quinta-feira, 4 de maio de 2006

A saudade mata a gente

"A Saudade Mata a Gente" é mais uma canção sobre o velho tema do amor singelo, ambientado na vida campestre ( "Fiz meu rancho na beira do rio / meu amor foi comigo morar..."), gênero que tem como paradigma "Casinha pequenina".




Dick Farney
Mas, além de ser uma bela composição, esta toada teve como um dos motivos de seu êxito uma excelente interpretação de seu lançador, o cantor Dick Farney.

Então no auge da popularidade, Dick explora muito bem as notas graves do estribilho, em contraste com a outra parte que, aliás, recorre a um trecho da ópera "Aída", de Verdi - o bailado da 2'' cena do 2° ato ( "Festa da sagração de Radamés"). Existindo havia quase dez anos, a parceria João de Barro / Antônio Almeida só alcançaria o sucesso em 1948, com "A Saudade Mata a Gente" e a marchinha "A Mulata É a Tal".

A saudade mata a gente (toada, 1948) - João de Barro e Antônio Almeida
(intro) D Em7 A7 D Bm7 Em7 Gm Em7 A7 D A7/11

Em7
Fiz meu rancho na beira de um rio
A7 D
Meu amor foi comigo morar
Bm Em7
E na rede nas noites de frio
Gm Em7 A7 D
O meu bem me abraçava pra me agasalhar

Am D7 G
Mas agora meu Deus, vou me embora
Gm D
Vou me embora e não sei se vou voltar
Bm Em7
A saudade nas noites de frio
Gm Em7 A7 D C#m
meu peito vazio virá se aninhar

A7 D A7
A saudade mata a gente morena
D A7
A saudade é dor pungente, morena
D A7
A saudade mata a gente morena
G D
A saudade é dor pungente morena

(solo) D7 G Gm D Bm Em7 Gm Em7 A7 D

( Bm C A7 D )

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