Mostrando postagens com marcador arranjador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arranjador. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2009

Rogério Duprat

rogerio druprat

Rogério Duprat - regente, arranjador e compositor - nasceu no Rio de Janeiro em 07/02/1932 e faleceu em São Paulo em 26/10/2006. Em São Paulo estudou violoncelo inicialmente com Calisto Corazza e em 1953 passou a integrar a Orquestra Sinfônica Estadual. Na mesma ocasião estudou harmonia, contraponto e composição com Olivier Toni e Cláudio Santoro.

Em 1955 passou para a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, e no ano seguinte foi violoncelista, fundador e diretor da Orquestra de Câmara de São Paulo.

A partir de 1960 compôs para teatro, televisão, gravações e cinema, e tomou parte no movimento Música Nova, em 1961, em São Paulo, com Damiano Cozzella, Willy Correia de Oliveira, Gilberto Mendes, Régis Duprat, Júlio Medaglia e Sandino Hohagem.

Em 1962 fez estudos na Alemanha e França, com Pierre Boulez (1925-) e Karlheinz Stockhausen (1928-). Em 1963 compôs música experimental em computador com Damiano Cozzella e foi ainda regente e arranjador da TV Excelsior, de São Paulo, cargos que ocupou até o ano seguinte, quando recebeu vários prêmios pela música para o filma A Ilha (Walter Hugo Khouri), assumindo em seguida o cargo de professor-assistente do Departamento de Música da UnB, onde participou de happenings e manifestações de música aleatória.

Em 1965 foi premiado pela trilha sonora do filme Noite vazia (Walter Hugo Khouri). De volta a São Paulo em 1966, recebeu prêmios pelas trilhas sonoras dos filmes Corpo ardente (Walter Hugo Khouri) e As Cariocas (Fernando de Barros, Walter Hugo Khouri e Roberto Santos).

Em 1967 obteve o prêmio de melhor arranjador, no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, com Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967), além do Roquete Pinto, como melhor arranjador do ano. No mesmo ano participou do movimento tropicalista de música popular.

Em 1968 recebeu o troféu Galo de Ouro pelo melhor arranjo do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, e foi diretor musical do programa Divino Maravilhoso, da TV Tupi.

Compôs mais de 40 trilhas sonoras para o cinema braqsileiro e, em 1987, recebeu o Prêmio Kikito de melhor música original do XVIII Festival de Cinema de Gramado, com o filme Marvada carne de André Klotzel.

Autor de inúmeros arranjos, orquestrações e composições para diversos instrumentos, foi também diretor artístico das produtoras fonográficas Pauta e Vice-Versa.

Afastado das atividades artísticas por problemas de audição, reapareceu em 1997 como arranjador da faixa Tempo/Espaço do CD Liga lá, de Lulu Santos (BMG, 1997).

Fonte:Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

Rogério Duprat

rogerio druprat

Rogério Duprat - regente, arranjador e compositor - nasceu no Rio de Janeiro em 07/02/1932 e faleceu em São Paulo em 26/10/2006. Em São Paulo estudou violoncelo inicialmente com Calisto Corazza e em 1953 passou a integrar a Orquestra Sinfônica Estadual. Na mesma ocasião estudou harmonia, contraponto e composição com Olivier Toni e Cláudio Santoro.

Em 1955 passou para a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, e no ano seguinte foi violoncelista, fundador e diretor da Orquestra de Câmara de São Paulo.

A partir de 1960 compôs para teatro, televisão, gravações e cinema, e tomou parte no movimento Música Nova, em 1961, em São Paulo, com Damiano Cozzella, Willy Correia de Oliveira, Gilberto Mendes, Régis Duprat, Júlio Medaglia e Sandino Hohagem.

Em 1962 fez estudos na Alemanha e França, com Pierre Boulez (1925-) e Karlheinz Stockhausen (1928-). Em 1963 compôs música experimental em computador com Damiano Cozzella e foi ainda regente e arranjador da TV Excelsior, de São Paulo, cargos que ocupou até o ano seguinte, quando recebeu vários prêmios pela música para o filma A Ilha (Walter Hugo Khouri), assumindo em seguida o cargo de professor-assistente do Departamento de Música da UnB, onde participou de happenings e manifestações de música aleatória.

Em 1965 foi premiado pela trilha sonora do filme Noite vazia (Walter Hugo Khouri). De volta a São Paulo em 1966, recebeu prêmios pelas trilhas sonoras dos filmes Corpo ardente (Walter Hugo Khouri) e As Cariocas (Fernando de Barros, Walter Hugo Khouri e Roberto Santos).

Em 1967 obteve o prêmio de melhor arranjador, no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, com Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967), além do Roquete Pinto, como melhor arranjador do ano. No mesmo ano participou do movimento tropicalista de música popular.

Em 1968 recebeu o troféu Galo de Ouro pelo melhor arranjo do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, e foi diretor musical do programa Divino Maravilhoso, da TV Tupi.

Compôs mais de 40 trilhas sonoras para o cinema braqsileiro e, em 1987, recebeu o Prêmio Kikito de melhor música original do XVIII Festival de Cinema de Gramado, com o filme Marvada carne de André Klotzel.

Autor de inúmeros arranjos, orquestrações e composições para diversos instrumentos, foi também diretor artístico das produtoras fonográficas Pauta e Vice-Versa.

Afastado das atividades artísticas por problemas de audição, reapareceu em 1997 como arranjador da faixa Tempo/Espaço do CD Liga lá, de Lulu Santos (BMG, 1997).

Fonte:Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

Lindolfo Gaya

Lindolfo Gaya
Lindolfo Gaya (Lindolpho Gomes Gaya), arranjador, regente, instrumentista, compositor. Itararé, SP - 06/05/1921 - Curitiba, 14/09/1987. Começou a aprender piano com sete anos de idade, só se profissionalizando como músico em 1942. Estudou no Colégio Franco-Brasileiro, de São Paulo, SP.

A partir de 1942, no Rio de Janeiro, passou a atuar como pianista em programas de calouros na então Rádio Transmissora, passando para a Orquestra de Chiquinho na Rádio Clube e depois para a Rádio Tupi, onde conheceu a cantora Stelinha Egg, com quem se casou em 1945. Para a Victor e Odeon, realizou durante 15 anos arranjos e orquestrações, destacando-se na música popular brasileira.

Com os arranjos de O vento e O mar (ambos de Dorival Caymmi), interpretados por Stelinha Egg, recebeu o prêmio Melhor Disco do Ano, que possibilitou ao casal uma temporada artística pela Europa em 1955.

Em Varsóvia, Polônia, regeu a Orquestra Filarmônica, recebendo a medalha de ouro do governo polonês, e atuou como juiz em congresso folclórico apresentado na Festa da Juventude. Em Moscou, regeu a Grande Orquestra do Teatro Strada, participando do filme Folclore de Cinco Países, de Alexandrov, no qual tocou chorinhos de sua autoria. Na França, foi diretor musical do filme Bela Aventura, com Stelinha Egg, sobre temas e motivos brasileiros.

Fixando residência em Paris, onde trabalhou para a organização de gravações de Ray Ventura, fez arranjos para gravações de músicas brasileiras e sul-americanas. Orquestrou para uma gravadora francesa o elepê Chants folkloriques breseliens, sobre temas brasileiros, interpretados por Stelinha.

