou-o como pandeirista para se apresentar no Little Club, e, logo depois, no Bottle’s, tocando violão e cantando suas musicas. Ainda por volta de 1961, atuou como cantor de rock na boate Plaza, em Copacabana.

Em 1963 voltou ao Bottle’s, acompanhado pelo Copa Cinco (Meireles no sax, Pedro Paulo no trompete, Toninho no piano, Dom Um na bateria e Manuel Gusmão no baixo) e Zé Maria colocou duas músicas suas – Mas que nada e Por causa de você –, no LP Tudo azul, de cuja gravação o compositor participou como ritmista e como cantor do coro. No dia seguinte foi contratado pela Philips e lançou o primeiro 78 rpm, com essas músicas, acompanhado pelo Copa Cinco, obtendo grande êxito. Também desse ano e o primeiro LP, Samba esquema novo, também de grande sucesso, e o segundo, Sacudin Ben samba.

Em 1964 sua composição Chove chuva foi gravada ao vivo, no Teatro Paramount, e incluída no terceiro LP, Ben é samba bom. No ano seguinte, a convite do Ministério das Relações Exteriores, foi aos EUA, onde, durante três meses, se apresentou em universidades e clubes. De volta ao Brasil, encontrou dificuldades em se situar no panorama musical brasileiro, dividido entre o iê-iê-iê da Jovem Guarda e os sambas e marchas carregados de conteúdo social.

Essa situação, agravada pelo relativo fracasso de seus dois últimos LPs, provocou incidentes embaraçosos: depois de ensaiar para o programa da TV Record O Fino da Bossa, foi excluído pouco antes de entrar no palco, por ter se apresentado, no dia anterior, a convite de Roberto Carlos, no programa Jovem Guarda da mesma emissora, cantando Agora ninguém chora mais, bem recebida pelo publico do auditório.

Enquanto Mas que nada e Chove chuva chegavam as paradas de sucesso, nos EUA, lançados por Sérgio Mendes, e, em seguida, suas músicas Zazueira e Nena naná eram gravadas, respectivamente, por Herp Albert e José Feliciano, sua carreira atravessava momento difícil: os três compactos seguintes, lançados pela Mocambo, foram recebidos com frieza pelo público e pela crítica.

Um dos responsáveis pela fixação do funk na cultura carioca e pela injeção da soul music no samba, gravou em 1967 o LP O Bidu – Silêncios no Brooklin, que incluía maracatus misturados ao rock’n roll. Somente no final de 1968 suas composições reencontraram o caminho do sucesso, depois de apresentação como convidado no programa Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, na TV Tupi.

Nos primeiros meses de 1969 teve êxito com Cadê Teresa, Que pena, Que maravilha (com Toquinho), Minha menina, Domingas, País tropical. No mesmo ano participou do IV FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro, com Charles Anjo 45 e, em 1970, apresentou Eu também quero mocotó, no V FIC, interpretada pelo maestro Erlon Chaves, a Banda Veneno e o Trio Mocotó.

Ainda nesse ano sua musica Domingas foi muito aplaudida no MIDEM, em Cannes, França. Em 1972 fez temporadas na Itália, Portugal e Japão, onde chegou a gravar um LP ao vivo. Participou em 1972 do VII FIC, com a música Fio Maravilha, classificada em primeiro lugar na interpretação de Maria Alcina.

Em 1974 lançou dois LPs bem sucedidos: Jorge Ben – dez anos depois e Os alquimistas estão chegando. No ano seguinte gravou, com Gilberto Gil, um álbum duplo intitulado Gil-Jorge, e realizou apresentação única no Teatro Sistina, em Roma, Itália, gravada ao vivo pela televisão italiana. Nos anos de 1980, popularizou-se no exterior.

Em 1989 lançou o LP Alô, alô, como vai?, pela Som Livre, que alem da canção-título inclui Cae, cae, Caetano, Lady Benedicta e A cegonha me deixou em Madureira. Em 1989, por problemas de direitos autorais, alterou seu sobrenome para Jorge Ben Jor. Em 1990 lançou W Brasil e, em 1991, Jorge Ben Jor ao vivo no Rio.

Em 1995 lançou o CD World dance, pela WEA, com os sucessos Pisada de elefante, W/ Brasil e Alcohol, todas de sua autoria. No mesmo ano, foi contratado pela Sony e lançou Homo Sapiens, que inclui o sucesso Gostosa, além de Rabo preso e da música em espanhol Maria Luísa.

