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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Madureira

Emilinha Borba
Madureira (samba, 1947) - Jorge de Castro Peterpan

Título da música: Madureira / Gênero musical: Samba / Intérprete: Emilinha Borba / Compositores: Castro, Jorge de - Peterpan / Gravadora Continental / Número do Álbum 15763 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1947 / Lado A / Disco 78 rpm:


Mas como é bom / Morar em Madureira
Toda noite tem festa / Todo dia tem cera
E a maior distração / Que a gente tem
É correr atrás do bonde / Correr atrás do trem

Mas como é bom / Morar em Madureira
Toda noite tem festa / Todo dia tem cera
E a maior distração / Que a gente tem
É correr atrás do bonde / Correr atrás do trem

O bonde do horário não se move
E o trem das sete e quinze
Chega sempre dez pras nove
De manhã trabalho / De noite pra cima
Não digo mais nada / Senão meu samba
Não rima (ai, como é bom!)

Como é bom / Morar em Madureira
Toda noite tem festa / Todo dia tem cera
E a maior distração / Que a gente tem
É correr atrás do bonde / Correr atrás do trem

domingo, 7 de novembro de 2010

A louca chegou

Emilinhs Borba
A louca chegou (batucada, 1953) - Henrique de Almeida, Adoniran Barbosa e Rômulo Paes

Em 1953, Ruy Rey gravou com sua orquestra a marcha A lua se escondeu, de Alcebíades Nogueira e Norival Reis e também no mesmo ano, gravou com Emilinha Borba a batucada A louca chegou, de Rômulo Paes, Henrique de Almeida e Adoniran Barbosa.

Título da música: A louca chegou / Gênero musical: Batucada / Intérpretes: Emilinha Borba -  Ruy Rey / Compositores: Barbosa, Adoniran - Almeida, Henrique de - Paes, Romulo / Acompanhamento: Orquestra / Gravadora: Continental / Número do Álbum: 16992 / Data de Gravação: 1952-1953 / Data de Lançamento: 01/1953 / Lado: lado B / Rotações: Disco 78 rpm:


A louca chegou o ô, a louca chegou
Desesperada, procurando seu amor
A louca chegou o ô, a louca chegou
Desesperada, procurando seu amor

Deus me livre eu quero paz
Vou tratar de dar no pé (na Glória)
Não aturo ela mais
Quem conhece essa mulher
É que sabe o que ela é

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Escandalosa

Há composições que são a cara de determinados intérpretes, perdendo a graça se cantadas por outros. Este é o caso de "Escandalosa", que parece ter sido feita para Emilinha Borba, embora Araci de Almeida também a tenha gravado.
Emilinha Borba

Foi cantando e dançando "Escandalosa", com graça e sensualidade, que Emilinha consolidou, em 1947, seu prestígio de estrela dos auditórios radiofônicos. Lançada numa época em que começava a imperar em nosso meio a moda da música latino-americana, a canção foi feita em ritmo de rumba. Ainda em 47, Emilinha Borba obteve outro sucesso com "Se Queres Saber", de Peterpan.

Escandalosa (rumba, 1947) - Moacir Silva e Djalma Esteves

Um dia / Uma vez lá em Cuba
Dançando uma rumba / Disseram que eu era
Escandalosa

Dancei / Mas não me incomodei
Pois a rumba é por si / Maliciosa
Escandalosa

A rumba / Tem um ritmo louco
e remexe meu corpo assim
Escandalosa

Com muchacho sabido / Bem juntinho de mim
Confessando ao meu ouvido / és deliciosa
Escandalosa

terça-feira, 2 de maio de 2006

Atire a primeira pedra

Ataulfo Alves
Em 1944, Ataulfo Alves e Mário Lago voltam a reinar no carnaval, com o samba "Atire a Primeira Pedra", que nada fica a dever ao grande sucesso da dupla, "Ai, que saudades de Amélia". Reproduzindo no título a sentença bíblica - que já denominara no Brasil um filme com Marlene Dietrich e um programa do radialista Raimundo Lopes -, este samba trata do apelo veemente de reconciliação de um amante que não teme ser chamado de covarde: "Covarde sei que me podem chamar / porque não calo no peito esta dor / atire a primeira pedra, ai, ai, ai / aquele que não sofreu por amor".

