A banca do distinto, Encontro com a saudade, Esperança perdida, Estatuto de boite, Estatutos de gafieira, Lágrima flor, Mocinho bonito, Não vou pra Brasília, O morro, Pano legal, Piston de gafieira, Prece de um sambista, Rio do meu amor, Samba triste, Se a gente grande soubesse, Se o papai fosse eleito, Sinfonia paulistana, Tereza da praia, Viva meu samba.
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segunda-feira, 7 de agosto de 2006
Sinfonia paulistana
Sinfonia paulistana - Billy Blanco
Fazendo som com as estrelas, ligado no sideral
Por Maria, fez poemas, nas praias do litoral
As ondas contaram ao mar, por isso é que os oceanos
No mundo inteiro cantados, cantarão mais cem mil anos
E o homem entre mar e céu, tem canções por todo lado
Louvado seja Anchieta, pra sempre seja louvado
Navegante tem cantiga, que aprendeu no mar um dia
Qualquer rota que ele siga, se não canta, ele assobia
Cabelos cor da noite, pele de alvorada
Cacique entregou ao branco, a filha amada
Raízes de Brasil, chegaram até aqui
Abençoado o colo dessa mãe antiga
Por 400 anos feitos de cantiga, naquele doce embalo
Da canção Tupi
Na tez de uma paulista em cheiro de floresta
A cor de jambo é a índia, que ninguém contesta
De uma altivez que o Império nunca vira
É a tradição, é a raça, é a nossa origem
As coisas da história de São Paulo exigem
A honra que se faça ao nome de Bartira, Bartira
Era tudo, era o nada rio acima
Que o paulista no peito ia vencer
Pra fazer mais Brasil do que existia
Já um tempo era pouco pra perder
Reunindo oração e despedida na partida da horda triunfal
Caçador da esmeralda perseguida
Foi fazendo a unidade nacional
Bandeiras, monções
Já se dava por glória ao que se ia
Porque mal se sabia se voltava
E a benção levada já servia
De unção para quem por lá ficava
Nas monções quem seguia, na verdade
Já partia cheirando à santidade
Quem não via esmeralda ou não morria
Povoava cidade mais cidade
Bandeiras, monções, São Paulo
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer
Bastante italiano, sírio e japonês
Além do africano, índio e português
Tudo isso ao alho e óleo, temperando a raça
Na capital do tempo, tempo é ouro e hora
Quem vive de espera, é juros de mora
Não tem mais-mais nem menos, ou é sim ou não
No máximo se espera pela condução
Nas retas da Rio-São Paulo, chegando, chegando eu vim
Paulista é quem vem e fica plantando, família e chão
Fazendo a terra mais rica, dinheiro e calo na mão
Dinheiro, mola do mundo, que põe a gente na tona
Leva a gente ao fundo
Sim, senhor, sim, senhor, sim, senhor
Faz a paz e a guerra, traz a Lua pra Terra
No mais aumenta a barriga do comendador
Dinheiro, juras e juros, erguendo todos os muros
Pra ele próprio depois, derrubar, derrubar
É a voz que fala mais forte, razão de vida e de morte
Também só compra o que pode comprar
São Paulo, que amanhece trabalhando
Casais entram no elevador
O fino pra curtir um som: ran ran, ren ren, ron ron
A noite é sempre uma criança, é só não deixar crescer
Assim existe esperança, no amanhecer
São coisas da noite, anúncios conhecidos
Que enfeitam a cidade, em movimentos coloridos
Alguém vem do trabalho, do baralho ou do que for
Do La Licorne ao Ceasa, de alguma coisa do amor
Tem sempre mais um, que vem pela calçada
Na bruma que esconde quem sobrou na madrugada
Dei tempo ao tempo, o tempo é que não dá
Tenho que estar pelas sete, no Viaduto do Chá
Olha o Sol, olha o Sol, cadê o Sol? Onde o Sol?
Sumiu, sumiu, sumiu
Quando amanhece, o Sol comparece por obrigação
Nublado, cansado, um Sol de rotina
Se bem ilumina, nem dão atenção
É que o bandeirante não perde o seu tempo
Olhando pro alto, o Sol verdadeiro está no asfalto
Na terra, no homem e na produção
A cor diferente do céu de São Paulo não é da garoa
É véu de fumaça, que passa, que voa
Na guerra paulista das mil chaminés
São Paulo, que amanhece trabalhando
Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato
Em coisa de um segundo, noite é madrugada
Notícia ganha o mundo, e a gente não é nada
Você onde é que estava quando o tempo andou?
