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quinta-feira, 12 de julho de 2007

Anastácia

Anastácia (Lucinete Ferreira), cantora e compositora, nasceu no Recife, PE, em 30/5/1941. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade. Nessa época, acompanhava um cantador de cocos no bairro Macaxeira, onde ela vivia.

Iniciou a carreira no ano de 1954, cantando na Rádio Jornal do Comércio no Recife. Interpretava canções do sul do país, principalmente sucessos de Celly Campello. Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos.

Fez shows pelo interior paulista, participando da "Caravana do peru que fala", com Sílvio Santos. Em seguida apresentou-se com a dupla nordestina Venâncio e Corumba. Ganhou nessa época o nome artístico de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da gravadora Chantecler.

Gravou em 1960 seu primeiro disco, um compacto com as músicas Noivado longo, de Max Nunes, Chuleado, A Dica do Deca e Forró fiá, todas de Venâncio e Corumbá. Em 1961 gravou o primeiro LP pela Chantecler.

Em 1963, o cantor Noite Ilustrada gravou a primeira composição de Anastácia, Conselho de amigo, feita em parceria com Italúcia. Passou, em seguida, para a gravadora Continental onde gravou quatro LPs, que obtiveram sucesso especialmente no Nordeste.

Em meados da década de 60, conheceu o cantor Dominguinhos num programa de Luiz Gonzaga na extinta TV Continental no Rio de Janeiro, com quem se casou e fez parceria musical. Com Dominguinhos participou de uma caravana artística com o "Rei do baião".

Em 1969, participou com Dominguinhos do Festival de Música Regional Nordestina, promovido pela TV Bandeirantes, com as composições Um mundo de amor, que não foi classificada e De amor eu morrerei, que chegou em segundo lugar, as duas defendidas pela cantora nordestina Marinês. Com Dominguinhos compôs mais de 50 músicas.

Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco Caminho da roça, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas Minha gente, eu vou me embora, de Antônio Barros e Feira do pobre, de Onildo Almeida.

Em 1970, lançou o LP Canto do sabiá, apenas com composições próprias. No mesmo ano, gravou duas composições, De amor eu morrerei e Um mundo de amor, no LP Festival nordestino, ambas de sua autoria e Dominguinhos. Em 1971, lançou o LP Torrão de ouro.

Em 1973, Gilberto Gil gravou sua composição Eu só quero um xodó, parceria com Dominguinhos, em gravação clássica. Essa música recebeu mais de 20 regravações. O mesmo Gilberto Gil gravou com sucesso a canção Tenho sede, regravando-a em 1994 no disco Unplugged.

Em 1974, teve duas de suas músicas gravadas por duas das maiores cantoras brasileiras, Gal Costa, que regravou De amor eu morrerei e Ângela Maria que gravou Amor que não presta não serve pra mim.

Anastácia gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores nomes do forró. Outros intérpretes que gravaram composições suas foram Nana Caymmi, Cláudia Barroso, Jane Duboc, Doris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria e outros, além dos internacionais Paul Murriat, Timy Thomas e Ornela Vanoni.

Anastácia

Anastácia (Lucinete Ferreira), cantora e compositora, nasceu no Recife, PE, em 30/5/1941. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade. Nessa época, acompanhava um cantador de cocos no bairro Macaxeira, onde ela vivia.

Iniciou a carreira no ano de 1954, cantando na Rádio Jornal do Comércio no Recife. Interpretava canções do sul do país, principalmente sucessos de Celly Campello. Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos.

Fez shows pelo interior paulista, participando da "Caravana do peru que fala", com Sílvio Santos. Em seguida apresentou-se com a dupla nordestina Venâncio e Corumba. Ganhou nessa época o nome artístico de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da gravadora Chantecler.

Gravou em 1960 seu primeiro disco, um compacto com as músicas Noivado longo, de Max Nunes, Chuleado, A Dica do Deca e Forró fiá, todas de Venâncio e Corumbá. Em 1961 gravou o primeiro LP pela Chantecler.

