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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Leonel do Trombone

Leonel do Trombone
Leonel do Trombone (Leonel José Cardoso), instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14/7/1912, e faleceu na mesma cidade, em 17/4/1997. Aos 13 anos recebeu primeiras lições de trombone do pai, Benedito José Cardoso, que tocava o instrumento na banda da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Aos 17 anos participou de uma exibição do Regional de Luís Americano, no Clube dos Marinheiros, de São João do Meriti, RJ. Foi então convidado a integrar regularmente o conjunto. Durante os quatro anos seguintes tocou com o regional do Dancing Avenida e depois no Brasil Dancing, do Rio de Janeiro. 

Em 1939, ainda com o regional, participou na Victor e na Odeon de acompanhamentos de gravações de vários artistas famosos da época: inicialmente Ciro Monteiro e Odete Amaral, mais tarde Francisco Alves, Carmélia Alves e Trio de Ouro. 

Com Abel Ferreira, Dino e Meira, trabalhou vários anos para gravações e espetáculos do Trio de Ouro, com o qual chegou a exibir-se no Uruguai. Participou de espetáculos nos cassinos da Urca (Rio de Janeiro), de Icaraí (Niterói RJ) e no Quitandinha(Petrópolis RJ), na Rádio Nacional e na Rádio Guanabara, do Rio de Janeiro. 

Periodicamente acompanhava Francisco Alves e o Trio de Ouro em suas excursões a São Paulo, onde acabou fixando residência a partir de 1943. Embora viajasse freqüentemente ao Rio de Janeiro, para shows especiais e gravações, trabalhava regularmente como membro do Regional do Armandinho, na Rádio Record, de São Paulo. 

Mais tarde integrou a orquestra da Record quando Gabriel Migliori a dirigia no programa Um Milhão de Melodias, e também realizou apresentações esporádicas no Cassino Atlântico, de Santos SP. 

Sua primeira composição, em parceria com Rubens Santos, foi gravada na Continental em 1946: a marcha Pára o bonde, interpretada por Rubens Santos. Participou de cenas dos filmes cariocas Este mundo é um pandeiro (de Watson Macedo), 1947, e Tudo azul (de Moacir Fenelon), 1952. 

Em 1952 entrou para a Rádio Cultura, onde tocava no programa A Hora da Peneira Rhodine. Paralelamente fazia parte da orquestra do Avenida Danças e, por pouco tempo, participou da orquestra de Clóvis & Eli. 

Em 1953 fez parte da orquestra organizada por Ary Barroso que excursionou pela América Latina. Em 1954 gravou — pela primeira vez como solista — o choro de sua autoria O trombone do Leonel, para a Continental, com acompanhamento do Regional do Poli. Organizou, por essa época, o Leonel do Trombone e seu Conjunto, para shows e bailes. 

A Continental lançou em 1958 seu primeiro LP, O negócio é gafieira, que incluía os choros Braseiro e Choro do gato (ambos com Mário Vieira) e o maxixe Sacrilégio (com Moacir Braga). 

Em 1962 participou de uma das caravanas organizadas por Humberto Teixeira e exibiu-se na Europa com Waldir Azevedo, Poli, Francisco Carlos e Outros artistas. De volta a São Paulo, passou a integrar o conjunto de Roberto Ferri, que animava bailes, tocou na orquestra que o maestro Luís Arruda Pais dirigia na TV Tupi e também fez parte de outra orquestra de shows e bailes, Arlindo e seus Pingüins. 

Em 1970 gravou para a Copacabana Samba abalanço, seu segundo LP. Além da faixa-título (de sua autoria), o disco incluiu interpretações suas em Pena verde (Abílio Manoel), Hoje (Taiguara) e Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola). 

Considerou-se aposentado em 1974, passando a limitar suas apresentações a reuniões com amigos, embora abrisse algumas exceções para participar de shows, como os deFrancisco Petrônio e de Carmélia Alves. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Edityora e Publifolha.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Chorando baixinho

Abel Ferreira
Chorando baixinho (choro, 1946) - Abel Ferreira

Abel Ferreira (15/2/1915 Coromandel-MG - 13/4/1980 Rio de Janeiro-RJ), clarinetista, saxofonista e compositor, começou a tocar clarineta em sua cidade natal, por volta dos doze anos de idade. Foi morar em Belo Horizonte aos 17 anos e lá apresentou-se na Rádio Guarani, passando também a tocar saxofone.

Mudou-se para São Paulo, em 1935, fazendo parte da orquestra de Maurício Cascapera. Voltou a residir em Belo Horizonte, passando a tocar com J. França e sua Banda, entre 1937 e 1940, chegando a apresentar-se com o grupo na capital paulista.

