quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Sangue e areia

Sangue e areia (passo-doble, 1941) - Vicente Celestino e Mário Rossi

Manolo quando entrou na arena,
Na tarde serena,
De sol e verão,
Sentiu um olhar,
Orvalhar !
As flores de sonho do seu coração.

Feliz, para a luta vivendo,
Guardando nos lábios um beijo de amor,
Não viu o destino tecendo:
A história sentida de mais uma dor,
Ao surgir o feroz animal,
Belo touro de muito valor,
Uma forte canção triunfal,
Envolveu o gentil toureador,
No balcão, na penumbra de um véu,
Um sorriso de amor e paixão,
Transportou para perto do céu,
Um amante e feliz coração.

Mas, a morte chegou numa flor,
Uma rosa vermelha e fatal,
Escrevendo um romance de dor,
Fim de festa cruel e mortal,
Pois, Manolo a rolar pelo chão,
Sobre a areia, sangrando ficou...

E no cofre da rosa em botão,
O seu último beijo guardou....

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