Mostrando postagens com marcador gilberto milfont. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gilberto milfont. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cabrocha Maria

Gilberto Milfont
Cabrocha Maria (samba-canção, 1959) - Adelino Moreira

Título da música: Cabrocha Maria / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Gilberto Milfont / Compositor: Moreira, Adelino / Acompanhamento: Orquestra RGE / Gravadora RGE / Número do Álbum 10167 / Data de Lançamento 07/1959 / Lado A / Disco 78 rpm


Eu ouvia dizer que a gente do morro
Era mais feliz que nós aqui da cidade
E um dia suando um pedaço
Parti para o morro, paletó no braço
Para saber a verdade

Quando vi a madrugada chegando
O morro inteiro cantando
E lá embaixo a cidade deserta
Quase morta
Compreendi que afinal essa gente
É pobre, porém é contente
Tem o céu bem pertinho da porta

Comprendi quando a lua bonita
Surgia catita clareando o chão
Quando vi que as estrelas no alto
Estavam longe do asfalto
Mas quase na minha mão

Compreendi quando vi a cabrocha
Gingando faceira de pé no chão
Mas sofri quando ouvi dos seus lábios
Aquela frase tão fria:
Eu sou a cabrocha Maria
Não pense que eu sou Conceição

Compreendi quando vi a cabrocha
Gingando faceira de pé no chão
Mas sofri quando ouvi dos seus lábios
Aquela frase tão fria:
Eu sou a cabrocha Maria
Não pense que eu sou Conceição

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Covardia

Gilberto Milfont
Covardia (samba,  1950) - Alex e J. Piedade

Título da música: Covardia / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Milfont / Compositores: Alex - Piedade, J / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800638 / Data de Gravação 00/1949  /  Data de Lançamento 00/1950 / Lado A / Disco 78 rpm:


É covardia, é
Maltratar uma pessoa assim
É covardia, é
Confessar que não tem dó de mim

É covardia, é
Maltratar uma pessoa assim
É covardia, é
Confessar que não tem dó de mim

Não faz mal / Entrego à Deus
A justiça não demora
Quando vem aqui se chora
Adeus, meu amor, adeus...
(covardia!)

É covardia, é
Maltratar uma pessoa assim
É covardia, é
Confessar que não tem dó de mim

Não faz mal / Entrego à Deus
A justiça não demora
Quando vem aqui se chora
Adeus, meu amor, adeus...
(covardia!)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Esquece

Esquece (samba-canção, 1948) - Gilberto Milfont
Dick Farney

Esquece quem não te quis
Com outra serás feliz
O que ela fez contigo
Não se faz
Melhor será esquecer
Quem sempre te fez padecer
O que ela fez contigo
Foi demais.

Ouve o meu conselho
Com o novo amor
Essa malvada
Lhe esquecerá
Sufoca na garganta
Os teus doridos ais,
O que ela fez contigo
Não se faz !

Esquece

Esquece (samba-canção, 1948) - Gilberto Milfont
Dick Farney

Esquece quem não te quis
Com outra serás feliz
O que ela fez contigo
Não se faz
Melhor será esquecer
Quem sempre te fez padecer
O que ela fez contigo
Foi demais.

Ouve o meu conselho
Com o novo amor
Essa malvada
Lhe esquecerá
Sufoca na garganta
Os teus doridos ais,
O que ela fez contigo
Não se faz !

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Gilberto Milfont

Gilberto Milfont (João Milfont Rodrigues). Cantor e compositor nasceu em Lavras da Mangabeira/CE em 7/11/1922. Cantou em público pela primeira vez aos 14 anos, convidado pelo seu tio para o programa Hora Infantil, na PRE-9, onde trabalhou, mais tarde, como diretor artístico.

Integrou também um regional com Zé Cavaquinho (José Meneses), na época em que sua voz de adolescente se assemelhava muito à de Carmen Miranda. Na fase de mudança de voz, afastou-se da carreira por dois anos, retornando para cantar no mesmo programa em que estreara.

Naquela época, os discos lançados no Rio de Janeiro demoravam muito a chegar ao Ceará e para que seu repertório não ficasse ultrapassado, por conselho de um amigo aprendeu taquigrafia. Assim, ouvindo emissoras cariocas, taquigrafava as letras, enquanto a irmã gêmea, Maninha, prestava atenção na melodia.

Com esse método, chegou a apresentar em primeira audição no Ceará, antes mesmo de sair a gravação de Orlando Silva no Rio de Janeiro, a música Atire a primeira pedra (Ataulfo Alves e Mário Lago), que só seria lançada no Carnaval de 1943.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1945, e estreou na Rádio Mayrink Veiga, quando compôs um samba que levou ao Cassino da Urca para Dick Farney ouvir. No ano seguinte, Dick Farney lançou Esquece, e ele gravou seu primeiro disco, com a orquestra do maestro Gaó na Victor, com duas canções de Joubert de Carvalho, Geremoabo e Maringá.

