Existem dois sambas com o título de “Na Cadência do Samba”. O primeiro, de Luiz Bandeira, foi por ele lançado em junho de 56, sem maior sucesso. Tempos depois, adotado como prefixo e fundo musical para cenas de futebol no jornal cinematográfico Canal 100, de Carlos Niemeyer, popularizou-se, tornando-se conhecido pelo verso inicial “Que Bonito É”.
Já o segundo, seis anos mais novo, é um dos melhores da última fase de Ataulfo Alves, impressionando pelo curioso estribilho: “Sei que vou morrer não sei o dia / levarei saudades da Maria / sei que vou morrer não sei a hora / levarei saudades da Aurora / eu quero morrer numa batucada de bamba / na cadência bonita do samba.” Além da versão de Ataulfo, “Na Cadência do Samba” fez sucesso cantado por Elisete Cardoso, que por coincidência gravou também samba do Luís Bandeira (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34) .
Na cadência do samba (samba, 1962) - Paulo Gesta e Ataulfo Alves
Dm Gm A7
Sei que vou morrer, não sei o dia
Dm
Levarei saudades da Maria
D7 Gm C7
Sei que vou morrer, não sei a hora
F A7
Levarei saudades da AuroraDm A7
Quero morrer numa batucada de bamba
Dm
Na cadência bonita de um samba
C7 F
Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
A7
Diz o dito popular
Dm A7
Morre o homem fica a fama
Dm A7
Quero m orrer numa batucada de bamba
Dm
Na cadência bonita de um samba
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