São Paulo nunca pára, mas você, parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
São Paulo que amanhece trabalhando
Na Praça do Patriarca, rua Direita, São Bento
Na Líbero Badaró, no Viaduto do Chá
Lá está aquele moço, que não dá ponto sem nó
Na conversa bem jogada, vai vendendo geladeira
Pra esquimó curtir verão
Papo firme é isso aí, desse dono da calçada
Rei da comunicação
Olhe aqui, dona Teresa, o produto de beleza
Que chegou da Argentina, examina, examina
De brinde pra seu marido
Nova pomada pra calo que resolve a dor de ouvido
Tem Parker 73, compre uma e ganhe três
Nem paga o justo valor, mais outra ali pro doutor
Leve a lei do inquilinato, mesmo não sendo inquilino
Morar na lei é um barato, e ele prova à sua maneira
Que um ataque de besteira, faz de um doutor um otário
Cursando numa avenida o vestibular da vida
Para ser bom empresário
Ser do São Paulo, do Corinthians e Palmeiras
É ter o fino em futebol durante o ano
Em tênis, remo, natação, nas domingueiras
Bom é Pinheiros, Tietê ou Paulistano
Com Ademir, com Rivelino no gramado
Com rei Pelé e suas jogadas de veludo
Não pe de graça que São Paulo é chamado
Melhor da América Latina em quase tudo
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
Lá por setembro o estudante nos ensina
Aquele esporte pelo esporte que não cede
E o meu Mackenzie, dá um show com a medicina
Na grande guerra que se chama MacMed
No corre-corre mundial estamos nessa
Os Fittipaldi estão aí para dizer
Só em São Paulo que é a terra do depressa
A São Silvestre poderia acontecer
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
São Paulo jovem, dos que promovem velocidade
Nos seus cavalos, de roda e ferro, na sua forma de liberdade
O peito agarra, a costa de aço
Que deu garupa na Yamaha, no upa-upa
Feito de abraço e muito amor
São Paulo jovem, na mesma cela
Vão ele e ela, por onde seja
Deus os proteja, pelos caminhos da vida em flor
Tem coisas da Ipiranga, da Itapetininga, até da São João
Às vezes também dá
Puxar o show, o chope, o uísque, boa pinga
E o molho das mulheres que transam por lá
Tem loja, tem butique, tem pizzaria
Boate, restaurante, até casa lotérica
É rua que de nada mais precisaria
Com todo aquele charme do Jardim América
América, rua augusta
E agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Bartira e João Ramalho nunca imaginaram
Que a tanga e a miçanga vinham outra vez
Agora nos diriam vendo que acertaram:
Valeu o nosso amor, pelo amor de vocês
E a moça vai passando, e ninguém vê mais nada
Quando ela vai na dela, é pra machucar
É a paulistana boa, despreocupada
De short ou minissaia, pondo pra quebrar, pra quebrar
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Na sinfonia, que é de todos os barulhos
De Santo Amaro, ao Brás, ao Centro, ao ABC
Por Santo André, Vila Maria até Guarulhos
Grande São Paulo, como eu gosto de você
São Paulo, que amanhece trabalhando
São Paulo que não pode amanhecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer.
Fazendo som com as estrelas, ligado no sideral
Por Maria, fez poemas, nas praias do litoral
As ondas contaram ao mar, por isso é que os oceanos
No mundo inteiro cantados, cantarão mais cem mil anos
E o homem entre mar e céu, tem canções por todo lado
Louvado seja Anchieta, pra sempre seja louvado
Navegante tem cantiga, que aprendeu no mar um dia
Qualquer rota que ele siga, se não canta, ele assobia
Cabelos cor da noite, pele de alvorada
Cacique entregou ao branco, a filha amada
Raízes de Brasil, chegaram até aqui
Abençoado o colo dessa mãe antiga
Por 400 anos feitos de cantiga, naquele doce embalo
Da canção Tupi
Na tez de uma paulista em cheiro de floresta
A cor de jambo é a índia, que ninguém contesta
De uma altivez que o Império nunca vira
É a tradição, é a raça, é a nossa origem
As coisas da história de São Paulo exigem
A honra que se faça ao nome de Bartira, Bartira
Era tudo, era o nada rio acima
Que o paulista no peito ia vencer
Pra fazer mais Brasil do que existia
Já um tempo era pouco pra perder
Reunindo oração e despedida na partida da horda triunfal
Caçador da esmeralda perseguida
Foi fazendo a unidade nacional
Bandeiras, monções
Já se dava por glória ao que se ia
Porque mal se sabia se voltava
E a benção levada já servia
De unção para quem por lá ficava
Nas monções quem seguia, na verdade
Já partia cheirando à santidade
Quem não via esmeralda ou não morria
Povoava cidade mais cidade
Bandeiras, monções, São Paulo
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer
Bastante italiano, sírio e japonês
Além do africano, índio e português
Tudo isso ao alho e óleo, temperando a raça
Na capital do tempo, tempo é ouro e hora
Quem vive de espera, é juros de mora
Não tem mais-mais nem menos, ou é sim ou não
No máximo se espera pela condução
Nas retas da Rio-São Paulo, chegando, chegando eu vim
Paulista é quem vem e fica plantando, família e chão
Fazendo a terra mais rica, dinheiro e calo na mão
Dinheiro, mola do mundo, que põe a gente na tona
Leva a gente ao fundo
Sim, senhor, sim, senhor, sim, senhor
Faz a paz e a guerra, traz a Lua pra Terra
No mais aumenta a barriga do comendador
Dinheiro, juras e juros, erguendo todos os muros
Pra ele próprio depois, derrubar, derrubar
É a voz que fala mais forte, razão de vida e de morte
Também só compra o que pode comprar
São Paulo, que amanhece trabalhando
Casais entram no elevador
O fino pra curtir um som: ran ran, ren ren, ron ron
A noite é sempre uma criança, é só não deixar crescer
Assim existe esperança, no amanhecer
São coisas da noite, anúncios conhecidos
Que enfeitam a cidade, em movimentos coloridos
Alguém vem do trabalho, do baralho ou do que for
Do La Licorne ao Ceasa, de alguma coisa do amor
Tem sempre mais um, que vem pela calçada
Na bruma que esconde quem sobrou na madrugada
Dei tempo ao tempo, o tempo é que não dá
Tenho que estar pelas sete, no Viaduto do Chá
Olha o Sol, olha o Sol, cadê o Sol? Onde o Sol?
