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domingo, 19 de setembro de 2010

Triste Carnaval

Canhoto
Triste carnaval (valsa, 1922) - Canhoto (Américo Jacomino) e Arlindo Leal

Disco: Seresteiro da Saudade Vol. 5  /  Roberto Fioravante com Conjunto Serenata e Côro / Chantecler - CMG - 2.218   / Hi-Fi - 1962  / Faixa 13 - Triste Carnaval ( Valsa) - (Américo Jacomino "Canhoto" - Arlindo Leal)


Por tua causa Colombina
Tive um triste Carnaval
E o ciúme que me alucina
Roubou-me a calma afinal

E, em sonho, meu amor
Tu não soubeste guardar
E um ousado sedutor
Pode teus lábios beijar

Por capricho, por loucura
Num delírio de ternura
Tu cedeste ao meu rival
O teu amor ideal
O teu amor ideal!

No meu delirar, Colombina
Que a outro sorrias
E que sem corar, ò libertina
Teus beijos vendias

Depois, com horror
Vi meu rival teus carinhos gozar
E esse infame traidor
Sorridente alcançar teu amor!

Triste Carnaval

Canhoto
Triste carnaval (valsa, 1922) - Canhoto (Américo Jacomino) e Arlindo Leal

Disco: Seresteiro da Saudade Vol. 5  /  Roberto Fioravante com Conjunto Serenata e Côro / Chantecler - CMG - 2.218   / Hi-Fi - 1962  / Faixa 13 - Triste Carnaval ( Valsa) - (Américo Jacomino "Canhoto" - Arlindo Leal)


Por tua causa Colombina
Tive um triste Carnaval
E o ciúme que me alucina
Roubou-me a calma afinal

E, em sonho, meu amor
Tu não soubeste guardar
E um ousado sedutor
Pode teus lábios beijar

Por capricho, por loucura
Num delírio de ternura
Tu cedeste ao meu rival
O teu amor ideal
O teu amor ideal!

No meu delirar, Colombina
Que a outro sorrias
E que sem corar, ò libertina
Teus beijos vendias

Depois, com horror
Vi meu rival teus carinhos gozar
E esse infame traidor
Sorridente alcançar teu amor!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nhá Maruca foi s'imbora

Américo Jacobino
Nhá Maruca foi s'imbora (catira, 1918), Canhoto (Américo Jacomino)

O lendário violonista Canhoto lança “Nhá Maruca Foi S'Imbora”, uma canção que traz consigo grande semelhança com “Vamo Maruca, Vamo”.

Título da música: Nhá maruca foi s'imbora / Gênero musical: Catira / Intérprete: Grupo O Passos no Choro / Compositor: Canhoto / Gravadora Odeon / Número do Álbum 121514 / Data de Gravação 1915-1921 / Data de Lançamento 1915-1921 / Lado indefinido / Acervo José Ramos Tinhorão / Rotações Disco 76 rpm:

Nhá Maruca foi s'imbora

Américo Jacobino
Nhá Maruca foi s'imbora (catira, 1918), Canhoto (Américo Jacomino)

O lendário violonista Canhoto lança “Nhá Maruca Foi S'Imbora”, uma canção que traz consigo grande semelhança com “Vamo Maruca, Vamo”.

Título da música: Nhá maruca foi s'imbora / Gênero musical: Catira / Intérprete: Grupo O Passos no Choro / Compositor: Canhoto / Gravadora Odeon / Número do Álbum 121514 / Data de Gravação 1915-1921 / Data de Lançamento 1915-1921 / Lado indefinido / Acervo José Ramos Tinhorão / Rotações Disco 76 rpm:

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Armandinho

Armandinho (Armando Neves), instrumentista e compositor, nasceu em Campinas-SP (28/11/1902) e faleceu em São Paulo-SP (12/10/1976). Freqüentava na infância a casa do professor de violino Antônio Paula de Sousa, e já tocava violão, de ouvido, pois nunca aprendeu a ler e escrever uma nota musical. Quem transcrevia suas composições para o papel era o seu professor.