De volta ao Brasil, compôs músicas e fez arranjos para histórias infantis, com os seguintes elepês: João e Maria, O Gato de Botas, A Moura Torta, A Galinha dos Ovos de Ouro, Branca de Neve e O Pequeno Polegar. Ainda na RCA lançou os elepês Em Tempo de Dança (dois volumes), para órgão e pequeno conjunto.

Sua passagem para a Odeon deu-se quando a Bossa Nova começava a tomar forma: fez os arranjos para o histórico elepê Amor de Gente Moça, de
Sylvia Telles. Gravou ainda vários elepês pela Odeon, onde se destaca Dança Moderna com sua orquestra, tocando músicas tradicionais brasileiras, tais como Rosa Morena (Dorival Caymmi) e Grau dez (Lamartine Babo / Ary Barroso).

Em 1965 compôs as músicas do show Rio de Quatrocentos Janeiros, apresentado no grill-room do Copacabana Palace Hotel, do Rio de Janeiro, recebendo o prêmio Euterpe 65. A música foi registrada em elepê comemorativo do IV Centenário da cidade.

No ano seguinte, participou do júri que selecionou as 36 finalistas do I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro, fazendo os arranjos e regendo boa parte delas, e criou o desenho rítmico da canção
Saveiros (Dori Caymmi / Nelson Mota), que obteve o primeiro lugar na fase nacional e o segundo na internacional. Lançou pela Philips o elepê O Grande Festival, com as músicas do certame, tendo recebido o Galo de Ouro pela sua atuação como arranjador e maestro.

Apresentou na TV Rio e depois na TV Continental, um programa popular com Stelinha Egg, entremeando canções e filmes sobre o Brasil. Dirigiu shows de Elizeth Cardoso e Amália Rodrigues, no Canecão do Rio de Janeiro.

Fonte: Páginas 297/298, volume I, "Enciclopédia da Música Brasileira", Art Editora, 1977.

Lindolfo Gaya

Lindolfo Gaya (Lindolpho Gomes Gaya), arranjador, regente, instrumentista, compositor. Itararé, SP - 06/05/1921 - Curitiba, 14/09/1987. Começou a aprender piano com sete anos de idade, só se profissionalizando como músico em 1942. Estudou no Colégio Franco-Brasileiro, de São Paulo, SP.

A partir de 1942, no Rio de Janeiro, passou a atuar como pianista em programas de calouros na então Rádio Transmissora, passando para a Orquestra de Chiquinho na Rádio Clube e depois para a Rádio Tupi, onde conheceu a cantora Stelinha Egg, com quem se casou em 1945. Para a Victor e Odeon, realizou durante 15 anos arranjos e orquestrações, destacando-se na música popular brasileira.

Com os arranjos de O vento e O mar (ambos de Dorival Caymmi), interpretados por Stelinha Egg, recebeu o prêmio Melhor Disco do Ano, que possibilitou ao casal uma temporada artística pela Europa em 1955.

Em Varsóvia, Polônia, regeu a Orquestra Filarmônica, recebendo a medalha de ouro do governo polonês, e atuou como juiz em congresso folclórico apresentado na Festa da Juventude. Em Moscou, regeu a Grande Orquestra do Teatro Strada, participando do filme Folclore de Cinco Países, de Alexandrov, no qual tocou chorinhos de sua autoria. Na França, foi diretor musical do filme Bela Aventura, com Stelinha Egg, sobre temas e motivos brasileiros.

Fixando residência em Paris, onde trabalhou para a organização de gravações de Ray Ventura, fez arranjos para gravações de músicas brasileiras e sul-americanas. Orquestrou para uma gravadora francesa o elepê Chants folkloriques breseliens, sobre temas brasileiros, interpretados por Stelinha.

De volta ao Brasil, compôs músicas e fez arranjos para histórias infantis, com os seguintes elepês: João e Maria, O Gato de Botas, A Moura Torta, A Galinha dos Ovos de Ouro, Branca de Neve e O Pequeno Polegar. Ainda na RCA lançou os elepês Em Tempo de Dança (dois volumes), para órgão e pequeno conjunto.

Sua passagem para a Odeon deu-se quando a Bossa Nova começava a tomar forma: fez os arranjos para o histórico elepê Amor de Gente Moça, de
Sylvia Telles. Gravou ainda vários elepês pela Odeon, onde se destaca Dança Moderna com sua orquestra, tocando músicas tradicionais brasileiras, tais como Rosa Morena (Dorival Caymmi) e Grau dez (Lamartine Babo / Ary Barroso).

Em 1965 compôs as músicas do show Rio de Quatrocentos Janeiros, apresentado no grill-room do Copacabana Palace Hotel, do Rio de Janeiro, recebendo o prêmio Euterpe 65. A música foi registrada em elepê comemorativo do IV Centenário da cidade.

No ano seguinte, participou do júri que selecionou as 36 finalistas do I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro, fazendo os arranjos e regendo boa parte delas, e criou o desenho rítmico da canção
Saveiros (Dori Caymmi / Nelson Mota), que obteve o primeiro lugar na fase nacional e o segundo na internacional. Lançou pela Philips o elepê O Grande Festival, com as músicas do certame, tendo recebido o Galo de Ouro pela sua atuação como arranjador e maestro.

Apresentou na TV Rio e depois na TV Continental, um programa popular com Stelinha Egg, entremeando canções e filmes sobre o Brasil. Dirigiu shows de Elizeth Cardoso e Amália Rodrigues, no Canecão do Rio de Janeiro.

Fonte: Páginas 297/298, volume I, "Enciclopédia da Música Brasileira", Art Editora, 1977.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Durval Ferreira

Durval Ferreira (Durval Inácio Ferreira), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 26/1/1935, e faleceu na mesma cidade em 17/6/2007. Começou a aprender violão com a mãe, que tocava bandolim, e desde então interessou-se por música, estudando sozinho.

Mais tarde se aperfeiçoaria no contato com músicos como João Donato, Luís Eça, Johnny Alf, Cannonball Adderley, Herbie Mann, Tom Jobim e outros.

Em 1958 fez sua primeira composição, Sambop (com Maurício Einhorn) gravada dois anos depois por Claudete Soares no LP Nova geração em ritmo de samba (Copacabana). Em 1959 apresentou-se pela primeira vez em público no festival de bossa nova realizado no Liceu Franco-Brasileiro, do Rio de Janeiro, e em seguida em espetáculo da Faculdade de Arquitetura; nessa época, organizou seu primeiro conjunto e acompanhou a cantora Leny Andrade.

Em 1962 integrou o conjunto de Ed Lincoln e, como guitarrista, tocou no Sexteto Bossa Rio, de Sérgio Mendes, durante o Festival de Bossa Nova, do Carnegie Hall, de Nova Iorque, EUA. Três anos depois foi violonista do conjunto Tamba Trio em gravações, participando ainda do conjunto Os Gatos, com o qual gravou o LP Aquele som dos Gatos (Philips), e, em 1966, Os Gatos (Philips),incluindo sua composição E nada mais (com Lula Freire).