Em 1963, o cantor Noite Ilustrada gravou a primeira composição de Anastácia, Conselho de amigo, feita em parceria com Italúcia. Passou, em seguida, para a gravadora Continental onde gravou quatro LPs, que obtiveram sucesso especialmente no Nordeste.

Em meados da década de 60, conheceu o cantor Dominguinhos num programa de Luiz Gonzaga na extinta TV Continental no Rio de Janeiro, com quem se casou e fez parceria musical. Com Dominguinhos participou de uma caravana artística com o "Rei do baião".

Em 1969, participou com Dominguinhos do Festival de Música Regional Nordestina, promovido pela TV Bandeirantes, com as composições Um mundo de amor, que não foi classificada e De amor eu morrerei, que chegou em segundo lugar, as duas defendidas pela cantora nordestina Marinês. Com Dominguinhos compôs mais de 50 músicas.

Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco Caminho da roça, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas Minha gente, eu vou me embora, de Antônio Barros e Feira do pobre, de Onildo Almeida.

Em 1970, lançou o LP Canto do sabiá, apenas com composições próprias. No mesmo ano, gravou duas composições, De amor eu morrerei e Um mundo de amor, no LP Festival nordestino, ambas de sua autoria e Dominguinhos. Em 1971, lançou o LP Torrão de ouro.

Em 1973, Gilberto Gil gravou sua composição Eu só quero um xodó, parceria com Dominguinhos, em gravação clássica. Essa música recebeu mais de 20 regravações. O mesmo Gilberto Gil gravou com sucesso a canção Tenho sede, regravando-a em 1994 no disco Unplugged.

Em 1974, teve duas de suas músicas gravadas por duas das maiores cantoras brasileiras, Gal Costa, que regravou De amor eu morrerei e Ângela Maria que gravou Amor que não presta não serve pra mim.

Anastácia gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores nomes do forró. Outros intérpretes que gravaram composições suas foram Nana Caymmi, Cláudia Barroso, Jane Duboc, Doris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria e outros, além dos internacionais Paul Murriat, Timy Thomas e Ornela Vanoni.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Lamento sertanejo

Lamento sertanejo - Gilberto Gil e Dominguinhos
Intro: Dm A7/C# Dm/C


Dm/C G/B
Por ser de lá
Bb7+ Dm
Do sertão, lá do serrado
Dm/F F#° Gm
Lá do interior do mato
C7 F7+ Cm7
Da caatinga e do roçado
F7 Bb7+
Eu quase não saio
Am Dm
Eu quase não tenho amigo
Dm/C G/B
Eu quase que não consigo
Bb7+ Am Dm
Viver na cidade sem ficar contrariado
Dm A7/C# Dm/C G/B
Por ser de lá
Bb7+ Dm
Na certa por isso mesmo
Dm/F F#° Gm
Não gosto de cama mole
C7 F7+
Não sei comer sem torresmo
Cm7 F7 Bb7+
Eu quase não falo
Am Dm
Eu quase não sei de nada
Dm/C G/B
Sou como rês desgarrada
Bb7+ Am Dm
Nessa multidão boiada caminhando à esmo

Isso aqui tá bom demais

Isso aqui tá bom demais (1985) - Chico Buarque e Dominguinhos
Refrão:


A E
Olha, isso aqui tá muito bom
B7 E
Isso aqui tá bom demais
A E
Olha, quem ta fora qué entra
B7 E
Mas quem ta dentro não sai



Verso:


Bm D G7 Fm E Bm
Vou perder me afogar no teu amor
D G7 Fm E Bm
Vou desfrutar me lambuzar deste calor
D G7 Fm E Bm
Te agarrar pra descontar minha paixão
D G7 Fm E
Aproveitar o gosto dessa animação