Foi jogador de futebol até 1919, depois boiadeiro pelo interior de São Paulo. Aos 21 anos transferiu-se para São Paulo, estudando violão com os irmãos José e Joaquim Matoso e em 1926 com Larosa Sobrinho, com quem ingressou na Rádio educadora Paulista (hoje Gazeta), organizando o primeiro Conjunto Regional de São Paulo. No final do ano seguinte, entrou para o conjunto Os Turunas Paulistas, de Canhoto, considerado o melhor violonista da época. 

Com a morte de Canhoto, em 1928, ingressou na então inaugurada Rádio Record, organizando o primeiro regional dessa emissora, do qual seria chefe durante 30 anos. Em 1930 tocou para o violonista paraguaio Agustín Barrios e, nesse mesmo ano, gravou dois discos para a Parlophon, com Larosa Sobrinho.
Especializado em acompanhamento ao violão, fez somente uma gravação de solo, num disco 78 rpm, de propriedade particular, com o selo Decelith, em 1938. Funcionário público da Secretaria de Estado e Saúde Pública aposentou-se em 1955. 

Suas composições foram gravadas por Garoto, José Menezes, Aimoré, Antônio Rago e Geraldo Ribeiro, entre outros. Seu choro Mafuá foi gravado por José Meneses na Sinter, em 1957. Essa mesma música foi gravada por Aimoré em janeiro de 1966. Em abril de 1966, Antônio Rago gravou Maxixe. Em 1970, Geraldo Ribeiro incluiu algumas músicas suas no LP Geraldo Ribeiro, na Fermata. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Paraguassu

Paraguassu (Roque Ricciardi) nasceu em 25/5/1894 na cidade de São Paulo/SP e faleceu em 5/1/1976 na mesma cidade. Seus pais, italianos tinham seis filhos. Ele seria o terceiro da escadinha e o primeiro a nascer no Brasil.

O falecimento de seu pai, dono de armazém e ferraria, abalaria a tranqüila vida familiar e eis o menino Roque encaminhado ao trabalho, como tipógrafo, por pouco tempo, e como seleiro, por muitos anos, chegando a mestre no ofício. Desde criança empolgava-se ele com a música e, ainda imberbe, após o trabalho, já se apresentava em cafés-cantantes, em serestas e nas rodas boêmias, de violão em punho.

Na virada do século, São Paulo era "uma cidade italiana", mas ele, mesmo falando perfeitamente o italiano e conhecendo as canções da terra de seus pais, só cantava modinhas brasileiras. Em 1908, o grande Eduardo das Neves, em temporada paulistana, teve a oportunidade de ouvi-lo no Café Donato e o convidou para participar do espetáculo que daria. Foi uma data inesquecível para o menino de 14 anos.

Contava Paraguassu que, em 1912, fez suas primeiras gravações, para o selo Phoenix, em São Paulo, mas esses discos, entretanto não têm sido localizados por nenhum colecionador. Comprovadamente, gravou na Casa Edison, em 1926/27, um total de sete discos com 14 músicas, ainda no sistema acústico ou mecânico.

Em 1923, inaugurada a Radio Educadora Paulista, foi o primeiro artista contratado da emissora. Três anos mais tarde, acusado de plagiar a valsa A pequenina cruz do teu rosário (1), de Fetinga e Fernando Weyne, submeteu-se a uma ação judicial que repercutiu por todo o país, comprovando-se o plágio que havia sido por ele gravado como Cruz do rosário, na Odeon.

Tinha por companheiros Alberto Marino e Canhoto, o qual conhecera "em plena rua, numa seresta". Em 1927, grava dois discos com duas músicas na Odeon, no início do processo elétrico de gravações. Em 1929, é convidado para formar no elenco da novel Colúmbia, São Paulo, sob a direção artística do maestro Gaó, um rapaz de 20 anos.

