Depois de ter umas dez canções gravadas por vários cantores, a dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim descobriu em Altemar Dutra o seu intérprete ideal. E isso aconteceu logo no elepê de estréia do artista, que incluía as composições “Maldito” e “Tudo de Mim”, de autoria de Gouveia e Amorim.
Seresteiro de voz pungente, Altemar dizia como ninguém versos do tipo “só minha vida não te dou, como dar? Se morto estou”, do bolerão “Tudo de Mim”, sucesso maior do disco. A partir de então e até o final dos anos sessenta Altemar Dutra monopolizaria a produção romântica da dupla (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Tudo de mim (bolero, 1963) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Tom: Am
Am Dm
De que é feito afinal
Am
Esse seu coração
A7
E que espécie de amor
Dm
Você deseja dar
E7
Se me humilho demais
Am
Me arrasto até o chão
F
Ainda fico a dever
E7
Sem lhe contentarAm Dm
O que mais quer você
Am
Se tudo já lhe dei
A7
Se o que resta de mim
Dm
Sorrindo lhe entreguei
E7
Se do pranto do olhar
Am
Nem mesmo tenho mais
F E7
Uma gota sequer
Am
Para chorar
Dm
Só minha vida
Am
Eu não lhe dou
F E7
Como lhe dar
Am Dm Am
Se morto estou
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