Sumiu, sumiu, sumiu
Quando amanhece, o Sol comparece por obrigação
Nublado, cansado, um Sol de rotina
Se bem ilumina, nem dão atenção
É que o bandeirante não perde o seu tempo
Olhando pro alto, o Sol verdadeiro está no asfalto
Na terra, no homem e na produção
A cor diferente do céu de São Paulo não é da garoa
É véu de fumaça, que passa, que voa
Na guerra paulista das mil chaminés
São Paulo, que amanhece trabalhando
Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato
Em coisa de um segundo, noite é madrugada
Notícia ganha o mundo, e a gente não é nada
Você onde é que estava quando o tempo andou?
São Paulo nunca pára, mas você, parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
São Paulo que amanhece trabalhando
Na Praça do Patriarca, rua Direita, São Bento
Na Líbero Badaró, no Viaduto do Chá
Lá está aquele moço, que não dá ponto sem nó
Na conversa bem jogada, vai vendendo geladeira
Pra esquimó curtir verão
Papo firme é isso aí, desse dono da calçada
Rei da comunicação
Olhe aqui, dona Teresa, o produto de beleza
Que chegou da Argentina, examina, examina
De brinde pra seu marido
Nova pomada pra calo que resolve a dor de ouvido
Tem Parker 73, compre uma e ganhe três
Nem paga o justo valor, mais outra ali pro doutor
Leve a lei do inquilinato, mesmo não sendo inquilino
Morar na lei é um barato, e ele prova à sua maneira
Que um ataque de besteira, faz de um doutor um otário
Cursando numa avenida o vestibular da vida
Para ser bom empresário
Ser do São Paulo, do Corinthians e Palmeiras
É ter o fino em futebol durante o ano
Em tênis, remo, natação, nas domingueiras
Bom é Pinheiros, Tietê ou Paulistano
Com Ademir, com Rivelino no gramado
Com rei Pelé e suas jogadas de veludo
Não pe de graça que São Paulo é chamado
Melhor da América Latina em quase tudo
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
Lá por setembro o estudante nos ensina
Aquele esporte pelo esporte que não cede
E o meu Mackenzie, dá um show com a medicina
Na grande guerra que se chama MacMed
No corre-corre mundial estamos nessa
Os Fittipaldi estão aí para dizer
Só em São Paulo que é a terra do depressa
A São Silvestre poderia acontecer
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
São Paulo jovem, dos que promovem velocidade
Nos seus cavalos, de roda e ferro, na sua forma de liberdade
O peito agarra, a costa de aço
Que deu garupa na Yamaha, no upa-upa
Feito de abraço e muito amor
São Paulo jovem, na mesma cela
Vão ele e ela, por onde seja
Deus os proteja, pelos caminhos da vida em flor
Tem coisas da Ipiranga, da Itapetininga, até da São João
Às vezes também dá
Puxar o show, o chope, o uísque, boa pinga
E o molho das mulheres que transam por lá
Tem loja, tem butique, tem pizzaria
Boate, restaurante, até casa lotérica
É rua que de nada mais precisaria
Com todo aquele charme do Jardim América
América, rua augusta
E agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Bartira e João Ramalho nunca imaginaram
Que a tanga e a miçanga vinham outra vez
Agora nos diriam vendo que acertaram:
Valeu o nosso amor, pelo amor de vocês
E a moça vai passando, e ninguém vê mais nada
Quando ela vai na dela, é pra machucar
É a paulistana boa, despreocupada
De short ou minissaia, pondo pra quebrar, pra quebrar
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Na sinfonia, que é de todos os barulhos
De Santo Amaro, ao Brás, ao Centro, ao ABC
Por Santo André, Vila Maria até Guarulhos
Grande São Paulo, como eu gosto de você
São Paulo, que amanhece trabalhando
São Paulo que não pode amanhecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer.
