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terça-feira, 30 de novembro de 2010

A devota e o pecador

A devota e o pecador (samba-canção, 1959) - Adelino Moreira

Título da música: A devota e o pecador / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802111 / Data de Gravação 00/1959 / Data de Lançamento 00/1959 / Lado A / Disco 78 rpm:


Ela vai todo santo dia / Linda filha de Maria
Fortalecer sua crença / Ela é santa e eu pecador
Mas cego por seu amor / Eu nem vejo a diferença

Para que ela me veja / Fico na porta da igreja
À qualquer hora do dia / Se é pecado à Deus eu peço perdão
Mas ao vê-la em contrição / Invejo a Virgem Maria

Mãos postas e olhar sereno / Ela fita o nazareno
E eu sinto o meu desejo / Quando ela beija contrita
As pontas da sua fita / Na minha boca o seu beijo

Se ela perguntar um dia / A Virgem Santa Maria
Se o meu amor lhe convém / E a Virgem disser que sim
Serei até ter meu fim / Um mariano também!

Fim de estrada

Calor Galhardo
Fim de Estrada (samba, 1958) - Adelino Moreira

Título da música: Fim de estrada / Gênero musical: Samba / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora: Rca victor / Número do Álbum: 801991 / Data de Gravação: 00/1958 / Data de Lançamento: 00/1958 / Lado A / Disco 78 rpm:


Estou chegando ao fim da minha estrada
Sem nada pra deixar quando partir
No mundo quem não segue em linha reta
Não vive a vida, vegeta
De algum calço no porvir

Cansei de andar aos trancos e barrancos
E quero finalmente descansar
E antes que despontem os meus cabelos brancos
Eu vou a minha vida transformar

Para isso é necessário
Que você diga que sim
Para isso é necessário
Que você goste de mim
Eu deponho em sua mãos
Este resto de destino
Pois estando nos seus braços
Eu me sinto pequenino

Para isso é necessário
Que você diga que sim
Para isso é necessário
Que você goste de mim
Eu deponho em sua mãos
Este resto de destino
Pois estando nos seus braços
Eu me sinto pequenino

Estou chegando ao fim da minha estrada
Sem nada pra deixar quando partir
No mundo quem não segue em linha reta
Não vive a vida, vegeta
De algum calço no porvir

Cansei de andar aos trancos e barrancos
E quero finalmente descansar
E antes que despontem os meus cabelos brancos
Eu vou a minha vida transformar

domingo, 28 de novembro de 2010

Nunca me verás

Carlos Galhardo
Nunca me verás (bolero, 1960) - Zilá Fonseca e Oldemar Magalhães

Título da música: Nunca me verás / Gênero musical: Bolero / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Magalhães, Oldemar - Fonseca, Zila / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802244 / Data de Gravação 00/1960 / Data de Lançamento 00/1960 / Lado B / Disco 78 rpm:


Se um dia me deixares
Tu nunca me verás
No teu caminho
De mim não saberás
Nem falta sentirás
Do meu carinho

Seguirei meu destino
Serei um peregrino
Jamais me lembrarei
Do teu amor
Esquecerei, confesso
O teu amor perverso
Que só me trouxe dor

Eu te prometo, juro
Que jamais, no futuro
Procurarei por ti
Tu nunca me verás
Tu nunca me verás jamais

Seguirei meu destino
Serei um peregrino
Jamais me lembrarei
Do teu amor
Esquecerei, confesso
O teu amor perverso
Que só me trouxe dor

Eu te prometo, juro
Que jamais, no futuro
Procurarei por ti
Tu nunca me verás
Tu nunca me verás jamais

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Também tenho coração

Carlos Galhardo
Também tenho coração (samba, 1946) - Jorge de Castro e Marino Pinto

Título da música: Também tenho coração / Gênero musical: Samba / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Castro, Jorge de - Pinto, Marino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800426 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado B / Disco 78 rpm


Eu também tenho um coração / Dentro do peito
Eu também sei amar / Eu sei até perdoar
Mas também sei dar o desprezo / A quem merece
Quem é maltratado / Da dor, não esquece

