sábado, 8 de setembro de 2007

Sagarana

Sagarana - João de Aquino e Paulo César Pinheiro

(C Bb C Bb)
A ver, no em-sido

Pelos campos-claro: estórias

Se deu passado esse caso

Vivência é memória

Nos Gerais

A honra é-que-é-que se apraz

Cada quão

Sabia sua distinção

Vai que foi sobre

Esse era-uma-vez, 'sas passagens

Em beira-riacho

Morava o casal: personagens

Personagens, personagens

A mulher

Tinha o morenês que se quer

Verdeolhar

Dos verdes do verde invejar
F
Dentro lá deles
G C Bb
Diz-que existia outro gerais
(C Bb C Bb)
Quem o qual, dono seu

Esse era erroso, no à-ponto-de ser feliz demais
Am Dm Am
Ao que a vida, no bem e no mal dividida
F7 G4 G#7 G7
Um dia ela dá o que faltou... ô, ô, ô...
(C Bb C Bb)
É buriti, buritizais

É o batuque corrido dos gerais

O que aprendi, o que aprenderás

Que nas veredas por em-redor sagarana

Uma coisa e o alto bom-buriti

Outra coisa é o buritirana...
(C Bb C Bb)
A pois que houve

No tempo das luas bonitas

Um moço êveio:

- Viola enfeitada de fitas

Vinha atrás

De uns dias para descanso e paz

Galardão:

- Mississo-redó: Falanfão

No-que: "-se abanque..."

Que ele deu nos óio o verdêjo

Foi se afogando

Pensou que foi mar, foi desejo...

Era ardor

Doidava de verde o verdor

E o rapaz quis logo querer os gerais
F
E a dona deles:
G C Bb
"-Que sim", que ela disse verdeal
(C Bb C Bb)
Quem o qual, dono seu

Vendo as olhâncias, no avôo virou bicho-animal:
Am
- Cresceu nas facas:
Dm Am
- O moço ficou sem ser macho
F7 G6 G#7 G7
E a moça ser verde ficou... ô, ô, ô...
(C Bb C Bb)
É buriti, buritizais

É o batuque corrido dos gerais

O que aprendi, o que aprenderás

Que nas veredas por em-redor sagarana

Uma coisa e o alto bom-buriti

Outra coisa é o buritirana...
Bb C
Quem quiser que cante outra
Bb C
Mas à-moda dos gerais
Bb C
Buriti: rei das veredas
D C
Guimarães: buritizais!

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