quarta-feira, 3 de maio de 2006

Adeus (Cinco letras que choram)

Silvino Neto
Prestes a separar-se do filho pequeno, a fim de realizar uma longa excursão artística, Silvino Neto compôs "Adeus, Cinco Letras Que Choram". E o fez, segundo afirmava, "Em menos de meia hora, numa viagem de bonde entre o Catete e o Centro do Rio". Achando-a ótima para a voz de Francisco Alves, Silvino logo lhe mostrou a canção, que o cantor aprovou.

Mas parece que Chico não fazia muita fé em "Cinco Letras Que Choram", pois só resolveu gravá-la três anos depois, e assim mesmo porque não dispunha de outra música para usar na face posterior de um disco em que lançaria "Você e a Valsa", de Alcir Pires Vermelho e Pedro Caetano. Acontece que, contrariando a expectativa do cantor, foi o lacrimoso samba-canção de Silvino que fez sucesso e entrou para a história.

Adeus - Cinco letras que choram (samba-canção, 1947) - Silvino Neto

Em
Adeus, adeus, adeus
Am B7
Cinco letras que choram
Em D7 C7 B7
Num soluço de dor
Em D
Adeus, adeus, adeus
C
É como o fim de uma estrada
B7
Cortando a encruzilhada
Am B7 Em B7
Ponto final de um romance de amor

Em E7 Am
Quem parte, tem os olhos rasos d’água
B7
Ao sentir a grande mágoa
Em E7
Por se despedir de alguém
Am Em
Quem fica, também fica chorando
F
Com o lenço acenando
B7 Em D7 C7 B7 Em
Querendo partir também

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