Que mal eu fiz / Pra ser assim martirizado
Que mal eu fiz, meu Deus / Pra ser assim castigado
Vem desde o teu amor / Mas não importa
Quando te arrependeres / Vem bater na minha porta

Um castigo, tarda / Mas não falta
A ingratidão / Não fica impune
Quando a saudade / Invadir teu coração
Não poderás / Esconder o teu ciúme

Eu também tenho um coração / Dentro do peito
Eu também sei amar / Eu sei até perdoar
Mas também sei dar o desprezo / A quem merece
Quem é maltratado / Da dor, não esquece

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Outras mulheres

Carlos Gallhardo
Outras mulheres (samba, 1945) - Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Outras mulheres / Gênero musical: Samba / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800328 / Data de Gravação 00/1945 / Data de Lançamento 00/1945 / Lado B / Disco 78 rpm:


É por causa de vocês / Outras mulheres
Que ela já não é a mesma para mim
É por causa de vocês / Outras mulheres
Que eu e ela já chegamos ao fim

Vocês me fizeram leviano
Vocês me ajudaram a fracassar
É por causa de vocês / Outras mulheres
Que ela vai me abandonar

Sempre quis a vocês todas
Sempre fui um leviano / E a coitada padeceu
De joelhos imploro / Vocês devem me esquecer
Sem vocês / Eu vivo outras mulheres
Mas sem ela / Não posso viver...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Castigo de Deus

Carlos Galhardo
Castigo de Deus (samba, 1942) - Geraldo Augusto, Kid Pepe e J. Piedade

Título da música: Castigo de Deus / Gênero musical: Samba / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Augusto, Geraldo - Piedade, J - Pepe, Kid / Gravadora Victor /Número do Álbum 34951 / Data de Gravação 00/1942 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado B / Disco 78 rpm:


Todo dia, santo dia / Mora aqui meu pensamento
E aos pés da Virgem Maria / Já rezei e confessei
Meu arrependimento

O despeito e o ciúme / Roubaram-me os carinhos teus
Sem o teu amor / Não sei viver
Todo mundo vai falar / Que é castigo de Deus!

Todo dia, santo dia / Mora aqui meu pensamento
E aos pés da Virgem Maria / Já rezei e confessei
Meu arrependimento

O despeito e o ciúme / Roubaram-me os carinhos teus
Sem o teu amor / Não sei viver
Todo mundo vai falar / Que é castigo de Deus!

E a todo instante / Voltas para o meu olhar
Meu amor é tão constante / Que eu não posso te olvidar
Se é castigo de Deus / Eu prefiro então morrer
Sem a luz dos olhos teus / Eu não posso mais viver!

Luar carioca

Luar carioca (samba, 1942) - Geraldo Augusto e J. Piedade

Título da música: Luar carioca / Gênero musical: Samba / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Augusto, Geraldo - Piedade, J / Gravadora Victor / Número do Álbum 34935 / Data de Gravação 00/1942 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado B / Disco 78 rpm:


Quando o luar carioca
Cobre os nossos barracões
É que a voz do samba toca
No fundo dos corações
Um samba que é conhecido
Hoje pelo mundo inteiro
É o samba que é nascido
Neste Rio de Janeiro

Quando o luar carioca
Cobre os nossos barracões
É que a voz do samba toca
No fundo dos corações
Um samba que é conhecido
Hoje pelo mundo inteiro
É o samba que é nascido
Neste Rio de Janeiro

Deixa falar, quem quiser
Um bamboleiro do samba
O amor de uma mulher
Que um covarde faz um bamba
Deixa o meu Brasil pandeiro
Ritmado na aquarela
A alma de um brasileiro
Cheia de amor se revela

domingo, 21 de novembro de 2010

Novamente abril

Novamente abril (samba, 1955) -  Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Carlos Galhardo
Título da música: Novamente abril / Gênero musical: Samba / Intérprete: Galhardo, Carlos / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Acompanhamento Coro e Orquestra / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 801413 / Data de Gravação 07/01/1955 / Data de Lançamento 03/1955 / Lado A / Disco 78 rpm:


Novamente abril / Vai surgir o calendário
Desde cada santuário / Um prenúncio de alegria

Novamente abril / É o mes da grande festa
E todo devoto presta / A São Jorge no seu dia

Novamente abril / Vejo mocinhas e velhas
A comprar rosas vermelhas / Pra seu santo ornamentar

Novamente abril / Missa de alvorada
Vai toda cidade / Rezar...