Cantado por Emilinha Borba no filme "Tristezas não pagam dívidas" e lançado em disco por Orlando Silva às vésperas do carnaval, "Atire a Primeira Pedra" foi fazer sucesso quando Mário Lago já não mais esperava. É o próprio Mário que relembra: "Na época eu estava trabalhando na Rádio Panamericana, em São Paulo, então recém-inaugurada, e vim de trem para o Rio na manhã do sábado gordo. Logo no percurso para casa, fui encontrando diversos blocos que cantavam "Atire a primeira pedra". Surpreso, perguntei ao motorista do táxi se aquele samba estava fazendo sucesso. E ele respondeu, 'É verdade, estourou esta semana'. Então, larguei as malas em casa e corri para o Café Nice, onde fui recebido por um Ataulfo eufórico: 'Parceiro, estamos outra vez na boca do povo...'. Foi a única ocasião na vida em que vi o Ataulfo de pilequinho". Por sua ótima letra e, principalmente, pela beleza de sua melodia, "Atire a Primeira Pedra" é um dos melhores sambas carnavalescos de todos os tempos.

Atire a primeira pedra (samba, 1944) - Ataulfo Alves e Mário Lago


Orlando Silva
D                      G/A     D 
Covarde eu sei me que podem chamar
B7 Em
Porque não calo no peito esta dor
A7
Atire a primeira pedra ai,ai,ai
Em7 A7 D
Aquele que não sofreu por amor
A7 D
Eu sei que vão censurar o meu proceder
F#7
Eu sei, mulher
Bm
Que você mesma vai dizer
G D
Que eu voltei pra me humilhar
E7
É, mas não faz mal
Em A7
Você pode até sorrir
Em A7 D
Perdão foi feito pra gente pedir
Em A7 D
Perdão foi feito pra gente pedir

sábado, 29 de abril de 2006

Os quindins de Iaiá

Emilinha Borba
Os quindins de Iaiá (samba, 1941) - Ary Barroso / Interpretação: Emilinha Borba

Os quindins de Iaiá / Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá / Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá / Cumé?

Cumé que faz chorar / Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé? / Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé? / Os zóinho de Iaiá
Cumé?


Cumé que faz penar / O jeitão de Iaiá
Me dá, me dá / Uma dor
Me dá, me dá / Que não sei
Se é, se é / Se é ou não amor
Só sei que Iaiá tem umas coisas
Que as outras mulher não tem
O que é?

Os quindins de Iaiá / Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá / Os quindins de Iaiá


Tem tanta coisa de valor / Nesse mundo de Nosso Senhor
Tem a flor da meia-noite / Escondida no terreiro
Tem música e beleza / Na voz do boiadeiro
A prata da lua cheia / No leque dos coqueiros
O sorriso das crianças / A toada dos vaqueiros
Mas juro por Virgem Maria / Que nada disso pode matar...
O quê? / Os quindins de Iaiá

sábado, 8 de abril de 2006

Emilinha Borba

Emilinha Borba (Emília Savana da Silva Borba), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 31/8/1923 e faleceu em 03/10/2005. Passou grande parte da infância em Mangueira, mudando-se depois com os pais e seis irmãos para o bairro de Jacarepaguá. Já então gostava de cantar, divertindo os colegas com suas imitações de Carmen Miranda. Passou a freqüentar programas de calouros, ganhando seu primeiro prêmio, com 14 anos, na Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul. Começou, a partir daí, a fazer parte do coro das gravações da Columbia. Ainda nesse programa, formou o duo As Moreninhas, com Bidu Reis, que durou cerca de um ano e meio.

Para o Carnaval de 1939, fez sua primeira gravação, na Columbia, a marcha Pirulito (João de Barro e Alberto Ribeiro), ao lado de Nilton Paz, mas seu nome não apareceu no selo do disco. Também em 1939, através de Carmen Miranda, conseguiu ser apresentada a Joaquim Rolas, proprietário do Cassino da Urca, que a contratou. Na Columbia até 1940, gravou mais quatro discos com quatro músicas, com destaque para os sambas O cachorro da lourinha e Meu mulato vai ao morro (ambos de Gomes Filho e Juraci Araújo). Ainda era chamada de Emília.

