Ausente das paradas de sucesso desde 1952, quando lançou "Fim de Comédia", Ataulfo Alves voltou a se destacar em 55 com "Pois É". Bem a seu estilo, este samba trata de uma certa morena que, endeusada por falsos amigos, resolve abandonar o parceiro.
Procurando faturar em cima do sucesso de "Pois É", o compositor Mirabeau Pinheiro escreveu um samba-resposta intitulado "A Morena Sou Eu", que Ataulfo contestou com "Eu Nada Lhe Perguntei". Na verdade, Mirabeau andava meio desgostoso com Ataulfo, à época presidente da União Brasileira de Compositores, que o havia repreendido por questões de direito autoral.
Mirabeau vivia na sede da UBC reclamando, achando pouco os rendimentos que recebia por suas músicas. Mas a polêmica se encerrou em seguida, com "Arria a Trouxa no Chão", de Mirabeau, que Ataulfo não respondeu. Meses depois os dois voltaram às boas, atuando como pacificador o radialista Paulo Roberto.
Pois é (samba, 1955) - Ataulfo Alves
Pois é
Falaram tanto
Que desta vez
A morena foi embora
Disseram que ela era a maioral
Que eu é quem não soube aproveitar
Endeusaram a morena tanto, tanto
Que ela resolveu me abandonar
A maldade nessa gente é uma arte
Tanto fizeram que houve a separação
Ai, ai, ai
Mulher a gente encontra em toda parte
Mas não se encontra a mulher
Que a gente tem no coração
Pois é (samba, 1955) - Ataulfo Alves
Pois é
Falaram tanto
Que desta vez
A morena foi embora
Disseram que ela era a maioral
Que eu é quem não soube aproveitar
Endeusaram a morena tanto, tanto
Que ela resolveu me abandonar
A maldade nessa gente é uma arte
Tanto fizeram que houve a separação
Ai, ai, ai
Mulher a gente encontra em toda parte
Mas não se encontra a mulher
Que a gente tem no coração
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