Se o papai fosse eleito
Se o papai fosse eleito - Billy Blanco
Ainda hei de ser bacana
Ainda hei de andar de carro
Com a plaquinha do CD
Motocicletas na frente
Assustando toda a gente
Pondo banca com você
Já pensou papai eleito
Vereador ou prefeito
Dessa grande capital?
Aí vai haver disse-me-disse
Uma nega vai ser vice
Com faixa, coroa
Com tudo legal
Quero ver
Lá no morro o alvoroço
As nega brigando por causa do moço
Nessa altura um bom rapaz
Até você, Risoleta
Que não me dá bola
Me enxergando de cartola
Vai cair dura pra trás
Ainda hei de ser bacana
Ainda hei de andar de carro
Com a plaquinha do CD
Motocicletas na frente
Assustando toda a gente
Pondo banca com você
Já pensou papai eleito
Vereador ou prefeito
Dessa grande capital?
Aí vai haver disse-me-disse
Uma nega vai ser vice
Com faixa, coroa
Com tudo legal
Quero ver
Lá no morro o alvoroço
As nega brigando por causa do moço
Nessa altura um bom rapaz
Até você, Risoleta
Que não me dá bola
Me enxergando de cartola
Vai cair dura pra trás
O morro
O morro - Billy Blanco
Morro
Eu conheço a tua história
Um passado que é só glória
Mesmo sem orquestração
Morro
Da desforra e da intriga
Até mesmo numa briga
Vais buscar inspiração
Morro
Se na roupa és mal-vestido
Deus te fez o escolhido
Pra fazer samba melhor
O morro
Bem distante do pó da cidade
Onde samba é Brasil de verdade
E o progresso ainda não corrompeu
O morro
Onde o dono de todo barraco
É forte no samba
O samba é seu fraco
E o samba é tão bom
Que a cidade esqueceu
Rio de Janeiro
Que eu sempre hei de amar
Morro
Eu conheço a tua história
Um passado que é só glória
Mesmo sem orquestração
Morro
Da desforra e da intriga
Até mesmo numa briga
Vais buscar inspiração
Morro
Se na roupa és mal-vestido
Deus te fez o escolhido
Pra fazer samba melhor
O morro
Bem distante do pó da cidade
Onde samba é Brasil de verdade
E o progresso ainda não corrompeu
O morro
Onde o dono de todo barraco
É forte no samba
O samba é seu fraco
E o samba é tão bom
Que a cidade esqueceu
Rio de Janeiro
Que eu sempre hei de amar
Estatuto de boite
Estatuto de boite - Billy Blanco
Gafieira de gente bem
É boite
Onde a noite esconde a bobagem
Que acontece
Onde o uísque lava qualquer
Disparate
Amanhã um sal de fruta
E a gente esquece
Vamos com calma
Olha o respeito
Trate do corpo
Que a alma
Não tem mais jeito
O estatuto não prevê
Mas eu lhe digo
Traga a sua mulher de casa
E deixe em paz a do amigo
Gafieira de gente bem
É boite
Gafieira de gente bem
É boite
Onde a noite esconde a bobagem
Que acontece
Onde o uísque lava qualquer
Disparate
Amanhã um sal de fruta
E a gente esquece
Vamos com calma
Olha o respeito
Trate do corpo
Que a alma
Não tem mais jeito
O estatuto não prevê
Mas eu lhe digo
Traga a sua mulher de casa
E deixe em paz a do amigo
Gafieira de gente bem
É boite
Encontro com a saudade
Encontro com a saudade - Nilo Queiroz e Billy Blanco
Você chegou assim como o sol da manhã
Me iluminando, só veio dar bom dia
E foi ficando
E agora não tem jeito de partir
Meu bem como vai ser
Se um dia este amor chegar ao fim
Eu que me acostumei tanto a você
E ter você já faz parte de mim
Acho bom eu até combinar
Encontro com a saudade de você
Saudade faz parte também do amor
Você chegou assim como o sol da manhã
Me iluminando, só veio dar bom dia
E foi ficando
E agora não tem jeito de partir
Meu bem como vai ser
Se um dia este amor chegar ao fim
Eu que me acostumei tanto a você
E ter você já faz parte de mim
Acho bom eu até combinar
Encontro com a saudade de você
Saudade faz parte também do amor
Se a gente grande soubesse
Se a gente grande soubesse - Billy Blanco
Intro: F#m7 F° Em7(9) G/A
F#m7 F°
Se a gente grande soubesse
Em7(9) G/A
o que consegue a voz mansa
Am7 D7(9)
como ela cai feito prece
G7M Gm6
e vira flor,num coração de criança.