Paraguassu, embora na casa dos 34 anos, já representava a "velha guarda". Até esse momento, tinha aparecido nos seus discos como Roque Ricciardi. Cansado de ser chamado de Italianinho do Brás, escolhe ser "o Paraguassu", fazendo questão sempre dos dois "ss": "Aos poucos notei que aquele Italianinho do Brás ganhara um sentido pejorativo e resolvi adotar um nome brasileiro. Recordando nossos episódios históricos, lembrei-me dos índios Caramuru e Paraguassu e escolhi este último, que aliás não era índio, era índia".

Paraguassu, após os citados discos na Odeon, permaneceria na Colúmbia de 1929 a 1937, tendo nesse período gravado 77 discos com 146 músicas. Foi a sua fase áurea. Suas gravações, em seguida, iriam se espaçar cada vez mais: na R.C.A. Victor (1938), Odeon (1938), Colúmbia (1939 e 1942), Continental (1945 a 1949). Todamérica (1953) e Chantecler (1960), numa soma geral, de 101 discos com 192 músicas, em 78 rpm. Gravaria ainda Lps. comemorativos, em 1958 e 1969.

Músicas no site

Mágoas, Perdão, Emília.

Músicas no playlist


01 - Madalena (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassú / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122939 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 02 - Lua de fulgores (modinha) - Paraguassu (É Lua branca de Chiquinha Gonzaga / Intérprete: Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122938 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 78 rpm; 03 - Cruz do rosário (1: o plágio) (modinha) - Salvator Ferranti / Intérprete: Paraguassú / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122936 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 04 - Feche a porta e leve a chave (sambinha) - Canhoto / Interpretação: Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122937 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 05 - Morrer de amor (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123194 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 06 - Máguas (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassú / Compositor: Pontes, A / Gravadora Odeon / Álbum 123195 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 07 - Primeiras rosas (valsa) - Intérprete: Paraguassu / Compositores: Canhoto e Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123242 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 08 - Segredos d'alma - (valsa) - Perez Limonilarie e Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123242 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 09 - Amor que finda (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Compositor: Portaro, J / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123197 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / lado indefinido / Disco 76 rpm; 10 - Como te amei (modinha)- Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123215 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 11 - Como esquecer-te (modinha) - Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123214 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 12 - Ingrato amor (seresta) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123196 / Gravação 00/1926 / Lançamento 00/1926 / Lado único / Disco 78 rpm...(em construção...).

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias.

Paraguassu

Paraguassu (Roque Ricciardi) nasceu em 25/5/1894 na cidade de São Paulo/SP e faleceu em 5/1/1976 na mesma cidade. Seus pais, italianos tinham seis filhos. Ele seria o terceiro da escadinha e o primeiro a nascer no Brasil.

O falecimento de seu pai, dono de armazém e ferraria, abalaria a tranqüila vida familiar e eis o menino Roque encaminhado ao trabalho, como tipógrafo, por pouco tempo, e como seleiro, por muitos anos, chegando a mestre no ofício. Desde criança empolgava-se ele com a música e, ainda imberbe, após o trabalho, já se apresentava em cafés-cantantes, em serestas e nas rodas boêmias, de violão em punho.

Na virada do século, São Paulo era "uma cidade italiana", mas ele, mesmo falando perfeitamente o italiano e conhecendo as canções da terra de seus pais, só cantava modinhas brasileiras. Em 1908, o grande Eduardo das Neves, em temporada paulistana, teve a oportunidade de ouvi-lo no Café Donato e o convidou para participar do espetáculo que daria. Foi uma data inesquecível para o menino de 14 anos.

Contava Paraguassu que, em 1912, fez suas primeiras gravações, para o selo Phoenix, em São Paulo, mas esses discos, entretanto não têm sido localizados por nenhum colecionador. Comprovadamente, gravou na Casa Edison, em 1926/27, um total de sete discos com 14 músicas, ainda no sistema acústico ou mecânico.