Compôs a trilha sonora de Estranho triângulo, direção de Pedro Camargo, e participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com a música Rua d'Aurora (com Fátima Gaspar e Tibério Gaspar).

Tem inúmeras composições gravadas por artistas brasileiros e norte-americanos, destacando-se Batida diferente (com Maurício Einhorn), gravada por Roberto Menescal e seu Conjunto, na Elenco, pelo Tamba Trio, na Philips, e com várias outras gravações no Brasil e exterior; Tristeza de nós dois (com Maurício Einhorn e Bebeto), gravada em 1962 pelo conjunto de Sérgio Mendes e também com inúmeras gravações: Estamos aí (com Maurício Einhorn e Regina Werneck), 1963, gravada por Leny Andrade, na Odeon; Nuvem, com o mesmo parceiro, gravada pelo conjunto Os Gatos, de Eumir Deodato, na Philips.

Sua composição com Maurício Einhorn e Hélio Mateus, Avião, foi uma das últimas gravações do cantor Agostinho dos Santos, antes de sua morte em acidente aéreo.

Participou, como jurado, do III e IV FIC, produziu as vinhetas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, sozinho (FM) e em parceria com Orlandivo (AM). Foi diretor artístico da CID.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Durval Ferreira

Durval Ferreira (Durval Inácio Ferreira), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 26/1/1935, e faleceu na mesma cidade em 17/6/2007. Começou a aprender violão com a mãe, que tocava bandolim, e desde então interessou-se por música, estudando sozinho.

Mais tarde se aperfeiçoaria no contato com músicos como João Donato, Luís Eça, Johnny Alf, Cannonball Adderley, Herbie Mann, Tom Jobim e outros.

Em 1958 fez sua primeira composição, Sambop (com Maurício Einhorn) gravada dois anos depois por Claudete Soares no LP Nova geração em ritmo de samba (Copacabana). Em 1959 apresentou-se pela primeira vez em público no festival de bossa nova realizado no Liceu Franco-Brasileiro, do Rio de Janeiro, e em seguida em espetáculo da Faculdade de Arquitetura; nessa época, organizou seu primeiro conjunto e acompanhou a cantora Leny Andrade.

Em 1962 integrou o conjunto de Ed Lincoln e, como guitarrista, tocou no Sexteto Bossa Rio, de Sérgio Mendes, durante o Festival de Bossa Nova, do Carnegie Hall, de Nova Iorque, EUA. Três anos depois foi violonista do conjunto Tamba Trio em gravações, participando ainda do conjunto Os Gatos, com o qual gravou o LP Aquele som dos Gatos (Philips), e, em 1966, Os Gatos (Philips),incluindo sua composição E nada mais (com Lula Freire).

Compôs a trilha sonora de Estranho triângulo, direção de Pedro Camargo, e participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com a música Rua d'Aurora (com Fátima Gaspar e Tibério Gaspar).

Tem inúmeras composições gravadas por artistas brasileiros e norte-americanos, destacando-se Batida diferente (com Maurício Einhorn), gravada por Roberto Menescal e seu Conjunto, na Elenco, pelo Tamba Trio, na Philips, e com várias outras gravações no Brasil e exterior; Tristeza de nós dois (com Maurício Einhorn e Bebeto), gravada em 1962 pelo conjunto de Sérgio Mendes e também com inúmeras gravações: Estamos aí (com Maurício Einhorn e Regina Werneck), 1963, gravada por Leny Andrade, na Odeon; Nuvem, com o mesmo parceiro, gravada pelo conjunto Os Gatos, de Eumir Deodato, na Philips.

Sua composição com Maurício Einhorn e Hélio Mateus, Avião, foi uma das últimas gravações do cantor Agostinho dos Santos, antes de sua morte em acidente aéreo.

Participou, como jurado, do III e IV FIC, produziu as vinhetas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, sozinho (FM) e em parceria com Orlandivo (AM). Foi diretor artístico da CID.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Astor Silva

Astor Silva, instrumentista, arranjador, regente e compositor, nasceu em 10/5/1922 no bairro do Rio Comprido, Rio de Janeiro, RJ, e faleceu na mesma cidade em 12/2/1968. Fez seus estudos na Escola João Alfredo, situada em Vila Isabel. Por essa época já estudava música e formou um grupo com colegas do colégio que se apresentava em bailes e festas familiares.

Iniciou sua atividade artística como trombonista de dancings. Por volta de 1940, passou a atuar no Cassino da Urca, e em outros, como os situados em Copacabana e Icaraí. Em 1946, com o fechamento dos Cassinos, passou a integrar a Orquestra Tabajara, dirigida por Severino Araújo, que realizou excursões pelo Brasil, Argentina, Uruguai, França, etc.

Ainda como integrante da Orquestra Tabajara, apresentou-se na Rádio Tupi. Posteriormente, transferiu-se para a orquestra do maestro Carioca que atuava na mesma emissora. Exibiu-se ainda na boate carioca Night and Day e na TV Rio. Foi diretor musical de diversas gravadoras. Na CBS desempenhou também a função de arranjador-chefe.

No início dos anos 1950, formou seu próprio conjunto com o qual atuou na Todamérica fazendo acompanhamentos para Flora Matos, Garotos da Lua, Virgínia Lane, Zilá Fonseca, Ademilde Fonseca e Raul Moreno.

Em 1952, seu Chorinho da Nice foi gravado na Continental por Severino Araújo e Sua Orquestra Tabajara. Em 1953, gravou com seu conjunto na Todamérica o choro Pisando macio, de sua autoria, e o Baião diferente, de Marcos Valentim.

No ano seguinte, gravou também com seu conjunto o choro No melhor da festa, e o Baião lusitano, ambos de sua autoria. Por essa época, passou a dirigir sua própria orquestra e gravou o mambo Mambomengo, e o samba Sete estrelas, de sua autoria. Ainda em 1954, seu choro Alta noite, parceria com Del Loro, foi gravado na Sinter pelo cantor Jamelão. Atuou com sua orquestra na Todamérica e acompanhou, entre outras, a cantora Dóris Monteiro na gravação da Marcha do apartamento, e do samba Sacrifício não se pede.

Em 1955, gravou com seu conjunto os choros Chorinho de boite, e Sombra e água fresca, de sua autoria. Por essa época, atuou com seu conjunto e com sua orquestra na gravadora Continental acompanhando gravações de Moreira da Silva, Nora Ney, Bill Farr e Emilinha Borba.

Entre 1960 e 1963, atuou com seu conjunto e sua orquestra na Columbia. Em 1960, foi um dos responsáveis pelo sucesso do samba Beija-me, de Roberto Martins e Mário Rossi, gravado por Elza Soares com arranjos seus.

Em 1961, acompanhou com seu conjunto um das primeiras gravações do então iniciante cantor Roberto Carlos num 78 rpm com as músicas Louco por você e Não é por mim. Acompanhou também gravações de Risadinha, Wanderléia, também em começo de carreira, Ciro Monteiro, Rossini Pinto e Elis Regina, em uma de suas primeiras gravações, com as músicas A virgem de Macareña e 1, 2, 3, balançou.

Ainda em 1961, gravou com sua orquestra os frevos Jairo na folia, de Francisquinho, Ao som dos guisos, de Edgar Morais, A pisada é essa, de João Santiago, e Vai na marra, de David Vasconcelos.