F#m7 Am7 D7(9)
A gente grande, que tira
G7M Gm6
o meu brinquedo da mão
E7(9)
tirou de um músico a lira
Em7(9) A7(13)
interrompeu a canção.
F#m7 F°
De tanto não que eu escuto
Em7(9) G/A
o não eu vivo a dizer
Am7 D7(9)
eu não sossego um minuto
G7M
é natural
Gm6
eu não parei de viver.
F#m7 Am7 D7
A gente apenas repete
G7M Gm6
tudo que escuta e que vê
F#m7 F°
Pois gente grande eu queria
Em7(9) G/A Intro
ser um dia todo igualzinho a você.
F#m7 F° Em7(9)
Se a gente grande soubesse (quanta paz,)
G/A Am7
o que consegue a voz mansa, (o bem que faz,)
D7(9)
como ela cai feito prece
G7M
e vira flor,
Gm6 F#m7
num coração de criança.
Am7 D7 G7M
A gente grande, que tira (sem pensar,)
Gm6
o meu brinquedo da mão, (me faz chorar)
E7(9)
tirou de um músico a lira, (sem saber,)
Em7(9) A7(13)
interrompeu a canção.
F#m7 F° Em7(9)
De tanto não que eu escuto (Não e não,)
G/A Am7
o não eu vivo a dizer, (que confusão,)
D7(9)
eu não sossego um minuto
G7M
é natural
Gm6 F#m7
eu não parei de viver.
Am7 D7(9) G7M
A gente apenas repete (tal e qual,)
Gm6 F#m7
tudo que escuta e que vê, (não leve a mal,)
F°
Pois gente grande eu queria
Em7(9)
ser um dia
G/A D6(9)
Lágrima flor
Lágrima flor - Billy Blanco
Em B7 Em
Na vida há sempre um pedaço de saudade
F
Escondido num vulto de mulher
G D Em F#m B7
Ninguém consegue escolher felicida....de
Em B7 Em B7
Porém aquela é a dor que a gente quer
Em Em7+
Deixa pra lá
Em7 Em6
Deixa assim com está para ver
F
Para ver como fica este amor
Dm Em B7
Que não teve um momento de paz
Em Em7+
Chora que é bom
Em7 Em6
Mas não deixa ninguém perceber
F
Pois a lágrima feita de amor
Dm Em B7
Vira flor, pelo bem que ela faz
Em Em7+
Lágrima flor
Em7 Em6
Flor que morre, perfuma quem corta
F
E prossegue, enfeitando já morta,
Dm B7
Mesmo a quem não lhe quer
Em Em7+
Ela diz não
Em7 Em6
Mas depois vem o bom do amor e o talvez
F Dm Em
E amanhã diz que sim, como toda mulher.
Rio do meu amor
Rio do meu amor (1965) - Billy Blanco
Rio,
Estácio no passado fez este presente,
E deu abençoado três vezes à gente,
Pois Deus é africano, índio e português,
Como o babalaô, como o padre e o pajé,
A macumba, a crendice, a missa e a fé,
Teu bonito até mesmo com chuva cresceu,
Foi surgindo, todo lindo se fez.
Rio
De Pedro que primeiro foi compositor,
Foi grande seresteiro imenso imperador,
Amigo do chalaça,
Que a história faça mas não diz,
Era o dono das francesas lá da Ouvidor,
De marquesas balançou o coração,
Da tristeza de partir partiu feliz,
Por saber que inaugurou meu filme ouviu,
Como a capital do amor deste pais.
Rio,
De Vasco e Botafogo, América e Bangu,
Maracanã vibrando em dia de Fla-Flu,
Do bonde que a saudade ornamentando praça,
Do tostão que era bom como a Lapa já foi,
Da boneca dourada que passa, que engana,
Enfeitando calçada de Copacabana,
Ipanema, Leblon e Arpoador.
Rio,
Do grande carnaval, do 1º de abril,
Da Vila que desceu, do dólar que caiu,
De São Judas Tadeu,
São Jorge e Cosme Damião.
Rio,
de São Sebastião que é de janeiro,
Redentor que Paulo VI iluminou,
Rio de Deus que é brasileiro e do lugar,
Rio do bicho que não deu mas ia dá,
Festival de anedotas, luz e cor,
Foi aqui que descobri que a vida é,
E encontrei o meu amor,
Rio, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Brasil, Brasil....