Em novembro de 1997, lançou o CD Músicas para tocar em elevador (Sony), com participações de Carlinhos Brown, Paralamas do Sucesso e Fernanda Abreu, entre outros artistas. (Página dedicada ao amigo Simone Morini, Itália).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha

Algumas músicas cifradas:



Jorge Ben Jor

Jorge Ben Jor

Jorge Duílio Lima Meneses nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22 de Março de 1942. Filho de Augusto Meneses, estivador, feirante, pandeirista do bloco carioca Cometas do Bispo, cantor e compositor carnavalesco, e de Silvia Saint Ben Lima, etíope, morava numa favela da Rua do Bispo, no bairro de Rio Comprido.

Aos 13 anos ganhou um pandeiro e começou a tocar num regional; aos 15, cantava no coro da igreja do Colégio Diocesano São José, onde fez o ginásio. Gostava muito de jogar futebol e chegou, inclusive, a integrar a equipe infanto-juvenil do Flamengo. Aos 18 anos, quando servia o Exército, a mãe lhe deu um violão e um método para principiantes.

Tocando e cantando bossa nova, rock e twist, costumava apresentar-se em festinhas de amigos. Por 1961, o contrabaixista do Copa Trio, Manuel Gusmão, convidou-o para ensaiar com seu conjunto. Nessa época, Zé Maria, organista e líder de conjunto que se apresentava no Beco das Garrafas, descobriu-o e levou-o como pandeirista para se apresentar no Little Club, e, logo depois, no Bottle’s, tocando violão e cantando suas musicas. Ainda por volta de 1961, atuou como cantor de rock na boate Plaza, em Copacabana.

Em 1963 voltou ao Bottle’s, acompanhado pelo Copa Cinco (Meireles no sax, Pedro Paulo no trompete, Toninho no piano, Dom Um na bateria e Manuel Gusmão no baixo) e Zé Maria colocou duas músicas suas – Mas que nada e Por causa de você –, no LP Tudo azul, de cuja gravação o compositor participou como ritmista e como cantor do coro. No dia seguinte foi contratado pela Philips e lançou o primeiro 78 rpm, com essas músicas, acompanhado pelo Copa Cinco, obtendo grande êxito. Também desse ano e o primeiro LP, Samba esquema novo, também de grande sucesso, e o segundo, Sacudin Ben samba.

Em 1964 sua composição Chove chuva foi gravada ao vivo, no Teatro Paramount, e incluída no terceiro LP, Ben é samba bom. No ano seguinte, a convite do Ministério das Relações Exteriores, foi aos EUA, onde, durante três meses, se apresentou em universidades e clubes. De volta ao Brasil, encontrou dificuldades em se situar no panorama musical brasileiro, dividido entre o iê-iê-iê da Jovem Guarda e os sambas e marchas carregados de conteúdo social.

Essa situação, agravada pelo relativo fracasso de seus dois últimos LPs, provocou incidentes embaraçosos: depois de ensaiar para o programa da TV Record O Fino da Bossa, foi excluído pouco antes de entrar no palco, por ter se apresentado, no dia anterior, a convite de Roberto Carlos, no programa Jovem Guarda da mesma emissora, cantando Agora ninguém chora mais, bem recebida pelo publico do auditório.

Enquanto Mas que nada e Chove chuva chegavam as paradas de sucesso, nos EUA, lançados por Sérgio Mendes, e, em seguida, suas músicas Zazueira e Nena naná eram gravadas, respectivamente, por Herp Albert e José Feliciano, sua carreira atravessava momento difícil: os três compactos seguintes, lançados pela Mocambo, foram recebidos com frieza pelo público e pela crítica.

Um dos responsáveis pela fixação do funk na cultura carioca e pela injeção da soul music no samba, gravou em 1967 o LP O Bidu – Silêncios no Brooklin, que incluía maracatus misturados ao rock’n roll. Somente no final de 1968 suas composições reencontraram o caminho do sucesso, depois de apresentação como convidado no programa Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, na TV Tupi.

Nos primeiros meses de 1969 teve êxito com Cadê Teresa, Que pena, Que maravilha (com Toquinho), Minha menina, Domingas, País tropical. No mesmo ano participou do IV FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro, com Charles Anjo 45 e, em 1970, apresentou Eu também quero mocotó, no V FIC, interpretada pelo maestro Erlon Chaves, a Banda Veneno e o Trio Mocotó.

Ainda nesse ano sua musica Domingas foi muito aplaudida no MIDEM, em Cannes, França. Em 1972 fez temporadas na Itália, Portugal e Japão, onde chegou a gravar um LP ao vivo. Participou em 1972 do VII FIC, com a música Fio Maravilha, classificada em primeiro lugar na interpretação de Maria Alcina.