Em 1923, inaugurada a Radio Educadora Paulista, foi o primeiro artista contratado da emissora. Três anos mais tarde, acusado de plagiar a valsa A pequenina cruz do teu rosário (1), de Fetinga e Fernando Weyne, submeteu-se a uma ação judicial que repercutiu por todo o país, comprovando-se o plágio que havia sido por ele gravado como Cruz do rosário, na Odeon.

Tinha por companheiros Alberto Marino e Canhoto, o qual conhecera "em plena rua, numa seresta". Em 1927, grava dois discos com duas músicas na Odeon, no início do processo elétrico de gravações. Em 1929, é convidado para formar no elenco da novel Colúmbia, São Paulo, sob a direção artística do maestro Gaó, um rapaz de 20 anos.

Paraguassu, embora na casa dos 34 anos, já representava a "velha guarda". Até esse momento, tinha aparecido nos seus discos como Roque Ricciardi. Cansado de ser chamado de Italianinho do Brás, escolhe ser "o Paraguassu", fazendo questão sempre dos dois "ss": "Aos poucos notei que aquele Italianinho do Brás ganhara um sentido pejorativo e resolvi adotar um nome brasileiro. Recordando nossos episódios históricos, lembrei-me dos índios Caramuru e Paraguassu e escolhi este último, que aliás não era índio, era índia".

Paraguassu, após os citados discos na Odeon, permaneceria na Colúmbia de 1929 a 1937, tendo nesse período gravado 77 discos com 146 músicas. Foi a sua fase áurea. Suas gravações, em seguida, iriam se espaçar cada vez mais: na R.C.A. Victor (1938), Odeon (1938), Colúmbia (1939 e 1942), Continental (1945 a 1949). Todamérica (1953) e Chantecler (1960), numa soma geral, de 101 discos com 192 músicas, em 78 rpm. Gravaria ainda Lps. comemorativos, em 1958 e 1969.

Músicas no site

Mágoas, Perdão, Emília.

Músicas no playlist


01 - Madalena (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassú / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122939 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 02 - Lua de fulgores (modinha) - Paraguassu (É Lua branca de Chiquinha Gonzaga / Intérprete: Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122938 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 78 rpm; 03 - Cruz do rosário (1: o plágio) (modinha) - Salvator Ferranti / Intérprete: Paraguassú / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122936 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 04 - Feche a porta e leve a chave (sambinha) - Canhoto / Interpretação: Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122937 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 05 - Morrer de amor (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123194 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 06 - Máguas (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassú / Compositor: Pontes, A / Gravadora Odeon / Álbum 123195 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 07 - Primeiras rosas (valsa) - Intérprete: Paraguassu / Compositores: Canhoto e Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123242 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 08 - Segredos d'alma - (valsa) - Perez Limonilarie e Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123242 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm; 09 - Amor que finda (modinha) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Compositor: Portaro, J / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123197 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / lado indefinido / Disco 76 rpm; 10 - Como te amei (modinha)- Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123215 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 11 - Como esquecer-te (modinha) - Paraguassu / Acompanhamento: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123214 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 12 - Ingrato amor (seresta) - Paraguassu / Intérprete: Paraguassu / Gravadora Odeon / Álbum 123196 / Gravação 00/1926 / Lançamento 00/1926 / Lado único / Disco 78 rpm...(falta um monte de músicas ainda...).

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Abismo de rosas

Canhoto (primeiro da direita) com amigos.
O grande violonista Canhoto tinha apenas 16 anos quando compôs "Abismo de Rosas", em 1905. A composição era um desabafo a uma decepção amorosa, pois o autor acabara de ser abandonado pela namorada, filha de um escravo. Canhoto realizou três gravações desta valsa: a primeira, com o nome de "Acordes do Violão", lançada no disco Odeon número 121249, em meados de 1916; a segunda, já como "Abismo de Rosas", no disco Odeon 122932, em 1925; e, finalmente, a terceira no disco Odeon 10021- a que fazia parte do suplemento de agosto de 1927, um dos primeiros da era da gravação elétrica no Brasil.


