terça-feira, 2 de maio de 2006

Valsa do meu subúrbio

Valsa do meu subúrbio (valsa, 1944) - Custódio Mesquita e Evaldo Rui
Orlando Silva

Valsa triste / Velha valsa
Das serestas / Nas noites de lua
Ainda hoje, / Tu emprestas
Teu lamento / Aos cantores da rua

Velha valsa / Minha amiga
Tão boêmia / Quanto o teu cantor
Valsa triste / Tu me obrigas
A contar um história / De amor...

Quem não viu num subúrbio distante
Numa valsa um cantor soluçar
A pedir, a implorar suplicante
A esmola de um beijo, um olhar

Eis que surge medrosa à janela
A donzela, a razão dos seus ais
Ele então pede a ela
Que esta valsa, não esqueça, jamais

Nenhum comentário:

Postar um comentário