--> Repete música 3x

Tantas palavras

Tantas palavras - Chico Buarque e Dominguinhos
Tom: G7+
G7+               F#m7/5-         B9-/7     E13/7
Tantas palavras que eu conhecia
Bm7/5- E7 Am7 E7/5+ Am7
Só por ouvir falar, falar
F#m7/5- B9-/7 Em7+ Em7 A9/7/4
Tantas pala........vras que ela gostava
A13/7 A7/9/11+ Am9/7 D7/5+ G7+
E repeti...a só por gostar
Gm7 C9/7 Bm7
Não tinham tradução,
E7/5+ Am7 Am6 C#9+/7/11+
mas combinavam bem
F#7/5+ Bm7 Bm7/5- E13/7
Toda sessão ela virava uma atriz
Bm7 E9+/7 Am7 D9-/7 G7+
"Give me a kiss, darling", "Play it again"
D/F# G/F E7
Trocamos confissões,
A9/7 D9/7
Sons no cinema
B13/7 B7/5+ Bm7 E9+/7 Am7
Dublando as paixões
F#m7/5- B9-/7 Em7 E7/5+/9-
Movendo as bocas com palavras ocas ou fora de si
Am7 F13/7
Minha boca sem que eu compreendesse
A13/7 Eb9/7 D9/7 D9-/7 G7+
Falou c'est fini, c'est fini
F#13/7 B9/7 E7/5+/9- Am7
Tantas palavras que eu conhecia
E7/5+ Am7 E7/5+ C7+
E já não falo mais, jamais
C#m7/5- F#7/5+ Bm7 E7/5+/9- Am7
Quantas pala........vras que ela adorava
E7/5+ Am7 D13/7 G7+
Saíram de cartaz
D/F# Dm7 G7 C7+
Nós aprendemos palavras duras
E7/5+ Am7 E7/5+ C#9+/7/11+
Como dizer perdi, perdi
F#7/5+ Bm7/5- E7/5+ Am7
Palavras tontas, nossas palavras
D9-/7 G7+
Quem falou não está mais aqui

Eu só quero um xodó

Eu só quero um xodó- Anastácia e Dominguinhos
    D              Bm    F#m
Que falta eu sinto de um bem
G A7 D A7
Que falta me faz um xodó
D Bm F#m
Mas como eu não tenho ninguém
G A7 D
Eu levo a vida assim tão só

Am7 D7
Eu só quero um amor
Am7 E
Que acabe o meu sofrer
Bm Em Bm Em
Um xodó prá mim do meu jeito assim
G F#m Em A7 D
Que alegre o meu viver

D Bm F#m G A7
Am7 D7 E Em


quarta-feira, 19 de julho de 2006

Pedras que cantam

Fagner

Pedras que cantam - Dominguinhos e Fausto Nilo
Tom: D

Intr.: (G D) (D E)


D F#m
Quem é rico mora na praia
G
Mas quem trabalha nem tem
D
onde morar
Quem não chora dorme
F#m
com fome
G
Mas quem tem nome joga prata
D
no ar
G D
Ô tempo duro no ambiente
G D
Ô tempo escuro na memória
G E7
O tempo é quente e o dragão
A7
é voraz
G D
Vamos embora de repente
G D
Vamos embora sem demora
G A7
Vamos pra frente que pra trás
D
não dá mais
G C G
Pra ser feliz num lugar
C G
Pra sorrir e cantar
C G
Tanta coisa a gente inventa
A7
Mas no dia que a poesia se
D
arrebenta
G D A7 D Intr.
É que as pedras vão cantar

terça-feira, 18 de julho de 2006

Quem me levará sou eu

Fagner

Quem me levará sou eu - Manduka e Dominguinhos


Tom: C
Intro: (F Em Dm Em C) 3 vezes

F Em Am
Amigos a gente encontra
F G C
O mundo não é só aqui
F E7 Am
Repare naquela estrada
D G
Que distância nos levará
Gm C7
As coisas que eu tenho aqui
F
Na certa terei por lá
Bm7(b5) E7(b9)
Segredos de um caminhão
Am D7 G
Fronteiras por desvendar
Gm C7
Não diga que eu me perdi
F
Não mande me procurar
F#m7(b5) B7
Cidades que eu nunca vi
E A7
São casas de braços
Dm G7
a me agasalhar
C Gm C7
Passar como passam os dias
F G7
Se o calendário acabar
F G C Am
Eu faço contar o tempo outra vez
Dm G7 C
Sim, tudo outra vez a passar
F Em
Não diga que eu fiquei sozinho
Dm
Não mande alguém
Em
me acompanhar
Gm C7 F
Repare, a multidão precisa
G C
De alguém mais alto a lhe guiar
D/C
Quem me levará sou eu
Bm7(b5) E7 Am
Quem regressará sou eu
Gm C7 F
Não diga que eu não levo a guia
G7
De quem souber me
C
amar