São Jorge / És meu santo guerreiro
Que dá festa no terreiro / Na igreja e no lar
São Jorge / Mes de abril é o teu mes
Salve o dia 23 / Vamos todos festejar

Uma cruz na estrada

Uma cruz na estrada (samba, 1953) -  Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Carlos Galhardo
Uma homenagem da dupla Ari Monteiro / Irani de Oliveira ao inesquecível Chico Viola (Francisco Alves), o cantor-rei da música popular brasileira, falecido em desastre automobilístico em 1952.

Título da música: Uma cruz na estrada / Gênero musical: Samba / Intérprete:  Carlos Galhardo / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 801116 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


Existe lá na beira da estrada
Uma cruz abandonada
Que nos traz recordação
Quem passa rende culto à saudade
De uma voz que a cidade
Consagrou com devoção

Eu sofro
E esta dor que me entristece
Faz do meu canto uma prece
À memória do cantor
Que foi meu grande amigo inseparável
Amizade interminável
Nos uniu seu violão
E hoje sufocando a minha mágoa
Os olhos rasos d'água
E uma cruz no coração...

Foi meu amigo inseparável
Amizade interminável
Nos uniu seu violão
E hoje sufocando a minha mágoa
Os olhos rasos d'água
E uma cruz no coração...

sábado, 20 de novembro de 2010

Amanhã ou depois

Carlos Galhardo
Amanhã ou depois (samba, 1952) - Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Título da música: Amanhã ou depois / Gênero musical: Samba / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 801047 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado B / Disco 78 rpm:


O que você me fez / Amanhã ou depois
Você há de pagar / Você vai padecer
Vai penar, vai sofrer / Deixa o dia chegar
(Você há de pagar...) (bis)

Você tem sofrer pelo mal que me fez
Quando o dia chegar
Pois o tem po é assim
Ele só é ruim
Pra quem não pode esperar...
(Você há de pagar...)

Valsa de formatura

Carlos Galhardo
Valsa de formatura (valsa, 1952) - Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Título da música: Valsa de formatura / Gênero musical: Valsa / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 800982 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado A / Disco 78 rpm:


Meia-noite vibrante momento
Uma valsa a orquestra prediz
É marcante este acontecimento
Nesta noite, sublime, feliz!

São momentos de grande emoção
Que nos faz acordados sonhar
Vendo os pares surgirem no salão
A rodar, a rodar, a rodar...

Nã existe no mundo ninguém mais feliz
Nesta noite e neste salão nos bendiz
Foi um sonho que conseguiu-se afinal
Transformar na concretização do nosso ideal

Tu és mamãe eu sou papai

Carlos Galhardo
Tu és mamãe eu sou papai (valsa, 1952) - Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Título da música: Tu és mamãe eu sou papai / Gênero musical: Valsa / Intérprete: Carlos Galhardo / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 800937 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado A / Disco 78 rpm:


O dia para nós dois está mais lindo
O nosso sonho se realizou
O céu para nós está sorrindo
Jesus, o nosso lar, abençoou
Porque para nós dois
Mandou alguém
Que veio enriquecer o nosso lar


Quem sabe, outros mais
Virão talvez
Éramos dois, já somos três
Multiplicando sempre vai
Agora és mais feliz
Eu também sou
Para nós tudo mudou
Tu és mamãe
E eu sou papai!