Garoto (solo violão)
Ressalta nesta terceira gravação seu vibrato característico e inigualável, que ele tirava de um violão de corpo mais fino com braço não muito rígido. Peça obrigatória no repertório de nossos violonistas - de Dilermando Reis a Baden Powell -, "Abismo de Rosas" é considerada o hino nacional do violão brasileiro pelo professor Ronoel Simões, uma autoridade no assunto.

Abismo de rosas (valsa, 1925) - Canhoto/Letra de João do Sul

Ao amor em vão fugir / Procurei / Pois tu
Breve me fizeste ouvir / Tua voz, mentira deliciosa
E hoje é meu ideal / Um abismo de rosas
Onde a sonhar / Eu devo, enfim, sofrer e amar !

Mas hoje que importa / Se tu'alma é fria
Meu coração se conforta / Na tua própria agonia
Se há no meu rosto / Um rir de ventura
Que importa / o mudo desgosto
De minha dor assim, / Sem fim

Se minha esperança / O que não se alcança
Sonhou buscar / Devo calar
Hoje, meu sofrer / E jamais dele te dizer
O amor se é puro / Suporta obscuro
Quase a sorrir / A dor de ver,
A mais linda ilusão morrer.

Humilde, bem vês que vou,/ A teus pés levar,
Meu coração que jurou,/ Sempre ser, amigo e dedicado,
Tenha, embora, que viver, / Neste sonho enganado,
Jamais direi, / Que assim vivi, porque te amei !

Abismo de rosas

Canhoto (primeiro da direita) com amigos.
O grande violonista Canhoto tinha apenas 16 anos quando compôs "Abismo de Rosas", em 1905. A composição era um desabafo a uma decepção amorosa, pois o autor acabara de ser abandonado pela namorada, filha de um escravo. Canhoto realizou três gravações desta valsa: a primeira, com o nome de "Acordes do Violão", lançada no disco Odeon número 121249, em meados de 1916; a segunda, já como "Abismo de Rosas", no disco Odeon 122932, em 1925; e, finalmente, a terceira no disco Odeon 10021- a que fazia parte do suplemento de agosto de 1927, um dos primeiros da era da gravação elétrica no Brasil.

Garoto (solo violão)
Ressalta nesta terceira gravação seu vibrato característico e inigualável, que ele tirava de um violão de corpo mais fino com braço não muito rígido. Peça obrigatória no repertório de nossos violonistas - de Dilermando Reis a Baden Powell -, "Abismo de Rosas" é considerada o hino nacional do violão brasileiro pelo professor Ronoel Simões, uma autoridade no assunto.

Abismo de rosas (valsa, 1925) - Canhoto/Letra de João do Sul

Ao amor em vão fugir / Procurei / Pois tu
Breve me fizeste ouvir / Tua voz, mentira deliciosa
E hoje é meu ideal / Um abismo de rosas
Onde a sonhar / Eu devo, enfim, sofrer e amar !

Mas hoje que importa / Se tu'alma é fria
Meu coração se conforta / Na tua própria agonia
Se há no meu rosto / Um rir de ventura
Que importa / o mudo desgosto
De minha dor assim, / Sem fim

Se minha esperança / O que não se alcança
Sonhou buscar / Devo calar
Hoje, meu sofrer / E jamais dele te dizer
O amor se é puro / Suporta obscuro
Quase a sorrir / A dor de ver,
A mais linda ilusão morrer.