Gravou ainda, pelo pequeno selo Ritmos, com seu conjunto, os sambas Vamos fazer um samba, de sua parceria com Nelson trigueiro, e Agora é cinza, de Bide e Marçal.

Foi um dos principais arranjadores da segunda metade dos anos 1950. Em 1974, seu Chorinho de gafieira foi regravado por Raul de Barros no LP Brasil, trombone, lançado pelo selo Marcus Pereira.

Obras

Alta noite (c/ Del Loro); Baião lusitano; Chorinho de boite; Mambomengo; No melhor da festa; Pisando macio; Sete estrelas; Sombra e água fresca; Vamos fazer um samba (c/ Nelson Trigueiro).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Astor Silva

Astor Silva, instrumentista, arranjador, regente e compositor, nasceu em 10/5/1922 no bairro do Rio Comprido, Rio de Janeiro, RJ, e faleceu na mesma cidade em 12/2/1968. Fez seus estudos na Escola João Alfredo, situada em Vila Isabel. Por essa época já estudava música e formou um grupo com colegas do colégio que se apresentava em bailes e festas familiares.

Iniciou sua atividade artística como trombonista de dancings. Por volta de 1940, passou a atuar no Cassino da Urca, e em outros, como os situados em Copacabana e Icaraí. Em 1946, com o fechamento dos Cassinos, passou a integrar a Orquestra Tabajara, dirigida por Severino Araújo, que realizou excursões pelo Brasil, Argentina, Uruguai, França, etc.

Ainda como integrante da Orquestra Tabajara, apresentou-se na Rádio Tupi. Posteriormente, transferiu-se para a orquestra do maestro Carioca que atuava na mesma emissora. Exibiu-se ainda na boate carioca Night and Day e na TV Rio. Foi diretor musical de diversas gravadoras. Na CBS desempenhou também a função de arranjador-chefe.

No início dos anos 1950, formou seu próprio conjunto com o qual atuou na Todamérica fazendo acompanhamentos para Flora Matos, Garotos da Lua, Virgínia Lane, Zilá Fonseca, Ademilde Fonseca e Raul Moreno.

Em 1952, seu Chorinho da Nice foi gravado na Continental por Severino Araújo e Sua Orquestra Tabajara. Em 1953, gravou com seu conjunto na Todamérica o choro Pisando macio, de sua autoria, e o Baião diferente, de Marcos Valentim.

No ano seguinte, gravou também com seu conjunto o choro No melhor da festa, e o Baião lusitano, ambos de sua autoria. Por essa época, passou a dirigir sua própria orquestra e gravou o mambo Mambomengo, e o samba Sete estrelas, de sua autoria. Ainda em 1954, seu choro Alta noite, parceria com Del Loro, foi gravado na Sinter pelo cantor Jamelão. Atuou com sua orquestra na Todamérica e acompanhou, entre outras, a cantora Dóris Monteiro na gravação da Marcha do apartamento, e do samba Sacrifício não se pede.

Em 1955, gravou com seu conjunto os choros Chorinho de boite, e Sombra e água fresca, de sua autoria. Por essa época, atuou com seu conjunto e com sua orquestra na gravadora Continental acompanhando gravações de Moreira da Silva, Nora Ney, Bill Farr e Emilinha Borba.

Entre 1960 e 1963, atuou com seu conjunto e sua orquestra na Columbia. Em 1960, foi um dos responsáveis pelo sucesso do samba Beija-me, de Roberto Martins e Mário Rossi, gravado por Elza Soares com arranjos seus.

Em 1961, acompanhou com seu conjunto um das primeiras gravações do então iniciante cantor Roberto Carlos num 78 rpm com as músicas Louco por você e Não é por mim. Acompanhou também gravações de Risadinha, Wanderléia, também em começo de carreira, Ciro Monteiro, Rossini Pinto e Elis Regina, em uma de suas primeiras gravações, com as músicas A virgem de Macareña e 1, 2, 3, balançou.

Ainda em 1961, gravou com sua orquestra os frevos Jairo na folia, de Francisquinho, Ao som dos guisos, de Edgar Morais, A pisada é essa, de João Santiago, e Vai na marra, de David Vasconcelos.

Gravou ainda, pelo pequeno selo Ritmos, com seu conjunto, os sambas Vamos fazer um samba, de sua parceria com Nelson trigueiro, e Agora é cinza, de Bide e Marçal.

Foi um dos principais arranjadores da segunda metade dos anos 1950. Em 1974, seu Chorinho de gafieira foi regravado por Raul de Barros no LP Brasil, trombone, lançado pelo selo Marcus Pereira.

Obras

Alta noite (c/ Del Loro); Baião lusitano; Chorinho de boite; Mambomengo; No melhor da festa; Pisando macio; Sete estrelas; Sombra e água fresca; Vamos fazer um samba (c/ Nelson Trigueiro).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti (Egberto Amin Gismonti), compositor, instrumentista e arranjador nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio (5/12/1944), filho de pai libanês e mãe italiana. É considerado um dos maiores compositores brasileiros de música instrumental. Começou a estudar piano aos cinco anos.

Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu.

Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção O sonho, defendida pelos Três Morais, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da bossa nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com Mercador de serpentes.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos (Dança das cabeças, de 1976), Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Gravou quinze discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo.

Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco Alma, de 1987, tornaram-se hits, como Palhaço e Loro.

Fontes: Wikipédia; Clique Music.

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti (Egberto Amin Gismonti), compositor, instrumentista e arranjador nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio (5/12/1944), filho de pai libanês e mãe italiana. É considerado um dos maiores compositores brasileiros de música instrumental. Começou a estudar piano aos cinco anos.

Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu.

Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção O sonho, defendida pelos Três Morais, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da bossa nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com Mercador de serpentes.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos (Dança das cabeças, de 1976), Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Gravou quinze discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo.

Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco Alma, de 1987, tornaram-se hits, como Palhaço e Loro.

Fontes: Wikipédia; Clique Music.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Eumir Deodato

Eumir Deodato

Eumir Deodato (Eumir Deodato de Almeida), instrumentista, compositor, arranjador e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/6/1943. Já tocava acordeom, quando, aos 14 anos, entrou para a Academia de Mário Mascarenhas, onde estudou música com Hilda Comeira. Dedicando-se também ao piano, começou a participar de concertos e a tocar em bailes, festas de formatura, clubes e boates.

Em 1959 trocou o acordeom pelo piano e passou a fazer parte do conjunto de Roberto Menescal, atuando em shows de bossa-nova, ao mesmo tempo que começou a compor. Durante algum tempo tocou com o guitarrista Durval Ferreira e, em 1962, formou seu próprio conjunto, ao qual Roberto Menescal se integrou.

Tendo deixado o grupo, voltou a fazer arranjos, trabalhando nos primeiros discos de Marcos Valle e no Lobo bobo, primeiro sucesso de Wilson Simonal, tendo sido também arranjador free-lancer e organista exclusivo da Odeon.

