quinta-feira, 27 de abril de 2006

Meu pranto ninguém vê

Meu Pranto Ninguém Vê (samba, 1938) - Ataulfo Alves e Zé da Zilda
Orlando Silva

Canto pra fingir alegria
Canto pra esquecer nostalgia
Aquela ingrata é culpada
Do meu sofrer não ter mais fim
E a malvada ainda acha
Que tem o direito de zombar de mim

Faço do verso uma arma
Pra me defender
Tenho meu pinho
Que ajuda a enganar-me o sofrer
Pra ninguém zombar
Pra ninguém sorrir
É só no coração que eu sei chorar
O pranto meu ninguém vê cair

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