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Gostoso demais

Gostoso demais - Dominguinhos e Nando Cordel
Intro
_
4/4 : F7/Eb : Dm Bb : Em/G A7 :
Dm : Dm Dm/C : G/B G :G : C :

F C/E C Dm
To com saudade de tu meu desejo
A7 Bb
To com saudade do beijo e do mel
F
Do teu olhar carinhoso,
Dm G/B G C
teu abraço gostoso de passear no teu céu
F C/E C Dm
É tão dificil ficar sem você
A7 Bb
O seu amor é gostoso demais
F
Seu beijo me dá prazer
Dm G
Eu quando estou com você,
C F F7/Eb
estou nos braços da paz
Dm Bb F
Pensamento viaje vai buscar
F7/Eb Dm Bb Em/G
Meu bem querer não dá pra ser
A7 Dm Dm/C G/B G C
Feliz assim tem dó de mim o que que eu posso fazer

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Só quero um xodó

Na retomada da carreira, após o exílio londrino, Gilberto Gil incluiria em seu repertório algumas músicas de autores nordestinos cultuados pelo gosto popular. Gravaria assim o excelente “Só Quero um Xodó”, de Dominguinhos e Anastácia, xote que o traria de volta aos primeiros postos das paradas de sucesso, depois de quatro anos.

Esta composição nasceu em plena Rua Amaral Gurgel em São Paulo, quando, caminhando com a sua então mulher Anastácia Dominguinhos começou a assoviar uma melodia que lhe veio à cabeça. Ao chegarem em casa, só estava faltando a letra que Anastácia escreveu em poucos minutos: “Que falta eu sinto de um bem / que falta me faz um xodó / mas como eu não tenho ninguém / eu levo a vida assim tão só...”

Então, “Só Quero um Xodó” foi gravado pela cantora nordestina Marinês, com a introdução definitiva, composta no estúdio, mas com o andamento apressado de um arrasta-pé. Descoberto por Gil nos ensaios para o show do Midem, em Cannes, em que cantou com Gal e Dominguinhos, “Só Quero um Xodó” seria por ele relançado num ritmo de xote, mais lento, com sua voz cantando na introdução, junto à sanfona, sílabas semelhantes a sons de idiomas africanos (asá-cá-rá-iê...). As repetições dessa introdução como um interlúdio, após cada volta, produziram um efeito original e atraente, valorizado pelas melodiosas intervenções da sanfona de Dominguinhos.

Na verdade, Gil fez render ao máximo a simplicidade rústica da composição, com sua habitual competência para entender e enriquecer músicas alheias (do que também é exemplo “Não Chore Mais {No Woman, No Cry}”, em 1979).

Editado num compacto, juntamente com o samba “Meio-de-Campo”, dedicado ao jogador Afonsinho, “Só Quero um Xodó” alcançaria o sucesso três meses depois, quando passou a ser a “música de trabalho” nas emissoras de rádio. No mesmo clima, Gilberto Gil gravaria “Tenho Sede” (Dominguinhos e Anastácia) e “Lamento Sertanejo” (letra sua sobre melodia de Dominguinhos feita em 1967), faixas do álbum Refazenda, em 1975 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jaime Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Só quero um xodó (1973) - Dominguinhos e Anastácia

    D              Bm    F#m
Que falta eu sinto de um bem
G A7 D A7
Que falta me faz um xodó
D Bm F#m
Mas como eu não tenho ninguém
G A7 D
Eu levo a vida assim tão só

Am7 D7
Eu só quero um amor
Am7 E
Que acabe o meu sofrer
Bm Em Bm Em
Um xodó prá mim do meu jeito assim
G F#m Em A7 D
Que alegre o meu viver
D Bm F#m G A7
Am7 D7 E Em

quarta-feira, 19 de abril de 2006

De Volta pro Aconchego

Avesso a viagens de avião, Dominguinhos é um dos artistas que mais tempo passa nas estradas, a fim de cumprir sua alentada agenda de shows de norte a sul no país. Tão prolongadas ausências o levariam a compor uma música inspirada no prazer do retorno ao lar, dos reencontros com a mulher e a filha.

