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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Miss Brasil

A baiana Marta Rocha, Miss Brasil e
Vice Miss Universo 1954, em 1961.

Todo Brasil se ufana
Junto do teu pedestal
E te oferece, ò baiana
A coroa da beleza universal

Todo Brasil se ufana
Junto do teu pedestal
E te oferece, ò baiana
A coroa da beleza universal

És o botão em flor que desabrocha
No encanto do teu perfil
Marta, Marta Rocha
Recebe esta homenagem do Brasil!

Marta, Marta Rocha
Recebe esta homenagem do Brasil!


Título da música: Miss brasil / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Victor Bacelar / Compositores: Seixas, Américo - Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Todamérica / Número do Álbum 5471 / Data de Gravação 00/1954 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado A / Disco 78 rpm:

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pavio da verdade

Pavio da verdade (samba, 1949) - Ataulfo Alves e Américo Seixas
Deo

Pouco importa que me chame
De cruel, até de infame
Ou seja lá do que for
É despeito, eu compreendo
O pior é andar dizendo
Que já foi o meu amor

Gente assim da sua espécie
O desprezo é o que merece
Como você mereceu
Não me lance desafio
Você sabe que o pavio
Da verdade tenho eu

Do contrário qualquer dia
A tua biografia
Vai sair com nitidez
Porque não é com lirismo
Que se descreve o cinismo
De quem sabe o mal que fez

Veja lá se não me obriga
A desfazer tanta intriga
E provar por A mais B
Num puro e simples exame
Quem já fez papel infame
Se fui eu ou foi você . . .

Pavio da verdade

Pavio da verdade (samba, 1949) - Ataulfo Alves e Américo Seixas
Deo

Pouco importa que me chame
De cruel, até de infame
Ou seja lá do que for
É despeito, eu compreendo
O pior é andar dizendo
Que já foi o meu amor

Gente assim da sua espécie
O desprezo é o que merece
Como você mereceu
Não me lance desafio
Você sabe que o pavio
Da verdade tenho eu

Do contrário qualquer dia
A tua biografia
Vai sair com nitidez
Porque não é com lirismo
Que se descreve o cinismo
De quem sabe o mal que fez

Veja lá se não me obriga
A desfazer tanta intriga
E provar por A mais B
Num puro e simples exame
Quem já fez papel infame
Se fui eu ou foi você . . .

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Américo Seixas


Américo Seixas, compositor, nasceu às margens do rio São Francisco, na cidade de Propriá-SE, em 21/3/1910, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ em 11/7/1964. Mudou-se para o Rio 1930. Foi parceiro de Ataulfo Alves nos sambas Infidelidade, Madame Garnizé, Mal de raiz e O pavio da verdade.

Em 1945, a marcha Pato enjeitado, com Amado Régis, foi gravada por Horacina Correia na Continental. Em 1948, o samba Infidelidade foi gravado na Continental por Deo, que no ano seguinte lançou o samba Pavio da verdade também parceria com Ataulfo Alves. Ainda em 1948, o samba Praça da Bandeira, com Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti foi gravado por Ernâni Filho na gravadora Star.

Em 1949, o samba-canção Fantoche, com Wilson Batista foi gravado por Jorge Goulart na gravadora Star, e a marcha Madame Garnizé, com Ataulfo Alves foi lançada por Ataulfo Alves. Nesse ano, o cantor Déo gravou na Continental o samba-canção Pausa para meditação, com Wilson Batista.

Em 1951, teve novo samba em parceria com Ataulfo Alves gravado por Déo: Cego de amor. Em 1953, o samba Anjo perverso, com César Brasil, foi gravado na Todamérica por Edson Gil, e o samba-canção O esbarro, com César Brasil, foi gravado na Odeon por Alcides Gerardi. Nesse ano, obteve seu maior sucesso, com o samba-canção Vida de bailarina, parceria com Chocolate, gravado por Ângela Maria na Copacabana, e que se transformou num dos maiores êxitos da cantora.

Em 1954, o samba-canção Ambição, com Erasmo Silva, foi gravado na RCA Victor por Wilson Roberto, e a marcha Miss Brasil, com Wison Batista e Jorge de Castro foi gravado na Todamérica por Victor Bacelar, em homenagem à Martha Rocha, que acabara de ser eleita. Nesse ano, o samba-canção Passaporte do amor, com Erasmo Silva, foi lançado na RCA Victor por Carlos Galhardo, a valsa Valsa do sorriso, com Henrique Alves, foi registrada por Alcides Gerardi, além do samba-canção Alma e lama, com César Brasil, registrado por Míriam de Souza, as duas na Odeon.