Em 1974 lançou dois LPs bem sucedidos: Jorge Ben – dez anos depois e Os alquimistas estão chegando. No ano seguinte gravou, com Gilberto Gil, um álbum duplo intitulado Gil-Jorge, e realizou apresentação única no Teatro Sistina, em Roma, Itália, gravada ao vivo pela televisão italiana. Nos anos de 1980, popularizou-se no exterior.

Em 1989 lançou o LP Alô, alô, como vai?, pela Som Livre, que alem da canção-título inclui Cae, cae, Caetano, Lady Benedicta e A cegonha me deixou em Madureira. Em 1989, por problemas de direitos autorais, alterou seu sobrenome para Jorge Ben Jor. Em 1990 lançou W Brasil e, em 1991, Jorge Ben Jor ao vivo no Rio.

Em 1995 lançou o CD World dance, pela WEA, com os sucessos Pisada de elefante, W/ Brasil e Alcohol, todas de sua autoria. No mesmo ano, foi contratado pela Sony e lançou Homo Sapiens, que inclui o sucesso Gostosa, além de Rabo preso e da música em espanhol Maria Luísa.

Em novembro de 1997, lançou o CD Músicas para tocar em elevador (Sony), com participações de Carlinhos Brown, Paralamas do Sucesso e Fernanda Abreu, entre outros artistas. (Página dedicada ao amigo Simone Morini, Itália).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha

Algumas músicas cifradas:



domingo, 12 de novembro de 2006

Charles Anjo 45

Depois de uma fase sem grandes sucessos, que se seguiu ao estouro inicial em 63, a estrela de Jorge Ben voltou a brilhar em 1969 com “Charles, Anjo 45”, “País Tropical”, “Que Pena”, “Cadê Teresa”, isso sem falar em “Crioula”, “Domingas” e “Que Maravilha”, feita com Toquinho, uma de suas raras parcerias Todas essas composições, com exceção da última, faziam parte do elepê Jorge Ben, lançado no final de 69, cuja importância rivaliza com a do disco de 63.

Concorrente no IV FIC, “Charles, Anjo 45” é um samba de estrutura melódico-harmônica muito simples, sustentada por forte percussão, características habituais na obra de Ben. Seu ponto alto é a longa letra, que narra as aventuras e desventuras do personagem Charles (fictício, segundo O autor), um “Robin Hood dos morros”, marginal “protetor dos fracos e dos oprimidos”: “Oba, oba, oba, Charles / como é que é my friend Charles? / como vão as coisas, Charles?...”. Mas, um dia Charles “marcou bobeira e foi sem querer, umas férias numa colônia penal”. Então, Jorge Ben arremata o samba vaticinando a volta triunfal de seu anti-herói para restabelecer a felicidade no morro.

Chocante por sua temática transgressora, “Charles. 45” antecipou em vários anos o samba ácido de Bezerra da Silva e até o próprio rap, pois é em parte recitado, sendo ainda premonitório sobre a situação dos morros cariocas, atingidos pela expansão do tráfico de drogas. Embora vaiada por parte da platéia, a composição alcançou imediata popularidade, que cresceria nos meses seguintes, principalmente depois de ser levada ao Midem em Cannes, juntamente com outros sucessos de Ben.

Nessas apresentações e também na faixa incluída no elepê, o compositor cantou apoiado pelo Trio Mocotó — Nereu (pandeiro), Fritz (cuíca e violão) e Joãozinho Paraíba (atabaque) —, cujos componentes atuavam separadamente e se juntaram para acompanhá-lo. A aproximação aconteceu no Jogral, bar paulistano de Luís Carlos Paraná, onde os três participavam das “canjas” de Jorge, freqüentador do estabelecimento. No auge dessa sua grande fase, Jorge seria adotado pelo tropicalismo, tendo por várias vezes tomado parte no programa de televisão “Divino, Maravilhoso” (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Paralamas do Sucesso

Charles Anjo 45 (1969) - Jorge Ben
Verso 1
Am                D               Am   D
Protetor dos fracos e dos oprimidos
Am D
Robin Hood dos morros
Am D
Rei da malandragem
Am D Am D
Um homem de verdade com muita coragem
Am D
Só porque, porque, porque
Am D
Charles marcou bobeira
Am D Am D
Foi tirar férias forçadas numa colônia penal, oba
  :Am      D          G     C
R : Oba, oba, oba Charles
e :Am D G C
f : Como é my friend Charles
r :Am D G C
ã :Como vão as coisas, Charles?
o :Am D Am D
:Charles, anjo 45
Verso 2
Am          D     Am       D
Mas Deus é justo e verdadeiro
Am D Am D
E antes de acabar as férias, nosso Charles vai voltar
Am D
Para alegria geral
Am D
Antecipando o carnaval
Am D
Vai ter batucada
Am
Missa em ação de graças
Am D
Whisky com feijoada
Am
E outras milongas mais
D
Oba!
Am      D          G     C
Oba, oba, oba Charles
Am D G C
Como é my friend Charles
Am D G C
Como vão as coisas, Charles?
(Am F/A D/A G/A)
Charles, anjo 45
Am       D  Am  D
Charles, anjo 45
Am D Am D
Protetor dos fracos e dos oprimidos
(Verso 2, Refrão)

