quarta-feira, 19 de abril de 2006

Nervos de Aço

Lupicínio Rodrigues
Amores impossíveis, paixões desesperadas, mulheres volúveis, infiéis, tudo isso faz parte do mundo explorado por Lupicínio Rodrigues em sua obra. Ninguém melhor do que ele cantou a dor-de-cotovelo em nossa música popular. O exemplo maior de seu estilo é o samba "Nervos de Aço", uma história de traição amorosa e de protesto contra o conformismo de pessoas traídas.

Só que o protesto é passivo, pois o protagonista também não age, limitando-se a se queixar: "Eu só sinto que quando a vejo / me dá um desejo de morte e de dor". Na realidade, este samba surgiu de uma grande desilusão de Lupicínio, quando a mulata Inah, a paixão de sua vida, abandonou-o após seis anos de romance. Razão do abandono: o poeta prometia, mas não se decidia a casar...

Nervos de aço (samba, 1947) - Lupicínio Rodrigues



Jamelão
D                D#°           Em
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
D
Ter loucura por uma mulher
Em
E depois encontrar esse amor, meu senhor
A7 D
Nos braços de um outro qualquer
D#° Em
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
F#7 Bm B7
E por ele quase morrer
G D
E depois encontrá-lo em um braço
Bm E7 A7 D
Que nem um pedaço do seu pode ser
F#7 Bm F#7
Há pessoas de nervos de aço
B7 Em
Sem sangue nas veias e sem coração
F#7 Bm
Mas não sei se passando o que eu passo
C# F#7
Talvez não lhes venha qualquer reação
Bm F#7
Eu não sei se o que trago no peito
B7 Em
É ciúme, despeito, amizade ou horror
D
Eu só sei é que quando a vejo
C# F#7 Bm A D
Me dá um desejo de morte ou de dor

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