Assim, orientou o parceiro Nando Cordel a fazer uma letra nesse sentido, enviando em seguida a composição, um baião, numa fita para Elba Ramalho, que escolhia repertório para o seu próximo disco. No entanto, a cantora reprovou a composição, por ter andamento rápido, ao mesmo tempo em que convidava Dominguinhos a participar do disco.

Já no estúdio, ele retornou ao assunto, mostrando-lhe “De Volta pro Aconchego”, desta vez transformada numa canção lenta. “É desse jeito que eu queria”, entusiasmou-se Elba, ao que o compositor retrucou: “mas esta é a música da fita...” Imediatamente, Dori Caymmi fez o arranjo de base, a sessão rítmica que é registrada em primeiro lugar, e “De Volta pro Aconchego” foi gravada no elepê Fogo na mistura.

Nesta gravação, Elba canta emocionada, acompanhada pelo violão de Dori e a sanfona de Dominguinhos: “Estou de volta pro meu aconchego / trazendo na mala bastante saudade / querendo um sorriso sincero, um abraço / para aliviar meu cansaço / e toda essa minha vontade...”

Com o sucesso da novela “Roque Santeiro”, o maior do ano em matéria de televisão, a canção, incluída em sua trilha sonora, invadiu as paradas radiofônicas, permanecendo nas primeiras colocações por todo o tempo em que telenovela foi exibida. Detalhe: como a melodia não resolve na tônica, enseja uma coda instrumental que acabou por servir de fundo musical aos aplausos do público, sempre que a música é cantada nos shows de Elba (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

De volta pro aconchego (1985) - Dominguinhos e Nando Cordel

  G6               Am7     Bm7     C/D
Estou de volta pro meu aconchego
G6 D/E E7/9 Am7/9 E7/9-
Trazendo na mala bastan...te saudade
Am7/9 E7/9-
Querendo um sorriso sincero,
Am7/9 E7/9- C/D
Um abraço para aliviar meu cansaço
D/C Bm7 Em7 C/D D7/9-
E toda essa minha vontade

G6/9 Am7 Bm7 C/D
Que bom poder estar contigo de novo
G6/9 F/G G7/9 C6/9 E7/9-
Roçando teu corpo e beijan...do você
Am7/9 D/C Bm7/5-
Pra mim tu és a estrela mais linda
Em7/9 Am7/9
Teus olhos me prendem e fascinam
C/D Em7 E7/9-
A paz que eu gosto de ter

Am7/9 C/D D/C Bm7 E7/9-
É duro ficar sem você vez em quando
Am7/9 F#m7 B7/9- Em7/9 E7/9-
Parece que falta um peda...ço de mim
Am7/9 C/D G6/9
Me alegro na hora de regressar
F/G G7/9 C6/9 E7/9- A7/13
Parece que vou mergulhar na felicidade sem fim
A7/5+ C/D D7/9- G6/9


G6Am7Bm7C/DD/E
E7/9Am7/9E7/9-D/CEm7
D7/9-G6/9F/GG7/9C6/9
Bm7/5-Em7/9F#m7B7/9-A7/13
A7/5+

terça-feira, 11 de abril de 2006

Dominguinhos

Dominguinhos (José Domingos de Morais), instrumentista e compositor, nasceu em Garanhuns PE, em 12/2/1941. Aos seis anos, com seus irmãos Morais (pianista) e Valdo (acordeonista), já tocava sanfona de oito baixos nas portas dos hotéis e nas feiras de Garanhuns, Caruaru PE e municípios vizinhos.

