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terça-feira, 5 de setembro de 2006

Barco negro

Ney Matogrosso - Amália Rodrigues

Barco negro (fado) - Caco Velho e Pirati

Tom: A

Int.: (E A)

A
De manhã que medo
E A
Que me achasses feia
Acordei tremendo
A7 D
Deitada na areia
A
Mas logo os teus olhos
A7 D
Disseram que não
E A
E o sol penetrou
E A (A)
No meu coração

A
Vi depois numa rocha
Uma cruz
E o teu barco negro
A7 D
Dançava na luz
A
Vi teu braço acenando
A7 D
Entre as velas já soltas
Dizem as velhas das praia
E
Que não voltas
A
São loucas
Am
São loucas

E
Eu sei meu amor
A
Que nem chegaste a partir
E
Pois tudo ao meu redor
A
Me diz que estás sempre comigo
A
No vento que lança
E A
A areia no vidro
Na água que canta
A7 D
No fogo mortiço
A
No calor do leito
A7 D
No vento vazio
E A
Dentro do meu peito
E A (D Dm A A7)
Estás sempre comigo

E
Eu sei meu amor
A
Que nem chegaste a partir
E
Pois tudo ao meu redor
A (A D)
Me diz que estás sempre comigo

Bombocado

Caco Velho
Caco Velho

Bombocado (samba) - Denis Brean

Ô nega, você me deixa abafado
Com gosto de bom-bocado
Quando me beija a boca
Seu beijo é uma coisa louca
Eu já estou viciado
Nesse gostoso melado

Seu beijo tem qualquer coisa de forte
Mais poderoso que a morte
Eis em resumo a razão
Seu beijo parece uma granada
Que entra pelos meus lábios
E vai até o coração.

Caco Velho

Caco Velho

Caco Velho (Mateus Nunes), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em Porto Alegre/RS, em 12/3/1909, e faleceu em São Paulo, em 14/9/1971. Era filho de um violonista amador, trabalhou como auxiliar de mecânico na Editora Globo e desde cedo se interessou pelo samba.

Estreou, em 1932, na Rádio Gaúcha, como pandeirista do Regional de Piratini, conjunto no qual foi também crooner e tocou piano, baixo e bateria. Nessa época, apresentou-se em rádios e boates em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina, cantando sempre uma música de que gostava muito - Caco velho (Ary Barroso), que originou seu apelido.

Mudou-se para São Paulo em 1940, ingressando na orquestra de J. França e atuando no Cassino OK. Descoberto por Dermeval Costa Lima em 1943, foi levado para a Rádio Tupi, tornando-se cantor muito popular e passando a ser conhecido como "o homem com uma cuíca na garganta", por imitar o som de cuíca em vocalizações.

Gravou pela primeira vez, em disco Odeon de 78 rpm, em 1944, cantando os sambas Briga de gato (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) e Maria caiu do céu (com Nilo Silva).

Na Continental gravou os sucessos: em 1945, o samba Bombocado (Denis Brean); em 1946, um de seus grandes sucessos, o samba Meu fraco é mulher (Matias da Cruz e Heitor Barros) e o samba É doloroso (Heitor Barros e Alfredo Borba), em 1948, Alegria de pobre (Ciro de Souza).

Trabalhou também em cinema, participando dos filmes Carnaval Atlântida (de José Carlos Burle, 1952), Mulher de verdade (de Alberto Cavalcanti, 1954) e Carnaval em lá maior (de Ademar Gonzaga, 1955).

Ainda na Rádio Tupi, apresentou-se como crooner do conjunto de Robledo e, depois, da orquestra de Georges Henri, com quem excursionou a Paris, França, em 1955. Desse ano até 1957, cantou no cabaré La Macumba, em Paris, e, de volta a São Paulo, abriu sua primeira casa noturna, Derval Bar.

Na década de 1960 teve outra casa de samba - Brazilian's Bar - e por 1966 partiu para São Francisco, E.U.A., ode ficou durante dois anos, com o conjunto do Brazilian's Bar, apresentando-se em boates e shows em universidades.

Seguiu para Lisboa, Portugal, em 1968, onde fez apresentações em teatros, rádio e televisão.

Voltando a São Paulo, em 1970 passou a atuar nas boates Jogral e Mondo Cane, e no ano seguinte inaugurou nova casa de samba, Sem Nome Drinks. Participou, em 1971, do programa Som Livre Exportação, na TV Globo.

Como compositor destacou-se com Mãe preta (com Antônio Amabile), Barco negro (ambos gravados pela portuguesa Amália Rodrigues), Não faça hora, outro grande êxito em sua interpretação, e Não bobeie Kalamazu, gravada pelos Namorados da Lua.