domingo, 7 de maio de 2006

Qui nem jiló

Em 1950, vivia-se o auge do ciclo do baião, com vários compositores (Klecius Caldas, Armando Cavalcanti, Hervé Cordovil) e intérpretes (Marlene, Emilinha Borba, Ivon Curi) de outras áreas aderindo ao ritmo nordestino.

Luiz Gonzaga
Incansável na renovação de seu repertório, Luiz Gonzaga chegaria a gravar durante o ano nada menos de vinte composições, sendo oito delas com Humberto teixeira e sete com o novo parceiro, Zé Dantas. De todas essas músicas, mereceu destaque especial o baião "Qui Nem Jiló", um dos melhores da dupla Gonzaga-Teixeira. Refletindo sinais da integração do gênero ao meio urbano, "Qui Nem Jiló" tem melodia mais elaborada do que a maioria dos baiões, em nada lembrando as primitivas cantigas sertanejas.

Qui nem jiló (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Introdução: G - C# - F#m - B7 - Em - G - A - D

D C#
Se a gente lembrar só por
F#m A7
Lembrar
D E
O amor que agente um dia
A A7
Perdeu
G C# F#m
Saudade inté que assim é bom
B7 Em
Pro cabra se convencer
A D
Que é feliz sem saber
A
Pois não sofreu
D C# F#m A
Porém se a gente vive a sonhar
D E
Com alguém que se deseja
A A7
Rever
G C# F#m
Saudade intonce aí é ruim
B7 Em
Eu tiro isso por mim
G A D
Que vivo doido a sofrer
A
Ai quem me dera voltar
D
Pros braços do meu xodó
A
Saudade assim faz roer
D
E amarga que nem jiló
A
Mas ninguém pode dizer
D D7
Que me viu triste a chorar
G A
Saudade, o meu remédio é
D D7
Cantar
G A
Saudade, o meu remédio é
D
Cantar

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