Charles Anjo 45

Depois de uma fase sem grandes sucessos, que se seguiu ao estouro inicial em 63, a estrela de Jorge Ben voltou a brilhar em 1969 com “Charles, Anjo 45”, “País Tropical”, “Que Pena”, “Cadê Teresa”, isso sem falar em “Crioula”, “Domingas” e “Que Maravilha”, feita com Toquinho, uma de suas raras parcerias Todas essas composições, com exceção da última, faziam parte do elepê Jorge Ben, lançado no final de 69, cuja importância rivaliza com a do disco de 63.

Concorrente no IV FIC, “Charles, Anjo 45” é um samba de estrutura melódico-harmônica muito simples, sustentada por forte percussão, características habituais na obra de Ben. Seu ponto alto é a longa letra, que narra as aventuras e desventuras do personagem Charles (fictício, segundo O autor), um “Robin Hood dos morros”, marginal “protetor dos fracos e dos oprimidos”: “Oba, oba, oba, Charles / como é que é my friend Charles? / como vão as coisas, Charles?...”. Mas, um dia Charles “marcou bobeira e foi sem querer, umas férias numa colônia penal”. Então, Jorge Ben arremata o samba vaticinando a volta triunfal de seu anti-herói para restabelecer a felicidade no morro.

Chocante por sua temática transgressora, “Charles. 45” antecipou em vários anos o samba ácido de Bezerra da Silva e até o próprio rap, pois é em parte recitado, sendo ainda premonitório sobre a situação dos morros cariocas, atingidos pela expansão do tráfico de drogas. Embora vaiada por parte da platéia, a composição alcançou imediata popularidade, que cresceria nos meses seguintes, principalmente depois de ser levada ao Midem em Cannes, juntamente com outros sucessos de Ben.

Nessas apresentações e também na faixa incluída no elepê, o compositor cantou apoiado pelo Trio Mocotó — Nereu (pandeiro), Fritz (cuíca e violão) e Joãozinho Paraíba (atabaque) —, cujos componentes atuavam separadamente e se juntaram para acompanhá-lo. A aproximação aconteceu no Jogral, bar paulistano de Luís Carlos Paraná, onde os três participavam das “canjas” de Jorge, freqüentador do estabelecimento. No auge dessa sua grande fase, Jorge seria adotado pelo tropicalismo, tendo por várias vezes tomado parte no programa de televisão “Divino, Maravilhoso” (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Paralamas do Sucesso

Charles Anjo 45 (1969) - Jorge Ben
Verso 1
Am                D               Am   D
Protetor dos fracos e dos oprimidos
Am D
Robin Hood dos morros
Am D
Rei da malandragem
Am D Am D
Um homem de verdade com muita coragem
Am D
Só porque, porque, porque
Am D
Charles marcou bobeira
Am D Am D
Foi tirar férias forçadas numa colônia penal, oba
  :Am      D          G     C
R : Oba, oba, oba Charles
e :Am D G C
f : Como é my friend Charles
r :Am D G C
ã :Como vão as coisas, Charles?
o :Am D Am D
:Charles, anjo 45
Verso 2
Am          D     Am       D
Mas Deus é justo e verdadeiro
Am D Am D
E antes de acabar as férias, nosso Charles vai voltar
Am D
Para alegria geral
Am D
Antecipando o carnaval
Am D
Vai ter batucada
Am
Missa em ação de graças
Am D
Whisky com feijoada
Am
E outras milongas mais
D
Oba!
Am      D          G     C
Oba, oba, oba Charles
Am D G C
Como é my friend Charles
Am D G C
Como vão as coisas, Charles?
(Am F/A D/A G/A)
Charles, anjo 45
Am       D  Am  D
Charles, anjo 45
Am D Am D
Protetor dos fracos e dos oprimidos
(Verso 2, Refrão)