Humilde, bem vês que vou,/ A teus pés levar,
Meu coração que jurou,/ Sempre ser, amigo e dedicado,
Tenha, embora, que viver, / Neste sonho enganado,
Jamais direi, / Que assim vivi, porque te amei !

quinta-feira, 30 de março de 2006

Canhoto

Américo Jacomino, o Canhoto, conhecido também como Canhoto do Violão, compositor e instrumentista, nasceu na rua do Carmo, em São Paulo, em fevereiro de 1889 e faleceu no dia 7 de setembro de 1928. Filho de imigrantes napolitanos, nunca freqüentou escola, tendo aprendido a ler e a escrever em casa, com o pai e o irmão mais velho, Ernesto, que tocava violão e bandolim.

Desde garoto interessou-se por violão, que ele tocava, mesmo sem inverter as cordas, na posição de canhoto, o que deu origem a seu nome artístico. Aos 16 anos começou sozinho a aprender cavaquinho, época em que já tocava em serenatas. Ao mesmo tempo arranjou emprego de pintor de painéis, chegando a fazer pinturas murais em casas elegantes de São Paulo.

Em 1907, durante uma serenata no bairro da Mooca, conheceu o cantor Paraguaçú, com quem começou a apresentar-se em cinemas, ganhando 5 mil-réis por noite. Assim, tocou no Cinema Bresser, da Rua Bresser (Brás), no Cine Brás Bijou, da Avenida Rangel Pestana, e no Éden-Teatro, da Rua Mauá, apresentando-se também em circos e restaurantes. Em 1913, já conhecido na capital paulista como bom violonista, gravou pela primeira vez, na Odeon, na série 120.000, a valsa Belo Horizonte, a polca Pisando na mala, o dobrado Campos Sales e a mazurca Devaneio.

Em 1916 gravou suas valsas Beijos e lágrimas e Acordes do violão, primeiro título de Abismo de rosas, peça clássica do violão brasileiro. Em 1918 gravou os tangos Madrugando e Recordações de Cotinha. Na época da Primeira Guerra Mundial, compôs a Marcha triunfal brasileira e, em 1919, foi convidado, com uma garota de dez anos, Abigail Gonçalves (mais tarde a cantora lírica Abigail Alessio), a formar um trio com Viterbo Azevedo, para apresentações teatrais, em que Viterbo encarnaria o Jeca Tatu, famoso personagem de Monteiro Lobato. No mesmo ano o Trio Viterbo-Abigail-Canhoto estreou em São Paulo e em seguida excursionou por cidades do interior mas teve sua carreira interrompida em Poços de Caldas MG, onde Viterbo foi assassinado. Em dezembro foi para o Rio de Janeiro, dando um recital de violão no Teatro Lírico.

De volta a São Paulo em 1920, iniciou a produção de músicas carnavalescas, embora continuasse a compor outros gêneros. Lançou, para o Carnaval daquele ano, Ai, Balbina e no ano seguinte Já se acabô (ambas com Arlindo Leal). Ainda em 1922 deu um recital no Cinema São José, em Itapetininga SP Na ocasião, conheceu Maria Vieira de Morais, filha de um político local, e casou com ela no dia 22 de setembro do mesmo ano, tendo no cartório se declarado italiano. Instalou-se em São Paulo, onde abriu loja de instrumentos musicais.

Em 1923, ao lado de Paraguaçu, foi um dos pioneiros da Rádio Educadora Paulista, primeira emissora do Estado. Em 1925 gravou a Marcha triunfal brasileira e regravou Abismo de rosas. Ainda em 1925, em Avaré SP, onde dera um recital, conheceu Joubert de Carvalho, que na época estudava medicina no Rio de Janeiro, tornando-se seu amigo. Pouco depois, Joubert dedicou-lhe uma canção, Os teus olhos. Um ano depois gravou como cantor a Marcha dos marinheiros e no ano seguinte o samba Só na Bahia é que tem (ambos de sua autoria), pela Odeon, o segundo regravado em seguida por Francisco Alves.