Rio,
Estácio no passado fez este presente,
E deu abençoado três vezes à gente,
Pois Deus é africano, índio e português,
Como o babalaô, como o padre e o pajé,
A macumba, a crendice, a missa e a fé,
Teu bonito até mesmo com chuva cresceu,
Foi surgindo, todo lindo se fez.
Rio
De Pedro que primeiro foi compositor,
Foi grande seresteiro imenso imperador,
Amigo do chalaça,
Que a história faça mas não diz,
Era o dono das francesas lá da Ouvidor,
De marquesas balançou o coração,
Da tristeza de partir partiu feliz,
Por saber que inaugurou meu filme ouviu,
Como a capital do amor deste pais.
Rio,
De Vasco e Botafogo, América e Bangu,
Maracanã vibrando em dia de Fla-Flu,
Do bonde que a saudade ornamentando praça,
Do tostão que era bom como a Lapa já foi,
Da boneca dourada que passa, que engana,
Enfeitando calçada de Copacabana,
Ipanema, Leblon e Arpoador.
Rio,
Do grande carnaval, do 1º de abril,
Da Vila que desceu, do dólar que caiu,
De São Judas Tadeu,
São Jorge e Cosme Damião.
Rio,
de São Sebastião que é de janeiro,
Redentor que Paulo VI iluminou,
Rio de Deus que é brasileiro e do lugar,
Rio do bicho que não deu mas ia dá,
Festival de anedotas, luz e cor,
Foi aqui que descobri que a vida é,
E encontrei o meu amor,
Rio, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Brasil, Brasil....
domingo, 6 de agosto de 2006
Piston de gafieira
Piston de gafieira (1959) - Billy Blanco
C A7 Dm Dm/C
Na gafieira segue o baile calmamente
G7 C G7
Com muita gente dando volta no salão
C G
Tudo vai bem, mas eis porém que de repente
D7 G7
Um pé subiu e alguém de cara foi ao chão
C A7 Dm Dm/C
Não é que o Doca, um crioulo comportado
G7 C C7
Ficou tarado quando viu a Dagmar
F Fm C
Toda soltinha dentro de um vestido saco
A7 D7
Tendo ao lado um cara fraco
G7 C
E foi tirá-la pra dançar
C7 F
O moço era faixa preta simplesmente
G7 C
E fez o Doca rebolar sem bambolê
G
A porta fecha enquanto o duro vai não vai
D7 G7
Quem está fora não entra / Quem está dentro não sai
C A7 Dm
Mas a orquestra sempre toma providência
G7 C C7
Tocando alto pra polícia não manjar
F Fm C
E nessa altura como parte da rotina
A7 D7 G7 C
O piston tira a surdina e põe as coisas no lugar.
A banca do distinto
A banca do distinto (1959) - Billy Blanco
Intr.: A7+ D/E A7+ G7+ A7+ G#m7
C#7/9 F#m7 E7+ D7+ D/E
D/E Bm7 E7/9
Não fala com pobre, não dá mão a preto
A7+
Não carrega embrulho
Bm7
Pra que tanta pose, doutor
E7/9 A7+
Pra que esse orgulho
Bb/C C7/9 Bm7 E7/9
A bruxa que é cega esbarra na gente
A7+
E a vida estanca
Bm7
O enfarte lhe pega, doutor
E7/9 A7+
E acaba essa banca
Eb7/9 D7+ G#5+/7
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
G7/13
E retira a escada
F#5+/7 Bm7/9
Mas fica por perto esperando sentada
F7/9 E7/9 F#/G#
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
A7+ D7+ D#° A7+
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
F#7/13 F#5+/7 Bm7/9
Todo mundo é igual quando a vida termina
E7/9 A7+
Com terra em cima e na horizontal
Viva meu samba
Viva meu samba (samba, 1958) - Billy Blanco
D G/A D G/A
Violão, pandeiro
D A7 D G/A
Tamborim na marcação e réco-réco
D G/A
Meu samba
D
Viva meu samba verdadeiro
E7 A7 D
Porque tem teleco-teco
B7 E7
Venho do reino do samba / Brilhar no asfalto
A7 D Gm7
E na forma de samba / Vem o morro também
C7 F7+ Bb7+ Em7
Faço da minha tristeza / Um carnaval de beleza
A7 D
Que as outras terras não tem ( estrib.) B7 Em
Toda riqueza do mundo / Não vale um terreiro
A7 D Gm7
Onde eu faço meu samba / Com simplicidade
C7 F7+ Bb7+ Em7
Com as pastoras na rua / Com um pedaço de lua
A7 D G/A
E a palavra saudade (estrib.)
Pano legal
Pano legal (1956) - Billy Blanco
Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.
Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.
Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim.
Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim....
Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.
Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.
Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim.
Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim....
Prece de um sambista
Prece de um sambista (1952) - Billy Blanco
Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !
Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
Esperança perdida
Esperança perdida - Billy Blanco e Tom Jobim
Quanta esperança perdida
Mas felizmente é assim
O tempo passa
Com ele a vida
E a vida um dia tem fim
Eu pra você fui mais um
Você foi tudo pra mim
Fiz de você meu sol
Minha razão
Meu tudo, enfim
As coisas belas da vida
De nada servem, porque
Porque não tenho, querida
Você
Quanta esperança perdida
Mas felizmente é assim
O tempo passa
Com ele a vida
E a vida um dia tem fim
Eu pra você fui mais um
Você foi tudo pra mim
Fiz de você meu sol
Minha razão
Meu tudo, enfim
As coisas belas da vida
De nada servem, porque
Porque não tenho, querida
Você
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Samba triste
Samba triste (composto em 1956 - samba, 1960) - Billy Blanco e Baden Powell
F#° F°
Samba triste
Am Am/G
A gente faz assim
F#° F°
Eu aqui
Em7/5- A7/13-
Você longe de mim, de mim
Dm7 G7
Alguém se vai
C7M E7 Am7
Saudade vem e fica perto
F#°
Saudade resto de amor
Dm6/F E7/13-
De amor que não deu certo
F#° F°
Samba triste
Am Am/G
Que antes eu não fiz
F#° F°
Só porque
Em7/5- A7/13-
Eu sempre fui feliz, feliz
Dm7 G7
Agora eu sei
C7M E7 Am7
Que toda a vez que o amor existe
A° G#° Am Am/G
Há sempre um samba triste, meu bem
A° G#° Am Am/G
Samba que vem de você, amor
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Não vou pra Brasília
Não vou pra Brasília (samba, 1957) - Billy Blanco
Eu não sou índio nem nada
Não tenho orelha furada
Nem uso argola
Pendurada no nariz
Não uso tanga de pena
E a minha pele é morena
Do sol da praia onde nasci
E me criei feliz
Não vou, não vou pra Brasília
Nem eu nem minha família
Mesmo que seja
Pra ficar cheio da grana
A vida não se compara
Mesmo difícil, tão cara
Eu caio duro
Mas fico em Copacabana
Eu não sou índio nem nada
Não tenho orelha furada
Nem uso argola
Pendurada no nariz
Não uso tanga de pena
E a minha pele é morena
Do sol da praia onde nasci
E me criei feliz
Não vou, não vou pra Brasília
Nem eu nem minha família
Mesmo que seja
Pra ficar cheio da grana
A vida não se compara
Mesmo difícil, tão cara
Eu caio duro
Mas fico em Copacabana
Mocinho bonito
Mocinho Bonito (samba, 1957) - Billy Blanco
Mocinho bonito
Perfeito improviso do falso grã-fino
No corpo é atleta, na crânio é menino
Que além do a, b, c, nada mais aprendeu
Queimado de sol
Cabelo assanhado, com muito cuidado
Na pinta de Conde, se esconde um coitado
Um pobre farsante que a sorte esqueceu.
Contando vantagem
Que vive de renda e mora em palácio
Procura esquecer um barraco no Estácio
Lugar de origem que há pouco deixou
Mocinho bonito
Que é falso malandro de Copacabana
O mais que consegue é vintão por semana
Que a mana do peito, jamais lhe negou...
Mocinho bonito
Perfeito improviso do falso grã-fino
No corpo é atleta, na crânio é menino
Que além do a, b, c, nada mais aprendeu
Queimado de sol
Cabelo assanhado, com muito cuidado
Na pinta de Conde, se esconde um coitado
Um pobre farsante que a sorte esqueceu.
Contando vantagem
Que vive de renda e mora em palácio
Procura esquecer um barraco no Estácio
Lugar de origem que há pouco deixou
Mocinho bonito
Que é falso malandro de Copacabana
O mais que consegue é vintão por semana
Que a mana do peito, jamais lhe negou...
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Tereza da praia
Uma suposta rivalidade entre Dick Farney e Lúcio Alves - os modernos e galantes cantores da época - deu à Continental, gravadora de ambos, uma oportunidade extra de faturamento. A idéia era promover "a pacificação" dos dois, através de uma canção dialogada em que eles disputavam a mesma garota. Como dispunha também no elenco do então jovem compositor/arranjador Antônio Carlos Jobim e do letrista Billy Blanco (que haviam acabado de fazer a "Sinfonia do Rio de Janeiro"), encarregou-os de criar esta canção. Daí nasceu o samba pré-bossa nova "Tereza da Praia", uma conversa musical entre os próprios Dick e Lúcio, o que emprestou à encenação maior autenticidade.
Esta singular realização foi valorizada pelo charme e a categoria dos cantores - que passaram a impressão de compartilhar realmente do amor da volúvel Tereza -, completada por Tom e seu conjunto, o que beneficiou de fato a carreira dos quatro participantes do projeto.