Em 1964 fez os arranjos e regencia do LP Inútil paisagem, da etiqueta Forma, apresentando músicas de Tom Jobim, e também gravou o LP Os gatos, lançado pela Philips. Dois anos depois, gravou o LP Os catedráticos/ataque, pela Equipe, com Ataque (de sua autoria) e Razão de viver (com Paulo Sérgio Valle).

Em 1967 foi para New York, EUA, a convite de Luiz Bonfá, para fazer arranjos de um disco seu com Maria Helena Toledo. A seguir, fez os arranjos para o disco Beach samba
de Astrud Gilberto, ocasião em que conheceu Creed Taylor, que lhe confiou seus outros contratados: Tom Jobim, Walter Wanderley, Paul Desmond, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Benett, Roberta Flack. Nessa época voltou-se para os estilos fusion e R&B (Rhytlim and Blues). No mesmo período, passou a criar jingles de grande sucesso.

Em 1972 gravou com João Donato o LP Donato/Deodato, considerado um clássico da fusão bossa-nova/latin jazz. Com a etiqueta Equipe lançou, em 1973, os LPs Prelude, no qual fez grande sucesso seu arranjo para Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss (1864—1949), vendendo mais de 5 milhões de cópias; e Os catedráticos/73.

De 1979 a 1983 trabalhou com sucesso com o grupo KooI and The Gang. Em sua carreira artística, já acumulou mais de 15 discos de platina.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Eumir Deodato

Eumir Deodato

Eumir Deodato (Eumir Deodato de Almeida), instrumentista, compositor, arranjador e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/6/1943. Já tocava acordeom, quando, aos 14 anos, entrou para a Academia de Mário Mascarenhas, onde estudou música com Hilda Comeira. Dedicando-se também ao piano, começou a participar de concertos e a tocar em bailes, festas de formatura, clubes e boates.

Em 1959 trocou o acordeom pelo piano e passou a fazer parte do conjunto de Roberto Menescal, atuando em shows de bossa-nova, ao mesmo tempo que começou a compor. Durante algum tempo tocou com o guitarrista Durval Ferreira e, em 1962, formou seu próprio conjunto, ao qual Roberto Menescal se integrou.

Tendo deixado o grupo, voltou a fazer arranjos, trabalhando nos primeiros discos de Marcos Valle e no Lobo bobo, primeiro sucesso de Wilson Simonal, tendo sido também arranjador free-lancer e organista exclusivo da Odeon.

Em 1964 fez os arranjos e regencia do LP Inútil paisagem, da etiqueta Forma, apresentando músicas de Tom Jobim, e também gravou o LP Os gatos, lançado pela Philips. Dois anos depois, gravou o LP Os catedráticos/ataque, pela Equipe, com Ataque (de sua autoria) e Razão de viver (com Paulo Sérgio Valle).

Em 1967 foi para New York, EUA, a convite de Luiz Bonfá, para fazer arranjos de um disco seu com Maria Helena Toledo. A seguir, fez os arranjos para o disco Beach samba
de Astrud Gilberto, ocasião em que conheceu Creed Taylor, que lhe confiou seus outros contratados: Tom Jobim, Walter Wanderley, Paul Desmond, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Benett, Roberta Flack. Nessa época voltou-se para os estilos fusion e R&B (Rhytlim and Blues). No mesmo período, passou a criar jingles de grande sucesso.

Em 1972 gravou com João Donato o LP Donato/Deodato, considerado um clássico da fusão bossa-nova/latin jazz. Com a etiqueta Equipe lançou, em 1973, os LPs Prelude, no qual fez grande sucesso seu arranjo para Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss (1864—1949), vendendo mais de 5 milhões de cópias; e Os catedráticos/73.

De 1979 a 1983 trabalhou com sucesso com o grupo KooI and The Gang. Em sua carreira artística, já acumulou mais de 15 discos de platina.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Sivuca

Sivuca

Sivuca (Severiano Dias de Oliveira, ), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu na cidade de Itabaiana-PB (26/05/1930) e faleceu em João Pessoa-PB (14/12/2006). Começou a carreira aos 9 anos, tocando em feiras e festas populares. Aos 15, mudou-se para Recife, onde adotou seu nome artístico.

Em 1945, se inscreveu num programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco e foi selecionado pelo maestro Nelson Ferreira, que o indicou para tocar num programa da Rádio do dia seguinte. Foi Nelson Ferreira quem lhe deu o nome de Sivuca.

Na Rádio Clube de Pernambuco, em 1946, Sivuca conheceu Luiz Gonzaga, que ofereceu um contrato de trabalho para ele na Rádio Nacional. Na época, ele não pôde afastar-se do Recife por ter compromisso assinado com a Rádio Clube. Entretanto, quatro anos depois, estreou na Rádio Record, em São Paulo, com a grande Orquestra Record, dirigida pelo maestro Gabriel Migliori.

O primeiro grande sucesso de Sivuca, Adeus, Maria Fulô, foi lançado em 1950 e regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60. Em 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como arcodeonista num grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris. Também morou em Nova York de 1964 a 1976, onde foi autor do arranjo do grande sucesso Pata Pata, de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60.

Em 1969, desligou-se do conjunto da cantora e retornou a Nova York. Nessa época foi convidado por Oscar Brown Jr. para dirigir e representar o musical "Joy", que estreou no ano seguinte. Em 1970 lançou LP pela RCA e apresentou-se na televisão de San Francisco. Em 1971 atuou em Chicago. De volta novamente a Nova York, recebeu convite do cantor Harry Belafonte para acompanhá-lo, permanecendo com este cantor até 1975.

Em 1975 a Copacabana lançou no Brasil os LPs Sivuca e Live from Village Gate, lançados originalmente pelo selo americano Vanguard. No LP Village Gate, Sivuca interpreta, entre outras, Adeus Maria Fulô, de sua autoria e Humberto Teixeira, Berimbau, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, No Rancho Fundo, de Ary Barroso, e Marina, de Dorival Caymmi.

Em 1977, de volta ao Brasil, apresentou-se no Teatro João Caetano no Rio de Janeiro, no Projeto Seis e Meia, juntamente com a violonista Rosinha de Valença, gravando ao vivo na ocasião um disco lançado pela RCA: o LP Sivuca e Rosinha de Valença, onde interpretam, entre outras, Quando me lembro, de Luperce Miranda, Tema do boneco de palha, de Vera Brasil e Sivan Castelo Neto, Lamentos de Pixinguinha e Vinícius de Morais e Asa branca de Luis Gonzaga e Humberto Teixeira.

Em 1978 lançou o LP Sivuca, no qual interpretou, entre outras, o sambaião O dia em que El Rey voltou à terra de Santa Cruz, parceria com Paulinho Tapajós, a upakanga Mãe África, em parceria com Paulo César Pinheiro, Samburá de peixe miúdo, um arrasta-pé, e a upakanga - um ritmo da África do Sul - Barra vai quebrando, ambas em parceria com a mulher Glorinha Gadelha.

No mesmo ano, obteve grande sucesso com a composição João e Maria, feita em parceria com Chico Buarque e gravada por este e a cantora Miúcha. Também em 1978, fez os arranjos para o LP Eu Waleska, da cantora Waleska, no qual teve gravada a música Passado, presente e amor, com Glorinha Gadelha.