Em fevereiro de 1927, no Rio de Janeiro, participou do concurso O que é Nosso, patrocinado pelo jornal Correio da Manhã e realizado no Teatro Lírico, quando executou três músicas de sua autoria, a Marcha triunfal brasileira, Viola, minha viola e Abismo de rosas, vencendo o concurso e recebendo o título de Rei do Violão Brasileiro. De volta a São Paulo, organizou o grupo Turunas Paulistas, com quatro violões, dois cavaquinhos, flauta, saxofone, reco-reco, maracaxá e pandeiro.

Em março de 1928 retornou ao Rio de Janeiro, gravando algumas de suas composições em solos de violão e de cavaquinho. Durante uma dessas gravações começou a sentir-se mal, sendo atendido por seu amigo, já médico, Joubert de Carvalho. Em seu último disco, gravou a valsa Mexicana e o cateretê Uma noite na roça (com João do Sul).

Voltou a São Paulo, onde, por influência do sogro, foi nomeado lançador da prefeitura. Contudo, voltou a sentir-se mal do coração, e os médicos aconselharam-no a tratar-se com o cardiologista Miguel Couto no Rio de Janeiro, onde tencionava fazer novas gravações. Pouco depois seu estado de saúde se agravou, sendo então trazido para São Paulo, onde morreu.

Canhoto

Américo Jacomino, o Canhoto, conhecido também como Canhoto do Violão, compositor e instrumentista, nasceu na rua do Carmo, em São Paulo, em fevereiro de 1889 e faleceu no dia 7 de setembro de 1928. Filho de imigrantes napolitanos, nunca freqüentou escola, tendo aprendido a ler e a escrever em casa, com o pai e o irmão mais velho, Ernesto, que tocava violão e bandolim.

Desde garoto interessou-se por violão, que ele tocava, mesmo sem inverter as cordas, na posição de canhoto, o que deu origem a seu nome artístico. Aos 16 anos começou sozinho a aprender cavaquinho, época em que já tocava em serenatas. Ao mesmo tempo arranjou emprego de pintor de painéis, chegando a fazer pinturas murais em casas elegantes de São Paulo.

Em 1907, durante uma serenata no bairro da Mooca, conheceu o cantor Paraguassu, com quem começou a apresentar-se em cinemas, ganhando 5 mil-réis por noite. Assim, tocou no Cinema Bresser, da Rua Bresser (Brás), no Cine Brás Bijou, da Avenida Rangel Pestana, e no Éden-Teatro, da Rua Mauá, apresentando-se também em circos e restaurantes. Em 1913, já conhecido na capital paulista como bom violonista, gravou pela primeira vez, na Odeon, na série 120.000, a valsa Belo Horizonte, a polca Pisando na mala, o dobrado Campos Sales e a mazurca Devaneio.

Em 1916 gravou suas valsas Beijos e lágrimas e Acordes do violão, primeiro título de Abismo de rosas, peça clássica do violão brasileiro. Em 1918 gravou os tangos Madrugando e Recordações de Cotinha. Na época da Primeira Guerra Mundial, compôs a Marcha triunfal brasileira e, em 1919, foi convidado, com uma garota de dez anos, Abigail Gonçalves (mais tarde a cantora lírica Abigail Alessio), a formar um trio com Viterbo Azevedo, para apresentações teatrais, em que Viterbo encarnaria o Jeca Tatu, famoso personagem de Monteiro Lobato. No mesmo ano o Trio Viterbo-Abigail-Canhoto estreou em São Paulo e em seguida excursionou por cidades do interior mas teve sua carreira interrompida em Poços de Caldas MG, onde Viterbo foi assassinado. Em dezembro foi para o Rio de Janeiro, dando um recital de violão no Teatro Lírico.