Traduzindo o ambiente carioca dos anos cinqüenta, o disco tornou-se um sucesso total, jamais sendo igualado por outras gravações da mesma canção. Sobre a coincidência de ser a então mulher de Tom Jobim homônima da personagem, esclarece Billy Blanco, em seu livro Tirando de Letra: "Lamento desapontar críticos, jornalistas e boateiros: Tereza da praia é figura absolutamente fictícia".
Tereza da praia (samba, 1954) - Billy Blanco e Tom Jobim
Tereza da praia (samba, 1954) - Billy Blanco e Tom Jobim
Tom: C#m7
C#m7 F#7 D#m7
Lúcio Arranjei novo amor no Leblon
G#7 C#m7 Em7 D7M
Que corpo bonito, que pele morena
G#7(b13) C#m7 F#7 A7(9) F#7
Que amor de pequena, amar é tão bom!
C#m7 F#7 D#m7
O Dick! Ela tem um nariz levantado,
G#7 C#m7 Em7 D7M
Os olhos verdinhos bastante puxados
G#7(b13) C#m7 F#7 F#m7 B7(9)
Cabelo castanho e uma pinta do lado
Em7 D7M D7M D6
É a minha Tereza da praia
C#m7 F#7 B7M B6
Se é tua é minha também
Em7 A7 D7M D6
O verão passou todo comigo
C#m7 F#7 G#7(b13)
O inverno pergunta com quem
C#m7 F#7 D#m7
Então vamos a Tereza na praia deixar
G#7 C#m7 Em7 D7M G#7(b13)
Aos beijos do sol e abraços do mar Tereza
C#m7 F#7 D#m7
É da praia, não é de ninguém
G#7 C#m7 F#7 D#m7 D#m7
Não pode ser tua ... Nem minha também
G#7(b13) C#7(9) C#m7
Tereza é da praia
E7M Eb7M D7M C7M B7M
Não é de nin...guém.
Teresa da praia
Uma suposta rivalidade entre Dick Farney e Lúcio Alves - os modernos e galantes cantores da época - deu à Continental, gravadora de ambos, uma oportunidade extra de faturamento. A idéia era promover "a pacificação" dos dois, através de uma canção dialogada em que eles disputavam a mesma garota. Como dispunha também no elenco do então jovem compositor/arranjador Antônio Carlos Jobim e do letrista Billy Blanco (que haviam acabado de fazer a "Sinfonia do Rio de Janeiro"), encarregou-os de criar esta canção. Daí nasceu o samba pré-bossa nova "Teresa da Praia", uma conversa musical entre os próprios Dick e Lúcio, o que emprestou à encenação maior autenticidade.
Esta singular realização foi valorizada pelo charme e a categoria dos cantores - que passaram a impressão de compartilhar realmente do amor da volúvel Teresa -, completada por Tom e seu conjunto, o que beneficiou de fato a carreira dos quatro participantes do projeto.
Traduzindo o ambiente carioca dos anos cinqüenta, o disco tornou-se um sucesso total, jamais sendo igualado por outras gravações da mesma canção. Sobre a coincidência de ser a então mulher de Tom Jobim homônima da personagem, esclarece Billy Blanco, em seu livro Tirando de Letra: "Lamento desapontar críticos, jornalistas e boateiros: Teresa da praia é figura absolutamente fictícia".
Teresa da praia (samba) - 1954 - Billy Blanco e Tom Jobim
Teresa da praia (samba) - 1954 - Billy Blanco e Tom Jobim
Tom: C#m7
C#m7 F#7 D#m7
Lúcio Arranjei novo amor no Leblon
G#7 C#m7 Em7 D7M
Que corpo bonito, que pele morena
G#7(b13) C#m7 F#7 A7(9) F#7
Que amor de pequena, amar é tão bom!
C#m7 F#7 D#m7
O Dick! Ela tem um nariz levantado,
G#7 C#m7 Em7 D7M
Os olhos verdinhos bastante puxados
G#7(b13) C#m7 F#7 F#m7 B7(9)
Cabelo castanho e uma pinta do lado
Em7 D7M D7M D6
É a minha Teresa da praia
C#m7 F#7 B7M B6
Se é tua é minha também
Em7 A7 D7M D6
O verão passou todo comigo
C#m7 F#7 G#7(b13)
O inverno pergunta com quem
C#m7 F#7 D#m7
Então vamos a Teresa na praia deixar
G#7 C#m7 Em7 D7M G#7(b13)
Aos beijos do sol e abraços do mar Teresa
C#m7 F#7 D#m7
É da praia, não é de ninguém
G#7 C#m7 F#7 D#m7 D#m7
Não pode ser tua ... Nem minha também
G#7(b13) C#7(9) C#m7
Teresa é da praia
E7M Eb7M D7M C7M B7M
Não é de nin...guém.
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