Como é lindo contemplar
Um sorriso de criança
Faz o coração vibrar
De ternura e de bonança


Eu jamais esquecerei
Como feliz tu me fizeste
Possuindo este presente
Que eu te dei
E que tu me deste!

domingo, 24 de agosto de 2008

Canta vagabundo

Canta vagabundo (marcha/carnaval, 1949) - Roberto Martins e Ari Monteiro

Canta vagabundo
A tua desilusão
Canta a tua mágoa pelo mundo
Faz da tua dor, uma canção.

Canta vagabundo
Carlos Galhardo
A tua desilusão
Canta a tua mágoa pelo mundo
Faz da tua dor, uma canção.

Pra que chorar?
Pra que, pra que?
Se o nosso pranto ninguém vê
Se choras por alguém que não te quer
Esquece por favor, esta mulher
E vai cantando vagabundo
Atrás de um outro amor qualquer.

Pra que chorar?
Pra que, pra que?
Se o nosso pranto ninguém vê
Se choras por alguém que não te quer
Esquece por favor, esta mulher
E vai cantando vagabundo
Atrás de um outro amor qualquer.

E vai cantando vagabundo
Atrás de um outro amor qualquer...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Cadê Zazá

Cadê Zazá (marcha/carnaval, 1948) - Roberto Martins e Ari Monteiro

Cadê Zazá ?... Cadê Zazá ?...
Saiu dizendo, vou alí, e volto já,
Mas não voltou porque ? Porque será ?
Cadê Zazá, Zazá, Zazá ?
(bis)

Carlos Galhardo

Sem ela vou vender meu bangalô,
Que tem tudo, mas não tem o seu amor,
Sem ela, pra que serve geladeira,
Pra que ventilador ?
Pergunto e ninguém diz onde ela está,
Cadê Zazá, Zazá, Zazá ?

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Carolina (Bonfiglio de Oliveira)

Bonfiglio de Oliveira
Carolina (marcha/carnaval, 1934) - Bonfiglio de Oliveira e Hervé Cordovil

Carolina
Carolina
Vai dizendo, por favor
Carolina
Carolina
Que você me tem amor

Carlos Galhardo
Carolina por você
Muita gente vai brigar
Você tem não sei o quê
E quem passa tem que olhar

Desde quando vi você
Nunca mais vivi em paz
Você tem não sei o quê
E quem passa olha pra trás

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Carlos Galhardo

Carlos Galhardo

Carlos Galhardo (Catello Carlos Guagliardi), cantor, nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 25/4/1913 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 26/7/1985. Seus pais, italianos, moravam no Rio de Janeiro quando Dona Savéria Novelli engravidou. Nessa mesma época foram tentar a sorte em Buenos Aires, mas, dois meses depois de seu nascimento, mudaram-se para São Paulo SP. Outros dois meses depois estavam de novo no Rio de Janeiro. Aos oito anos, com a morte da mãe, foi viver com um parente, no bairro do Estácio, para aprender o ofício de alfaiate.

Apesar de não gostar do ramo, aos 15 anos já era oficial, abandonando os estudos (só completou o primário) para se dedicar à profissão. Passou por várias alfaiatarias do Rio e, numa delas, trabalhou com Salvador Grimaldi, alfaiate e barítono, com quem costumava ensaiar duetos de ópera.

Em casa, gostava de cantar sozinho canções italianas e árias de óperas, mas o início de sua carreira só se deu em 1932, ano em que, numa reunião na casa de um irmão, onde estavam presentes Mário Reis, Lamartine Babo, Jonjoca e Francisco Alves, cantou Deusa (Freire Júnior). Gostando de sua voz, Francisco Alves aconselhou-o a tentar o rádio. Nessa época, trabalhava numa barbearia e, graças à manicura e cantora portuguesa Maria Fernanda, conseguiu entrar em contato com pessoas influentes da Rádio Educadora (hoje Tamoio), onde se apresentou cantando Destino (Nonô e Luís Iglésias).