No ano seguinte, Nelson Gonçalves gravou o samba Escrava da saudade, com Erasmo Silva, e Carlos Galhardo o samba-canção Calendário de amor, com Carneiro Filho, ambos na RCA Victor. Ainda em 1955, teve duas composições gravadas na Columbia, a Marcha do cordundinha, com Wilson Batista, na voz de Alcides Gerardi, e o samba-canção João da Silva, com Cícero Nunes, na voz de Paulo Marquez.

Em 1956, o samba Infidelidade, com Ataulfo Alves, foi lançado na Sinter por Ataulfo Alves e Suas Pastoras. Em 1957, a marcha Colherinha de chá, com Estanislau Silva, foi gravada na RCA Victor por Carlos Galhardo, a marcha Escurinha, com Carneiro Filho e Amado Régis, foi lançada por Nuno Roland na Todamérica, e a marcha Lamentavelmente, com Erasmo Silva, foi registrada por Alcides Gerardi na Columbia.

Em 1958, Alcides Gerardi gravou na Columbia o samba Cruel realidade, parceria com Carneiro Filho e Alberto Jesus. Em 1962, Alcides Gerardi lançou pela Columbia o samba Direito de gargalhar, parceria com Antônio Soares e Carneiro Filho. Em 1969, os sambas Infidelidade e O pavio da verdade foram regravados por Noite Ilustrada em LP Continental.

Foi parceiro de Ataulfo Alves, Wilson Batista, Cícero Nunes, Arnaldo Passos. Seu maior êxito foi a música Vida de bailarina, em parceria com Chocolate, grande sucesso do começo de carreira da Angela Maria, regravada posteriormente por Elis Regina e mais recentemente por Ney Matogrosso.

Teve mais de vinte músicas gravadas por nomes como Nelson Gonçalves; Alcides Gerardi; Paulo Marquez; Ataulfo Alves; Carlos Galhardo; Nuno Roland; Angela Maria; Elis Regina e Ney Matogrosso.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Infidelidade

Ataulfo Alves
Infidelidade (samba, 1947) - Ataulfo Alves e Américo Seixas

Aquele que considera,
O amor uma quimera,
Vive longe do sofrer,
Tem sempre os olhos enxutos,
Crê no amor de dez minutos,
E nelas não deve crer,
São falsas, na maioria,
E quando o homem confia,


Ataulfo Alves
Em tudo o que a mulher diz,
Heis a traição consumada
Uma vida desgraçada,
Um lar a mais infeliz.

Gostei de uma criatura,
Sem moral, sem compostura,
Sem coração, sem pudor,
Era o dono, do negócio,
Sem saber que havia um sócio
Na firma, do nosso amor,
Felizmente ainda alegra,
Saber-se que em toda regra,
Tem sempre a sua exceção,
Não julgo todas, por uma,
Pode ser que haja alguma
Com pudor e coração...

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Vida de bailarina


"Quem descerrar a cortina / da vida da bailarina / há de ver cheio horror (... ) Que ela é forçada a enganar / mal vivendo pra dançar / mas, dançando pra viver". Estes versos, que iniciam e terminam "Vida de Bailarina” dão bem o tom do samba-canção em que Chocolate e Américo Seixas finalizam a vida da bailarina de dancing.

Personagens típicas da noite carioca nos anos trinta e quarenta, essas bailarinas serviram de motivo a algumas composições como "Garota do Dancing", de Alberto Ribeiro e Jorge Faraj. Nenhuma, entretanto, alcançaria o prestígio de "Vida de Bailarina", lança Ângela Maria em 1954 e revisitada por Elis Regina, dezoito anos de representante ilustre da classe foi Elizeth Cardoso, bailarina antes de se tornar cantora profissional.

Vida de bailarina (samba-canção, 1954) - Américo Seixas e Chocolate
Intro: E5+/7

A7+ D#º C#m7 F#5+/7
Quem descerrar a cortina
Bm7
Da vida da bailarina
A#7+ C#m7 C7 Bm7 E7
Há de ver cheio de horror
A7+ F#m B7 E
Que no fundo do seu peito
F#m7
Abriga um sonho desfeito
B7 Bm7 E7
Ou a desgraça de um amor
A7+ D#º C#m7 F#5+/7
Os que compram o desejo
Bm7
Pagando amor a varejo
A#7+ A7+ Em7 A7
Vão falando sem saber
D7+ D#º Em6
Que ela é forçada a enganar
F#7 Dm7
Não vivendo pra dançar