Em 1942, estreou em disco na gravadora Columbia interpretando no clarinete o choro "Chorando baixinho", que se tornou seu grande sucesso. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, em 1943, integrando a orquestra de Ferreira Filho, no Cassino da Urca.

Título da música: Chorando baixinho / Gênero musical: Choro / Intérprete(s) Ferreira, Abel / Compositor(es) Ferreira, Abel / Gravadora Todamérica / Número do Álbum 5341 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado: lado B / Acervo Humberto Franceschi / Rotações Disco 78 rpm:

Chorando baixinho

Abel Ferreira
Chorando baixinho (choro, 1946) - Abel Ferreira

Abel Ferreira (15/2/1915 Coromandel-MG - 13/4/1980 Rio de Janeiro-RJ), clarinetista, saxofonista e compositor, começou a tocar clarineta em sua cidade natal, por volta dos doze anos de idade. Foi morar em Belo Horizonte aos 17 anos e lá apresentou-se na Rádio Guarani, passando também a tocar saxofone.

Mudou-se para São Paulo, em 1935, fazendo parte da orquestra de Maurício Cascapera. Voltou a residir em Belo Horizonte, passando a tocar com J. França e sua Banda, entre 1937 e 1940, chegando a apresentar-se com o grupo na capital paulista.

Em 1942, estreou em disco na gravadora Columbia interpretando no clarinete o choro "Chorando baixinho", que se tornou seu grande sucesso. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, em 1943, integrando a orquestra de Ferreira Filho, no Cassino da Urca.

Título da música: Chorando baixinho / Gênero musical: Choro / Intérprete(s) Ferreira, Abel / Compositor(es) Ferreira, Abel / Gravadora Todamérica / Número do Álbum 5341 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado: lado B / Acervo Humberto Franceschi / Rotações Disco 78 rpm:

sábado, 6 de outubro de 2007

Abel Ferreira

Abel Ferreira - Chorando Baixinho

Abel Ferreira, instrumentista / compositor, nasceu em Coromandel MG em 15/2/1915 e faleceu no Rio de Janeiro em 13/4/1980. Com cerca de 12 anos começou a aprender música e clarineta com José Ferreira de Resende e Hipácio Gomes, em sua cidade. Aos 17 mudou-se para Belo Horizonte MG e passou a tocar sax alto e tenor, apresentando-se na Rádio Guarani.

Em 1935 foi para São Paulo, ingressando na orquestra de Maurício Cascapera. Em seguida mudou-se para Uberaba MG, onde se tornou diretor artístico da emissora de rádio local. Nessa época participou de um show em Poços de Caldas MG, em que acompanhou as irmãs Carmen e Aurora Miranda.

De volta a Belo Horizonte, tocou em 1937 com J. França e sua Banda. Com o mesmo grupo apresentou-se em São Paulo, em 1940, e mais tarde com Pinheirinho e seu Regional, na Rádio Tupi paulistana. Gravou suas primeiras composições, o choro Chorando baixinho, em solo de clarineta, e a valsa Vânia, em solo de saxofone, em 1942, na Columbia de São Paulo, com o acompanhamento do regional de Pinheirinho.

No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde passou a tocar com Ferreira Filho e sua Orquestra, no Cassino da Urca, lançando em 1944 uma nova gravação de suas primeiras composições, dessa vez com Claudionor Cruz e seu Regional. Em 1945 e 1946 tocou, respectivamente, nas orquestras de Vicente Paiva e Benê Nunes, apresentando-se em cassinos e na Rádio Globo.

Com esses conjuntos musicais, e com o seu grupo, formado em 1947, acompanhou vários cantores importantes da época, como Sílvio Caldas, Francisco Alves, Augusto Calheiros, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba e outros.

Em 1949 ingressou na Rádio Nacional, onde passou a se apresentar como líder da Turma do Sereno; tocou no mesmo ano com Rui Rei e sua Orquestra, gravando na Todamérica seu choro Acariciando (com Lourival Faisal). Com Paulo Tapajós, seu companheiro na Rádio Nacional, formou em 1952 a Escola de Ritmos, que viajou por todo o Brasil. Dois anos depois lançou na Copacabana o LP Jantar dançante e, em 1955, No tempo do cabaré.

Viajou em 1957 com seu conjunto em tournée por Portugal e em 1958 integrou o grupo Os Brasileiros, do qual também participavam Shuca, Trio Yrakitan, Dimas, Pernambuco e o maestro Guio de Morais, em excursão de divulgação de música brasileira em vários países europeus, gravando ainda o LP Os brasileiros na Europa. Viajou pelos EUA e Havaí, com o pianista Benê Nunes, em 1960, e pela Argentina com Waldir Azevedo, em 1961.