No dia seguinte foi procurado por um representante da Victor que o convidou para fazer um teste na gravadora. Cantando o samba Até amanhã (Noel Rosa), foi aprovado, passando a fazer parte do coro que acompanhava as gravações, até lançar no início de 1933 seu primeiro disco, com os frevos Você não gosta de mim (Irmãos Valença) e Que é que há? (Nelson Ferreira), de muito sucesso em Recife. Logo a seguir lançou em seu segundo disco dois sambas de Assis Valente, de quem se tornou amigo: Para onde irá o Brasil e É duro de se crer.

Gravou, ainda em 1933, Samba nupcial (José Luís e Jaime Silva), Elogio da raça, em dupla com Carmen Miranda, P'ra quem sabe dar valor e Boas Festas (todas as três de Assis Valente) e Pão de Açúcar (Assis Valente e Artur Costa). Boas festas foi seu primeiro grande sucesso e inaugurou no Brasil o gênero natalino.

Trabalhou por cachê em várias emissoras do Rio de Janeiro, entre elas a Mayrink Veiga, a Rádio Clube, a Philips e a Rádio Sociedade, e, no Carnaval de 1934, destacou-se com a marcha Carolina (Bonfiglio de Oliveira e Hervé Cordovil), gravada na Victor. Nesse ano, contratado pela Columbia, lançou em disco Olha lá o balão (Roberto Martins e Carlos Maurício); e, em 1935, gravou Lá no céu (Silvino Neto e Pedro Romano), Boneca de pano (Assis Valente) e Mariana (Bonfiglio de Oliveira e Lamartine Babo), estreando como cantor romântico com a valsa-canção Cortina de veludo (Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), grande sucesso.

Foi então contratado pela Rádio Cruzeiro do Sul e, em 1936, gravou seu último disco pela Columbia. Voltando para a Victor gravou, nesse mesmo ano, a marcha Madalena (Bonfiglio de Oliveira) e o samba Você não sabe, amor (Ataulfo Alves e Bide), mas seu grande destaque foi a gravação em disco Victor da valsa Italiana (Paulo Barbosa, José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago).

Tornou-se um dos intérpretes mais requisitados no cenário musical carioca, sendo convidado, para trabalhar na Rádio Cajuti e na Rádio Tupi, e assinando contrato com a gravadora Odeon, onde lançou, ainda em 1936, o samba Dou-te um adeus (Bide e Armando Marçal) e a valsa Apenas tu (Roberto Martins e Jorge Faraj), entre outras músicas.

No ano seguinte, foram gravadas a valsa A você (Ataulfo Alves e Aldo Cabral), as valsas Assim acaba um grande amor, E o destino desfolhou (ambas de Gastão Lamounier e Mário Rossi ) e É quase felicidade (Benedito Lacerda e Jorge Faraj), e o samba E a saudade ficou (Benedito Lacerda e Jorge Faraj). Foi para a Rádio Mayrink Veiga, onde permaneceu durante 11 anos.

Em 1938 participou do filme musical Banana da terra, dirigido por J. Rui. Novamente na Victor, gravou, em 1939, a marcha Sem banana (João de Barro e Alberto Ribeiro), o samba Sei que é covardia, mas... (Ataulfo Alves e Claudionor Cruz), o fox-canção Linda Butterfly, a valsa Perfume de mulher bonita e o fox Dia há de chegar (as três de Georges Moran e Osvaldo Santiago).

Trabalhou, em 1940, no filme Vamos cantar, de Leo Martin e, no ano seguinte, em Entra na farra, de Luís de Barros. Para o Carnaval de 1941, gravou dois sucessos: a marcha Allah-la-ô (Haroldo Lobo e Nássara) e a valsa Nós queremos uma valsa (Nássara e Eratóstenes Frazão).

Em 1945 lançou, pela Continental, com Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, com músicas de Radamés Gnattali. Em 1948, deixou a Rádio Mayrink Veiga para trabalhar na Rádio Nacional, onde ficou por quatro anos; gravou pela Victor o samba Vinte e Três de Abril (Roberto Martins e Ari Monteiro) e a valsa Saudade do Maranhão (Roberto Martins e Dilu Melo), lançando para o Carnaval a marchinha Cadê Zazá? (Roberto Martins e Ari Monteiro).