No ano seguinte, fez os arranjos para o LP Palavras amigas, da cantora Waleska, que gravou a composição Comigo só, com Glorinha Gadelha. Outro grande sucesso de sua autoria em parceria com a esposa foi Feira de Mangaio, na voz da cantora Clara Nunes.

Em 1980 lançou o disco Cabelo de milho, no qual interpretou, entre outras, Cabelo de milho, em parceria com Paulinho Tapajós, Cantador latino, com Paulo Cesar Pinheiro, No tempo dos quintais, com Paulinho Tapajós e que contou com a participação especial do cantor Fagner, além de Se te pego na mentira, em parceria com Glorinha Gadelha.

Em 1984 lançou, com Chiquinho do Acordeom, o disco Sivuca e Chiquinho, com a participação especial do maestro Radamés Gnattali. Foram gravadas, entre outras, as composições Pé de moleque de Radamés Gnattali, O eterno jovem Bach de Altamiro Carrilho, Valsa verde de Capiba, Aquariana do próprio Sivuca e Rabo de fita, parceria de Sivuca e Chiquinho do Acordeon.

Em 1985 lançou três discos na Suécia, Som Brasil, Rendez-vous in Rio e Chico's Bar - Sivuca e Toots Thielemans, os três pela gravadora Sonet. Em 1987 lançou com o gaitista Rildo Hora o LP Sanfona e realejo, que obteve boa receptividade por parte da crítica especializada, e no qual foram registradas, entre outras, as composições San Vicente, de Milton Nascimento e Fernando Brant, Doce de coco, de Jacob do Bandolim, Os meninos da Mangueira, de Rildo Hora e Sergio Cabral, e Sanfona e realejo, de Sivuca.

Em 1990, lançou o LP Um pé no asfalto, um pé na buraqueira, com a participação especial de Rildo Hora e de Glorinha Gadelha, interpretando, entre outras, Bom e bonito, de Osvaldinho do Acordeon, Forró da gente, de Cecéu, Guararema, em parceria com Glorinha Gadelha e Quem disse que o forró acabou?, de Moraes Moreira e Glorinha Gadelha.

Em 1997, lançou pela Kuarup o CD Enfim solo, no qual interpreta composições de Pixinguinha, Luperce Miranda e Johann Sebastian Bach. No mesmo ano fez, juntamente com o compositor e violonista Baden Powell, duas apresentações em Paris.

Continuando a realizar apresentações no Brasil e no exterior e participando de festivais e recebendo a reverência internacional por seu trabalho instrumental, em 2000 apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado da Orquestra Petrobras Pró Música e do arranjador Wagner Tiso.

Em 2002 participou de shows em comemoração aos 25 anos de fundação da gravadora Kuarup, com apresentações no Canecão, no Rio de Janeiro e no Teatro da UFF em Niterói. No início de 2003 gravou, com Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeom, um disco que registrou o encontro de três dos maiores sanfoneiros em atividade no país, produzido por José Milton.

Faleceu em 14 de dezembro de 2006, aos 76 anos, no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Estava internado e lutava contra um câncer na garganta.

Fontes: Revivendo Músicas - Biografias; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Sivuca

Sivuca

Sivuca (Severiano Dias de Oliveira, ), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu na cidade de Itabaiana-PB (26/05/1930) e faleceu em João Pessoa-PB (14/12/2006). Começou a carreira aos 9 anos, tocando em feiras e festas populares. Aos 15, mudou-se para Recife, onde adotou seu nome artístico.

Em 1945, se inscreveu num programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco e foi selecionado pelo maestro Nelson Ferreira, que o indicou para tocar num programa da Rádio do dia seguinte. Foi Nelson Ferreira quem lhe deu o nome de Sivuca.

Na Rádio Clube de Pernambuco, em 1946, Sivuca conheceu Luiz Gonzaga, que ofereceu um contrato de trabalho para ele na Rádio Nacional. Na época, ele não pôde afastar-se do Recife por ter compromisso assinado com a Rádio Clube. Entretanto, quatro anos depois, estreou na Rádio Record, em São Paulo, com a grande Orquestra Record, dirigida pelo maestro Gabriel Migliori.

O primeiro grande sucesso de Sivuca, Adeus, Maria Fulô, foi lançado em 1950 e regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60. Em 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como arcodeonista num grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris. Também morou em Nova York de 1964 a 1976, onde foi autor do arranjo do grande sucesso Pata Pata, de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60.

Em 1969, desligou-se do conjunto da cantora e retornou a Nova York. Nessa época foi convidado por Oscar Brown Jr. para dirigir e representar o musical "Joy", que estreou no ano seguinte. Em 1970 lançou LP pela RCA e apresentou-se na televisão de San Francisco. Em 1971 atuou em Chicago. De volta novamente a Nova York, recebeu convite do cantor Harry Belafonte para acompanhá-lo, permanecendo com este cantor até 1975.

Em 1975 a Copacabana lançou no Brasil os LPs Sivuca e Live from Village Gate, lançados originalmente pelo selo americano Vanguard. No LP Village Gate, Sivuca interpreta, entre outras, Adeus Maria Fulô, de sua autoria e Humberto Teixeira, Berimbau, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, No Rancho Fundo, de Ary Barroso, e Marina, de Dorival Caymmi.

Em 1977, de volta ao Brasil, apresentou-se no Teatro João Caetano no Rio de Janeiro, no Projeto Seis e Meia, juntamente com a violonista Rosinha de Valença, gravando ao vivo na ocasião um disco lançado pela RCA: o LP Sivuca e Rosinha de Valença, onde interpretam, entre outras, Quando me lembro, de Luperce Miranda, Tema do boneco de palha, de Vera Brasil e Sivan Castelo Neto, Lamentos de Pixinguinha e Vinícius de Morais e Asa branca de Luis Gonzaga e Humberto Teixeira.

Em 1978 lançou o LP Sivuca, no qual interpretou, entre outras, o sambaião O dia em que El Rey voltou à terra de Santa Cruz, parceria com Paulinho Tapajós, a upakanga Mãe África, em parceria com Paulo César Pinheiro, Samburá de peixe miúdo, um arrasta-pé, e a upakanga - um ritmo da África do Sul - Barra vai quebrando, ambas em parceria com a mulher Glorinha Gadelha.

No mesmo ano, obteve grande sucesso com a composição João e Maria, feita em parceria com Chico Buarque e gravada por este e a cantora Miúcha. Também em 1978, fez os arranjos para o LP Eu Waleska, da cantora Waleska, no qual teve gravada a música Passado, presente e amor, com Glorinha Gadelha.

No ano seguinte, fez os arranjos para o LP Palavras amigas, da cantora Waleska, que gravou a composição Comigo só, com Glorinha Gadelha. Outro grande sucesso de sua autoria em parceria com a esposa foi Feira de Mangaio, na voz da cantora Clara Nunes.

Em 1980 lançou o disco Cabelo de milho, no qual interpretou, entre outras, Cabelo de milho, em parceria com Paulinho Tapajós, Cantador latino, com Paulo Cesar Pinheiro, No tempo dos quintais, com Paulinho Tapajós e que contou com a participação especial do cantor Fagner, além de Se te pego na mentira, em parceria com Glorinha Gadelha.