De volta a São Paulo em 1920, iniciou a produção de músicas carnavalescas, embora continuasse a compor outros gêneros. Lançou, para o Carnaval daquele ano, Ai, Balbina e no ano seguinte Já se acabô (ambas com Arlindo Leal). Ainda em 1922 deu um recital no Cinema São José, em Itapetininga SP Na ocasião, conheceu Maria Vieira de Morais, filha de um político local, e casou com ela no dia 22 de setembro do mesmo ano, tendo no cartório se declarado italiano. Instalou-se em São Paulo, onde abriu loja de instrumentos musicais.

Em 1923, ao lado de Paraguassu, foi um dos pioneiros da Rádio Educadora Paulista, primeira emissora do Estado. Em 1925 gravou a Marcha triunfal brasileira e regravou Abismo de rosas. Ainda em 1925, em Avaré SP, onde dera um recital, conheceu Joubert de Carvalho, que na época estudava medicina no Rio de Janeiro, tornando-se seu amigo. Pouco depois, Joubert dedicou-lhe uma canção, Os teus olhos. Um ano depois gravou como cantor a Marcha dos marinheiros e no ano seguinte o samba Só na Bahia é que tem (ambos de sua autoria), pela Odeon, o segundo regravado em seguida por Francisco Alves.

Em fevereiro de 1927, no Rio de Janeiro, participou do concurso O que é Nosso, patrocinado pelo jornal Correio da Manhã e realizado no Teatro Lírico, quando executou três músicas de sua autoria, a Marcha triunfal brasileira, Viola, minha viola e Abismo de rosas, vencendo o concurso e recebendo o título de Rei do Violão Brasileiro. De volta a São Paulo, organizou o grupo Turunas Paulistas, com quatro violões, dois cavaquinhos, flauta, saxofone, reco-reco, maracaxá e pandeiro.

Em março de 1928 retornou ao Rio de Janeiro, gravando algumas de suas composições em solos de violão e de cavaquinho. Durante uma dessas gravações começou a sentir-se mal, sendo atendido por seu amigo, já médico, Joubert de Carvalho. Em seu último disco, gravou a valsa Mexicana e o cateretê Uma noite na roça (com João do Sul).

Voltou a São Paulo, onde, por influência do sogro, foi nomeado lançador da prefeitura. Contudo, voltou a sentir-se mal do coração, e os médicos aconselharam-no a tratar-se com o cardiologista Miguel Couto no Rio de Janeiro, onde tencionava fazer novas gravações. Pouco depois seu estado de saúde se agravou, sendo então trazido para São Paulo, onde morreu.

Músicas no site

Abismo de rosas, Nhá Maruca foi s'imbora, Triste carnaval.

Músicas no playlist


01 - Campos Sales (dobrado) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 120597 / Gravação 1912-1915 / Lançamento 1912-1915 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 02 - Pisando na mala (polca) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 120596 / Gravação 1912-1915 / Lançamento 1912-1915 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 03 - Belo Horizonte (valsa) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 120595 / Gravação 1912-1915 / Lançamento 1912-1915 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 04 - Devaneio (mazurca) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 120598 / Gravação 1912-1915 / Lançamento 1912-1915 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 05 - Beijo e lágrimas (valsa) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Album 121248 / Gravação 1915-1921 / Lançamento 1915-1921 / Lado indefinido / Disco 76 rpm; 06 - Marcha triunfal brasileira (marcha) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122932 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado A / Disco 78 rpm; 07 - Abismo de rosas (valsa) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 122933 / Gravação 1921-1926 / Lançamento 1921-1926 / Lado A / Disco 78 rpm; 08 - Marcha dos marinheiros (marcha) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 10021 / Gravação 00/1927 / Lançamento 00/1927 / Lado B / Disco 78 rpm; 09 - Só na Bahia é que tem (samba) - Canhoto / Intérprete: Canhoto / Gravadora Odeon / Álbum 123226 / Gravação 1925-1927 / Lançamento 1925-1927 / Lado único / Disco 78 rpm.