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Carolina Carol Bela

Carolina Carol Bela - Jorge Ben e Toquinho
Intro: A#m Bm  F#m  Cm C#m  F#m  A#m Bm  F#m    
C#m7 C#m7/G F#m Bm7 F#m7 C#m7 F#m7 Bm7
F#m7 C#m7 F#m7
            Bm7           F#m7
Foi numa tarde de domingo
C#m7 F#m7
que alguém perguntando por ela chegou
Bm7 F#m7
deixando o meu coração tristonho,
C#m7 F#m7
enciumado, morrendo de amor
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Eu falei, eu menti, eu chorei, eu sorri dizendo
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Eu falei, eu menti, eu chorei, eu sorri dizendo
Bm7 F#m7
que ela mora no meu peito
C#m7 F#m7
e eu moro vizinho a ela
Bm7 F#m7
e eu fico desse jeito
C#m7 F#m7
pensando nos beijos, nos carinhos dela
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
Bm E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
Bm7 F#m7
Ca, Ca, Ca, Carol
C#m7 F#m7
Ca, Ca, Carolina,
Bm7 F#m7
Ca, Ca, Ca, Carol
C#m7 F#m7
Ca, Ca, Carolina,
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
(improviso)
Bm7 F#m7 C#m7 F#m7 Bm7 F#m7 C#m7 F#m7
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
Bm7 F#m7
Ca, Ca, Ca, Carol
C#m7 F#m7
Ca, Ca, Carolina,
Bm7 F#m7
Ca, Ca, Ca, Carol
C#m7 F#m7
Ca, Ca, Carolina,
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela
(improviso)
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7
Bm7 E7 A6/7 C#m7 F#m7 F#7(9)
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela

domingo, 18 de junho de 2006

Que maravilha

Que maravilha (1969) - Jorge Ben e Toquinho
E           F#m7
Lá fora está chovendo
G#m7 F#m7
Mas assim mesmo eu vou correndo
G#m7 Gm7 F#m7 E F#m7
Só prá ver, o meu amor, o meu amor

E F#m7
Ela vem toda de branco
G#m7 F#m7
Toda molhada, linda e despenteada
G#m7 Gm7 F#m7 E
Que maravilha, que coisa mais linda que é o meu amor
(F#m7 G#m7 Gm7 F#m7 )
Por entre bancários, jaruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando em harmonia sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga, pura, linda e muito tímida
Ab7+
Com a chuva molhando o seu corpo lindo que eu vou abraçar

Ab7+ F#m7
E a gente no meio da rua do mundo, no meio da chuva
E F#m7
A girar, que maravilha
G#m7 F#m7
A girar, que maravilha
E F#m7
A girar, que maravilha
G#m7 F#m7
A girar, que maravilha

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Que pena

Que pena (1969) - Jorge Ben
(intro)  Bm7

A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Ela já não gosta mais de mim / Mas eu gosto
Bb° Bm7 E7/9 A7+
Dela mesmo assim / Que pena, que pena
A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Ela já não é mais a minha pequena
Bb° Bm7 E7/9 A7+
Que pena, que pena

A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+ Bb° Bm7
Pois não é fácil recuperar
E7/9 C#m7 Cm7
Um grande amor perdi...do
Bm7 E7/9 A7+ Bb° Bm7 E7/9
Pois ela era uma rosa / Ela era uma rosa
A7+
As outras eram manjericão
Bb° Bm7
As outras eram manjericão
E7/9 A7+ Bb° Bm7
Ela era uma rosa / Ela era uma rosa
E7/9 C#m7
Que mandava no meu coração
Cm Bm7 E7/9 G#m7 C#7/9
Coração, coração

A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Ela já não gosta mais de mim / Mas eu gosto
Bb° Bm7 E7/9 A7+
Dela mesmo assim / Que pena, que pena
A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Ela já não é mais a minha pequena
Bb° Bm7 E7/9 A7+
Que pena, que pena

A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+ Bb° Bm7
Mas eu não vou chorar
E7/9 C#m7 Cm7 Bm7 E7/9 A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Eu vou é cantar Pois a vida continua
Bb° Bm7 E7/9
Pois a vida continua /E eu não ficar sozinho
A7M Bb° Bm7 E7/9 C#m
No meio da rua, no meio da rua/ Esperando que
Cm Bm7 E7/9 G#m7 C#7/9
Alguém me dê a mão , me dê a mão, a mão

A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Ela já não gosta mais de mim / Mas eu gosto
Bb° Bm7 E7/9 A7+
Dela mesmo assim / Que pena, que pena
A7+ Bb° Bm7 E7/9 A7+
Ela já não é mais a minha pequena
Bb° Bm7 E7/9 A7+
Que pena, que pena

( A7+ Bbº Bm7 E7/9 )