Também em 1946, lançou dois sambas de Claudionor Cruz e Pedro Caetano, Estão vendo aquela mulher e Apelo, na Victor, e, para o Carnaval do ano seguinte, O meu prazer (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), seu primeiro sucesso. Por intermédio de Luiz Gonzaga, fez um teste na Rádio Nacional em abril de 1948, sendo aprovado por unanimidade. Estreou no programa A Canção Romântica, como convidado de Francisco Alves.

Em 1949 gravou o samba carnavalesco Um falso amor (Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Jorge Gonçalves) e, em 1951, Pra seu governo (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), na Victor. Ainda em 1950, Lúcio Alves lançou o samba Não devemos mais brigar (com Milton de Oliveira).

Como cantor, obteve outros sucessos com o bolero Senhora (versão de Lourival Faissal), e, do mesmo gênero e autor, Que será de ti, além dos sambas As aparências enganam e Castigo (ambos de Lupicínio Rodrigues).

Entre suas composições de maior êxito estão o samba Reverso (com Marino Pinto), de 1950; Tudo acabou de 1951, e, em 1952, o samba-canção Você vai (ambos com Milton de Oliveira). Outras músicas de sua autoria que tiveram sucesso foram Fui tolo, o samba-canção Talvez (com Marino Pinto) e Desfeito (com Mary Monteiro).

Em 1954, transferindo-se para a Continental, lançou Valei-me, Nossa Senhora (Paquito e Romeu Gentil) e Amor secreto (versão de Chiaroni). Gravou ainda, a pedido da direção da Continental, o Hino a Getúlio Vargas (João de Barro). Por essa época deixou de cantar, continuando, porém, a compor. Trabalha no Projeto Minerva, da Rádio MEC, no Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Gilberto Milfont

Gilberto Milfont (João Milfont Rodrigues). Cantor e compositor nasceu em Lavras da Mangabeira/CE em 7/11/1922. Cantou em público pela primeira vez aos 14 anos, convidado pelo seu tio para o programa Hora Infantil, na PRE-9, onde trabalhou, mais tarde, como diretor artístico.

Integrou também um regional com Zé Cavaquinho (José Meneses), na época em que sua voz de adolescente se assemelhava muito à de Carmen Miranda. Na fase de mudança de voz, afastou-se da carreira por dois anos, retornando para cantar no mesmo programa em que estreara.

Naquela época, os discos lançados no Rio de Janeiro demoravam muito a chegar ao Ceará e para que seu repertório não ficasse ultrapassado, por conselho de um amigo aprendeu taquigrafia. Assim, ouvindo emissoras cariocas, taquigrafava as letras, enquanto a irmã gêmea, Maninha, prestava atenção na melodia.

Com esse método, chegou a apresentar em primeira audição no Ceará, antes mesmo de sair a gravação de Orlando Silva no Rio de Janeiro, a música Atire a primeira pedra (Ataulfo Alves e Mário Lago), que só seria lançada no Carnaval de 1943.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1945, e estreou na Rádio Mayrink Veiga, quando compôs um samba que levou ao Cassino da Urca para Dick Farney ouvir. No ano seguinte, Dick Farney lançou Esquece, e ele gravou seu primeiro disco, com a orquestra do maestro Gaó na Victor, com duas canções de Joubert de Carvalho, Geremoabo e Maringá.

Também em 1946, lançou dois sambas de Claudionor Cruz e Pedro Caetano, Estão vendo aquela mulher e Apelo, na Victor, e, para o Carnaval do ano seguinte, O meu prazer (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), seu primeiro sucesso. Por intermédio de Luiz Gonzaga, fez um teste na Rádio Nacional em abril de 1948, sendo aprovado por unanimidade. Estreou no programa A Canção Romântica, como convidado de Francisco Alves.

Em 1949 gravou o samba carnavalesco Um falso amor (Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Jorge Gonçalves) e, em 1951, Pra seu governo (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), na Victor. Ainda em 1950, Lúcio Alves lançou o samba Não devemos mais brigar (com Milton de Oliveira).

Como cantor, obteve outros sucessos com o bolero Senhora (versão de Lourival Faissal), e, do mesmo gênero e autor, Que será de ti, além dos sambas As aparências enganam e Castigo (ambos de Lupicínio Rodrigues).

Entre suas composições de maior êxito estão o samba Reverso (com Marino Pinto), de 1950; Tudo acabou de 1951, e, em 1952, o samba-canção Você vai (ambos com Milton de Oliveira). Outras músicas de sua autoria que tiveram sucesso foram Fui tolo, o samba-canção Talvez (com Marino Pinto) e Desfeito (com Mary Monteiro).

Em 1954, transferindo-se para a Continental, lançou Valei-me, Nossa Senhora (Paquito e Romeu Gentil) e Amor secreto (versão de Chiaroni). Gravou ainda, a pedido da direção da Continental, o Hino a Getúlio Vargas (João de Barro). Por essa época deixou de cantar, continuando, porém, a compor. Trabalha no Projeto Minerva, da Rádio MEC, no Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.