Em 1984 lançou, com Chiquinho do Acordeom, o disco Sivuca e Chiquinho, com a participação especial do maestro Radamés Gnattali. Foram gravadas, entre outras, as composições Pé de moleque de Radamés Gnattali, O eterno jovem Bach de Altamiro Carrilho, Valsa verde de Capiba, Aquariana do próprio Sivuca e Rabo de fita, parceria de Sivuca e Chiquinho do Acordeon.

Em 1985 lançou três discos na Suécia, Som Brasil, Rendez-vous in Rio e Chico's Bar - Sivuca e Toots Thielemans, os três pela gravadora Sonet. Em 1987 lançou com o gaitista Rildo Hora o LP Sanfona e realejo, que obteve boa receptividade por parte da crítica especializada, e no qual foram registradas, entre outras, as composições San Vicente, de Milton Nascimento e Fernando Brant, Doce de coco, de Jacob do Bandolim, Os meninos da Mangueira, de Rildo Hora e Sergio Cabral, e Sanfona e realejo, de Sivuca.

Em 1990, lançou o LP Um pé no asfalto, um pé na buraqueira, com a participação especial de Rildo Hora e de Glorinha Gadelha, interpretando, entre outras, Bom e bonito, de Osvaldinho do Acordeon, Forró da gente, de Cecéu, Guararema, em parceria com Glorinha Gadelha e Quem disse que o forró acabou?, de Moraes Moreira e Glorinha Gadelha.

Em 1997, lançou pela Kuarup o CD Enfim solo, no qual interpreta composições de Pixinguinha, Luperce Miranda e Johann Sebastian Bach. No mesmo ano fez, juntamente com o compositor e violonista Baden Powell, duas apresentações em Paris.

Continuando a realizar apresentações no Brasil e no exterior e participando de festivais e recebendo a reverência internacional por seu trabalho instrumental, em 2000 apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado da Orquestra Petrobras Pró Música e do arranjador Wagner Tiso.

Em 2002 participou de shows em comemoração aos 25 anos de fundação da gravadora Kuarup, com apresentações no Canecão, no Rio de Janeiro e no Teatro da UFF em Niterói. No início de 2003 gravou, com Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeom, um disco que registrou o encontro de três dos maiores sanfoneiros em atividade no país, produzido por José Milton.

Faleceu em 14 de dezembro de 2006, aos 76 anos, no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Estava internado e lutava contra um câncer na garganta.

Fontes: Revivendo Músicas - Biografias; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Perinho Albuquerque

Perinho Albuquerque (Péricles de Albuquerque), instrumentista e arranjador, nasceu em Salvador BA em 25/04/1946. Aprendeu sozinho violão e guitarra, e no início da década de 1960 atuou no conjunto de Raul Seixas, Os Panteras, em Salvador.

De 1963 a 1967 tocou com Carlito e sua Orquestra, passando em 1972 a acompanhar Caetano Veloso em shows e gravações, ano em que estreou como arranjador e músico no LP Drama, da cantora Maria Bethânia, lançado pela Philips.

Em 1974, fez os arranjos para os LPs Cantar, de Gal Costa, Sinal fechado, de Chico Buarque, e Temporada de verão, de Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Em 1975, no LP Jóia, de Caetano Veloso, estreou como compositor, em parceria com o cantor, na música Guá, e foi diretor de produção desse disco e do LP Qualquer coisa, também de Caetano Veloso, ambos lançados na mesma época.

Também arquiteto, é armador de navios em ltapuã BA.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Nelson Ayres

Nelson Ayres (Nelson Luís Ayres de Almeida Filho), pianista, arranjador, compositor e maestro, nasceu em São Paulo-SP em 14/01/1947. Atuou ou gravou com Dizzy Gillespie, Benny Carter, Milton Nascimento, César Camargo Mariano, Chico Buarque, Dori Caymmi e Nana Caymmi, entre outros.

Como diretor musical, compositor, e arranjador de peças de teatro e balés (Cidadão Corpo, de Ivaldo Bertazzo), Ayres foi premiado várias vezes. Ele também já tinha trabalhado como arranjador e maestro da Orquestra Jazz Sinfônica.

Filho de pianista, ele se tornou fascinado por Luiz Gonzaga aos cinco anos, quando foi presenteado com seu primeiro instrumento, um acordeão. Aos doze, quando se matriculou no conservatório de São Paulo, ele optou pelo piano, nunca seguindo o rígido aprendizado clássico. Mesmo quando estudou com Paul Ursbach de 1959 até 1962, continuou no mesmo ritmo.

Em 1961 passou a integrar a São Paulo Dixieland Band onde permaneceu até 1968; antes participou da gravação do álbum da banda em 1963. Ele começou sua carreira como arranjador de canto vocal em 1968 e foi diretor musical da peça Chiclete com Banana (dirigido por Augusto Boal).

Em 1969, ele foi para o EUA estudar na Berklee School em Boston; junto com Victor Assis Brasil: os dois foram pioneiros. Ele trabalhou como pianista e arranjador acompanhando Astrud Gilberto e trabalhou na banda de Airto Moreira nos shows ao vivo e na gravação do álbum Free. Voltando de Berklee, ele foi procurado por músicos profissionais como Hector Costita, Amílson Godoy e Roberto Sion que estavam ansiosos para adquirir informações de jazz, numa época em que o jazz não era popular nas escolas de música no Brasil.

Os encontros informais renderam arranjos escritos e improvisações; daí surgiu a Nelson Ayres Big Band, composta por cinco saxes, quatro trompetes, e quatro trombones. Eles ensaiaram uma vez por semana no bar Opus 2000 até que a banda ganhou entrosamento e repertório. A banda permaneceu ativa durante oito anos, de 1973 a 1981.

Ao mesmo tempo, ele e outros integrantes da banda começaram a ensinar na Fundação de Artes de São Caetano, de onde vários estudantes membros da futura Banda Mantiqueira. O arranjo dele para Como" um Ladrão (Carlinhos Vergueiro) ganhou lugar primeiro no Festival Abertura (Rede Globo).

Ayres gravou seu primeiro álbum solo em 1979 na série MPBC da Philips. No mesmo ano, ele coordenou e atuou no I Festival de Jazz de São Paulo. Dois anos depois, ele gravou um segundo álbum solo, Mantiqueira" pelo Som da Gente.

Quando ainda trabalhava com a big band, Ayres tinha que lidar com os problemas comuns de um grupo com muitos músicos, havendo muitas ausências e substituições. A solução foi montar um conjunto menor, se juntando a Rodolfo Stroeter (baixo) e Azael Rodrigues (bateria), no bar Lei Seca em São Paulo, refúgio de boêmios e músicos. Logo Roberto Sion(sax) se uniu ao grupo e Hector Costita veio logo depois. Então, eles decidiram assumir o grupo, criando a banda “Pau Brasil”, nome dado por Rodolfo em razão do Manifesto antropofágico de Oswald de Andrade.

Enquanto os grupos instrumentais brasileiros estavam influenciados por um jazz pop, o Banda Pau Brasil investiu dentro da música brasileira. A banda gravou três álbuns e antes de Ayres sair, eles excursionaram pela Europa e Japão.