Aos sete anos, foi ouvido por Luiz Gonzaga, que lhe deu seu endereço no Rio de Janeiro RJ. Seis anos depois, indo morar com o pai e o irmão mais velho no subúrbio carioca de Nilópolis (onde aos sábados participava de forrós), resolveu procurar Luís Gonzaga e ganhou dele uma sanfona.

Formou, em 1957, um trio, com Borborema e Miudinho, e pouco depois precisou aprender os ritmos da moda, como boleros e sambas-canções (pois só sabia baião), para se apresentar com o irmão Morais num cassino em Vitória ES. De volta ao Rio de Janeiro, tocou na gafieira Cedo Feita, na Churrascaria Gaúcha, na boate Balalaica e no Dancing Brasil, onde formou o grupo Nenê e seu Conjunto (Nenê foi seu primeiro apelido).

Em 1967, apresentava-se na Rádio Nacional, sendo convidado por Pedro Sertanejo para gravar pela etiqueta Cantagalo seu primeiro LP (gravaria a seguir mais sete LPs de forró nessa etiqueta). Formou, em 1968, uma dupla com a compositora e cantora Anastácia e, em 1972, tocou pela primeira vez em teatro, no show de Luís Gonzaga Luís Gonzaga volta pra curtir, apresentado no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, no qual se destacou. No ano seguinte fez parte do grupo que se apresentou com Gal Costa no MIDEM, em Cannes, França, acompanhando, na volta, a cantora no seu show Índia.

Um de seus maiores sucessos como compositor foi Eu só quero um xodó (com Anastácia), gravado por Gilberto Gil, em 1974, ano em que participou do show A feira, com o Quinteto Violado. Tomou parte ainda em vários espetáculos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1980 apresentou-se no II Festival Internacional de Jazz, em São Paulo SP e, no ano seguinte, teve presença destacada no programa Som Brasil, da TV Globo.

Em 1984 sua música Tantas palavras, parceria com Chico Buarque, foi gravada por Chico no álbum Chico Buarque, com sucesso. As vendas de seus discos cresceram, em meados da década de 1980, puxadas por dois sucessos, ambos com Nando Cordel: a romântica De volta pro aconchego, gravada por Elba Ramalho, e o forró Isso aqui tá bom demais, que ele gravou com Chico Buarque. As duas versões foram incluídas na trilha sonora da novela Roque Santeiro, da TV Globo. Nesse ano, acompanhou Toquinho no show Canta Brasil, no Teatro Sistina, de Roma, Itália.

Em 1993 criou o projeto Asa Branca, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, levando shows gratuitos às praças públicas, nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins etc. Lançou em 1997 o CD Dominguinhos e convidados cantam Luís Gonzaga (2 CDs, Velas) e participou da trilha sonora do filme O cangaceiro, de Aníbal Massaine Filho, lançada em CD pela RCA/BMG. Nesse ano a Editora Globo lançou Dominguinhos (CD e fascículo), no 34 da coleção MPB Compositores.

Entre outros intérpretes de suas músicas, destacam-se Maria Betânia, com Lamento sertanejo (com Gilberto Gil); Fagner, com Quem me levará sou eu (com Manduka); e sua parceira e esposa Guadalupe (Maria de Guadalupe Vieira Mendonça), com Esse mato, essa terra, incluída na trilha sonora do filme Aventuras de um paraíba, de Marco Altberg (1985). Em 1997 compôs a trilha de O cangaceiro, filme de Aníbal Massaini Neto.

Músicas cifradas de Dominguinhos:

De volta pro aconchego, Eu só quero um xodó, Gostoso demais, Isso aqui tá bom demais, Lamento sertanejo, Quem me levará sou eu, Tantas palavras.

Veja também:

Angelino de Oliveira / Cascatinha e Inhana / Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga / Pedro Raimundo / Raul Torres / Regional, Cifras de música / Regional ou Sertaneja, A música / Teixeirinha / Tonico e Tinoco / Zé Dantas.

Dominguinhos

Dominguinhos (José Domingos de Morais), instrumentista e compositor, nasceu em Garanhuns PE, em 12/2/1941. Aos seis anos, com seus irmãos Morais (pianista) e Valdo (acordeonista), já tocava sanfona de oito baixos nas portas dos hotéis e nas feiras de Garanhuns, Caruaru PE e municípios vizinhos.