Em 1940 foi para a Rádio Mayrink Veiga. Nesse ano participou do filme Vamos cantar, de Leo Marten. Em 1941-1942, gravou dois discos na Odeon, como Emilinha, voltando em 1942 para a Columbia, já chamada Continental. Saiu do Cassino da Urca em agosto de 1943 e foi logo contratada pelo Cassino Atlântico, passando também a trabalhar, por um período de seis meses, na Rádio Nacional.

Em agosto de 1944 retornou ao elenco da Rádio Nacional, onde permaneceria por 27 anos ininterruptos, fase áurea dessa emissora e da carreira da cantora. Foi o primeiro grande cartaz dos programas de auditório lançados pela Rádio Nacional, a partir de 1945, e sua popularidade esteve diretamente ligada ao programa de César de Alencar, transmitido para todo o país.

Em 1947 fez enorme sucesso com as rumbas Escandalosa (Djalma Esteves e Moacir Silva), Rumba de Jacarepaguá (Haroldo Barbosa), Tico-tico na rumba (Haroldo Barbosa e Peterpan) e o samba Se queres saber (Peterpan), gravados na Continental. Em 1948, seus destaques foram Já é de madrugada (Peterpan e Antônio Almeida), Telefonista (Peterpan e Augusto Monteiro), Esperar, por quê? (José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro) e Quem quiser ver vá lá (Peterpan e René Bittencourt); para o Carnaval de 1949, gravou um de seus maiores sucessos, Chiquita Bacana (João de Barro e Alberto Ribeiro), além de Porta-bandeira (Nássara e Roberto Martins) e Tem marujo no samba (João de Barro), mas perdeu para a cantora Marlene o título de Rainha do Rádio daquele ano, gerando atritos entre os respectivos fãs-clubes. As duas, no entanto, surpreenderam o público no ano seguinte, gravando juntas, em dueto, Eu já vi tudo (Peterpan e Amadeu Veloso), Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti) e A bandinha do Irajá (Murilo Caldas).

Emilinha quando eleita a

Foto: Emilinha Borba quando eleita a "Rainha do Rádio" em 1953 (na foto com Mary Gonçalves, rainha de 1952).

No seu repertório de 1950, destacaram-se os baiões Baião de dois e Paraíba (ambos de Luiz Gonzaga e Humberto teixeira) e Tomara que chova (Paquito e Romeu Gentil), gravado para o Carnaval seguinte e que se transformou num dos marcos de sua carreira.

Participou de 34 filmes, destacando-se, nesse período: Poeira de estrelas (Moacir Fenelon, 1948), Estou aí (José Cajado Filho, 1949), Aviso aos navegantes (Watson Macedo, 1950) e Barnabé, tu és meu (José Carlos Burle,1952).

Durante a década de 1960 continuou a marcar sua presença nos Carnavais, lançando músicas bem populares como Pó-de-mico (1963), de Renato Araújo, Dora Lopes, Arildo de Sousa e Nilo Viana e Mulata iê-iê-iê (1965), de João Roberto Kelly.

De 1939 a 1964, gravou em 78 rotações cerca de 117 discos com 216 músicas. Na medida em que seu gênero musical - samba, marcha, rumba - foi cedendo lugar à música jovem, ela foi desaparecendo do cenário artístico até encerrar praticamente sua carreira em 1968, quando, operada de um edema nas cordas vocais, não conseguiu recuperar o timbre de voz. Em 20 anos de carreira, desde 1945, tornou-se, juntamente com sua "rival" Marlene, um dos primeiros produtos bem-sucedidos da eficiente máquina de criação e divulgação de ídolos, montada no rádio em torno dos programas de auditório, que se estendeu ao cinema através das chanchadas.

Emilinha Borba

Emilinha Borba (Emília Savana da Silva Borba), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 31/8/1923 e faleceu em 03/10/2005. Passou grande parte da infância em Mangueira, mudando-se depois com os pais e seis irmãos para o bairro de Jacarepaguá. Já então gostava de cantar, divertindo os colegas com suas imitações de Carmen Miranda. Passou a freqüentar programas de calouros, ganhando seu primeiro prêmio, com 14 anos, na Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul. Começou, a partir daí, a fazer parte do coro das gravações da Columbia. Ainda nesse programa, formou o duo As Moreninhas, com Bidu Reis, que durou cerca de um ano e meio.