Em 1985, Ayres foi convidado por César Camargo Mariano a fazer parte do projeto Prisma, que consistia em ter dois tecladistas à frente de enorme parafernália eletrônica. Foi a primeira iniciativa nesse sentido no Brasil, fazendo com que excursionassem pelo país durante dois anos.

Em 1998, Ayres presidiu o júri do Primeiro Prêmio de Visa de Música Instrumental, que teve como vencedores André Mehmari e Célio Barros. Desde 1992, Nelson Ayres tem sido o maestro e o diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Nelson Ayres / Clube de Jazz.

Nelson Ayres

Nelson Ayres (Nelson Luís Ayres de Almeida Filho), pianista, arranjador, compositor e maestro, nasceu em São Paulo-SP em 14/01/1947. Atuou ou gravou com Dizzy Gillespie, Benny Carter, Milton Nascimento, César Camargo Mariano, Chico Buarque, Dori Caymmi e Nana Caymmi, entre outros.

Como diretor musical, compositor, e arranjador de peças de teatro e balés (Cidadão Corpo, de Ivaldo Bertazzo), Ayres foi premiado várias vezes. Ele também já tinha trabalhado como arranjador e maestro da Orquestra Jazz Sinfônica.

Filho de pianista, ele se tornou fascinado por Luiz Gonzaga aos cinco anos, quando foi presenteado com seu primeiro instrumento, um acordeão. Aos doze, quando se matriculou no conservatório de São Paulo, ele optou pelo piano, nunca seguindo o rígido aprendizado clássico. Mesmo quando estudou com Paul Ursbach de 1959 até 1962, continuou no mesmo ritmo.

Em 1961 passou a integrar a São Paulo Dixieland Band onde permaneceu até 1968; antes participou da gravação do álbum da banda em 1963. Ele começou sua carreira como arranjador de canto vocal em 1968 e foi diretor musical da peça Chiclete com Banana (dirigido por Augusto Boal).

Em 1969, ele foi para o EUA estudar na Berklee School em Boston; junto com Victor Assis Brasil: os dois foram pioneiros. Ele trabalhou como pianista e arranjador acompanhando Astrud Gilberto e trabalhou na banda de Airto Moreira nos shows ao vivo e na gravação do álbum Free. Voltando de Berklee, ele foi procurado por músicos profissionais como Hector Costita, Amílson Godoy e Roberto Sion que estavam ansiosos para adquirir informações de jazz, numa época em que o jazz não era popular nas escolas de música no Brasil.

Os encontros informais renderam arranjos escritos e improvisações; daí surgiu a Nelson Ayres Big Band, composta por cinco saxes, quatro trompetes, e quatro trombones. Eles ensaiaram uma vez por semana no bar Opus 2000 até que a banda ganhou entrosamento e repertório. A banda permaneceu ativa durante oito anos, de 1973 a 1981.

Ao mesmo tempo, ele e outros integrantes da banda começaram a ensinar na Fundação de Artes de São Caetano, de onde vários estudantes membros da futura Banda Mantiqueira. O arranjo dele para Como" um Ladrão (Carlinhos Vergueiro) ganhou lugar primeiro no Festival Abertura (Rede Globo).

Ayres gravou seu primeiro álbum solo em 1979 na série MPBC da Philips. No mesmo ano, ele coordenou e atuou no I Festival de Jazz de São Paulo. Dois anos depois, ele gravou um segundo álbum solo, Mantiqueira" pelo Som da Gente.

Quando ainda trabalhava com a big band, Ayres tinha que lidar com os problemas comuns de um grupo com muitos músicos, havendo muitas ausências e substituições. A solução foi montar um conjunto menor, se juntando a Rodolfo Stroeter (baixo) e Azael Rodrigues (bateria), no bar Lei Seca em São Paulo, refúgio de boêmios e músicos. Logo Roberto Sion(sax) se uniu ao grupo e Hector Costita veio logo depois. Então, eles decidiram assumir o grupo, criando a banda “Pau Brasil”, nome dado por Rodolfo em razão do Manifesto antropofágico de Oswald de Andrade.

Enquanto os grupos instrumentais brasileiros estavam influenciados por um jazz pop, o Banda Pau Brasil investiu dentro da música brasileira. A banda gravou três álbuns e antes de Ayres sair, eles excursionaram pela Europa e Japão.

Em 1985, Ayres foi convidado por César Camargo Mariano a fazer parte do projeto Prisma, que consistia em ter dois tecladistas à frente de enorme parafernália eletrônica. Foi a primeira iniciativa nesse sentido no Brasil, fazendo com que excursionassem pelo país durante dois anos.

Em 1998, Ayres presidiu o júri do Primeiro Prêmio de Visa de Música Instrumental, que teve como vencedores André Mehmari e Célio Barros. Desde 1992, Nelson Ayres tem sido o maestro e o diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Nelson Ayres / Clube de Jazz.

Aires


Aires (Doraci Aires de Arruda), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu em São Paulo SP em 13/9/1932. Tocando violão, viola, guitarra ou cavaquinho, a partir de 1952 participou de vários conjuntos e orquestras, entre eles Clóvis e Eli (até 1954), Marinho e sua Orquestra (1955), Calisto e Conjunto.

Fazendo acompanhamento, gravou seu primeiro disco em 1961, época em que também começou a se apresentar em programas de rádio e televisão e ingressou na Grande Orquestra Tupi, de São Paulo.

Em 1962 passou a acompanhar Agostinho dos Santos em shows e gravações. No ano seguinte apresentou-se na Argentina e Uruguai com Robledo e seu Conjunto, atuando em 1964 na orquestra de Carlos Piper.

Entre 1964 e 1967 acompanhou o humorista Chico Anísio e o cantor Geraldo Vandré, tendo também participado (tocando viola) do Trio Novo, que acompanhou Jair Rodrigues na música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), vencedora do II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, e do Quarteto Novo.

Em 1972 deixou de atuar na orquestra da Tupi e em 1974 fez acompanhamento nos LPs da Marcus Pereira, Música popular do Centro-Oeste/Sudeste.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

Aires

Aires (Doraci Aires de Arruda), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu em São Paulo SP em 13/9/1932. Tocando violão, viola, guitarra ou cavaquinho, a partir de 1952 participou de vários conjuntos e orquestras, entre eles Clóvis e Eli (até 1954), Marinho e sua Orquestra (1955), Calisto e Conjunto.

Fazendo acompanhamento, gravou seu primeiro disco em 1961, época em que também começou a se apresentar em programas de rádio e televisão e ingressou na Grande Orquestra Tupi, de São Paulo.

Em 1962 passou a acompanhar Agostinho dos Santos em shows e gravações. No ano seguinte apresentou-se na Argentina e Uruguai com Robledo e seu Conjunto, atuando em 1964 na orquestra de Carlos Piper.

Entre 1964 e 1967 acompanhou o humorista Chico Anísio e o cantor Geraldo Vandré, tendo também participado (tocando viola) do Trio Novo, que acompanhou Jair Rodrigues na música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), vencedora do II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, e do Quarteto Novo.

Em 1972 deixou de atuar na orquestra da Tupi e em 1974 fez acompanhamento nos LPs da Marcus Pereira, Música popular do Centro-Oeste/Sudeste.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.