Aos sete anos, foi ouvido por Luiz Gonzaga, que lhe deu seu endereço no Rio de Janeiro RJ. Seis anos depois, indo morar com o pai e o irmão mais velho no subúrbio carioca de Nilópolis (onde aos sábados participava de forrós), resolveu procurar Luís Gonzaga e ganhou dele uma sanfona.

Formou, em 1957, um trio, com Borborema e Miudinho, e pouco depois precisou aprender os ritmos da moda, como boleros e sambas-canções (pois só sabia baião), para se apresentar com o irmão Morais num cassino em Vitória ES. De volta ao Rio de Janeiro, tocou na gafieira Cedo Feita, na Churrascaria Gaúcha, na boate Balalaica e no Dancing Brasil, onde formou o grupo Nenê e seu Conjunto (Nenê foi seu primeiro apelido).

Em 1967, apresentava-se na Rádio Nacional, sendo convidado por Pedro Sertanejo para gravar pela etiqueta Cantagalo seu primeiro LP (gravaria a seguir mais sete LPs de forró nessa etiqueta). Formou, em 1968, uma dupla com a compositora e cantora Anastácia e, em 1972, tocou pela primeira vez em teatro, no show de Luís Gonzaga Luís Gonzaga volta pra curtir, apresentado no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, no qual se destacou. No ano seguinte fez parte do grupo que se apresentou com Gal Costa no MIDEM, em Cannes, França, acompanhando, na volta, a cantora no seu show Índia.

Um de seus maiores sucessos como compositor foi Eu só quero um xodó (com Anastácia), gravado por Gilberto Gil, em 1974, ano em que participou do show A feira, com o Quinteto Violado. Tomou parte ainda em vários espetáculos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1980 apresentou-se no II Festival Internacional de Jazz, em São Paulo SP e, no ano seguinte, teve presença destacada no programa Som Brasil, da TV Globo.

Em 1984 sua música Tantas palavras, parceria com Chico Buarque, foi gravada por Chico no álbum Chico Buarque, com sucesso. As vendas de seus discos cresceram, em meados da década de 1980, puxadas por dois sucessos, ambos com Nando Cordel: a romântica De volta pro aconchego, gravada por Elba Ramalho, e o forró Isso aqui tá bom demais, que ele gravou com Chico Buarque. As duas versões foram incluídas na trilha sonora da novela Roque Santeiro, da TV Globo. Nesse ano, acompanhou Toquinho no show Canta Brasil, no Teatro Sistina, de Roma, Itália.

Em 1993 criou o projeto Asa Branca, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, levando shows gratuitos às praças públicas, nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins etc. Lançou em 1997 o CD Dominguinhos e convidados cantam Luís Gonzaga (2 CDs, Velas) e participou da trilha sonora do filme O cangaceiro, de Aníbal Massaine Filho, lançada em CD pela RCA/BMG. Nesse ano a Editora Globo lançou Dominguinhos (CD e fascículo), no 34 da coleção MPB Compositores.

Entre outros intérpretes de suas músicas, destacam-se Maria Betânia, com Lamento sertanejo (com Gilberto Gil); Fagner, com Quem me levará sou eu (com Manduka); e sua parceira e esposa Guadalupe (Maria de Guadalupe Vieira Mendonça), com Esse mato, essa terra, incluída na trilha sonora do filme Aventuras de um paraíba, de Marco Altberg (1985). Em 1997 compôs a trilha de O cangaceiro, filme de Aníbal Massaini Neto.

Músicas cifradas de Dominguinhos:

De volta pro aconchego, Eu só quero um xodó, Gostoso demais, Isso aqui tá bom demais, Lamento sertanejo, Quem me levará sou eu, Tantas palavras.

Veja também:

Angelino de Oliveira / Cascatinha e Inhana / Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga / Pedro Raimundo / Raul Torres / Regional, Cifras de música / Regional ou Sertaneja, A música / Teixeirinha / Tonico e Tinoco / Zé Dantas.