Para o Carnaval de 1939, fez sua primeira gravação, na Columbia, a marcha Pirulito (João de Barro e Alberto Ribeiro), ao lado de Nilton Paz, mas seu nome não apareceu no selo do disco. Também em 1939, através de Carmen Miranda, conseguiu ser apresentada a Joaquim Rolas, proprietário do Cassino da Urca, que a contratou. Na Columbia até 1940, gravou mais quatro discos com quatro músicas, com destaque para os sambas O cachorro da lourinha e Meu mulato vai ao morro (ambos de Gomes Filho e Juraci Araújo). Ainda era chamada de Emília.

Em 1940 foi para a Rádio Mayrink Veiga. Nesse ano participou do filme Vamos cantar, de Leo Marten. Em 1941-1942, gravou dois discos na Odeon, como Emilinha, voltando em 1942 para a Columbia, já chamada Continental. Saiu do Cassino da Urca em agosto de 1943 e foi logo contratada pelo Cassino Atlântico, passando também a trabalhar, por um período de seis meses, na Rádio Nacional.

Em agosto de 1944 retornou ao elenco da Rádio Nacional, onde permaneceria por 27 anos ininterruptos, fase áurea dessa emissora e da carreira da cantora. Foi o primeiro grande cartaz dos programas de auditório lançados pela Rádio Nacional, a partir de 1945, e sua popularidade esteve diretamente ligada ao programa de César de Alencar, transmitido para todo o país.

Em 1947 fez enorme sucesso com as rumbas Escandalosa (Djalma Esteves e Moacir Silva), Rumba de Jacarepaguá (Haroldo Barbosa), Tico-tico na rumba (Haroldo Barbosa e Peterpan) e o samba Se queres saber (Peterpan), gravados na Continental. Em 1948, seus destaques foram Já é de madrugada (Peterpan e Antônio Almeida), Telefonista (Peterpan e Augusto Monteiro), Esperar, por quê? (José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro) e Quem quiser ver vá lá (Peterpan e René Bittencourt); para o Carnaval de 1949, gravou um de seus maiores sucessos, Chiquita Bacana (João de Barro e Alberto Ribeiro), além de Porta-bandeira (Nássara e Roberto Martins) e Tem marujo no samba (João de Barro), mas perdeu para a cantora Marlene o título de Rainha do Rádio daquele ano, gerando atritos entre os respectivos fãs-clubes. As duas, no entanto, surpreenderam o público no ano seguinte, gravando juntas, em dueto, Eu já vi tudo (Peterpan e Amadeu Veloso), Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti) e A bandinha do Irajá (Murilo Caldas).

Emilinha quando eleita a

Foto: Emilinha Borba quando eleita a "Rainha do Rádio" em 1953 (na foto com Mary Gonçalves, rainha de 1952).

No seu repertório de 1950, destacaram-se os baiões Baião de dois e Paraíba (ambos de Luiz Gonzaga e Humberto teixeira) e Tomara que chova (Paquito e Romeu Gentil), gravado para o Carnaval seguinte e que se transformou num dos marcos de sua carreira.

Participou de 34 filmes, destacando-se, nesse período: Poeira de estrelas (Moacir Fenelon, 1948), Estou aí (José Cajado Filho, 1949), Aviso aos navegantes (Watson Macedo, 1950) e Barnabé, tu és meu (José Carlos Burle,1952).

Durante a década de 1960 continuou a marcar sua presença nos Carnavais, lançando músicas bem populares como Pó-de-mico (1963), de Renato Araújo, Dora Lopes, Arildo de Sousa e Nilo Viana e Mulata iê-iê-iê (1965), de João Roberto Kelly.

De 1939 a 1964, gravou em 78 rotações cerca de 117 discos com 216 músicas. Na medida em que seu gênero musical - samba, marcha, rumba - foi cedendo lugar à música jovem, ela foi desaparecendo do cenário artístico até encerrar praticamente sua carreira em 1968, quando, operada de um edema nas cordas vocais, não conseguiu recuperar o timbre de voz. Em 20 anos de carreira, desde 1945, tornou-se, juntamente com sua "rival" Marlene, um dos primeiros produtos bem-sucedidos da eficiente máquina de criação e divulgação de ídolos, montada no rádio em torno dos programas de auditório, que se estendeu ao cinema através das chanchadas.