Passou a trabalhar na Rádio Mayrink Veiga e na Rádio Mundial, em 1952, ano em que foi a Portugal, realizando apresentações durante um ano por todo o país. Em 1953 foi eleito Rei do Disco pela Revista do Disco. Em 1955 participou do filme Carnaval em Lá maior, de Ademar Gonzaga. Atuou, em 1957, no filme Metido a bacana, de J. B. Tanko.

Como um dos cantores que mais venderam disco no Brasil, lançou os seguintes LPs pela Victor hoje RCA: na década de 1950, Evocação, incluindo Guacyra (Hekel Tavares e Joraci Camargo) e a Valsa dos namorados (Silvino Neto); Carrossel de melodias, com Fascinação (versão de Armando Louzada para a valsa de Marchetti) e Saudades de Matão (Francana) (Antenógenes Silva, Jorge Galati e Raul Torres); em 1961, Jóias musicais de Joubert de Carvalho, com Maringá e Dor de recordar, esta em parceria com Olegário Mariano; em 1962, Um sorriso... uma frase... uma flor, com músicas já anteriormente gravadas em 78 rpm; em 1965, Canções de toda gente, com a faixa-título de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago; em 1966, O mundo das velhas canções, com A dama de vermelho (Alcir Pires Vermelho e Pedro Caetano) e Chão de estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa); em 1968, Se ela sente saudade, com Gosto que me enrosco (Sinhô) e Viola enluarada (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale); em 1969, Italiana e outros sucessos de Carlos Galhardo, com Último beijo (Jorge Faraj e Roberto Martins); em 1970, Uma voz e um violão, com Nancy (Areli e Luís Lacerda) e Malandrinha (Freire Júnior); em 1971, Se esta rua fosse minha, tom a faixa-título e Casinha pequenina (ambas de domínio público).

Depois de Francisco Alves, foi o cantor que mais gravou em 78 rpm, cerca de 570 músicas, sendo conhecido como O rei da valsa e O cantor que dispensa adjetivos.

Algumas cifras e letras:

Carlos Galhardo

Carlos Galhardo

Carlos Galhardo (Catello Carlos Guagliardi), cantor, nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 25/4/1913 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 26/7/1985. Seus pais, italianos, moravam no Rio de Janeiro quando Dona Savéria Novelli engravidou. Nessa mesma época foram tentar a sorte em Buenos Aires, mas, dois meses depois de seu nascimento, mudaram-se para São Paulo SP. Outros dois meses depois estavam de novo no Rio de Janeiro. Aos oito anos, com a morte da mãe, foi viver com um parente, no bairro do Estácio, para aprender o ofício de alfaiate.

Apesar de não gostar do ramo, aos 15 anos já era oficial, abandonando os estudos (só completou o primário) para se dedicar à profissão. Passou por várias alfaiatarias do Rio e, numa delas, trabalhou com Salvador Grimaldi, alfaiate e barítono, com quem costumava ensaiar duetos de ópera.

Em casa, gostava de cantar sozinho canções italianas e árias de óperas, mas o início de sua carreira só se deu em 1932, ano em que, numa reunião na casa de um irmão, onde estavam presentes Mário Reis, Lamartine Babo, Jonjoca e Francisco Alves, cantou Deusa (Freire Júnior). Gostando de sua voz, Francisco Alves aconselhou-o a tentar o rádio. Nessa época, trabalhava numa barbearia e, graças à manicura e cantora portuguesa Maria Fernanda, conseguiu entrar em contato com pessoas influentes da Rádio Educadora (hoje Tamoio), onde se apresentou cantando Destino (Nonô e Luís Iglésias).

No dia seguinte foi procurado por um representante da Victor que o convidou para fazer um teste na gravadora. Cantando o samba Até amanhã (Noel Rosa), foi aprovado, passando a fazer parte do coro que acompanhava as gravações, até lançar no início de 1933 seu primeiro disco, com os frevos Você não gosta de mim (Irmãos Valença) e Que é que há? (Nelson Ferreira), de muito sucesso em Recife. Logo a seguir lançou em seu segundo disco dois sambas de Assis Valente, de quem se tornou amigo: Para onde irá o Brasil e É duro de se crer.

