sexta-feira, 28 de abril de 2006

Romance de uma Caveira


Romance de uma Caveira (valsa humorística, 1940)
Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales

Eram duas caveiras que se amava / e à meia-noite se encontrava pelo cemitério os dois passeava / e juras de amor então trocava.

Sentado os dois / em riba da lousa fria a caveira apaixonada / assim dizia que pelo caveiro de amor morria / e ele de amores por ela vivia.

Ao longe uma coruja cantava alegre / de ver os dois caveiro assim feliz /
e quando se beijavam em tom fúnebre / a coruja batendo as asa pedia bis.
Ranchinho e
Rolando Boldrin

Mas um dia chegou de "pé junto" / um cadáver, um defunto /
E a caveira pr' ele se apaixonou / e o caveiro antigo abandonou.

O caveiro tomou uma bebedeira / e matou-se de
modo romanesco / por causa dessa ingrata caveira /
que trocou ele por um defunto fresco.

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