Voltou à Europa em 1964-1965, gravando nesse último ano o disco Abel Ferreira e sua turma. Visitou a URSS e outros países europeus em 1968. Na década de 1970, principalmente a partir do lançamento do LP Pra seu governo, de Beth Carvalho, na etiqueta Tapecar, tornou-se um dos músicos mais requisitados em gravações e shows, como acompanhante, no sax e na clarineta.

Legítimo herdeiro da categoria do clarinetista Luís Americano, aposentou-se no rádio em 1971, tendo durante esses anos composto vários choros que se incorporaram aos clássicos instrumentais: Doce melodia é um exemplo.

Com a redescoberta do choro e a criação do Clube do Choro, no Rio de Janeiro, em meados de 1975, voltou à atividade, passando a apresentar-se, ao lado de Raul de Barros e Copinha, em vários shows de teatro.




Fonte: Enciclopédia da Múcia Brasileira - Art Editora e PubliFolha

Abel Ferreira

Abel Ferreira - Chorando Baixinho

Abel Ferreira, instrumentista / compositor, nasceu em Coromandel MG em 15/2/1915 e faleceu no Rio de Janeiro em 13/4/1980. Com cerca de 12 anos começou a aprender música e clarineta com José Ferreira de Resende e Hipácio Gomes, em sua cidade. Aos 17 mudou-se para Belo Horizonte MG e passou a tocar sax alto e tenor, apresentando-se na Rádio Guarani.

Em 1935 foi para São Paulo, ingressando na orquestra de Maurício Cascapera. Em seguida mudou-se para Uberaba MG, onde se tornou diretor artístico da emissora de rádio local. Nessa época participou de um show em Poços de Caldas MG, em que acompanhou as irmãs Carmen e Aurora Miranda.

De volta a Belo Horizonte, tocou em 1937 com J. França e sua Banda. Com o mesmo grupo apresentou-se em São Paulo, em 1940, e mais tarde com Pinheirinho e seu Regional, na Rádio Tupi paulistana. Gravou suas primeiras composições, o choro Chorando baixinho, em solo de clarineta, e a valsa Vânia, em solo de saxofone, em 1942, na Columbia de São Paulo, com o acompanhamento do regional de Pinheirinho.

No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde passou a tocar com Ferreira Filho e sua Orquestra, no Cassino da Urca, lançando em 1944 uma nova gravação de suas primeiras composições, dessa vez com Claudionor Cruz e seu Regional. Em 1945 e 1946 tocou, respectivamente, nas orquestras de Vicente Paiva e Benê Nunes, apresentando-se em cassinos e na Rádio Globo.

Com esses conjuntos musicais, e com o seu grupo, formado em 1947, acompanhou vários cantores importantes da época, como Sílvio Caldas, Francisco Alves, Augusto Calheiros, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba e outros.

Em 1949 ingressou na Rádio Nacional, onde passou a se apresentar como líder da Turma do Sereno; tocou no mesmo ano com Rui Rei e sua Orquestra, gravando na Todamérica seu choro Acariciando (com Lourival Faisal). Com Paulo Tapajós, seu companheiro na Rádio Nacional, formou em 1952 a Escola de Ritmos, que viajou por todo o Brasil. Dois anos depois lançou na Copacabana o LP Jantar dançante e, em 1955, No tempo do cabaré.

Viajou em 1957 com seu conjunto em tournée por Portugal e em 1958 integrou o grupo Os Brasileiros, do qual também participavam Shuca, Trio Yrakitan, Dimas, Pernambuco e o maestro Guio de Morais, em excursão de divulgação de música brasileira em vários países europeus, gravando ainda o LP Os brasileiros na Europa. Viajou pelos EUA e Havaí, com o pianista Benê Nunes, em 1960, e pela Argentina com Waldir Azevedo, em 1961.

Voltou à Europa em 1964-1965, gravando nesse último ano o disco Abel Ferreira e sua turma. Visitou a URSS e outros países europeus em 1968. Na década de 1970, principalmente a partir do lançamento do LP Pra seu governo, de Beth Carvalho, na etiqueta Tapecar, tornou-se um dos músicos mais requisitados em gravações e shows, como acompanhante, no sax e na clarineta.

Legítimo herdeiro da categoria do clarinetista Luís Americano, aposentou-se no rádio em 1971, tendo durante esses anos composto vários choros que se incorporaram aos clássicos instrumentais: Doce melodia é um exemplo.

Com a redescoberta do choro e a criação do Clube do Choro, no Rio de Janeiro, em meados de 1975, voltou à atividade, passando a apresentar-se, ao lado de Raul de Barros e Copinha, em vários shows de teatro.




Fonte: Enciclopédia da Múcia Brasileira - Art Editora e PubliFolha