Gravou, ainda em 1933, Samba nupcial (José Luís e Jaime Silva), Elogio da raça, em dupla com Carmen Miranda, P'ra quem sabe dar valor e Boas Festas (todas as três de Assis Valente) e Pão de Açúcar (Assis Valente e Artur Costa). Boas festas foi seu primeiro grande sucesso e inaugurou no Brasil o gênero natalino.

Trabalhou por cachê em várias emissoras do Rio de Janeiro, entre elas a Mayrink Veiga, a Rádio Clube, a Philips e a Rádio Sociedade, e, no Carnaval de 1934, destacou-se com a marcha Carolina (Bonfiglio de Oliveira e Hervé Cordovil), gravada na Victor. Nesse ano, contratado pela Columbia, lançou em disco Olha lá o balão (Roberto Martins e Carlos Maurício); e, em 1935, gravou Lá no céu (Silvino Neto e Pedro Romano), Boneca de pano (Assis Valente) e Mariana (Bonfiglio de Oliveira e Lamartine Babo), estreando como cantor romântico com a valsa-canção Cortina de veludo (Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), grande sucesso.

Foi então contratado pela Rádio Cruzeiro do Sul e, em 1936, gravou seu último disco pela Columbia. Voltando para a Victor gravou, nesse mesmo ano, a marcha Madalena (Bonfiglio de Oliveira) e o samba Você não sabe, amor (Ataulfo Alves e Bide), mas seu grande destaque foi a gravação em disco Victor da valsa Italiana (Paulo Barbosa, José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago).

Tornou-se um dos intérpretes mais requisitados no cenário musical carioca, sendo convidado, para trabalhar na Rádio Cajuti e na Rádio Tupi, e assinando contrato com a gravadora Odeon, onde lançou, ainda em 1936, o samba Dou-te um adeus (Bide e Armando Marçal) e a valsa Apenas tu (Roberto Martins e Jorge Faraj), entre outras músicas.

No ano seguinte, foram gravadas a valsa A você (Ataulfo Alves e Aldo Cabral), as valsas Assim acaba um grande amor, E o destino desfolhou (ambas de Gastão Lamounier e Mário Rossi ) e É quase felicidade (Benedito Lacerda e Jorge Faraj), e o samba E a saudade ficou (Benedito Lacerda e Jorge Faraj). Foi para a Rádio Mayrink Veiga, onde permaneceu durante 11 anos.

Em 1938 participou do filme musical Banana da terra, dirigido por J. Rui. Novamente na Victor, gravou, em 1939, a marcha Sem banana (João de Barro e Alberto Ribeiro), o samba Sei que é covardia, mas... (Ataulfo Alves e Claudionor Cruz), o fox-canção Linda Butterfly, a valsa Perfume de mulher bonita e o fox Dia há de chegar (as três de Georges Moran e Osvaldo Santiago).

Trabalhou, em 1940, no filme Vamos cantar, de Leo Martin e, no ano seguinte, em Entra na farra, de Luís de Barros. Para o Carnaval de 1941, gravou dois sucessos: a marcha Allah-la-ô (Haroldo Lobo e Nássara) e a valsa Nós queremos uma valsa (Nássara e Eratóstenes Frazão).

Em 1945 lançou, pela Continental, com Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, com músicas de Radamés Gnattali. Em 1948, deixou a Rádio Mayrink Veiga para trabalhar na Rádio Nacional, onde ficou por quatro anos; gravou pela Victor o samba Vinte e Três de Abril (Roberto Martins e Ari Monteiro) e a valsa Saudade do Maranhão (Roberto Martins e Dilu Melo), lançando para o Carnaval a marchinha Cadê Zazá? (Roberto Martins e Ari Monteiro).

