Mulher, vem o carnaval
Festa de alegria que a ninguém faz mal
Mulher, tratemos de gozar
A morte é traiçoeira e pode nos carregar
Não me fio nas mulheres
Nem quando elas estão dormindo
Os olhos estão fechados
Sobrancelhas estão bulindo
Amanhã eu vou-me embora
Pra cidade de Lisboa
Quero que Iaiá me alugue
Seu camarote de proa
Mulher, a Penha está aí
Eu lá não posso ir
Um favor vou lhe pedir
Me leva um braço de cera
À Santa Padroeira
Foi o que lhe prometi
Menina diz a teu pai
Que eu sou teu namorado
E avise teu irmão
Que me chame de cunhado
Menina, minha menina
Cabeça de melancia
Um beijo de tua boca
Me sustenta quinze dias
Queria ser o balaio
Da colheita do café
Para andar dependurado
Nas cadeiras da mulher
Queria ser o balaio
Balaio queria ser
Para andar dependurado
Nas cadeiras de você
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