Passou a trabalhar na Rádio Mayrink Veiga e na Rádio Mundial, em 1952, ano em que foi a Portugal, realizando apresentações durante um ano por todo o país. Em 1953 foi eleito Rei do Disco pela Revista do Disco. Em 1955 participou do filme Carnaval em Lá maior, de Ademar Gonzaga. Atuou, em 1957, no filme Metido a bacana, de J. B. Tanko.

Como um dos cantores que mais venderam disco no Brasil, lançou os seguintes LPs pela Victor hoje RCA: na década de 1950, Evocação, incluindo Guacyra (Hekel Tavares e Joraci Camargo) e a Valsa dos namorados (Silvino Neto); Carrossel de melodias, com Fascinação (versão de Armando Louzada para a valsa de Marchetti) e Saudades de Matão (Francana) (Antenógenes Silva, Jorge Galati e Raul Torres); em 1961, Jóias musicais de Joubert de Carvalho, com Maringá e Dor de recordar, esta em parceria com Olegário Mariano; em 1962, Um sorriso... uma frase... uma flor, com músicas já anteriormente gravadas em 78 rpm; em 1965, Canções de toda gente, com a faixa-título de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago; em 1966, O mundo das velhas canções, com A dama de vermelho (Alcir Pires Vermelho e Pedro Caetano) e Chão de estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa); em 1968, Se ela sente saudade, com Gosto que me enrosco (Sinhô) e Viola enluarada (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale); em 1969, Italiana e outros sucessos de Carlos Galhardo, com Último beijo (Jorge Faraj e Roberto Martins); em 1970, Uma voz e um violão, com Nancy (Areli e Luís Lacerda) e Malandrinha (Freire Júnior); em 1971, Se esta rua fosse minha, tom a faixa-título e Casinha pequenina (ambas de domínio público).

Depois de Francisco Alves, foi o cantor que mais gravou em 78 rpm, cerca de 570 músicas, sendo conhecido como O rei da valsa e O cantor que dispensa adjetivos.

Algumas cifras e letras:

domingo, 26 de março de 2006

Gosto que me enrosco

Gosto que me enrosco (samba, 1928) - Sinhô

---G -------------D7------------- G
Não se deve amar sem ser amado
-----------------------------Am
É melhor morrer crucificado!
---------------B7--------------------------- Em
Deus nos livre das mulheres de hoje em dia
----------------------A7
Desprezam um homem
-----------------------D7
Só por causa da or - gia!

---Am----------------- D7----------- G
Gosto que me enrosco de ouvir dizer
------G7--------------------------- C
Que a parte mais fraca é a mulher
-------------Cm------------------- G
Mas o homem com toda a fortaleza
---------E7------- Am--------- D7----- G
Desce da nobreza e faz o que ela quer!



Carlos Galhardo
----G-------------- D7----------- G
Dizem que a mulher é parte fraca ...
------------------------------------Am
Nisto é que eu não posso acreditar
-------------B7------------------- Em
Entre beijos, e abraços e carinhos ...
----------------------A7
O homem não tendo
------------------------D7
É bem capaz de roubar (Estrib.)

Gosto que me enrosco

Gosto que me enrosco (samba, 1928) - Sinhô

---G -------------D7------------- G
Não se deve amar sem ser amado
-----------------------------Am
É melhor morrer crucificado!
---------------B7--------------------------- Em
Deus nos livre das mulheres de hoje em dia
----------------------A7
Desprezam um homem
-----------------------D7
Só por causa da or - gia!

---Am----------------- D7----------- G
Gosto que me enrosco de ouvir dizer
------G7--------------------------- C
Que a parte mais fraca é a mulher
-------------Cm------------------- G
Mas o homem com toda a fortaleza
---------E7------- Am--------- D7----- G
Desce da nobreza e faz o que ela quer!



Carlos Galhardo
----G-------------- D7----------- G
Dizem que a mulher é parte fraca ...
------------------------------------Am
Nisto é que eu não posso acreditar
-------------B7------------------- Em
Entre beijos, e abraços e carinhos ...
----------------------A7
O homem não tendo
------------------------D7
É bem capaz de roubar (Estrib.)